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oktober 2019 av forsknings- og høyere utdanningsminister Iselin Nybø

In document Dokument 15:1 (2019–2020) (sider 33-46)

O sucesso de um projeto passa por seguir certas etapas ou fases, ou seja, a fase de diagnóstico de necessidades, conceção do projeto e avaliação do mesmo. Esta subsecção debruça-se, então, sobre a questão da avaliação do projeto.

A avaliação deve acompanhar todas as etapas de um projeto pois é um processo permanente e complexo (Fernández, 2011; Guerra, 2002), em que “Acção e avaliação estão intimamente ligadas” Guerra (2002, p.206).

A avaliação visa sempre corrigir ou melhorar aquilo que se avalia, permitindo ajustar e afinar o projeto sempre que necessário, uma vez que todas as fases podem ser avaliadas (Guerra, 2002; Ander-Egg, 2011). Assim, esta permite a construção e a reconstrução

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permanente do que se está a fazer tendo em conta a finalidade e os objetivos traçados inicialmente (Fernández, 2011).

O presente projeto integrou três momentos de avaliação, que foram mencionados no ponto 4.2.3., a avaliação diagnóstica, a avaliação contínua ou on going e a avaliação final. A avaliação inicial ou diagnóstica permite criar uma intervenção adequada, uma vez que esta permite o levantamento de elementos importantes e essenciais (Guerra, 2002). Neste projeto permitiu conhecer e caracterizar o contexto e o público-alvo, de modo a criar atividades ajustadas aos idosos.

A avaliação contínua ou on going tem como fim perceber “(…) se o projecto está a ser executado conforme o previsto” (Guerra, 2002, p.196). No projeto esta avaliação permitiu perceber se os objetivos, inicialmente traçados, estavam a ser alcançados, bem como melhorar as próprias intervenções. Esta foi posta em prática através das grelhas de avaliação/registo/observação das atividades (ver anexo V, p.108) e das grelhas de autoavaliação das atividades (ver anexo VI, p.109) criadas pela estagiária. Mas, também através das conversas informais e da observação participante e não participante. Como já foi referido no ponto 4.2.3., as grelhas de autoavaliação permitiram obter o feedback em tempo real dos idosos em relação à atividade. No final de cada atividade os idosos preenchiam essa grelha e ainda teciam alguns comentários que achassem pertinentes. Os idosos tinham um papel ativo na avaliação das atividades, assumiam um papel de jurado. Este “ritual” foi bem aceite pelos idosos, uma vez que já eram eles que lembravam à estagiária que faltava a avaliação. Em todas as atividades os participantes avaliaram as atividades com o “Smile” correspondente ao “Gostei muito”, bem como os comentários tecidos foram sempre no sentido de continuar com as atividades. Ficam alguns dos comentários tecidos nas grelhas “São atividades muito boas”; “Nunca assisti a umas atividades tão boas”; “Foi uma atividade muito instrutiva”; “Estou muito contente com a estagiária e com as atividades que ela traz e faz”; “ Foi uma rica tarde e uma tarde bem passada”; “Estou há anos na Cruz Vermelha e nunca tive umas atividades tão boas”; “Estas reuniões dão-nos saúde e alegria, gosto imenso. Somos idosos mas não perdemos a alegria”; “Estas atividades são os melhores momentos que passo”. As grelhas de registo/avaliação/observação das atividades foram construídas pela estagiária e preenchidas pela mesma no final de cada atividade. Estas permitiram à estagiária fazer ajustamentos e adaptações para as atividades futuras.

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A avaliação final pretende avaliar os resultados e os objetivos, verificando os efeitos do projeto (Guerra, 2002). Esta pretende “(…) conhecer os resultados e a eficácia do projeto” (Guerra, 2002, p.197). Neste projeto, a avaliação final foi feita recorrendo à entrevista semiestruturada à acompanhante de estágio (ver anexo IX, p.122), ao inquérito por questionário aos idosos (ver anexo VII, p.11o) e às colaboradoras (ver anexo VIII, p.119). O inquérito por questionário aos idosos permitiu recolher a perspetiva dos idosos sobre o trabalho desenvolvido, do qual foram membros ativos. Esta perspetiva foi essencial para entender como é que o trabalho foi desenvolvido, de que forma correu, se os objetivos foram ou não alcançados.

O inquérito por questionário final foi passado a 11 idosos, este número é diferente do número inicial do público-alvo devido ao falecimento de uma das idosas e ao agravamento do estado de saúde de outros. A meio do projeto entrou uma nova idosa que foi incluída neste inquérito, não lhe foi passado o inquérito por questionário inicial por forma a não criar enviesamentos.

Relativamente ao grupo das atividades de expressão plástica dos 11 idosos todos afirmaram que gostaram deste tipo de atividades. Apontaram algumas das seguintes justificações A1:27 “Foram boas para mim, foram novas”; A2: “Para desenvolver a atenção e a

concentração e para aprender a colar”; A3: “Porque aprendi alguma coisa, a utilizar materiais que nunca tinha utilizado. Construímos coisas lindas”; A4: “Para desenvolver a nossa força de mãos”; A8: “ Para mexer e trabalhar as mãos, melhorar a nossa atenção”; A10: “Gosto deste tipo de atividades porque gosto de fazer estas coisinhas que também fazia no passado. Fizemos coisas bonitas e engraçadas”.

Sobre estas atividades os idosos afirmaram que estas eram divertidas, criativas e estimulantes. Todos afirmaram que estas atividades os ajudaram a divertirem-se, isto porque, A3: “Eram momentos bem passados, alegres e divertidos. Não pensávamos nas amarguras da vida”; A5: “Passava o tempo melhor com melhor disposição”; A7: “Davam para espairecer, sair da rotina e isso ajuda a divertir e o ambiente também ajudava a divertir”; A11: “Para mim divertir é poder falar com outras pessoas, estar bem-disposta, alegre e ajudavam-me a passar bem o tempo”.

27 As respostas dadas pelos idosos no inquérito por questionário foram numeradas com a letra A, seguida do

81 Lembrança de Natal; 1 Cravos; 5 Lembrança "Dia internacional da família"; 8 Manjericos; 7 Ecopontos; 3 Máscaras de Carnaval; 7 Painel "Jogar a Rimar"; 2 Recordações da Páscoa; 3

Atividades preferidas pelos idosos

Gráfico 2 – Atividades de expressão plástica que os idosos mais gostaram de fazer (selecionar máximo 3)

Partindo do gráfico 2, verifica-se que as atividades de expressão plástica preferidas pelos idosos foram a lembrança do “Dia internacional da família”, os manjericos e as máscaras de Carnaval. Os idosos tiveram dificuldade em escolher apenas 3, uma vez que afirmaram que gostaram de todas, porém, estas foram as que eles acharam mais piada e A2: “Ficaram muito giros os produtos finais”.

No caso das atividades físicas ou motoras os 11 idosos afirmaram que gostaram de participar nas mesmas. Afirmaram que A11: “Porque me ajudaram na concentração e a não estar parado. Foram jogos que ajudaram o corpo a mexer”; A10: “Foram boas para não enferrujar a máquina, foram exercícios bons para o corpo”; A4: “Para não ficar parado, para mexer um bocado, uma vez que já não me mexo muito”; A8: “Estas atividades eram boas para nos mexermos já que em casa estou sentado, não faço muito exercício”.

Os idosos acharam que os exercícios feitos foram divertidos, fáceis, criativos e estimulantes. Afirmaram que os exercícios ajudaram a melhorar o seu estado de saúde, dizendo que A1: “Vinha mais leve naquele dia para casa”; A2: “Ajudaram-me a ter força para me movimentar. Sempre que eram estas atividades chegava mais leve a casa”; A7: “As dores passavam, sentia-me melhor com o meu corpo”; A10: “Fizeram-me ficar mais ativa, com mais genica”; A11: “Aliviaram-me o corpo”.

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Jogo "No sítio certo"; 5

Jogo dos balões; 8

Jogo Boccia; 3 Jogo "A mola"; 5

Bowling; 3

Aula de dança; 5

Jogo "A bola não para"; 1

Atividades que os idosos mais gostaram de fazer

Gráfico 3 - Atividades físicas/motoras que os idosos mais gostaram de fazer (selecionar máximo 3)

Conforme o gráfico 3, verifica-se que os idosos gostaram mais do jogo dos balões, do jogo “A mola”, do jogo “No sítio certo” e da aula de dança. A justificação foi a de que estas atividades foram as mais divertidas e engraçadas.

Relativamente às atividades cognitivas/mentais todos os idosos gostaram de participar nestas atividades. Justificaram dizendo que A2: “Foram boas para trabalhar o cérebro, a memória e atenção”; A4: “Para puxar pela cabeça, manter o cérebro ativo e ajudar na memória”; A8: “Contribuiu para a concentração, memória. Não podemos deixar o nosso cérebro parado”: A10: “A cabeça está fraca e ajudou-me imenso a melhorá-la”; A11: “Para manter a mente ativa e a cabeça fresca”.

Os idosos acharam as atividades estimulantes, divertidas e criativas, A3: “Estimulavam a memória e ao mesmo tempo divertíamo-nos. Criativas porque nos deram a conhecer coisas novas”; A5: “Estimulavam o cérebro”.

Todos os idosos afirmaram que os exercícios os ajudaram a melhorar o estado mental. Apontaram como justificações A1: “No final da atividade vinha mais fresca, vinha com a cabeça mais leve para ser sincera, lá não me doía nada”; A3 “Apesar de já estar habituada a fazer alguns jogos, foi bom conhecer novos jogos que ajudem no trabalho da memória”; A9: “Ajudavam-me a trabalhar a memória e a atenção, a puxar pela cabeça que às vezes já parece enferrujada”; A10: “Porque mexeram com a cabeça. Eu já estou muito esquecida e estes exercícios ajudaram-me a concentrar mais. Sentia-me bem a fazer aqueles exercícios”.

83 Dominó; 3 Jogo "Descobre o sabor e o cheiro"; 7 Bingo; 4 Sopa de letras; 10 Provérbios; 1 Advinhas; 2 Jogo Memokado; 2

Jogo dos pares; 2 Jogo "Jogar a Rimar"; 1

Atividades que os idosos mais gostaram de fazer

Gráfico 4 - Atividades cognitivas/ mentais que os idosos mais gostaram de fazer (selecionar máximo 3)

Através do gráfico 4 percebe-se que as atividades que os idosos mais gostaram de desenvolver foram o jogo da “Sopa de letras”, o jogo “Descobre o sabor e o cheiro” e o Bingo.

No que toca às atividades promotoras do desenvolvimento pessoal e social, todos os idosos gostaram de participar. Uma vez que A1: “Falei com outras pessoas, estava entretida e não estava sozinha em casa”; A3: “Permitiu partilhar e trocar ideias com outras pessoas. O grupo era fixe”; A7: “O convívio é bom, serviram para recordar muitas coisas antigas. Partilhar histórias nossas com outras pessoas é bom”; A9: “Aprendi outras coisas com as pessoas. Partilhei histórias e ouvi outras que não conhecia”.

A maioria dos idosos considerou estas atividades estimulantes, divertidas e criativas. Segundo A3: “Estimulavam a pensar no passado e eram divertidas porque recordávamos coisas do nosso tempo. E criativas no sentido da forma como eram feitas”.

Todos os idosos consideraram que as atividades contribuíram para o seu desenvolvimento pessoal e social. Alguns idosos afirmaram que A2:” Trocávamos ideias e histórias e aprendemos com outros novas coisas”; A5: “Deu para conviver e partilhar, sentia-me bem comigo própria”; A10: “Tive a oportunidade para partilhar as minhas histórias e os meus conhecimentos. Desenvolvi-me mais.”.

As atividades que os idosos mais gostaram foram o debate sobre o S. João e os bailaricos populares, sobre o 25 de abril e sobre a família. A escolha foi justificada com A2:

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“Relembrei os tempos da minha mocidade e outras tradições”; A7: “Eram coisas do meu tempo e da minha mocidade”.

No que se refere às atividades lúdicas todos os idosos afirmaram que gostaram de participar. Justificaram dizendo A2:” Deu para nos divertirmos e conhecer novos locais”; A3: “Para divertir e passar boas tardes”; A11: “Deu para sair da sala e eram diferentes”.

Questionados sobre o contributo das atividades para o convívio entre o grupo, todos os idosos afirmaram que estas possibilitaram o convívio, bem como ajudaram a divertirem-se. Para eles as atividades foram divertidas, relaxantes e criativas.

Das atividades lúdicas realizadas as preferidas pelos idosos foram a festa e o almoço de Natal, o recital de sopros e metais e a visualização do filme “O Costa do Castelo”.

Finalmente sobre as atividades de formação todos os idosos gostaram de participar dizendo A1:”Aprendi novas coisas”; A3: “Aprendi alguma coisa. Aprender até morrer e morre-se sem saber”; A6: “Aprender novas coisas de uma maneira simples”; A9: “Porque vieram pessoas simpáticas dar e a menina também soube dar bem. Ensinaram-nos coisas que eu não sabia”; A10: “Foram construtivas. Senti que aprendi alguma coisa, fiquei mais instruída”.

Sobre estas atividades os idosos consideraram as atividades estimulantes, criativas e divertidas. Todos afirmaram que as atividades foram úteis para o seu dia-a-dia, justificaram com A1:”Deu para perceber o que se fala na televisão sobre os temas dados aqui”; A6: “Fiquei mais instruída, sinto-me mais informada”; A9: “Aprendi coisas para a minha saúde porque tenho diabetes e tenho que ter muitos cuidados”; A10: “Deram conhecimentos para a vida. Deram-me conselhos para melhorar a minha saúde”. Assim, reafirmaram que adquiriram conhecimentos com as atividades e que as mesmas foram interessantes.

Das atividades de formação realizadas os idosos gostaram mais da palestra sobre a alimentação, a dos idosos em segurança, a da reciclagem e a dos primeiros socorros.

De todas as áreas das atividades as que os idosos mais gostaram foram as atividades de expressão plástica, as atividades lúdicas e as de formação. Contudo, é de frisar que os idosos tiveram dificuldade em escolher apenas 3, uma vez que referiram ter gostado de experimentar todas as áreas.

Segundo os idosos as atividades contribuíram para melhorar a sua qualidade e satisfação com a vida. Apontaram como justificações A1:” Fizeram-me feliz e bem-disposta. Sentia-me bem com todos. O ambiente era bom e a menina também”; A3: “Aprendi muitas

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coisas, fiquei a saber mais e sai de casa. O convívio é muito importante para mim e as atividades também deram para sair da rotina de estar em casa”; A6: “Convivi mais com as pessoas e senti-me bem com os exercícios e com as atividades. Lá não me lembrava das dores nem das tristezas. Estava alegre e divertia-me sempre, mesmo que às vezes chegasse triste”; A9: “Eram bons momentos, momentos bem passados que me ajudavam a não me sentir só e a não pensar nas coisas tristes e más. Esquecia tudo e tava concentrada no que estava a fazer. Saía de casa e dava para espairecer”; A10: “Aquelas tarde contribuíram para o meu bem-estar e para estar bem com a vida. Sentia-me feliz”.

Todos os idosos afirmaram que se sentiam motivados pela chegada do dia da atividade, A2: “Não marcava nada porque à quinta-feira tinha a Cruz Vermelha”; A4: “Muito motivada, já sabia que ia para um sítio em que me ia sentir bem. Estava sempre entusiasmada”; A6: “Ganhava genica nesse dia, já sabia que era o dia do “laru”, tentava não marcar nada para a quinta-feira. Mesmo que não me sentisse tao bem, eu fazia sempre o esforço para ir”.

Sobre a forma de executar as tarefas nas atividades os idosos foram unânimes e afirmaram que a estagiária foi organizada e motivada.

Os idosos na sua maioria avaliaram o desempenho da estagiária com o número 4, ou seja, que foi totalmente adequado, sendo que um avaliou com o número 3, que significava muito adequado.

Sobre a continuidade do projeto os idosos afirmaram que gostavam que este continuasse. Uma vez que A1: “Saía de casa para fazer boas atividades. Convivia com outras pessoas”; A2: “Porque nos faz falta sair de casa e espairecer, e o projeto contribuiu para isso e para fazer diferentes atividades”; A4: “Gostei de todo o trabalho, aprendi novas coisas e eram tarde bem passadas”; A6: “ Porque era para sair de casa e ocupar o meu tempo livre. Dava para refrescar a cabeça, aprendi coisas novas e convivi com as pessoas. Adorei fazer todas aquelas coisas e estão todas em minha casa”; A7: “ Porque eram momentos bons aqueles que passávamos lá, as atividades eram sempre diferentes de semana para semana. Eram tardes alegres e divertidas. Era bom sair de casa para ir para as atividades, ia mesmo porque gostava”; A9: “Porque já estávamos habituados a si e aos seus trabalhos. Eram momentos alegres que davam para esquecer as tristezas da vida. Pelo menos sabíamos que íamos ter carinho e atenção”.

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Alguns idosos deixaram as suas sugestões, no caso, do projeto ter continuidade, alguns gostavam que o projeto fosse 2 dias por semana, que se deveria apostar mais em atividades físicas e sempre que fosse possível e o tempo permitisse fazer atividades ao ar livre.

No final foi prazeroso ouvir os idosos dizer que tinham muita pena que o projeto acabasse, uma vez que gostaram de todas as atividades, acharam-nas interessantes e gostaram de fazer as várias “coisinhas” como lhe chamavam. Falaram que gostaram do empenho e dedicação com que a estagiária fazia os trabalhos e do ambiente criado nas atividades. Todos os momentos contribuíram, segundo eles, para esquecerem A6: “as amarguras, as dores e as tristezas”, para se acalmarem e para se distraírem.

No que toca ao inquérito por questionário às colaboradoras28 quando questionadas

acerca da integração da estagiária 6 avaliaram com 4 (totalmente adequada) e 2 avaliaram com 3 (muito adequada). Uma das colaboradoras afirmou dizendo B7:” A estagiária integrou-se muito bem na instituição porque foi sempre muito acessível. Estando sempre disponível e pronta para qualquer eventualidade que surgisse. Era muito simpática e carinhosa com os seniores”.

Sobre as atividades realizadas pela estagiária 6 avaliaram com 4 (totalmente adequadas) e 2 avaliaram com 3 (muito adequadas). B1: “Todas as atividades foram bem aceites pelos idosos e pela equipa que colaborou com a estagiária”; B4: “Muito imaginativa, sempre com projetos com que todos os utentes pudessem colaborar quer fossem as suas dificuldades”; B6: “Super interessantes, coisas sobre o dia-a-dia, muito dinamismo, compreensão por eles e pelo seu quotidiano”; B7: “ Na minha opinião as atividades realizadas pela estagiária eram totalmente adequadas aos seniores porque além de diverti-los, trabalhou muito bem as capacidades mentais”; B8: “Bastante adequadas ao público-alvo”.

O desempenho da estagiária durante a implementação das atividades foi avaliado entre 4 (totalmente adequado) e 3 (muito adequado). Como referem as colaboradoras B1: “A estagiária empenhou-se e brilhou junto dos utentes”; B4: “ Muito dinâmica sempre ajudou cada um dos utentes nunca fazendo diferenças entre eles”; B7: “O desempenho era totalmente adequado, sempre esteve muito interessada, preocupada e atenta”.

Quanto ao planeamento este foi avaliado entre 4 (totalmente adequado) e 3 (muito adequado). Segundo B7: “Sempre planeou muito bem cada atividade tendo a preocupação de

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semana após semana ter sempre atividades diferentes e que despertassem a curiosidade e o interesse dos seniores”.

A concretização das atividades também foi avaliada entre 4 (totalmente adequada) e 3 (muito adequada). Sendo que B1: “A estagiária preocupou-se em conhecer os utentes para adequar as atividades às limitações de cada um”; B4 “Sempre com muito êxito todos os utentes gostaram de qualquer uma das atividades”.

No que toca à interação da estagiária com os idosos, esta foi classificada entre 4 (totalmente adequada) e 3 (muito adequada). B1: “Uma preocupação em conhecer pessoalmente cada um deles e os seus gostos e tudo o que eles gostariam de executar”; B7: “A estagiária sempre interagiu muito bem com os seniores desde as brincadeiras, as conversas, sabendo sempre colocar-se no seu lugar e respeitando o espaço deles. Educada, meiga e carinhosa”.

A relação estabelecida entre a estagiária e a equipa foi avaliada entre 4 (totalmente adequada) e 3 (muito adequada). B4:”Excelente foi uma grande ajuda para a equipa”; B6: “Correu muito bem, aprendemos mutuamente, foi uma boa integração”; B7: “Com a equipa técnica houve sempre uma relação muito boa, sem nunca colocar qualquer objeção. Sempre pronta, amiga, correta e muito acessível. Por tudo isto, foi muito bom trabalhar e colaborar com ela”.

Segundo a acompanhante de estágio a estagiária planeava as atividades “(…)de acordo com os objetivos, com aquilo que entendia ser uma mais valia para o público-alvo, neste caso, os seniores”. Estas foram pertinentes, envolveram os idosos nas mesmas e “(…)o feedback que me foi dado pelas pessoas que participam nas atividades e que são o público-alvo foi muito positivo”. E por isso a acompanhante fez uma “(…)apreciação positiva do projeto”. Segundo ela o projeto proporcionou “(…)momentos em que as pessoas se sentiram claramente felizes, vê-se pelas fotografias, pelos relatos que fazem”. Valorizou ainda “(…)o facto de levar estas pessoas à rua, ao seu espaço, ao seu lugar, à sua envolvência, ao meio onde cresceram, (…)e julgo que em termos de identidade da própria pessoa com o contexto onde vive isto foi importante”. A acompanhante ressaltou “(…) o facto de estas atividades poderem ser desenvolvidas por uma pessoa que tem uma preparação, como é o seu caso, não é Sofia, vem ajudar, não é, porque introduz elementos novos nas atividades, e isso a inovação e a criatividade devem ser uma constante e nós sozinhos não conseguimos ser muito inovadores”. A mesma afirmou que a

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estagiária “(…) teve sempre uma postura de colaboração mesmo quando eu lhe fazia sugestões, participativa, empenhada.”

Com os resultados alcançados foi possível perceber que é deveras importante envolver os participantes no projeto para que este tenha sucesso, fazer com eles e não por eles (Ander- Egg, 2011).

Foi possível perceber que é importante ir de encontro aos interesses e às necessidades dos idosos, devem ser atividades que lhes sejam significativas (Osório, 2008; Isayama, 2008), gratificantes e compensatórias (Cunha, 2009).

Através do depoimento dos participantes foi possível perceber que os mesmos sentiram mudanças com a participação no projeto, sentiram-se mais satisfeitos com a sua vida, sentiram prazer em participar nas atividades e as mesmas contribuíram para o seu bem-estar. Isto vai de

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