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OPPFØLGENDE UNDERSØKELSER

In document Vestavind Kraft AS (sider 37-42)

Em termos globais os participantes mostram-se satisfeitos com o funcionamento geral do centro de convívio, identificando-se com as atividades realizadas, uma vez que parecem ir ao encontro dos seus interesses e expetativas criadas desde o início, conforme se verifica pelas respostas obtidas nas entrevistas: “gosto das atividades, porque sempre

81 das comidas, dos chás, dessas coisas” (E5). A este respeito outro idoso teceu o seguinte comentário durante a atividade de ginástica sénior “Eu cá gosto de tudo o que se faz aqui” (DCa 5). Na sequência do discurso empreendido por um dos entrevistados, verifica-se alguma ansiedade e desejo que o tempo passe mais depressa durante a semana, para que possa frequentar o CC “estou desejando que venha aquele dia da atividade” (E3).

Assim, ao longo da intervenção foi-se observando que os idosos se reconheciam nas atividades realizadas, uma vez que se mostravam interessados em participar e aprender coisas novas:

O mais importante é a gente saber ouvir aquilo que as pessoas dizem. Dizem coisas que ficamos com elas e servem para a gente e para o nosso bem. Se a gente vai, vai gostar de ouvir aquilo que as pessoas dizem também é para nosso bem, não é só para passar o tempo, é também para aprender alguma coisa. (E5)

De acordo com Jacob (2013) trabalhar com idosos é um estímulo permanente da vida mental, física e afectiva da pessoa idosa. Através da análise das respostas dadas pelos participantes inquiridos, conclui-se que as atividades realizadas tiveram um impacto positivo e enriquecedor na comunidade participante, permitindo não só melhorias quer a nível físico, emocional, mas também cognitivo da população alvo, na medida em que permitiu estimular a sua memória, melhorar o bem-estar físico e as relações afetivas: “A

gente tira aquele pouco, pronto deixa tudo para trás. Não faz só bem às pernas e aos braços, também faz bem à nossa cabeça” (E5).

A dinâmica geral criada no local parece confirmar que o centro de convívio surge como uma resposta de primeira linha de apoio social:

Aquela porta aberta é um conforto. Por exemplo, a gente hoje sabe que estás aí. Se não temos muito que fazer, lembro-me, olha sempre vou lá dar um bocadinho, sempre distraio, sempre fala um pouco e vê coisas diferentes. É bom. Se a gente se por em ir um pouco é sempre bom. A gente em casa tem sempre que fazer. A vida governa-se à mesma. (E3)

Nos momentos de diálogo com os idosos acerca das atividades realizadas, conseguiu-se perceber pelos seus comentários que a frequência nestas atividades

82 contribuiu para a valorização pessoal de cada um, como se percebe pela seguinte nota de campo “a gente sente-se mais desenvolvidos, não sei, mais soltos. Ouvimos coisas diferentes do nosso dia a dia e isso faz a gente pensar” (DC 36). Também pelo seguinte

extrato da entrevista realizada a um dos formadores da actividade, é possível confirmar essa informação “as pessoas gostam de falar das suas memórias, da sua identidade. Da

era, do que foi quando eram jovens” (E8). É sobretudo nas atividades em que realiza a

recolha etnográfica e partilha de saberes que os participantes são desafiados a participar, contribuindo com a sua experiência de vida, partilhando conhecimentos e saberes seculares. A este propósito, diz uma idosa numa das visitas domiciliárias realizadas: “elas gostam muito de mostrar que sabem (…) chega ali o Emanuel [atividade Memórias ConVida] e contam tudo, ponto por ponto” (DC10). Sentem-se acarinhados e valorizados

por aqueles que se interessam pelas suas vivências e, sobretudo, mostram querer aprender e aplicar as experiências dos mais velhos na vida dos mais novos. No fundo sente-se como seres que fazem/fizerem história e que, mais tarde ou mais cedo, os seus saberes irão ficar registados em livros para as gerações vindouras. Luís Jacob (2013) encara o idoso como um ser portador de saberes, valores e experiências adquiridos ao longo da sua vida que importa valorizar e preservar. Aborda esta temática como prioritária, como forma de se criar nestas pessoas a vontade de serem mais participativos na comunidade em que se inserem. procurando desenvolver-lhes o pensamento e atitudes críticas perante a vida mediante atividades de animação.

Foi igualmente uma preocupação trabalhar a autoconfiança dos participantes e valorizar as suas potencialidades, mediante momentos de partilha de saberes que promoveram o espírito crítico e a comunicação interpessoal. Desta forma, importa apresentar uma outra resposta bastante peculiar, numa das entrevistas aos participantes, que afirma que são eles que ensinam a quem vem de fora: “Eles [dinamizadores das atividades Quem do Alto Olhar e Memórias ConVida] é que vêm aprender com a gente, não é a gente com eles” (E6).

Os entrevistados foram unânimes em afirmar que estas atividades têm sido fulcrais para a promoção de um bem-estar geral da população participante. Neste contexto pode- se afirmar que o plano de atividades foi ao encontro das necessidades da população. As iniciativas de animação cumpriram assim os objetivos socioeducativos inicialmente previstos para uma melhoria da qualidade de vida destes idosos. Ao longo do trabalho e analisando os vários autores estudados, verifica-se que o pensamento converge no mesmo sentido e que este facto de se poder ‘dar mais vida aos anos’ é amplamente aceite também

83 por Osório (2004) quando defende que é fundamental fazer desta idade um espaço e um tempo positivos para aumentar as possibilidades de educação permanente.

In document Vestavind Kraft AS (sider 37-42)