Kapittel 6 – Hvordan inngår nyhetspodkaster i unge voksnes nyhetsrepertoarer?
6.1 To ulike nyhetsrepertoarer, to ulike måter å bruke nyhetspodkaster på
6.1.1 Nyhetspodkaster som hovedkilde til nyheter
Ao tratar de produção textual, Bronckart (1999) aponta para os seguintes parâmetros: a situação de ação, a ação linguageira e o intertexto.
a) A situação de ação
Para o autor, o parâmetro da situação de ação pode ser definido como algumas representações dos mundos físico, social e subjetivo construídas pelo agente produtor do texto, de acordo com seu conhecimento, que podem influenciar a produção textual. Esses três mundos se mobilizam em duas direções distintas: uma referente ao contexto e outra ao conteúdo temático. Para ilustrar esta discussão propomos afigura 1.427, a seguir.
33 Figura 1.4. Representação de uma Situação de ação bronckartiana.
O contexto
Como pode ser observado na figura 1.4, para Bronckart (1999) o contexto é subdividido em dois planos, o físico e o sócio/subjetivo, e está relacionado, sobretudo, com os fatores que exercem influências sobre a organização textual, como a situação na qual o agente se encontra.
Em relação ao contexto físico, a figura acentua que este pode ser definido a partir de quatro parâmetros: o lugar (onde o texto é produzido); o momento de produção textual; o emissor (produtor/locutor) que produz o texto (oral ou escrito); o receptor que percebe ou recebe o texto. Bronckart (1999, p. 93) afirma que “todo texto resulta de um comportamento verbal concreto, desenvolvido por um agente situado nas coordenadas do espaço e do tempo”.
No que diz respeito ao contexto sócio/subjetivo, observa-se que este é também constituído por quatro parâmetros: o lugar social (ex: escola, família etc.); a posição social do emissor (enunciador) que produz o texto (ex: aluno, professor, mãe, pai etc.); a posição social do receptor (destinatário) do texto (ex: colega, namorado, esposo etc.); e, por fim, o objetivo da interação, o efeito que o locutor deseja causar no interlocutor. Para Bronckart (1999, p. 94),
Situação de ação (físico, social, subjetivo)
Contexto Físico Lugar Momento Emissor/produtor/ locutor Receptor Sócio/subjetivo
Lugar social Posição social do emissor/ enunciador Posição social do receptor/ destinatário Objetivo (s) Conteúdo temático Temas verbalizados
34 “a produção de todo texto inscreve-se no quadro das atividades de uma formação social, mais precisamente, no quadro de uma forma de interação comunicativa que implica o mundo social (normas, valores, regras etc.) e o mundo subjetivo (imagem que o agente dá de si ao agir)”.
A respeito dessa discussão, especificamente referente ao contexto, propomos, neste estudo, subdividi-lo em contexto real e contexto simulado, ao tratarmos de tarefas de produção escrita, em ambiente escolar.
o O contexto Real aqui é aquele proposto por Bronckart (1999), que traz aspectos referentes a uma dada situação real de produção textual, em qualquer ambiente possível;
o O contexto Simulado, que propomos neste estudo, é aquele que, por vezes, ocorre em ambiente escolar (e em outros, como no teatro, por exemplo), na simulação de tarefas, visto que ele também pode influenciar uma produção textual (Ver figura 1.528, na página seguinte).
Nossa proposta de acrescentar ao parâmetro de contexto (situação de ação) o contexto simulado ocorre por entendermos que, ao produzir textos escritos em ambiente escolar, como os que analisaremos nesta pesquisa, o aprendente ultrapassa sua condição de aluno (aquele que terá seu texto corrigido para receber uma nota), é um aprendente/ator social/usuário da língua que cumpre tarefas sociais. Ao cumprir essas tarefas em ambiente escolar o aprendente precisa encontrar, além do seu papel social de aluno, outro, simulado, para cumprir tarefas impossíveis de serem efetivamente realizadas em sala de aula (ver seção 1.3 deste capítulo sobre Perspectiva Acional e Tarefas). É esta reflexão que buscamos, quando associamos uma concepção de ensino-aprendizagem acional29 à teoria do ISD.
28 Elaborada por Hellen Pompeu (2013). 29 Ver subseção Perspectiva acional.
Figura 1.5. Representação da nossa proposta de uma Situação de ação em relação ao contexto, acrescentando a noção de contexto simulado, na realização de tarefas de produção escrita, em ambiente escolar.
Situaçao de ação (físico, social, subjetivo)
Contexto
Contexto real
Contexto físico
Lugar real Momento real
Emissor real Receptor real
Contexto sócio/subjetivo
Lugar social real Enunciador social real
Receptor social
real Objetivo real
Contexto Simulado
Contexto físico
Lugar simulado Momento simulado
Emissor
simulado Receptor simulado
Contexto sócio/subjetivo
Lugar social
simulado social simuladoEnunciador
Receptor social
simulado simuladoObjetivo Conteúdo
temático
Temas verbalizados
36 A figura 1.5 mostra a subdivisão do contexto em: real e simulado. Esta subdivisão ocorre mais por questão didática já que o contexto Simulado comporta aspectos do contexto Real.
O conteúdo temático
Em relação ao parâmetro do conteúdo temático (que tem relação com o(s) tema(s) que será/serão verbalizado(s) ao se produzir um texto), Bronckart (1999) não distingue os três mundos (físico, social e subjetivo). Ele diz que um texto pode ter como tema os fenômenos concernentes tanto ao mundo físico “(a descrição de um animal e da sua condição de vida, por exemplo)”, quanto ao mundo social “(discutir, por exemplo, valores utilizados por um grupo)” (BRONCKART, 1999, p. 97), veicular temas mais subjetivos e, ainda, combinar temas concernentes aos três mundos.
Bronckart ressalta que os parâmetros referentes tanto ao contexto, quanto ao conteúdo temático, são representações construídas pelo agente produtor do texto e dependem do seu conhecimento estocado e organizado na sua memória, desencadeado anteriormente pelas ações linguageiras. É quando a ação de linguagem é iniciada que se produz um texto.
b) A ação de linguagem
Bronckart (1999) afirma que, como qualquer ação humana, a ação de linguagem pode ser definida em dois níveis: um primeiro nível sociológico e um segundo psicológico. No nível sociológico, a ação de linguagem pode ser vista “como uma porção da atividade de linguagem do grupo, recortada pelo mecanismo geral das avaliações sociais e imputada a um organismo humano singular” (BRONCKART, 1999, p.99). Já no psicológico, “como um conhecimento disponível em um organismo ativo sobre as diferentes facetas da sua própria responsabilidade na intervenção verbal” (Idem, p. 99). Percebemos, pois, que uma ação de linguagem é fruto tanto de uma formação social discursiva, quanto de uma atividade individual. Esta segunda é a que mais interessa ao ISD.
c) O intertexto
No que diz respeito ao parâmetro do intertexto, este é, para Bronckart (1999), o conjunto de gêneros textuais elaborados por gerações e que são utilizados, e até transformados, de acordo com as novas formações sociais. O ISD considera o sujeito que produz o texto como um indivíduo inserido em formações sociais discursivas – determinadas
37 sociohistoricamente – que compreende mobilizando outros discursos, outros textos, diferentes gêneros textuais.