10. ANALYSE AV NORSKE ÅPENHETSRAPPORTER FOR 2010
10.9 G ODTGJØRELSER TIL EIERNE
Além de promover oportunidades de socialização, a inclusão escolar precisa oferecer a todos os seus alunos as mesmas oportunidades de ensino aprendizagem, olhando para as individualidades de seus alunos e elaborando planos de aula que realmente atendam às suas necessidades educacionais. Para isso, precisamos despertar as competências de nossos professores, que a princípio se intimidam com o inovar, com o desafiar, com o ousar. A escola precisa estar junto com esse professor, e tornar-se um ambiente inclusivo, com ações pensadas a atender a todos.
E é nisto que a escola deve centrar sua atenção: como se podem criar possibilidades de aprendizagem no contexto escolar, interpondo uma substancial mudança de foco, onde as dificuldades não são aprendidas simplesmente como fatores inerentes à condição biológica, mas como,
também, provenientes das limitações do contexto social, no caso, escolar (OLIVEIRA, 2012, p.18).
Para tanto, há necessidade de conhecer e entender como se dá o processo ensino- aprendizagem, mais especificamente, em nossa pesquisa, entender como o aluno com deficiência intelectual aprende. Tais conhecimentos serão necessários para que o professor possa elaborar seu plano de aula individualizado, o que exigirá procedimentos metodológicos diferenciados para que a aprendizagem seja efetuada, ou seja, há necessidade de os professores se revestirem de conhecimentos para que a sua limitação e a limitação da escola não sejam as causas das muitas ineficiências escolares da inclusão escolar. Diante disso o Ministério da
Educação define que:
[...] inclusão de alunos com necessidades educativas especiais, em classes comuns, exige que a escola regular se organize de forma a oferecer possibilidades objetivas de aprendizagem, a todos os alunos, especialmente aqueles portadores de deficiências. (BRASIL/MEC/SEESP, 1999b)
E mais...
[...] inclusão não significa, simplesmente, matricular os educandos com necessidades especiais na classe comum, ignorando suas necessidades específicas, mas significa dar ao professor e à escola o suporte necessário à sua ação pedagógica. (BRASIL/MEC/SEESP, 1999b).
A inclusão escolar precisa acontecer de forma consciente e planejada em todas as instâncias, desde a formação do professor aos suportes necessários para que o aluno tenha seus direitos respeitados, suas habilidades desenvolvidas e junto com todos os alunos que suas diferenças sejam somadas e não excluídas ou deixadas de lado.
A inclusão é um processo de mudança contínuo e que se fará ao longo de toda a construção do ambiente escolar, desestruturando, de forma progressiva e amena, a cultura construída de pessoas consideradas normais dentro do padrão de normalidade ditado por uma sociedade excludente.
Para tanto é necessária a urgência do combate à exclusão, que muitas vezes tem seu início na sala de aula, com atitudes discriminatórias e vexatórias pela falta de conhecimento sobre a diversidade humana que é composta culturalmente, socialmente, economicamente, afetivamente, etnicamente e religiosamente, com suas especificidades.
A escola passa a ser inclusiva quando ela torna o ambiente favorável para trabalhar todas as diferenças existentes, de forma que essas diferenças não sejam mais sinais de
exclusão e sim de construção de desafios a serem alcançados por pais, alunos, professores e toda a comunidade escolar.
Promover uma escola inclusiva implica olhar para as reais necessidades de cada aluno e do professor, de cada situação que esses sujeitos estão vivenciando e identificar as necessidades a que estão expostas, e muitas vezes ocultas, e proporcionar ações que diminuam as barreiras que os impeçam de vivenciar experiências de aprendizagem positivas e de envolvimento nas diversas oportunidades que a escola pode oferecer, promovendo recursos para que tal processo se concretize. Há necessidade de se olhar para o aluno com suas diferenças, porém não deixar que essas diferenças sejam respostas para seu fracasso escolar e social, fazendo das diferenças motivo para seu fracasso escolar e social, fazendo das diferenças a razão das desigualdades o que contribuiria para reforça-la ao invés de combatê- la.
Alguns dos princípios básicos, próprios da educação inclusiva, foram referidos por Alvarez y Soler (1998), no atendimento à diversidade, entre os quais, destacam-se:
- Personalizar em lugar de padronização: reconhecer as diferenças individuais, sociais e culturais dos alunos (a)s, a partir das quais a ação é orientada;
- Resposta diversificada versus resposta uniforme: permite adequar os processos de ensino-aprendizagem às diferentes situações;
- Heterogeneidade versus homogeneidade: este princípio realça o valor dos agrupamentos heterogêneos dos alunos com o objetivo de educar com base em valores de respeito e aceitação das diferenças numa sociedade plural e democrática. (ALVAREZ Y SOLER, 1998, p. 250)
Tais práticas exigem uma desconstrução cultural do processo de ensino e aprendizagem padronizado, autoritário, tradicional e conservador, porém para o professor conseguir eliminar tais barreiras e trabalhar dentro de uma proposta inclusiva há necessidade de apoio no sentido de orientação e formação continuada com a equipe da escola e com os profissionais do AEE (Atendimento Educacional Especializado).
O processo de inclusão educacional é algo constante e que precisa ser revisto a cada etapa do processo de ensino e aprendizagem, não só pelos profissionais da educação, como também pelos órgãos de governo na gestão da educação pública, pelas famílias e por toda sociedade civil. Necessita ser revisto também no sentido de identificar quais os benefícios e malefícios que ela tem causado ao deficiente, visto que a exclusão tem se concretizado na própria inclusão ao sistema escolar, através de políticas e práticas niveladoras e homogeneizadoras, que constituem, por si mesmas, atitudes discriminatórias e, em muitos
casos vexatórias, por submeterem os alunos a situações incompatíveis com suas potencialidades e seu grau de desenvolvimento.
Escolas inclusivas nas palavras de Mantoan (1997),
[...] propõem um modo de se constituir o sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em virtude dessas necessidades. A inclusão causa uma mudança de perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apoia a todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral. (p. 145)
A concepção de escola democrática e inclusiva requer uma tomada de reflexão sobre uma nova escola que grita por mudanças efetivas para oportunizar formação com qualidade a todos os alunos nas dimensões sociais, afetivas, metodológicas e curriculares.