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OffentIeg grunnerverv og oreigning

In document Hans Sevatdal og Per Kåre Sky (sider 95-98)

KAPITTEL 4. INSTITUSJONELLE ANALYSAR AV FAGLEGE PROBLEM- PROBLEM-STIILLTNGAR

4.5. OffentIeg grunnerverv og oreigning

Depois de desenvolvidas as diferentes formas de pensamento em Inglês (LE) com os vídeos do YouTube, que funcionaram como ferramentas cognitivas e construtivistas paralelamente ao fórum de discussão online, os diversos grupos de alunos empreenderam a produção do seu próprio vídeo, conjugando e consolidando os saberes construídos nas etapas anteriores. O pensamento complexo surge neste enquadramento não como mais uma forma de pensamento a desenvolver, mas antes como resultado de todo o processo estratégico desenvolvido até ao momento, capacitando os alunos para um pensamento de ordem superior orientado para a resolução de problemas, a tomada de decisões e a criação de ideias e produtos inovadores (Jonassen, 2007).

Como perspectivado por diferentes autores (Siemens, 2006; Tapscott, 2007), o desempenho de papéis no que concerne o professor e aluno no espaço sala de aula alterou-se nesta última fase do projecto – concepção dos

vídeos digitais (VD). No domínio das tecnologias, mais do que até então, os alunos mostraram a sua aptidão lidando com o software e o material disponível para o efeito com conhecimento e completo à vontade. Por outro lado, conscientes da apropriação e do sentido dos seus saberes, decorrente da reorganização activa e integrada dos seus conhecimentos e perspectivas, os alunos controlaram o desenvolvimento das actividades patenteando a sua capacitação (empowerment), autonomia e independência de pensamento.

Numa atmosfera dominada pela interacção em Inglês (LE) entre os diferentes elementos do grupo, os diferentes grupos, e a professora/mediadora integrada nos grupos (Vygotsky, 1978), os alunos envolveram-se nos problemas e situações reais e autênticas que pretendiam expor, estando cientes dos conteúdos já trabalhados com os vídeos seleccionados no YouTube, e os propósitos dos seus pequenos novos filmes/vídeos a publicar e partilhar nesta plataforma. A planificação para a realização do seu vídeo foi elaborada e reformulada várias vezes. De facto, os alunos procederam a uma nova síntese das abundantes ideias contidas nos seus guiões, tentando expô-las com clareza, precisão, consistência, correcção lógica e imparcialidade. A organização de listas de materiais a utilizar, contendo imagens recolhidas na Web, com as fontes devidamente referidas, fotografias, desenhos e pequenos filmes produzidos pelos próprios foi repetidamente revista. A edição do filme, usando os softwares iMovie e Moviemaker, implicou práticas como cortar e colar pequenas peças de filmes/fotografias/músicas, alinhar, realinhar, recombinar, enquadrar, usar transições, manipular a cor, ritmo e fluidez, e Uso de Língua. Contudo, editar não se resumiu a estes processos, mas exigiu o envolvimento activo dos alunos na criação de um sentido para a informação a combinar e reorganizar coesa e coerentemente, atendendo aos tópicos de orientação fornecidos (anexo 10).

Com base na ficha de auto-regulação da aprendizagem (anexo 9), ao longo do processo de planificação do vídeo a criar, os grupos reflectiram continuamente sobre o trabalho de projecto, confirmando passo a passo o desenvolvimento dos três principais tipos de competências de pensamento complexo, envolvendo subcompetências por sua vez enquadradas nas

competências já desenvolvidas, designadamente: formular problemas – colocar hipóteses, identificar ideias principais…; investigar problemas – analisar informação, reconhecer falácias…;, encontrar alternativas – modificar, prever...; escolher soluções – estabelecer prioridades, avaliar informação...; construir aceitação – planificar, identificar relações causais...; avaliar o produto inventado – avaliar informação, determinar critérios...; rever o produto – expandir, modificar...; gerar alternativas – colocar hipóteses, visualizar... avaliar as consequências – comparar/contrastar, prever...; tomar decisões – pensar logicamente, resumir...; avaliar as escolhas – aferir, intuir...; imaginar objectivos – especular, visualizar...; formular objectivos – planificar..., inventar um produto – expandir, pensar analogicamente.... (Jonassen, 2007, pp.44-45)

O desenvolvimento das capacidades de Uso de Língua, a publicação e partilha do vídeo no YouTube e o feedback dos grupos sobre os mesmos no website, foram parâmetros também considerados na reflexão e auto- regulação da aprendizagem incluída na ficha de trabalho.

4.2.3.2. Produção oral e interacção

Os vídeos foram apresentados à turma. A primeira apresentação consistiu apenas na sua visualização. Numa segunda visualização, os diferentes alunos que constituíam cada um dos grupos colaboraram entre si, explicando à turma, passo a passo, o que tentaram incluir no seu vídeo: o objectivo; a síntese e organização das ideias; a tentativa de conduzir os espectadores à imaginação e especulação (What if...?), a inferir informação não explícita, a comparar/contrastar informação e a identificar causas e consequências; a adição de pormenores interessantes, símbolos, analogias com situações práticas da vida e humor; a inclusão de pontos de vista pessoais devidamente fundamentados, de títulos e genéricos, e a credibilização de toda a informação com referência das fontes.

Num ambiente dominado pela interacção construtiva, a maioria dos alunos da turma, actores e audiência simultaneamente, contribuiu para o enriquecimento dos vídeos engenhosamente editados pelos diferentes

grupos, apresentando possíveis reformulações e sugestões para a eventual produção de uma segunda versão do mesmo vídeo. Para o efeito, os alunos analisaram, avaliaram, relacionaram informação, pensaram analogicamente e especularam imaginativamente, fundamentando crítica e criativamente os seus pontos de vista, utilizando uma linguagem apropriada e relacionada com a imagem em movimento.

No final da apresentação do vídeo, os alunos procederam à auto- avaliação no que concerne a competência de produção oral e interacção, visando as componentes gramatical, discursiva e sociocultural, e estratégica (QCRE, 2001) (anexo 1).

A abordagem que até aqui fizemos pretendeu descrever as actividades do projecto que constituiu o trabalho de campo e, paralelamente e de modo integrado, apresentar o que consideramos serem resultados das nossas observações enquanto professora e investigadora e, por isso, totalmente envolvida no trabalho. Tentámos que esta apresentação fosse o mais rigorosa e objectiva possível, mas não excluímos a possibilidade de haver subjectividade, quase impossível de eliminar neste contexto de investigação.

Apresentam-se de seguida alguns exemplos dos vídeos produzidos e publicados no YouTube:

. “Be Yourself – fighting against discrimination”. Disponível em:

http://www.youtube.com/watch?v=MahidmNruA8&feature=watch_response

. “Indian Culture”. Disponível em:

http://www.youtube.com/watch?v=c4Pd9Lqyspc

. “Racism: a one-way road”. Disponível em:

http://www.youtube.com/watch?v=aC5JMye1w6g

. “Multiculturalism”. Disponível em:

http://www.youtube.com/watch?v=IEodXiX4gDQ

. “Israel - apartheid”. Disponível em:

. “Think Widely – Stop Discrimination”. Disponível em:

http://www.youtube.com/watch?v=DFMR1XiAG2Y . “Stop Discrimination”. Disponível em:

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