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Offentlige rammevilkår for de marine næringene

Os níveis críticos estimados pelo método gráfico de Cate-Nelson e associado a dose de máxima eficiência econômica em várias percentagens da produtividade relativa e da dose de máxima eficiência econômica nas safras “de inverno” e “das águas” são apresentados nas Tabela 2 e 3, respectivamente.

Tabela 2 – Valores críticos do índice SPAD, ângulo hue, teor N total (g

kg-1) e massa da matéria seca da quarta-folha (MSQF, em

mg), determinados na quarta-folha da batateira aos 21 dias após a emergência estimados pelo gráfico de Cate-Nelson (NC gráfico) e pela associação da dose de máxima eficiência econômica (NC MEE), em várias percentagens da produtividade relativa e da dose de máxima eficiência econômica, na safra “de inverno”.

Percentagem do máximo Característica Método 100 99 98 95 90 Gráfico 45,9 45,8 45,6 45,2 44,6 SPAD MEE 45,4 45,3 45,2 45,0 44,7 Gráfico 120,8 120,7 120,6 120,3 119,8 Ângulo hue MEE 120,0 120,0 120,0 120,0 120,0 Gráfico 67,7 67,0 66,3 64,2 60,7 N-total MEE 53,6 53,6 53,6 53,6 53,6 Gráfico 791,6 783,9 776,1 752,8 714,1 MSQF MEE 745,4 744,9 744,4 742,4 737,7

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Tabela 3 – Valores críticos do índice SPAD, ângulo hue, teor N total (g

kg-1) e massa da matéria seca da quarta-folha (MSQF, em

mg), determinados na quarta-folha da batateira aos 21 dias após a emergência estimados pelo gráfico de Cate-Nelson (NC gráfico) e pela associação da dose de máxima eficiência econômica (NC MEE), em várias percentagens da produtividade relativa e da dose de máxima eficiência econômica, na safra “das águas”.

Percentagem do máximo Característica Método 100 99 98 95 90 Gráfico 46,7 46,5 46,4 45,9 45,1 SPAD MEE 46,5 46,4 46,3 46,1 45,6 Gráfico 115,9 115,8 115,7 115,5 115,2 Ângulo hue MEE 115,0 115,1 115,1 115,1 115,0 Gráfico 46,9 46,5 46,2 45,1 43,4 N-total MEE 46,3 46,1 45,9 45,3 44,3 Gráfico 647,5 640,6 633,7 613,0 578,5 MSQF MEE 632,7 628,9 625,1 613,7 594,8

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4. DISCUSSÃO

Para a prática racional de adubação, otimizando recursos econômicos e ambientais, é necessário um criterioso estudo de calibração. O nível crítico nesses estudos é definido como a concentração do nutriente que corresponde à disponibilidade necessária para atingir a produção de máxima eficiência econômica (Alvarez V., 1994). Baseados na relação entre os indicadores do estado de N e a produtividade, diferentes pesquisadores utilizam o conceito de nível crítico baseando-se na redução de 5 a 10 % da sua performance máxima (Epstein & Bloom, 2005; Fontes et al., 2011). O método gráfico de Cate-Nelson é largamente utilizado tanto na sua forma original ou modificado pela fixação da linha na horizontal em valores arbitrários da produtividade relativa (Sims et al., 1995; Piekielek et al., 1995).

Os vários modelos que expressam a relação entre dose de N e a performance da planta ou o índice determinado na folha são variáveis e complexas podendo gerar valores de nível crítico discrepantes. Além disso, fatores que proporcionarem mudanças diferenciadas na taxa de crescimento

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e absorção do N favorecerão diferentes concentrações do nutriente no tecido, provocando mudanças do nível considerado crítico (Fontes, 2011).

Os “outliers” (erros) associados aos níveis críticos correspondem a falhas no diagnóstico (situação em que a recomendação do N não seria necessária e vice-versa) e foi usado para comparar a acurácia relativa de indicadores para a diagnose da necessidade de complementação com N. Para a safra “de inverno” verificou-se pelo procedimento de Cate-Nelson que a percentagem de observações que ficaram no quadrante inferior direito do gráfico, indicando que o tratamento era deficiente em N, mas de fato, haveria a necessidade de se aplicar mais N para atingir o rendimento máximo, indicando erros, foi de 10 % para o índice SPAD, 10 % para o ângulo Hue, 30 % para o teor de N e 0 % para a MSQF. Para a safra “das águas”, a percentagem de observações que ficaram no quadrante inferior direito do gráfico foi de 5, 10, 5 e 10 % para o índice SPAD, ângulo Hue, teor de N- total e MSQF, respectivamente.

Para um método ser aceitável de ser usado pelos agricultores, a probabilidade do teste em prever a suficiência de N, quando na verdade a planta encontra-se deficiente, deve ser baixa (Fox et al., 2001). No presente experimento, dos índices de diagnósticos analisados, o nível crítico de 56,3 para o teor de N na matéria seca da quarta-folha na safra de inverno não foi o índice mais apropriado para separar as plantas deficientes das não deficientes. Nesse caso, houve 30 % de falso-negativo, ou seja, 30 % dos tratamentos apresentaram-se acima do nível crítico, mas, no entanto, haveria a necessidade de se aplicar mais N para atingirem 98 % do rendimento máximo. Neste sentido, o nível crítico mais adequado foi obtido com a massa da matéria seca da quarta-folha não sendo verificado nenhum tratamento que subestimou a necessidade de N na “safra de inverno” e o teor de N-total para a safra “das águas”, apresentando erro de 5%. Rodrigues (2004), trabalhando com seis doses de N em pré-plantio (0 a 300

kg ha-1) na forma de uréia na cultura da batata, verificou que pela

metodologia gráfica de Cate-Nelson houve erro de 25 % quando usou o nível crítico do teor de N na folha; para o índice SPAD foi 12,5 % e para o teor de nitrato no suco celular foi 16,7 %, determinados aos 20 DAE. Ainda segundo o autor, a acurácia dos métodos de diagnose não melhorou durante o ciclo

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da cultura (10 aos 48 DAE), podendo a diagnose ser realizada precocemente, possibilitando proceder a complementação com N enquanto a demanda de N pelas plantas é alta. No entanto, Vos & Bom (1993) citam que o uso do clorofilômetro em estádio precoce do crescimento da batata, geralmente, fornece resultados inconsistentes não sendo possível estabelecer relações satisfatórias entre a intensidade do verde da folha e a produtividade. Segundo Cadahía & Lucena (2000), quando se comparam os diferentes métodos de diagnósticos, conclui-se que os métodos bioquímicos apresentam excessiva variabilidade, devido à pequena quantidade de material analisada, enquanto que os métodos visuais e de análise foliar apresentam pouca variabilidade pois nestes casos as amostras obtidas são mais representativas.

A estimativa do valor do nível crítico de cada variável pelo método gráfico, na safra “de inverno”, forneceu valor aparentemente superior do que o correspondente nível crítico estimado com base na dose de máxima eficiência econômica, não ocorrendo o mesmo na safra “das águas” (Tabela 2). Esta aparente discrepância de valores entre os dois procedimentos para estimar o nível crítico pode ser atribuído a maior sensibilidade do método matemático em relação a dispersão dos pontos, à dificuldade dos modelos curvilineares em ajustar os dados separando as regiões de suficiência e deficiência de N e, também, pode ser que o cálculo do nível crítico pelo procedimento gráfico foi feito utilizando-se os valores relativos obtidos em cada repetição e assumindo a maior produtividade relativa como sendo aquela associada a dose de máxima eficiência econômica.

Ao comparar valores de níveis críticos, deve-se levar em consideração a forma pela qual os mesmos foram determinados (Black, 1993). Fontes et al. (2002) verificaram em tomate que o valor do nível crítico determinado para o índice SPAD, teor de nitrato no suco celular e teor de N na folha variariaram de acordo com o procedimento estatístico para as determinações dos referidos níveis.

Conceitualmente, há tempos, o nível crítico vem sendo definido como o índice ou a concentração do nutriente com a qual a planta terá 10 % de redução na sua máxima produtividade física. No entanto, para Fontes (2011) há situações em que 10 % de redução na performance máxima é

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inaceitável, pelo valor da cultura em relação ao custo do fertilizante. Assim, pelo fato da batata ser responsiva à adição de N, pela relatividade de preços de batata/adubo e pelos dados observados neste trabalho é plausível trabalhar com nível crítico associado a 98 % da produtividade física. A escolha do procedimento a ser utilizado para a estimativa do valor do nível crítico deve ser baseado em critérios para a escolha do modelo estatístico que descreve a relação entre a dose do nutriente e o índice de diagnóstico. Dentre esses critérios deve-se considerar a lógica biológica do fenômeno, significância do quadrado médio da regressão, alto valor do coeficiente de determinação e significância dos parâmetros da regressão (Alvarez V.; 1994). Além destes critérios é preciso considerar que o valor do nível crítico deve ser aquele em que, acima do qual, não há aumento na produção econômica.

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