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og en løsningsteknikk for likevektsmodeller*

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Neste capítulo apenas se apresentarão as conclusões gerais, uma vez que os resultados obtidos já foram descritos e discutidos no capítulo anterior. As conclusões serão sistematizadas por vários parágrafos, que vão ao encontro dos objectivos estabelecidos no parágrafo 1.2. Assim, tem-se:

1. Verificou-se que a vibração emitida pelas ferramentas manuais eléctricas nem sempre coincide com o valor declarado pelos fabricantes. Para o cortador o valor emitido foi, inesperadamente inferior ao valor declarado (6,80<13,1 m/s2), o que pode ser devido ao facto do material utilizado em contexto simulado de trabalho ser diferente daquele que se utilizou para fazer os testes em laboratório. Por outro lado, no caso do martelo perfurador o valor declarado pelos fabricantes subestima os valores medidos no local de trabalho (11,0<12,05 m/s2) embora não seja uma diferença substancial. Deste modo, pode incorrer-se em alguns erros, caso se opte pela utilização dos valores declarados para estimar o valor total da vibração transmitida ao HAS.

2. A forma como a vibração emitida pelas ferramentas se vai transmitir ao HAS depende essencialmente da ferramenta que se está a manusear, e não tanto da utilização ou não de luvas anti-vibratórias. Para altas frequências (como se pensa ser o caso do cortador) a vibração emitida pelo cortador é estatisticamente superior (≈ 6 m/s2) à efectivamente transmitida ao HAS; para baixas frequências (como se suspeita ser o caso do martelo perfurador) a vibração transmitida ao HAS está acima (≈ 2-3 m/s2) da que é emitida pela ferramenta, isto é, a vibração é ampliada. Contudo, estes resultados devem ser vistos com algum cuidado, pois na origem desta diferença podem estar razões relacionadas com o nível de esforço exercido pela mão dominante (uma vez que é nesta que se estava a medir o valor da vibração) aquando da realização das diferentes tarefas.

3. Verificou-se, quando não se utilizam luvas anti-vibratórias, a existência uma tendência que evidencia um aumento (≈ 2-9% MVE) do esforço nos dois músculos flexores que foram alvo de análise (FDS e FCU) e uma diminuição do esforço ao nível do músculo ECU (≈ 1-10% MVE). Relativamente à vibração transmitida ao HAS não se verificou a existência de diferenças significativas nem nenhum padrão de tendência entre a utilização de luvas anti-vibratórias e a não utilização de luvas. A luva que mais atenuava a vibração transmitida ao HAS dependia de operador para operador e de tarefa para tarefa, pelo que a escolha da luva a utilizar deve ser aquela que para o operador seja considerada como a mais confortável;

4. Verificou-se que o músculo mais activado em tarefas do tipo hand grip e com a utilização das ferramentas manuais eléctricas testadas neste estudo, varia de operador para operador. Contudo, o músculo ECU é aquele que para a maioria dos operadores (79% e 71% quando se utilizou o cortador e o martelo perfurador respectivamente), está mais activo seguindo-se o músculo FCU (14% e 21% quando se utilizou o cortador e o martelo perfurador respectivamente), enquanto o músculo ECRL é para todos os operadores o menos solicitado entre os músculos que foram alvo de análise. Deste modo, são os músculos responsáveis pela estabilização cubital do punho (ECU e FCU) os mais activos nas tarefas do tipo hand grip;

5. Verificou-se a existência de um aumento significativo do esforço (≈ 10-25% MVE) e da vibração transmitida ao HAS (≈ 13 m/s2) quando se utilizou o martelo perfurador comparativamente com a utilização do cortador;

6. Identificou-se um risco para o aparecimento de fadiga (para actividades de duração de 10-15 minutos) em todos os músculos em análise quando se manuseia o martelo perfurador quer se utilize luvas anti-vibratórias ou não. Por outro lado, na tarefa que envolve a utilização do cortador não existe risco para fadiga no músculo ECRL, enquanto que o músculo ECU já apresenta um maior risco para o aparecimento de fadiga. Relativamente aos músculos FDS e FCU apesar do risco para o aparecimento de fadiga, não ser muito elevado, é maior do que o existente para o músculo ECRL. Contudo, comum a todos os cenários e às várias situações simuladas existe o facto dos valores da média (nível de actividade dinâmica) e os valores de P10 (nível de

contracção estática) serem bastante próximos, o que dá indicação que os músculos têm pouco tempo para relaxar.

7. Relativamente à auto-percepção dos operadores relativamente ao esforço por estes realizados e à transmissão da vibração para o HAS dos mesmos, verificou-se que a auto-percepção é algo de muito subjectivo dependendo de operador para operador e de tarefa para tarefa. Por isso, constatou-se que há operadores com uma boa percepção e outros cuja auto-percepção não é muito boa. Por outro lado, percebeu-se que os operadores têm uma maior facilidade (o que se traduz numa boa auto-percepção) em identificar qual das ferramentas implica a realização de um esforço maior e qual é a que transmite uma maior vibração. Além disso, é conveniente salientar que operadores que apresentaram uma boa auto-percepção relativamente ao esforço podem não a ter tido na auto-percepção à vibração transmitida ao HAS. Contudo, os operadores com melhor auto-percepção consideraram que o esforço realizado e a vibração transmitida ao HAS era maior quando não se utilizavam luvas anti-vibratórias.

8. Verificou-se que o conforto não pode ser explicado através do esforço realizado nem da vibração transmitida ao HAS, apesar dos operadores também se sentirem mais confortáveis com do que sem luvas anti-vibratórias. Assim, dever-se-á tentar perceber quais são as variáveis que têm uma influência mais directa no conforto dos operadores (características anatómicas da luva, maleabilidade, ajustamento da luva à mão, forma de ligação/ articulação com o punho, facilidade de retirar e colocar a luva, sensibilidade que a luva oferece, entre outros). Deste modo, mesmo em tarefas que impliquem a utilização de ferramentas vibratórias, deve ter-se a preocupação de escolher uma luva que proporcione ao operador um bom conforto independentemente se é ou não considerada como anti-vibratória.

Deste modo, a nível industrial, todas estas conclusões são relevantes uma vez que na manipulação de ferramentas manuais eléctricas, emissoras de vibração ao HAS, os operadores preferem trabalhar com luvas, isto é, é com estas que eles sentem maior conforto, sendo que existe uma tendência notória que evidencia uma diminuição do esforço nos músculos flexores quando se recorre a luvas. Por outro lado, verificou-se que a utilização ou não de luvas não apresenta diferenças ao nível do risco para aparecimento de fadiga (em actividades de duração de 10-15 minutos).

É de notar que as conclusões apresentadas anteriormente não são conclusões universais, mas sim válidas para as condições e ferramentas utilizadas ao longo deste estudo. Por outro lado, todas as conclusões originadas a partir dos resultados provenientes da utilização da sEMG devem ser vistas com algum cuidado, devido à possibilidade de ocorrência de crosstalk que é algo muito difícil de controlar.

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