KAPITTEL 4. GRAVFERD
4.2 O FFENTLIGE BESTEMMELSER OMKRING GRAVFERD
No contexto de workflow flexível para educação, Marjanovic (2005) explica que a flexibilidade não pode ser adequadamente fornecida pela tecnologia de workflow existente. Explica ainda que os modelos de projetos de aprendizagem orientados a processos necessitam ser mais flexíveis do que os atuais modelos de workflow disponíveis, pois alguns projetos de aprendizagem evoluem, ou se alteram, durante a experiência de aprendizagem do estudante. O autor apresenta um trabalho que investiga os problemas da criação, compartilhamento e sustentação da aprendizagem orientada a processos, projetando e propondo um novo modelo de processo para gerência do conhecimento nesse contexto, buscando assim a flexibilidade por modelagem. Esse modelo busca permitir aos professores montarem seus planejamentos, compartilhar informações, reusar e executar projetos de aprendizagem baseados em processos. A pesquisa dessa tecnologia é baseada em uma estrutura multidisciplinar para identificar os desafios principais da pesquisa, que necessitam ser resolvidos antes que essa tecnologia possa ser adotada em maior escala, integrando diferentes áreas do conhecimento como a gerência do conhecimento e a gerência processos.
Sobre a gerência de processo, Marjanovic (2005) explica que tecnologias orientadas a processos, tais como workflows, são executadas e baseadas em um modelo de processo. No caso da pesquisa apresentada, os desafios relacionados a processos são modelar e manter o processo do usuário final (estudante ou professor) em relação aos processos identificados.
O Flex-eL é apresentado e utilizado por Marjanovic & Orlowska (2000), Lin et
al.(2001), Lin et al.(2002) e Sadiq et al.(2002). Em Marjanovic & Orlowska (2000) a
necessidade de flexibilidade em processos de aprendizagem é explicada e propõe-se o ambiente para flexibilizar a execução desses processos tornando-os mais próximos da realidade dos estudantes. Já Lin et al.(2001) apresentam uma versão funcional do Flex-
el como um ambiente de aprendizagem suportado por tecnologia de workflow que visa
demonstrar como essa tecnologia pode prover soluções para aprendizagem flexível. A flexibilização proposta no conceito do Flex-eL é explicada e exemplificada por Lin et al.(2002) e Sadiq et al.(2002), consiste na liberdade de escolha do estudante
em qual caminho seguir, ficando desatrelado de um fluxo de trabalho onde a ordem das atividades não permite desvios que não estejam desenhados no modelo do processo. Isso se deve à forma de modelagem utilizada para definir os processos de aprendizagem e sub-processos que permitem uma execução flexível, conforme explicado na seção 3.2.3 desta dissertação.
Lin et al.(2002) e Sadiq et al.(2002) observam que esta flexibilidade na execução do fluxo de trabalho proporcionou uma gerência flexível do tempo por parte dos estudantes. Alem disso, a definição do fluxo de trabalho do processo de estudo demonstrou ser muito susceptível a mudanças, portanto pode ser considerado um fluxo crítico. Já a definição das macro atividades (cursos) foi considerada fundamental para definir o contexto e o tamanho apropriado dos módulos, de modo que os usuários não tenham que repetir algum módulo, evitando atividades desnecessárias.
Lamboudis et al.(2005) apresentam um artigo onde é relatada parte de um trabalho que busca desenvolver uma plataforma de aprendizagem baseada no Modelo de Referência da WfMC, em conjunto com algoritmos de adaptação para os processos. O objetivo principal dos autores é verificar a eficiência, a robustez e a interoperabilidade que a utilização do Modelo de Referência da WfMC pode proporcionar ao projetar-se um modelo de processo para aprendizagem. Os autores observam que a utilização do Modelo de Referência da WfMC ou de outro modelo de workflow implica na maioria dos casos na ampla definição dos procedimentos e/ou processos de negócio. Como exemplo de um procedimento de aprendizagem adaptável pode ser a adaptação contínua da consulta personalizada do ambiente de aprendizagem, baseada no conjunto dos objetos de aprendizagem e nas características do estudante, tais como: habilidades físicas, habilidades de interpretação, embasamento técnico e cultural, interesses, preferências, etc.
Lamboudis et al.(2005) buscam definir e personalizar ambientes de aprendizagem conforme suas finalidades de atender as características individuais do estudante e pelo tipo do material educacional disponível. Os modelos de processo de aprendizagem adaptam-se aos atributos de mudança desse contexto de aprendizagem, podendo apresentar evolução conforme vão sendo modelados e utilizados.
Em uma breve descrição de implementação, Lamboudis et al. (2005) apresentam um conjunto de módulos para definir e modelar os processos de aprendizagem, observando o modelo de referência da WfMC. Cada módulo representa uma etapa no
workflow final, que descreve o procedimento inteiro. São eles:
• Módulos de aprendizagem – contêm atividades do estudante, como estudar o
material, validar suposições, responder avaliações.
• Módulo de definição de variáveis - este módulo é responsável pela definição de
variáveis e dos possíveis valores. Estes valores serão armazenados pelo motor de
workflow nas variáveis correspondentes durante a execução do fluxo de trabalho.
• Módulo de definição de algoritmo - é onde os algoritmos são desenvolvidos e
certificados, para então serem executados pelo motor de workflow definindo o fluxo de execução do processo.
• Módulos de execução - estes módulos executam um procedimento que é enviado
ao motor de workflow.
• Módulo de decisão – composto pelas cláusulas e regras de modelagem e
execução do fluxo de trabalho (and, or, xor).
• Módulo de administradores – permite aos administradores do workflow intervir
na execução da instância do fluxo de trabalho.
• Módulo de controle de variáveis (classe) - as variáveis são de um tipo
predefinido e seus valores devem ser inicializados conforme sua definição. Estes valores podem ser alterados pelos módulos de definição de variáveis, pelo módulo da execução e pelos administradores da instância.
Com os módulos definidos, os autores explicam que a personalização ocorre realmente quando o estudante alcança uma etapa de avaliação, pois ao avaliar o nível de aquisição de conhecimento do estudante, uma alternativa no workflow pode ser indicada. Porém, medir esse nível de aquisição de conhecimento por parte do estudante é um fator crítico para definir eficazmente o trajeto apropriado do workflow de aprendizagem.
Em Vantroys & Rouillard (2002) é apresentada uma arquitetura que tem como objetivo suportar a coordenação do trabalho e a mobilidade do usuário. Os autores observam que o surgimento de novas tecnologias, novas ferramentas e novos dispositivos, permitem aos estudantes maior possibilidade de aprender de maneira móvel. As plataformas de aprendizagem podem suportar a mobilidade do usuário oferecendo opções de acesso a dispositivos móveis e sistemas que correspondem a uma atividade de aprendizagem conforme as potencialidades do dispositivo.
Nesse contexto as atividades de coordenação são projetadas e executadas em um sistema de workflow denominado Cooperative Open Workflow – COW. Os autores observam que no ensino tradicional os professores preparam seus cursos dividindo os conteúdos em conjuntos a serem ministrados, que podem ser utilizados para definir a seqüência das atividades e os prazos de início e fim das etapas. Esse controle pode ser entregue a um sistema do workflow que controla o processo de aprendizagem conforme os estudantes realizam as tarefas definidas pelos professores.
O COW é descrito com mais detalhes em Vantroys & Peter (2003) e Vantroys & Peter (2005), onde os autores explicam que um dos objetivos do sistema é suportar duas modalidades de processos de aprendizagem, comumente utilizadas em cursos de ensino à distância. A primeira consiste em permitir que o estudante pré-defina seus caminhos de aprendizagem e possa executar suas atividades conforme a necessidade e disponibilidade para efetuá-las. Na segunda modalidade de processos de aprendizagem, um grupo de estudantes é orientado pelas atividades definidas no processo, com indicações de começo e fim. Entretanto, em nenhum dos casos é permitido ao estudante incluir novas atividades para complementar seu processo de aprendizagem.
Para efetivar a coordenação das atividades do grupo, os autores utilizam um sistema de gerência do workflow flexível e explicam que o motor de workflow deve ter as seguintes características:
• oferecer suporte a alterações no processo em tempo de execução, permitindo ao
professor redefinir o trajeto de aprendizagem de um estudante, sem a necessidade de parar o serviço de workflow;
• oferecer suporte ao tratamento de exceção em tempo de execução, evitando o
travamento da instância;
• permitir que o estudante escolha e execute o fluxo de trabalho definido no
processo de aprendizagem.
Na arquitetura proposta por Vantroys & Peter (2005) (Figura 31) o núcleo do motor é composto de componentes de persistência que armazenam o registro do trajeto de aprendizagem representado em três níveis: processos (WFProcess), atividades (WFActivity) e itens de trabalho (WFWorkItem). O processo é o nível mais alto do modelo e representa o conjunto das atividades coordenadas e as transições entre elas. Uma atividade pode fazer referência a outros processos (sub-processos), além de definir um ou vários itens de trabalho. Os itens de trabalho são a menor parte do trabalho e podem ser executados aleatoriamente oferecendo uma coordenação forte entre as atividades e uma coordenação fraca entre os itens de trabalho.
Figura 31: Arquitetura do Sistema de Workflow COW (VANTROYS & PETER, 2005) A arquitetura proposta apresenta um alto grau de abstração que indica um acesso simples para os usuários, devido a integração das funcionalidades do motor de workflow com um serviço web.