5 VURDERINGER OG BRUK AV DATA I REGNEARK
5.3 Resultatark
5.3.4 Nytte-/kost-verdi
O interesse sobre o tema capital intelectual favoreceu, nos últimos anos, a proliferação de modelos e métodos estudados para avaliar todos os fatores, tangíveis e intangíveis, que têm influência sobre desempenho dos negócios (COSTA, 2012). Modelos e relatórios de capital intelectual têm sido desenvolvidos pela academia, grupos de pesquisa, profissionais e organizações ao longo da última década (SVEIBY, 1997; MERITUM, 2002; RICARDA, 2007).
Bueno et al. (2011) esclarecem que um modelo de CI está centrado nos seguintes aspectos: identificação dos intangíveis críticos para criação de valor da organização; definição de indicadores numéricos para a mensuração dos intangíveis que permitam o seguimento da evolução
destes intangíveis; estabelecimento de diretrizes que facilitem a gestão estratégica deste conjunto de intangíveis; e, desenho do relatório de CI como documento de memória organizacional como análise estratégica dos seus ativos intangíveis. Chu et al. (2006) afirmam que os modelos de CI são métodos mais sistemáticos de relatórios sobre a gestão em que estas dimensões intangíveis são necessárias.
No que tange aos relatórios de capital intelectual, o documento específico voltado para iniciativas de redes organizacionais, denomina-se Ricarda – Regional Intellectual Capital Reporting Development and Application of a Methodology for European Regions (2007) - relatório de capital intelectual voltado para clusters regionais e iniciativas de redes. Segundo este documento, os relatórios de capital intelectual analisam e avaliam o capital intelectual das organizações e, neste aspecto, complementam as demonstrações financeiras clássicas. As diretrizes deste relatório definem que, normalmente, registrar o capital intelectual não é uma atividade estática e única, principalmente devido ao processo dinâmico de desenvolvimento de clusters e redes. O documento define ainda que os relatórios de capital intelectual concentram-se nos aspectos dos capitais humano, estrutural e relacional, que contribuem para a consecução dos objetivos da rede.
Estudos anteriores analisam o capital intelectual e suas dimensões, isoladas e/ou integradas, relacionados às capacidades dinâmicas, expressas em diversos tipos de capacidades, em contextos de redes organizacionais. Mowery, Oxley e Silverman (1998) demonstram nos resultados dos seus estudos que as capacidades tecnológicas podem ser tão importantes na escolha de um parceiro para uma aliança, quanto os fatores do capital social. Mouritsen, Larsen e Bukh (2001) afirmam que nos relatórios de CI, a capacidade da empresa é expressa no que a empresa faz e no que ela é diferencial. Agndal et al. (2008) sugerem futuras pesquisas que considerem a dinâmica, constituição e papel do capital social na expansão de empresas em mercados existentes. Em Hsu (2008), tem–se que há uma relação positiva entre o capital humano e o desempenho organizacional no contexto de rede. Na visão deste autor, os membros da organização são beneficiados da rede com fontes de conhecimento externo para novas informações, conhecimentos e ideias que não podem ser obtidas dentro da organização.
Nesta linha, o capital intelectual é feito para lidar com o aumento da turbulência do mercado, a exigência de conhecimentos e a mudança requisitos (JOHANESSEN; OLSEN; OLAISEN, 2005). Ainda para estes autores, o capital intelectual designa todos os recursos imateriais que
promovam criação de valor, e que são fundamentais para a realização do objetivo e da posição competitiva da organização.
Para efeitos desta tese, vantagem competitiva é construída a partir de um conjunto de recursos que mantêm a vantagem competitiva sustentada da organização por serem valiosos, raros, inimitáveis e não substituíveis (BARNEY, 1991). Outra questão refere-se à afirmação de Miller e Shamsie (1996), em que os recursos baseados em propriedades são mais valiosos em ambientes estáveis, enquanto que os recursos baseados em conhecimentos são mais valiosos em ambientes incertos. O dinamismo ambiental diz respeito ao quanto de incerteza emana do ambiente externo (BAUM; WALLY, 2003). Neste contexto, desponta a perspectiva das capacidades dinâmicas.
No que diz respeito às capacidades dinâmicas, Mowery, Oxley e Silverman (1998) apontam que a visão baseada em recursos da empresa, com foco em capacidades específicas da empresa tem atraído considerável atenção nos trabalhos acadêmicos recentes, mas não têm desencadeado muitas análises empíricas (MOWERY; OXLEY; SILVERMAN, 1998). Pavlou e El Sawy (2011) afirmam que a má compreensão das capacidades dinâmicas e da falta de um modelo mensurável torna difícil estudar como as capacidades dinâmicas podem ser utilizadas na tomada de decisão gerencial. Com base neste argumento e na natureza dinâmica do capital intelectual que pode possibilitar ou transformar-se em vantagem competitiva e êxito empresarial da organização (YLI-RENKO; AUTIO; TONTTI, 2002; CASTRO et al., 2009; COSTA, 2012) e de que os modelos de capital intelectual visam gerenciá-lo, mensurá-lo, avaliá-lo e divulgá-lo por meio de indicadores (EDVINSSON, 1992; BROOKING, 1996; SVEIBY, 1997; BONTIS, 1999; RICARDA, 2007; BUENO et al., 2011), surgiu a lacuna de pesquisa que reflete a falta de um conjunto de indicadores que permitam avaliar a capacidade dinâmica sob a perspectiva do capital intelectual. Gogan e Draghici (2013) argumentam que não há uma abordagem dinâmica que envolva o processo de melhoria contínua de converter CI em ganhos financeiros. Assim, delineou-se a seguinte pergunta de pesquisa:
Como avaliar a capacidade dinâmica sob a perspectiva do capital intelectual?
Tendo por base o problema proposto, este estudo abordou a importância da capacidade dinâmica sob a perspectiva do capital intelectual no contexto da organização participante de rede, baseado nos
dois eixos de pesquisa que constituem a fundamentação desta tese: o capital intelectual e as capacidades dinâmicas, interligando seus construtos e buscando responder ao problema por meio dos objetivos propostos. Ressalta-se que o contexto da tese se refere às organizações participantes e alocadas em redes de associações de empresas de tecnologia e Arranjos Produtivos Locais – APLs de tecnologia da informação.
1.3 OBJETIVOS
1.3.1 Objetivo geral
Propor um framework1 para avaliar a capacidade dinâmica a partir
do capital intelectual. 1.3.2 Objetivos Específicos
1. Analisar modelos e relatórios de capital intelectual;
2. Relacionar as capacidades dinâmicas com as dimensões do capital intelectual e definir indicadores de capacidades dinâmicas.
3. Analisar os indicadores de capacidades dinâmicas e sua influência no desempenho financeiro da organização no contexto da rede.
1.4 INEDITISMO, ORIGINALIDADE E RELEVÂNCIA DA