DEL 1: ”DEN HISTORIEFAGLIGE KIRKEFORSKNINGEN” - BYGGHERREN I
1.4 E T NYTT ÅRHUNDRE : M ARXISME OG KIRKEHISTORIE 1900-1930
1.4.2 Oluf Kolsrud: Kirkehistorisk konservatisme
A Biblioteca Pública é uma biblioteca que se opõe à biblioteca privada. Não é a propriedade pública ou privada que define o tipo de Biblioteca, porque um privado também pode ter uma biblioteca orientada para o público, independentemente da natureza da entidade possuidora. Este conhecimento ainda não está ainda bem trabalhado/enraizado, uma vez que se confunde muitas vezes, Bibliotecas Públicas com Bibliotecas do Estado. Existem, no entanto, entidades privadas, confissões religiosas que têm bibliotecas abertas ao público. Naturalmente que, as obrigatoriedades de desenvolvimento de políticas públicas, para a leitura pública, são de natureza diferente. O Estado tem determinadas obrigações neste domínio, enquanto o privado o pode fazer apenas por filantropia, vocação, entre outros motivos. Portanto, o máximo que pode fazer-se é parcerias público-privadas (entrevista com o dirigente da instituição pública).
A Biblioteca Pública é, igualmente, um sistema criado para servir toda a população em geral, seja estudante, trabalhador, velho, etc., sem distinção de status social. Está inserida numa comunidade, maior ou menor, que engloba uma série de aspectos sociais distintos. Diferencia-se da Biblioteca Escolar, por exemplo, por esta estar direccionada apenas para estudantes (entrevista com o profissional da documentação e informação).
A definição é, pois, clara e está bem delineada. As Bibliotecas Públicas são sistemas cujo acesso directo é estimulado e facilitado para as pessoas comuns. Mas o nome não se basta por si só, a ligação com o público não acontece espontaneamente, é preciso construir esta ponte (entrevista com o escritor moçambicano). Este conceito não se aplica muito ao contexto das BPP pelo facto destas estarem voltadas, essencialmente, aos estudantes.
Quanto à sua importância, sendo o livro caro, as pessoas quando são incentivadas a ler, o único espaço onde encontram ofertas de leituras, sem custos ou com custos irrisórios, é nas Bibliotecas Públicas. Por outro lado, Moçambique passou
incentivasse a que as pessoas tivessem a pulsão de ler. Esta política envolve a posição das escolas, famílias, livreiros na promoção do livro e da leitura. Deste modo, as Bibliotecas Públicas aparecem para colmatar a falta de hábitos de leitura e oferecerem materiais didácticos referenciados nos centros de ensino (entrevista com o dirigente da instituição pública).
As Bibliotecas Públicas em Moçambique são a pedra-chave por serem bibliotecas que atendem toda a população, de forma geral, em especial, os estudantes pelo facto de existirem muito poucas Bibliotecas Escolares. A existência destes sistemas possibilita, aos estudantes, o acesso à informação didáctica (entrevista com o profissional da documentação e informação).
Por outro lado, pelo facto de Moçambique apresentar uma camada infantil muito grande, de alguma forma desmembrada por analfabetos, a leitura de registos diversos é feita apenas nas Bibliotecas Públicas (entrevista com o profissional da documentação e informação).
A importância das Bibliotecas Públicas em Moçambique é vital. Tem sido uma das únicas vias para que o livro chegue às pessoas mais comuns. Contudo, para que estes sistemas tenham vida e convoquem a atenção dos potenciais utilizadores é preciso fazer com que estes lugares se tornem vivos e atraentes. Não se pode pensar que basta apetrechar os lugares com obras literárias ou outras (entrevista com o escritor moçambicano).
A Biblioteca Pública é determinante, mas em Moçambique ela tem servido apenas para uma camada “letrada”. Quem vai às bibliotecas são, basicamente, estudantes mais velhos de 10º-12º ano de escolaridade e estudantes universitários. Portanto, tem sido uma minoria privilegiada com capacidades, por exemplo, de pagar o transporte para se deslocar às bibiotecas. Estes sistemas são públicos, mas não são democráticos porque não chegam a todos (entrevista com o dirigente da instituição privada).
Tal situação contribui para que as Bibliotecas Públicas não respondam à maior urgência de emergência do público dos primeiros anos de escolaridade. É nos primeiros anos de infância que a promoção dos hábitos de leitura é fundamental e urgente; mas, isso não está a acontecer no País. Face a este cenário, há necessidade
de investir-se mais em Bibliotecas Escolares porque este público excluído é muito dependente da escola (entrevista com o dirigente da instituição privada).
Corroborando Farias (2013), a principal missão das Bibliotecas Públicas em África consiste na oferta de colecções com características primárias, ou seja, predomínio de livros puramente escolares, que possam contribuir para o esforço de educação nacional. Entretanto, esta visão não será a mais adequada em sociedades com grandes problemas de iliteracia generalizada como Moçambique.
Relativamente à importância que os inquiridos atribuem às actividades das Bibliotecas Públicas Provinciais: oito de nove, consideraram-nas muito importantes por possibilitarem um espaço de estudo, de apoio às actividades e/ou o funcionamento das Bibliotecas Escolares, de apoio às comunidades no acesso a documentos diversificados de fornecimento de informação necessária aos cidadãos; por apoiarem as comunidades no acesso a documentos diversificados, fornecerem informação necessária aos cidadãos; e, por apoiarem as famílias a criar o gosto e hábitos de leitura junto de crianças e jovens. Sete, considerou-as muito importantes para a promoção do contacto e utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC); por apoiarem a leitura; por serem um recurso para as instituições de educação e formação. Seis consideraram, igualmente, muito importante, o facto de darem a conhecer obras de autores moçambicanos; A importância atribuída à aprendizagem informal e ao fornecimento da leitura nos tempos livres ficou-se por três ocorrências em termos de importância; e, com duas, a formação em intervenção cívica.
Contrariamente ao exposto, três respondentes consideraram, como menos importante, o facto de darem a conhecer obras de autores estrangeiros consagrados e por proporcionarem uma intervenção cívica. E, dois consideraram nada importante o facto de proporcionarem aprendizagem informal (vide Gráfico 5).
Conclui-se, assim, que existe um consenso sobre a importância das Bibliotecas Públicas e o grande papel que estas desempenham em Moçambique. Porém, é necessário evidenciar-se mais o seu papel enquanto instrumentos culturais que possibilitem a aprendizagem informal ao longo da vida, junto dos profissionais. Disso, constata-se, em Moçambique, como afirma Issak (2000), a falta de reconhecimento do papel e da importância das Bibliotecas por autoridades governamentais afecta, inevitavelmente, o desenvolvimento destes serviços.
Gráfico 5: Importância atribuída às actividades das Bibliotecas Públicas Provinciais