Kapittel 2. Forskningshistorie
2.2. Om framstillinger av samisk historie
EqNumEnv EqNumAA Zona Bioclim. Bonificações (peso máximo = 16%) Ventiladores de teto Refrigeradores
através da instalação de equipamento de ar condicionado na unidade habitacional seja atribuída da seguinte forma:
os equipamentos de ar condicionado instalados devem possuir ENCE A ou Selo PROCEL (sem alteração, de acordo com o RTQ-R (INMETRO,2012)); serão atribuídos até 0,4 pontos, ponderados pelas áreas úteis dos
ambientes avaliados com equipamentos de ar condicionado instalados, para as unidades habitacionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que possuem EqNumEnv nível A ou B;
serão atribuídos até 0,2 pontos, ponderados pelas áreas úteis dos ambientes avaliados com equipamentos de ar condicionado instalados, para as unidades habitacionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste que possuem EqNumEnv nível C ou D, e para as unidades habitacionais das regiões Sudeste e Sul que possuem EqNumEnv nível A,B ou C.
Desta forma, considera-se que o RTQ-R estaria estimulando a antecipação de decisões de soluções de conforto ambiental da unidade residencial pelo empreendedor ou responsável pela construção da edificação, através de critérios de eficiência energética, sendo assim, promovendo decisões favoráveis à eficiência energética.
De acordo com a modificação sugerida, a bonificação por ar condicionado amplia a sua contribuição relativa à pontuação máxima de 6 pontos, para 6,7% , nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste que apresentaram tendência de ampliação do uso deste equipamento. Já nas regiões Sudeste e Sul, a modificação proposta permite a introdução da pontuação por bonificação para categorias das UH com o EqNumEnv nos níveis nível B e C.
5.8.3 Análise do peso da bonificação referente ao item de Ventiladores de teto, quando instalados na UHA.
No RTQ-R, a bonificação por instalação de ventiladores de teto pode contribuir com o máximo de 0,1 pontos para a pontuação final máxima de 6,0 pontos da classificação da eficiência energética da unidade habitacional.
Observa-se, a partir da Figura 17, que a bonificação do ventilador de teto tem equivalência relativa de 10% dentro da pontuação máxima de 1,0 ponto por bonificação. Já em relação aos 6,0 pontos máximos do programa, o ventilador tem equivalência relativa de 1,7% (Figura 18).
Considera-se que o peso de 1,7% não valoriza a instalação de ventiladores de teto como estratégia para melhoria das condições de conforto ambiental da unidade habitacional, nem como estratégia de melhoria do nível final da classificação da eficiência energética pelo programa. Sendo assim, sugere-se a alteração do peso relativo ao item de bonificação por ventilador de teto.
Sugere-se que a bonificação através da instalação de ventiladores de teto na unidade habitacional seja atribuída da seguinte forma:
os ventiladores de teto instalados devem possuir ENCE A ou Selo PROCEL (sem alteração, de acordo com o RTQ-R (INMETRO,2012));
a bonificação por instalação de ventiladores de teto são atribuídos para as unidades habitacionais localizadas nas zonas bioclimáticas ZB2 a ZB8 (sem alteração de acordo com o RTQ-R (INMETRO,2012));
serão atribuídos até 0,4 pontos proporcionais à razão do número de ambientes de permanência prolongada com instalação de ventiladores (NAPPVent) pelo número total de ambientes de permanência prolongada (NAPP)
da unidade habitacional, conforme apresenta a Equação 18.
(18)
Onde:
PBVent = pontuação da bonificação por ventilador de teto instalado;
NAPPVent = número de ambientes de permanência prolongada com
instalação de ventiladores de teto, na unidade habitacional;
NAPP = número de ambientes de permanência prolongada na unidade
Desta forma, o RTQ-R estaria estimulando a antecipação de decisões para as soluções de melhoria de conforto ambiental da unidade residencial pelo empreendedor ou responsável pela construção da edificação, através de critérios de eficiência energética e medidas para resfriamento de ambientes. De acordo com a modificação sugerida, a bonificação por ar condicionado amplia a sua contribuição relativa à pontuação máxima de 6,0 pontos para 6,7%. Dessa forma, a instalação de ventiladores de teto pode tornar-se uma estratégia para o conforto ambiental das UH’s , principalmente nas regiões Sul e Sudeste onde as estimativas de uso final de ar condicionado para o ano 2020 apresentaram-se inferiores a 18%. Logo, nas regiões Sudeste e Sul, a instalação de ventiladores de teto passa a ser uma estratégia mais valorizada, dentro dos pesos relativos da bonificação do programa do RTQ-R, do que a instalação de equipamentos de ar condicionado. 5.8.4 Análise do peso do EquNumAA
Esta última análise refere-se ao uso do chuveiro elétrico nas regiões Norte e Nordeste. Observou-se que, na evolução da estrutura de consumo residencial de energia elétrica, a região Norte manteve a parcela média relativa do grupo Aquecimento de Água muito reduzido e pouco relevante, em torno de 1,5%. Contrariamente, observou-se que, na região Nordeste, a parcela relativa de consumo do grupo Aquecimento de Água foi em torno de 18%, para os anos 2005, 2015 e 2020.
A partir desta constatação, verifica-se a coerência em manter a atribuição do nível 2 para o EquNumAA nas habitações que não possuem sistema de aquecimento de água instalado apenas na região Norte. Já na região Nordeste, a atribuição do nível 2 ao EquNumAA deveria ser revisto uma vez que a região parece estar incorporando o hábito de uso do chuveiro elétrico.
Do ponto de vista estratégico, no processo de etiquetagem de um edifício na região Nordeste, seria vantajoso apresentar a edificação de forma a não possuir o sistema de aquecimento de água. Esta declaração, de acordo com o RTQ-R, resultaria em EquNumAA=2, ao invés de obter o EquNumAA=1, caso declarada a existência de chuveiros elétricos.
O que pode vir a ocorrer é que, com a inserção do hábito de uso do chuveiro elétrico na região Nordeste, no período de ocupação da edificação e após a emissão da etiqueta de eficiência energética da UH haveria sistemas de aquecimento de água elétrico instalados pelos moradores. Neste caso, o nível de eficiência energética do equipamento a ser instalado pode não ser uma das prioridades do consumidor final (morador da UH) no momento de adquirir o equipamento.
A partir desta discussão, sugere-se que seja atribuído o valor de 1 para o EquNumAA dos edifícios na região Nordeste, nas habitações que não possuem sistemas de aquecimento de água instalados, tal como ocorre com as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
6. CONCLUSÕES
Este capítulo apresenta as principais conclusões extraídas a partir das análises e discussões apresentadas no capítulo anterior, no contexto das diferenças regionais do consumo residencial de energia elétrica e nos aspectos de eficiência energética a serem incrementados no RTQ-R.
A partir da análise dos resultados e da revisão de literatura, reitera-se que os motivos do considerável crescimento do consumo residencial de energia elétrica no país, nos últimos anos são vários, desde a expansão do acesso à energia elétrica ao crescimento econômico, que conduz todos os setores de consumo; os estímulos sociais, a dinâmica populacional e as políticas de redução dos níveis de déficit habitacional que juntos ampliam o número de domicílios; os estímulos climáticos que, junto à busca por conforto e saúde, e apoiado pela situação de renda favorável proporcionam a intensificação da posse e do uso de aparelhos que ampliam o conforto ambiental; a melhoria de renda e a facilitação do crédito financeiro que também colaboraram para o aumento da posse de aparelhos eletrodomésticos no ambiente residencial.
Na análise evolutiva do consumo de energia elétrica dos setores residencial, industrial, comercial e público, observou-se que, ao longo do período 2004-2013, o
consumo do setor residencial apresentou geometria de crescimento superior a dos demais setores analisados. Logo, verifica-se que as medidas de eficiência energética voltadas para o setor residencial ainda apresentam oportunidades potenciais para modificar a geometria de crescimento do consumo de energia elétrica nos próximos anos.
Ao partir das análises de elasticidade-preço e da análise do súbito crescimento da tarifa média de energia elétrica em 2015, prevê-se uma redução do consumo, em unanimidade em todas as regiões a curto prazo. A médio e longo prazo, uma vez estabilizado o valor da tarifa, prevê-se a tendência da recuperação das taxas de crescimento do consumo de energia elétrica pelo setor residencial.
Algumas análises levaram à observação de que, consideradas as taxas de eletrificação atualmente existentes, a continuidade dos programas de redução de déficit habitacional irá influenciar positivamente o crescimento do consumo residencial de energia elétrica em todas as regiões, mas principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste, onde este déficit, em valor absoluto, corresponde à respectivamente 2,3 milhões e 2,7 milhões de domicílios. Neste sentido, os modelos das unidades habitacionais a serem construídas nessas regiões deveriam atender a altos critérios de conforto térmico e eficiência energética.
Em relação à taxa de eletrificação da região Norte, que apresenta a parcela relativa de 38,5% de seus domicílios em áreas rurais sem acesso à energia elétrica, reitera-se que a continuidade dos programas de ampliação da taxa de eletrificação, por interligação desses domicílios na rede do sistema elétrico brasileiro, poderá impactar positivamente no crescimento do consumo residencial de energia elétrica nessa região. No entanto, se houver promoção da geração de energia elétrica localizada a partir de fontes renováveis nesses domicílios, poderia-se evitar o crescimento potencial do consumo residencial de energia elétrica nessa região. Em relação à renda média mensal, verificou-se que as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, apresentaram os maiores níveis de renda média mensal no Brasil desde o ano de 2001. Em uma análise comparativa da influência da renda média mensal sobre o consumo residencial de energia elétrica, verificou-se que há uma
relação bastante diferenciada de consumo por unidade de nessas regiões, onde a região Sudeste apresenta o consumo de energia elétrica por unidade de renda muito superior que as regiões Sul e Centro-Oeste. Conclui-se, a partir desta análise, que a influência da renda média mensal sobre o consumo residencial de energia elétrica é peculiar à especificidade regional. Contrariamente, observa-se que o crescimento da renda média mensal nas regiões Norte e Nordeste, regiões que apresentam os menores valores absolutos da renda média mensal entre as regiões desde 2001, pode impactar positivamente o consumo residencial de energia elétrica, a médio e longo prazo.
Verificou-se de maneira geral para todas as regiões, que o comportamento geométrico do consumo de energia elétrica assemelha-se mais ao comportamento geométrico do PIB, da população e do número de domicílios. Nesse sentido, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que apresentam o crescimento médio geométrico destas variáveis de forma positiva e acelerada, podem apresentar crescimento do consumo residencial de energia elétrica, a curto e médio prazo. Nesta análise, as regiões Sudeste e Sul apresentam-se com potencial respectivamente, médio e baixo, para o crescimento relativo da demanda do consumo residencial de energia elétrica, a curto e prazo. No entanto, observou-se que o crescimento do PIB per capita pode não implicar necessariamente no crescimento do consumo residencial per capita, dependendo da política energética adotada por cada região.
Em relação à sazonalidade, observou-se que há uma grande influência desta no consumo de energia elétrica por região, principalmente no contexto dos eletrodomésticos de ar condicionado e chuveiro elétrico. Neste sentido, os programas de eficiência energética da região Norte e Nordeste deveriam promover a utilização de equipamentos de ar condicionado com consumo eficiente, bem como a construção de unidades habitacionais com elevados níveis de conforto térmico, uma vez que estas regiões possuem clima predominantemente quente. Nas regiões Sudeste e Sul, regiões de clima temperado, onde se observou a intensificação do consumo residencial de energia elétrica do chuveiro no inverno, os programas de eficiência energética deveriam promover a implementação de
sistemas de aquecimento de água à base de energias renováveis. E de maneira geral, em todas as regiões, as políticas de eficiência energética devem promover a posse ou troca de equipamentos com nível de consumo de energia elétrica mais eficiente, principalmente nas categorias de eletrodomésticos que prestam conforto ao domicílio (ar condicionado), nas categorias que prestam serviços ao domicílio (geladeira, freezer, lavadora e lavalouça) e nas categorias de lazer (televisão e computador).
As análises conclusivas, a curto prazo, levaram à observação de que todas as regiões sofrerão a tendência de uma estabilização ou pequeno crescimento relativo da demanda de consumo residencial de energia elétrica dentro dos próximos um à dois anos, motivado principalmente pela alta taxa de reajuste da tarifa da energia elétrica do setor residencial ocorrida em 2015. Uma vez estabilizadas as condições de geração de energia elétrica por hidrelétrica, e recuperados os valores tarifários para as situações anteriores ao reajuste de 2015, verifica-se que, a médio prazo, pode ocorrer uma tendência de retomada do crescimento da demanda, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. As regiões Centro-Oeste e Sul apresentam potencial médio-alto para o crescimento relativo da demanda de consumo, e apenas a região Sudeste apresenta baixo potencial para o crescimento relativo da demanda de consumo residencial de energia elétrica.
As análises conclusivas, a longo prazo, mantidas as taxas de eletrificação e as taxas de crescimento das variáveis analisadas, e considerando a recuperação da estabilização do valor da tarifa de energia elétrica aos padrões anteriores ao reajuste tarifário do ano de 2015, levaram à observação de que apenas a região Nordeste apresenta alto potencial para o crescimento relativo da demanda de consumo residencial de energia elétrica, motivado pela continuidade dos programas de redução de déficit habitacional, pela população em ascensão econômica e pelas características climáticas favoráveis à ampliação da posse de aparelhos eletrodomésticos, principalmente aqueles relacionados à promoção do conforto ambiental. A região Norte apresenta potencial médio-alto para o crescimento relativo da demanda de consumo residencial de energia elétrica, motivado pelas taxas de crescimento da população e do número de domicílios, pela
situação econômica em ascensão e pelas características climáticas. A região Centro-Oeste, apesar de apresentar a menor taxa populacional do país, possui indicadores econômicos progressivos e uma infraestrutura favorável ao consumo energético resultando em uma situação de potencial médio-alto para o crescimento relativo da demanda de energia elétrica pelo setor residencial. Verificou-se que as regiões Sudeste e Sul, devido aos bons índices de infraestrutura e indicadores econômicos consolidados, apresentam médio potencial para o crescimento relativo da demanda de consumo residencial de energia elétrica.
A Figura 19 apresenta de forma resumida as análises conclusivas apresentadas acerca das tendências de crescimento do consumo de energia elétrica do setor residencial por região geográfica, a curto, médio e longo prazo.
Figura 19 – Resumo das análises conclusivas das tendências de crescimento do consumo de energia elétrica do setor residencial por região geográfica, a curto, médio e longo prazo.
Fonte: elaboração própria
Em relação aos resultados da estrutura de consumo residencial de energia elétrica estimados neste trabalho, apresentam-se a seguir análises conclusivas relacionadas aos grupos finalidade de equipamentos. Reitera-se que, os resultados estimados na estrutura de consumo residencial de energia elétrica por região geográfica possuem validade dentro do cenário das premissas apresentadas na introdução deste trabalho.
Grupo Iluminação - Em relação aos resultados estimados da estrutura de consumo residencial de energia elétrica, observa-se um aspecto comum em todas