Emne 8: Militær anleggsteknikk
4.7 Nytt system for kvalitetssikring
Segundo Oliveira-Formosinho (2011), o espaço educativo deve ser aberto aos interesses e necessidades das crianças e deve proporcionar-lhes alegria, bem-estar e prazer. Neste sentido, o modo como está organizada a sala de atividades é importante pois vai afetar positivamente ou negativamente as opções e as relações de cada uma das crianças.
Quanto ao espaço propriamente dito, este era amplo, bem diferenciado e possibilitava uma agradável circulação (figuras 8 e 9). A sua organização permitia que as crianças se movimentassem pelo espaço e experimentassem ao máximo o ambiente que as rodeava A sala encontrava-se bem iluminada pois usufruía de algumas janelas e portas envidraçadas, sendo que estas últimas possibilitavam o acesso ao espaço exterior, onde as crianças podiam brincar na hora do recreio.
As conversas ou tarefas em grande grupo eram concretizadas no tapete e os trabalhos ou jogos de sala eram efetuados nas três grandes mesas que se situavam no centro da sala. Além disso, esta estava equipada com um grande número de materiais e objetos que possibilitavam às crianças oportunidades para explorar, transformar, combinar e realizar uma variedade de brincadeiras, dependendo dos seus interesses. Estes encontravam-se espalhados pelas áreas de aprendizagem ou então arrumados nos armários da sala.
Figura 9: Planta da Sala dos Cristais em 3D.
A Sala dos Cristais encontrava-se organizada em áreas de aprendizagem bem definidas e, na sua maioria, identificadas com o número máximo de elementos que podiam desfrutar das mesmas. Isto facilitava a escolha das crianças, uma vez que eram elas próprias a selecionar as áreas que gostavam de brincar.
Estas áreas estavam localizadas em locais de fácil acesso e, por não estarem muito próximas umas das outras, permitiam a livre criatividade e imaginação das crianças. Assim, para Hohmann, Banet e Weikart (1995) “O espaço da sala de actividades funciona melhor com crianças que fazem as suas próprias opções quando dividido em áreas de trabalho distintas” (p. 51). As áreas de aprendizagem existentes na sala dos Cristais eram: a área dos jogos de tapete, a área do cantinho da leitura, a área do cantinho da matemática e da leitura e escrita, a área dos jogos de mesa, a área da casinha das bonecas, a área da garagem e a área dos jogos de armário (figura 10).
A área dos jogos de tapete era um espaço bastante requisitado pelo grupo de crianças e abrangia a capacidade máxima de cinco crianças. Esta área estava situada perto da porta de entrada da sala e incluía uma grande estante com várias caixas de arrumação que continham legos e outros materiais de encaixe, permitindo que as crianças enriquecessem a sua criatividade e desenvolvessem variadas representações. Os jogos de tapete eram concretizados no tapete onde ocorriam as conversas em grande grupo, uma vez que os jogos se encontravam localizados junto a este espaço.
Quanto à área do cantinho da leitura, esta tinha o número máximo de quatro participantes, sendo esta utilizada por um pequeno grupo de crianças. Curiosamente, esta era a área preferida
da criança com NEE. Situava-se perto do espaço das conversas conjuntas e usufruía de um tapete, almofadas e uma estante com alguns livros. Neste espaço era possível o desenvolvimento de competências como a imaginação, a criatividade, a expressão oral e o gosto pela leitura e pela escrita. Tratava-se de uma área confortável onde as crianças podiam explorar os livros de modo tranquilo e relaxante.
Relativamente à área do cantinho da matemática e da leitura e escrita, não existia número máximo de participantes e era constituída por várias fichas de exercícios pertencentes aos domínios da Matemática e da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita. Este espaço situava-se próximo à área dos jogos de mesa e era requisitado por poucas crianças.
No que concerne à área dos jogos de mesa, esta era procurada por um grande grupo de crianças sendo que não poderiam estar mais que cinco a utilizar estes jogos. Este espaço estava localizado entre a área do cantinho da matemática e da leitura e escrita e a área da casinha das bonecas e encontrava-se apetrechado com vários jogos, nomeadamente puzzles, dominós, encaixes, sequências, entre outros. As crianças que desejassem experimentar esta área tinham que utilizar estes jogos nas mesas de trabalho.
Em relação à área da casinha das bonecas, esta tinha a lotação de cinco participantes e era considerada uma área muito requisitada pelo grupo. Continha uma cozinha que estava equipada com uma mesa, quatro cadeiras, um fogão e um armário de arrumação de pratos, panelas, talheres e chávenas. Nesta área existia, ainda, um quarto com uma cama, uma mesa de cabeceira, uma comoda, um espelho, bonecas e outros materiais que permitiam que as crianças estivessem envolvidas em atividades de jogo simbólico. A área da casinha das bonecas encontrava-se situada entre a área dos jogos de mesa e a área da garagem.
Quanto à área da garagem, esta estava junto à área da casinha das bonecas, tinha o número máximo de permanência de quatro crianças e era um espaço maioritariamente utilizado pelo grupo de meninos. Nesta área existiam transportes de vários tamanhos e feitios, um tapete com uma cidade desenhada e uma estrutura de madeira que constituía um percurso para os automóveis. Esta área também era propícia ao jogo do faz-de-conta pois o grupo experimentava o que vivenciava no seu quotidiano.
Por fim, a área dos jogos de armário não continha a capacidade máxima de participantes e estava situada num dos armários grandes da sala. Nesta área, igualmente como a área dos jogos de mesa, existiam diversos jogos, nomeadamente, puzzles, dominós, loto, tangram, blocos lógicos e outros que deveriam ser utilizados nas mesas de trabalho.
Figura 10: Áreas da Sala dos Cristais.
O espaço da Sala dos Cristais era ainda composto por alguns placares, que estavam espalhados pelas paredes da sala, onde eram afixados os trabalhos realizados pelas crianças. Existiam, também, alguns instrumentos utilizados diariamente pelo grupo, nomeadamente o quadro das presenças, o quadro do comportamento, o quadro do tempo e o calendário. Estas ferramentas encontravam-se bem localizadas de modo a que fossem manuseadas exclusivamente pelas crianças, tendo sempre que necessário o auxílio da educadora e das assistentes operacionais.
Assim, o espaço pedagógico deve ser organizado de modo a proporcionar um ambiente acolhedor para toda a equipa da sala. Esta organização deve proporcionar oportunidades de aprendizagem ativa que desenvolvam nas crianças diversas competências.