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curso foi a ANDI – Agencia de Noticias da Infância e lá a maioria era de comunicação, mas sendo das ciências humanas a gente trabalhava todos esses vieses e lá a gente se perguntava porque que a mídia não dialoga com a academia, a grande mídia. Porque que as pesquisas não têm uma repercussão, sendo que às vezes elas têm anos e anos de financiamento, anos e anos de trabalho e apresentam resultados de extrema relevância para sociedade. Não sei é só um meio para plantar uma reflexão mesmo eu aqui como jornalista. Fui chamada de perigosa na minha qualificação. Porque eu quero falar, eu não quero fazer minha pesquisa e deixar aqui eu quero que todo mundo saiba do que eu estou falando. O

ano passado eu tive de sair da minha prática para dar conta das disciplinas, mas quando eu voltar do meu mestrado eu vou falar para todo mundo o que eu fiz... Mas como a gente faz isso aqui? Eu tenho esta prática jornalística, mas como é que a gente aplica isto? Como eu vou conseguir mostrar para as pessoas como anda o meu trabalho, a minha pesquisa. Acredito que é um pouco do que o V. falou...tirar um pouco da biblioteca e da estante da minha casa e falar gente isto está aqui acontecendo e o que a gente pode fazer e ai não só ir lá e falar olha eu vou propor políticas públicas... Pra quem eu vou propor? Para quem de fato eu vou propor? Eu estou na base, às vezes eu não tenho alcance de fato naquele cara que vai propor a política pública não adianta eu colocar isso no meu projeto. E o que mais que eu posso fazer, além disso, eu vim de um lado forte da prática e ai eu comecei a entrar mais no ritmo da academia e isso foi dando uma quietada. Mas agora eu vejo isso de novo, agora que estou quase saindo eu vejo que tem este “q” a mais. Para quê de fato servem as nossas pesquisas. É para mim...eu me questiono muito hoje.

Paula – Quais as possibilidades que nós temos frente essas questões?

V. : Uma coisa que vejo de crucial importância é se perguntar para quem, qual a pessoa tutor dessa política pública e ai nós sabemos que existem interesses, que nós não falamos quais, por que as vezes não interessa, que se mude, que se mexa, em certas coisas, e jornalista mexe quando ele coloca ou fala isso, então eu acho isso um ponto que bloqueia você. Eu faço uma bela de uma pesquisa, dou ótimas sugestões dentro de ética, dentro de direitos humanos e ai não vai para frente. Para mim isto precisa ser mudado, agora como vai ser mudado? Eu já fui socialista, já fui comunista, sei lá só não fui integralista as outras coisas tudo eu já fui, achando que estes sistemas iriam, nossa! O Cavaleiro da esperança – Luis Carlos Prestes sei lá em 1920 na coluna Prestes... Naquela luta, naquela briga toda do ser humano, toda aquela Revolução Cubana a Revolução Russa, enfim eu vejo que o problema é basicamente a educação. Sinceramente o homem precisa, não adianta a gente arranjar belos sistemas que o problema sempre cai aqui no homem. O homem é nosso ponto fraco, eu hoje estou começando a me desenvolver, basicamente eu preciso melhorar, não sei se vocês precisam melhorar, mas eu preciso melhorar. E se cada um começar a fazer isso eu vejo a importância da educação. A educação que eu tive lá em 1940-1950 humanista, francesa que era a educação aqui do Brasil de repente entrou aquela Ditadura e foi tudo para o técnico e acabou com um monte de matérias, se tornou uma profissão profissionalizante, técnica. Quando eu escuto vocês ainda jovens falando do Serviço Social que há vinte anos atrás era assistencialismo, não estava preocupado com política com ciências sociais, com políticas públicas, era cuida lá das visitas domiciliares, com ta como é que não tá?! Eu vejo agora século XXI uma mudança de paradigmas talvez. Graças a Deus estou sentindo vocês, porque eu estava muito decepcionado, não com os estudantes ou com a universidade, mas coma juventude, nós em nossa época fizemos um monte de besteiras, fizemos paz e amor, tempo dos Beatles, da revolução feminista, coisas que o ser humano evoluiu um pouquinho. Só que essas coisas de repente acabaram. Sinto ainda uma juventude hoje perdida que não tem espaço para onde levar isso. Mas o básico para mim é a educação pelo menos aqui eu estou sentindo isso com vocês que existe uma parcela da juventude que está preocupada, que quer evoluir e crescer e basicamente, uma educação de qualidade para mudar alguma coisa, mudar o homem. (...)

J. : Eu vejo que a grande questão é a formação que em nossa profissão nós estamos a muitos anos discutindo a própria formação, não que isto não seja positivo e trazer esta temática significa dizer que alguém trouxe esta temática para ser discutida e incluir este diálogo enquanto forma de pesquisa e nisso eu acredito que nós temos que sair do nosso plano individual e ir para o coletivo mesmo e isto é um desafio por mais que agente fale

mesmo. Nós temos que vivenciar isto e não só ficar no discurso e a Pesquisa dentro desta teoria não são fáceis, porque você fazendo, buscar metodologias, dentro da própria teoria marxiana é complicado, eu lembro que a gente iniciou com a M. L. Barroco um projeto para iniciar a questão do movimento social lá em Porto Alegre, nós começamos a fazer, desenhar e tal, e chegou um certo momento em que ela disse assim: ‘Não a metodologia não pode estar pronta, vocês estão querendo colocar a metodologia pronta. Isto é incoerente com a nossa teoria, se nós estudamos a Teoria Social não podemos vir com uma teoria pronta. Nós temos que ir com o movimento da própria realidade. ’E ai pensar isto e repensar porque nós fomos educados em nossas caixinhas e quando nós temos que sair de nossas caixinhas e olhar para tudo, o macro ali sem as caixinhas separadas. Esse exercício é muito difícil, ai a questão é a seguinte é complicado, mas tem de ser feito. E ele só pode ser feito através da busca incansável da nossa própria formação. E ai os Núcleos tem isto como positivo porque ele traz essa alternativa para o estudo e um estudo que você tende a discutir e repensar essas questões. Mas ao mesmo tempo eu enquanto J. eu tenho uma dificuldade em ficar só no estudo eu queria a coisa materializada porque quando você está materializando as coisas ai você percebe as dificuldades, como é que é, porque as vezes só na teoria não dá, parece que são muito fáceis as coisas, depois quando vai se vivenciar aquilo da realidade você percebe que o próprio caminho que você fez está indo contra a própria teoria que você acredita. E isso você só percebe com a própria formação. E essa formação é uma formação que deve partir do individual para o coletivo e a custa de muito esforço. Porque se doutorando aqui você não pode ser só doutorando você tem que fazer algo a mais, você está fazendo doutorado em uma cidade que é São Paulo, não é uma cidade onde de repente o seu aluguel é 100 reais, aqui nosso aluguel é 700, 800, 1000 reais, então esta é uma questão que vem se confrontar com a própria formação. Porque você chega a certo embate que você se pergunta: vou me dedicar e passar fome? Que é esta questão. Eu acho também que se nós tivéssemos mais pesquisas aqui na PUC, onde essas pesquisas fossem financiadas de repente até dava um link para que a gente pudesse ser bolsista do mestrado e doutorado e ser pesquisador. Ai você teria uma dedicação maior, um prazo. Agora para isso acontecer precisa de esforço e batalhar isso dos próprios professores daqui e um movimento também dos próprios estudantes, se não a coisa não acontece. Então para finalizar eu acho que a gente tem de sempre estar discutindo e buscando esse repensar nessa formação do assistente social na graduação, que inicia como iniciação cientifica o mestrado que é o primeiro passo para a docência e para ser pesquisador, e levando para que nossos projetos individuais de mestrado e doutorado não podem ficar apenas aqui na biblioteca, se não ele está indo contra a própria teoria que a gente acredita. Você tem que fazer com que essa pesquisa tenha uma utilidade e saia da biblioteca e vá para a sociedade, agora quais são os resultado se são positivos, se são negativos a gente nunca vai descobrir, só vai descobrir quando a gente estiver lá.

M. : Eu acho que esta é uma pergunta das mais difíceis deste grupo. Quais as possibilidades? Eu não gostaria de ter nenhum tom de pessimismo, mas eu acho que a gente tem de ser bem real como foi a conversa até agora e quando a gente está falando de PUC de uma Universidade a gente tem de chamar a atenção para a universidade é eu vim de uma realidade de formação que era uma universidade pública e que é um espaço que ainda se ganha para fazer ensino, pesquisa e extensão, e é um espaço dentro do Brasil, dentro da teoria de ciências sociais e humanas que ainda é privilegiado e ai ao chegar em uma Universidade comunitária que não diz pública, nem privada se diz comunitária, a um choque muito grande, pois mesmo lá a minha pesquisa enquanto acadêmica de graduação tinha uma bolsa miséria de iniciação científica, que não permite ninguém sobreviver a realidade e que tem ficado pior que faz muitos anos que o governo não corrige nada, então era também uma dimensão de voluntariado em pesquisa, entretanto lá eu pelo menos

encontrava, um incentivo para publicação quando eu tinha pelo menos um acompanhamento para ir a um evento publicar um artigo, parte de uma pesquisa, não era um apoio para a viagem, mas pelo menos um apoio para a inscrição num evento. E quando eu chego no nível de mestrado, onde eu entendo que deveria ter e acrescentar os incentivos a pesquisa e eu chego na universidade comunitária e não tem nada disso e é cobrado isso da gente, porque eu tenho que publicar, tenho que produzir... Eu tenho que ser voluntária para ser pesquisadora, e eu tenho que pagar para pesquisar, para publicar para socializar que eu acho que mais que o publicizar tem o âmbito da publicização que é o âmbito do conhecimento que eu produzi. Eu acho que uma primeira questão é que eu colocaria também como possibilidade, no caso a possibilidade desse estudo é de lançar indicativos, então tem que se lançar os indicativos de que a instituição por ser universidade, seja ela pública ou comunitária, filantrópica ou privada, ela tem essa responsabilidade e ai o que a gente vê no âmbito do Programa de Ensinos Pós Graduados é que as coordenações que estiveram passando por ali a anos não foram buscar financiamento mínimos para essa questão nas agencias pública enquanto universidade. Para ela está tudo bem, não tem nem a capacidade de pegar um projeto apresentado, pronto e por em prática. Então eu acho que são coisas que a gente precisa dizer. Daí no âmbito do Público a gente também precisa cobrar desse Estado do que é a Pesquisa e a função Pública do estado enquanto fomento para esta pesquisa. E eu ouvi esta semana de que o Programa por ser um Programa de excelência em Pós-Graduação em Serviço Social recebeu uma verba um pouco maior para entrar para o Programa, que não é para se destinar para bolsas, mas que uma das propostas é para se de financiar estas publicações que não estão sendo feitas, então é uma conquista, mas que é uma conquista que vem quase como um prêmio, não sei se é uma conta que o Governo fez e disse olha ainda obrou um pouquinho vamos repassar ai. Bom enfim, Universidade é cobrar do Estado, e um indicativo para o corpo discente e docente do Programa é que a gente possa fazer algum seminário para socializar o que se pensa sobre pesquisa e o que se está disposto a fazer sobre pesquisa. Nós tínhamos uma experiência lá em Santa Catarina de internúcleos, dentro do Serviço Social e dentro da Universidade e isso é fundamental, assim como nós estamos fazendo neste Grupo Focal, conhecendo um pouco de outros Núcleos que não só aquele que é o principal que eu participo é às vezes algumas pesquisa do NEMESS do NEPEDH que a gente não vem a conhecer. É preciso socializar as pesquisas as experiências dos Núcleos e pensar junto o que se quer para pesquisa e o que se entende como pesquisa e uma última possibilidade é que você tirar como um indicativo é trazer os profissionais para a universidade, como na riquíssima fala da R. que não só fala da Regina, mas como da profissional Regina. Então trazer a R. neste espaço assim como nós também adentramos e também ela disse que vai fazer o retorno e nós também vamos realizar, trazer também outros profissionais que não venham para fazer somente o mestrado, mas que venham para participar se atualizar e fazer a integração em atividades programadas em seminários em cursos de extensão porque nós não estamos fazendo extensão também. Então eu acho que tem essas questões da Universidade do Estado, da Comunidade Acadêmica e do externo do profissional técnico que a gente precisaria ver como trabalhar isso e trazer.

L. : Gostaria de fazer uma amarração mesmo de que compartilho da angustia que a A. L. colocou e que a gente se mobiliza para fazer com que isso saia pro coletivo, não deixar como o V. colocou na nossa biblioteca como livro bonitinho, amarrando também o que o J. colocou, o que a M. colocou e que me ajudou muito na questão do pesquisador voluntário, eu que estou pesquisando a questão do voluntariado e o voluntariado numa questão mais polêmica e mais oculta que é sobre a influencia de valores religiosos eu também me sinto muito sozinho nesta questão também. Esses dias eu fui na biblioteca fazer uma pesquisa para ver se tinha alguém que se discutia isso, ou pelo menos que se aproximasse desse

tema não tem, no serviço social achei um TCC de 1989 e uma tese de doutorado que vai discutir o terceiro setor com o impacto do voluntariado, nada sobre ética, nada sobre valores. É um exemplo particular, mas que eu pego com a fala do J. que no micro a gente muito devagar pega as coisas andando. Mas nós não temos como dimensionar, não satisfaz, nem o escopo de política de pesquisa, que deveria existir e nem a gente como pesquisador e ai eu me sinto como voluntário do Núcleo de Ética sobre a minha pesquisa, nessa contradição estudando ética, estudando voluntariado. Apesar de não estar estudando este âmbito eu percebo como isto está me ajudando. Porque eu me questiono como a minha pesquisa vai me convidar para que eu possa mobilizar para que o Conselho Regional possa discutir esta questão, eu levantei algum material do Conselho e também de 1980 que fez uma filipeta sobre voluntariado, fazendo a critica e tudo mais, mas que sumiu, temos o parecer jurídico onde o CFESS diz onde apareceu a Lei do voluntariado, faz algumas aberturas, orienta o conjunto a se posicionar, mas não tem posicionamento. Então se confirma esta questão do ocultamento e a oportunidade que percebo é trazer o conjunto CFESS - CRESS para mais perto da categoria, a gente fala das entidades do Serviço Social fala no Conjunto (CFESS, ABEPSS e ENESSO), mas tem ai um descolamento muito grande, tem atualmente um problema político enorme na ENESSO e cito o exemplo das práticas terapêuticas para ver como está descolado a academia do conjunto CEFESS – CRESS cada uma ta falando para si, fazendo uma conversa para si. O conjunto fazendo uma conversa para si e a academia também. Oportunamente que isso possa serve como exemplo de que essa aproximação acaba adiantando, acaba qualificando muito estes espaços e talvez ate fomentando no âmbito de sociedade a cobrança social para que as políticas de pesquisa sejam realmente valorizadas neste país, que as bolsas não sejam realmente bolsa de fome, para você comprar um lanche e um café para você se sentir um pesquisador no âmbito da universidade não é?!

J. : Posso só questionar uma coisa? Eu acho muito engraçado porque eu venho da ENESSO, depois da ABEPSS, do CFESS já participei de todas essas entidades, atualmente eu estou no meu canto, e ai quando você fala do conjunto CFESS – CRESS, a nossa massa crítica esta dentro do conjunto CFESS – CRESS, então não tem como falar que eles estão longe das discussões. Existe um posicionamento que eles acreditam naquilo, mas que não está, mas que as pessoas da academia estão muito mais no conjunto CFESS-CRESS do que a própria base, ai eu vejo que tem uma dissociação. Ai o assistente social que está lá na ponta, diz: ‘eu não sei...as coisas aqui estão tão diferentes’, e ai você traz toda uma questão do CFESS-CRESS que ele está na academia, mas a ponta dele (a base) está sem representação.

R. : Na minha opinião a gente tem que estar nas duas frentes, não dá para abandonar, nós temos que cuidar das questões específicas com os nossos órgãos de classe, representação, mas acho que assim, vejo por um lado otimista, de que as pessoas, as instituições as pessoas que estão ligadas com a prática do dia a dia, não necessariamente assistentes sociais, para lidar com as urgências do mundo e o que qualifica esta urgência são questões que estão postas ai e que são conseqüências desse modelo que já se esgotou, que agora não temos mais lugar para morar pois nossa Terra já está pedindo socorro. Tem uma inquietude muito grande que a gente vive que é questão da violência das pessoas não terem mais paz para sair. Acredito que nós temos que estar muito sensíveis para todas estas questões porque é ai que a gente entra e tem que ficar junto. Como a gente pensa e supera esta questão? Acredito que tem a ver com a droga sim, mas também da questão da violência da falta de experiência das ciências humanas, mas as pessoas estão pedindo para a gente pensar como a gente resolve isto. Estava outro dia no trem, para vir aqui para a PUC, eu estava lendo um livro e uma senhora veio me falou: ‘ah mas senhora está lendo isto! Eu

tenho disto em casa, o que a senhora acha?!’ e é bem assim...eu acho que nós não devemos ter preconceito porque são pessoas ligadas ao governo, são pessoas ligadas a instituições, a organizações, aos conselhos, e elas querem estar pensando soluções para o seu dia a dia mesmo para suas urgência. Acredito que nós temos que estar junto no fomento dessas ações, ajudando a qualificar essas questões para que as coisas mudem que ai a gente vai ter realmente o apoio da sociedade. Acima de tudo ter o apoio da sociedade para aquilo que você pretende.

L. : Acho que sua colocação é pertinente eu sou do conjunto CFESS-CRESS e sou conselheiro regional, temos sim grandes nomes da academia. Mas o aspecto que eu coloco é no caminho que as coisas se dão. Pegando este exemplo eu vejo que a oportunidade aparece ai, tem uma grande questão, as pessoas são da academia também, porém neste momento nesta discussão, não fazem esta junção... Porquê? Você tem aspectos históricos implicados, você tem um recorte de mercado implicado, tem uma série de coisas, mas e a democracia que a gente construiu tanto no escopo do projeto ético político. Será que não tem argumento suficiente para debater junto já que eu sou da academia e também do conjunto (se referindo aos debates das práticas terapêuticas). Quer dizer fica primeiro uma conversa entre si, eu digo que o diálogo e o fluxo que este âmbito mostra e expressa um pouco disto também da forma que a gente aproveita as oportunidades.

S. : Eu acho assim, que os colegas já colocaram as questões que são pertinentes, então acho que já está contemplado.

A. L. : Eu pego um pouco no que o J. E o V. Já falaram na questão da educação e da

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