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Operators and time-frequency distributions

Time-frequency analysis

2.2 Operators and time-frequency distributions

Os requisitos analisados na APP em estudo propõem a análise de duas condições de exposição raras: um evento de incêndio e o uso de edifícios, de forma freqüente e intensa, por portadores de deficiência física. A condição ideal de validação da ferramenta seria a ocorrência desses eventos para verificar-se o comportamento em uso. Entretanto, aqui consideramos a validação a partir dos resultados obtidos, ou seja, a identificação no projeto de arquitetura os conflitos, desvios e falhas.

A APP foi capaz de identificar, caracterizar o risco e determinar a priorização de ações a serem implementadas pelo projetista e introduzir um balizador para tomada de decisão do gerente de projetos. Entretanto, ela não é robusta o suficiente para operar dentro do universo de interações complexas em âmbito sistêmico e sistemático do gerenciamento dos projetos.

A ferramenta APP opera com análises pontuais, utiliza diversas planilhas associadas e sempre com focos predefinidos. Esse fato traz como implicação uma visão do todo, ainda, fragmentada, o que demanda níveis de interação e conhecimento entre o analista e os referenciais indicados.

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maneira de abordagem do conceito de risco aplicado ao projeto de arquitetura. A sua estruturação precisava delimitar os vários níveis da análise que poderia ser realizadas. Dessa forma, foi necessário o desmembramento em várias colunas e assim, estabelecer a codificação das informações para que a quantificação fosse realizada. Essa quantificação permitiria ao gerente de projeto e ao projetista discutir conceitualmente os conflitos, desvios e falhas, como também precisar o seu grau de intervenção. Um ponto de destaque foi a reinterpretação da severidade, freqüência e grau de importância. Não havia banco de dados estatísticos que formalizassem esses focos, portanto, foram aplicados: o nível de interferência no andamento do projeto, o grau de interferência no sistema (comprometimento em momento de uso e emergência) e a adoção do grau de importância por preferência declarada. Estes norteadores possibilitaram a avaliação do perigo (conflito, desvio e falha) do projeto de arquitetura e, conseqüentemente, o estabelecimento de um conjunto de informações organizadas e detalhadas.

A APP, quando aplicada ainda na fase de projeto, pode manter um controle das ações a serem implementadas, de forma a minimizar os riscos ocasionados pelas interações funcionais entre os subsistemas. E ainda, abri espaço para a adequada especificação de materiais, de ordenação do espaço construído, de ajuste dos processos construtivos, de implementação de sistemas de manutenção e uso do empreendimento, tanto em situação normal como em emergência.

A APP traz diversas vantagens quando aplicada desde o início, pois permite um controle de atualização das peças gráficas, a formalização do banco de dados seletivo (identificação e caracterização dos pontos de interesse nas diversas etapas de ajuste dos projetos e um preciso controle dos sistemas modificados, sempre pondo em foco sua criticidade).

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A detecção de desvios antes do início da produção do empreendimento reduz os gastos de desmonte, horas de projeto para compatibilização e refazimento da nova proposta.

O uso de diversas planilhas associadas (lista de verificação codificada) permite formalizar o nível de interação e integração do valor da segurança “global” do edifício, tanto na fase de projeto, como no edifício já pronto.

A determinação da confiabilidade do sistema de gestão de projetos é outro ponto de destaque da APP. Pode-se observar que, mesmo utilizando a primeira versão do projeto da USP/Leste, pois as outras revisões não estavam disponíveis, o processo de teste da ferramenta foi possível. Esse fato sugeria que, no decorrer do tempo algumas modificações seriam introduzidas até a consolidação do projeto final. De modo geral (na vistoria do edifício construído), foram detectadas poucas mudanças, demonstrando que o processo de compatibilização entre projeto de arquitetura e subsistemas analisados não ocorreu de forma detalhada, prejudicando o melhor desempenho do projeto e a segurança do usuário quando em momento de emergência.

Pode-se considerar que a sua melhor performance pode ser obtida com a utilização de equipes multidisciplinares; dessa forma, os conflitos, desvios e falhas podem ser identificados e analisados a cada etapa dentro de suas especificidades e assim atingir um nível seguro de compatibilização entre subsistemas e o sistema base (projeto de arquitetura).

A estruturação do banco de dados é um fator que merece atenção quanto à compatibilização dos dados a serem tomados como critérios. Observou-se que há conflito entre legislações (municipal, estadual e federal), além das discordâncias destas com as normas da ABNT. Este fato exige uma pesquisa de compatibilização

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entre essas legislações e normas, identificando na vertical (hierarquia das leis) e horizontal (critérios mais restritivos aplicados) os critérios a serem tomados como referência.

A ausência de bases de referências para a indicação das categorias de risco (severidade e freqüências) estabelece um distanciamento da realidade, o que pode levar a um desvio da avaliação. Dentro dessa mesma categoria está a ausência de uma pesquisa estatística para a validação do grau de importância. Esse referencial permite um melhor balizamento da referência para a tomada de decisão quanto ao encaminhamento das questões gerenciais.

As outras questões envolvidas tratam da dificuldade operacional de análise, fazendo uso de sistemas simplificados, isto é, relações de comparações pontuais. Esse formato não permite a visualização de interações complexas que envolvam, simultaneamente, o sistema base (arquitetura) e subsistemas.

Um ponto crítico no formato aplicado neste estudo é que, para o emprego da APP, o analista deve ter um conhecimento prévio (normas, legislações, reconhecimento das diferenças envolvidas nos conceitos referentes a segurança – perigo, risco, conflitos, desvios e falhas) e receber treinamento apropriado.Além disso, ele precisa realizar esse processo intuitivamente, baseado em sua experiência profissional, pois as referências utilizadas nas planilhas em análise foram apenas prescritivas, o que dificulta uma comparação sistêmica no processo de produção do projeto. As associações de busca nas planilhas acopladas necessitam desse prévio conhecimento. O aplicativo Excel usado tem a ferramenta de busca por palavras, mas é um componente de atraso no preenchimento da planilha.

Ao final do processo de pesquisa, foram observadas diversas necessidades, entre elas: não havia disponibilidade de solução tecnológica mais apropriada para

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operacionalizar o sistema; não havia base de dados para comparação dos níveis de interação entre sistema e subsistemas; havia falha na compatibilização das normas e códigos prescritivos o que dificultou o estabelecimento do nível mínimo de aceitabilidade de confiança do sistema e, por fim, a inexistência de níveis aceitáveis de segurança por parte da sociedade. Diante do apresentado, muitas perspectivas de pesquisas podem ser realizadas até o desenvolvimento de uma ferramenta mais complexa de análise para projetos de arquitetura.

Para concluir este estudo pode-se dizer que a APP aplicada ao projeto de arquitetura é uma ótima ferramenta de análise de risco, pois ela cumpriu plenamente a sua missão.

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