6 VIRKNINGER AV STAVANGER 2008?
6.4 Nye metoder og ideer – nyskapende produksjon?
No projeto Bairro-Escola, a educação é pensada para além dos limites da escola, por meio de novos ambientes e atividades integradas, praticada como apoio para a aprendizagem sobre identidade e valores, e empregada para direcionar as dimensões culturais da identidade, promover a autorreflexão, para sustentar e recriar valores, visando que a comunidade adentre ao mundo moderno. Para tanto, é necessário formar profissionais aptos a trabalhar com uma construção social interativa, que procure substituir ideias estabelecidas e aceitas socialmente por outras que sejam mais atuais, produzidas pela tecnologia social do Bairro-Escola.
A cidadania assume, assim, um caráter de interação social, integração ao mercado e participação em projetos sociais. A busca de uma produtividade no trabalho é acompanhada de uma produtividade social. A ação comunitária apresenta-se, assim como a ação cidadã, de formação de lideranças.
Esses profissionais formados em educação comunitária, educadores, gestores, jovens e lideranças comunitárias, devem identificar e gerir potencialidades, que são apresentadas como uma gestão de talentos utilizada em treinamentos empresariais, em que são feitos: sensibilização; avaliação de potencial; formação de banco de talentos e capacitação. O discurso é o de buscar possibilitar a todos o
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aproveitamento das diferentes oportunidades de aprendizagem. Por isso, jovens e lideranças comunitárias também fazem parte do público-alvo dessa formação, para que sejam capacitados a envolver diferentes agentes sociais.
Observa-se que suas atividades com relação à Educação Comunitária e à Educação Integral são norteadas por um conceito de educação que pretende, em última instância, o aprimoramento do capital humano para o desenvolvimento do território. Exemplo disso é a seguinte locução que apresenta a característica do Bairro-Escola:
[...] um projeto de cidade, que gera autonomia, cooperação e contribui para o desenvolvimento local, uma vez que fortalece simultaneamente o capital humano e o capital social, expandindo o potencial dos indivíduos ao mesmo tempo em que estreita os vínculos entre os atores locais. (ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ, 2007, p. 08)
O capital humano e o capital social são considerados por essa Associação “os verdadeiros diferenciais” de uma comunidade, por isso devem ser potencializados. Para desenvolvê-los, a educação comunitária prepararia os indivíduos à disposição de aprender a ter criatividade, liderança e visão de futuro. Essa proposta de educação também contempla os objetivos de integrar a educação à perspectiva nacional de promover as parcerias favorecendo que o setor educacional seja visto como opção de investimento.
Com isso, no âmbito institucional a Cidade Escola Aprendiz criou uma estrutura de divulgação das ações e de articulação em rede com o poder público, com a sociedade e com as empresas privadas, essas são as parcerias utilizadas com a justificativa de que o aumento da participação do mercado e a diminuição progressiva das responsabilidades do Estado para com as políticas sociais fez com que as pessoas se deparassem com problemas globais e com a dependência da articulação de agentes sociais para busca de soluções, colocando-se como instituição preparada ao cumprimento dessa missão.
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3.3.2 Profissionais formados para desenvolver a cidadania na comunidade
Educadores e Gestores Comunitários
A combinação da valorização do saber com o capital social levariam, segundo os documentos analisados, a resultados melhores. Por esse motivo, afirma-se a grande importância em se ter um profissional treinado para envolver as famílias e a comunidade na escola. A educadora social da associação apresenta o que Dimenstein diz sobre isso:
“Hoje, nossa preocupação perpassa três grandes vertentes. A primeira é melhorar nosso atendimento localizado na Vila Madalena. A segunda é formar líderes comunitários e ajudá-los a implementar o Bairro-Escola em suas comunidades e, por fim, desejamos cada vez mais organizar o nosso entorno em rede”, afirma Dimenstein. “Precisamos disseminar e formar
interessados em reproduzir o Bairro-Escola”. (RIBEIRO, 2012)36
O educador comunitário, segundo a documentação estudada, deve ter como foco localizar potenciais educativos para promover mudanças, deve ter “força para mobilizar os potenciais locais e construir as trilhas educativas, unindo poder público, privado e comunidade” (ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ, 2006, p.13). Uma reportagem sobre um seminário de engenharia comunitária promovido pela Associação Cidade Escola Aprendiz traz o seguinte trecho:
“Uma ideia consegue se disseminar por meio de parcerias. O engenheiro comunitário é aquele que sabe montar conexões para construção de uma comunidade”, disse o fundador do Aprendiz e mediador do evento, Gilberto
Dimenstein. (PORTAL APRENDIZ, 2009)37
O educador, na perspectiva do projeto, deve adotar a metodologia Bairro- Escola e levar elementos apreendidos na comunidade para dentro da escola. Esse profissional deve ser o animador do processo, a ponte entre a escola e a comunidade. “O educador comunitário é um articulador que coloca as pessoas em
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Cássia Gisele Ribeiro, do Aprendiz escreve: Aprendiz é referência para políticas públicas em educação. Disponível no Site do Instituto Brasil Verdade (IBV).
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Site PortalAprendiz com o texto: Seminário discute engenharia comunitária. 2009. Sobre o evento promovido pela Associação Cidade Escola Aprendiz.
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contato, um empreendedor comunitário com visão educacional” (ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ, 2006)38.
Suas atividades como facilitador podem ser, desde constantemente mapear os potenciais educativos, buscar novos elos externos ao limite geográfico, mapear as competências, afinidades e a história comum, como também animar as relações, propor a divisão de tarefas (evitando sobrecarga e personalização), comunicar as ações realizadas, conectar grupos, enviar boletins, criar um ambiente amigável para que as informações circulem e sejam compartilhadas e organizar encontros presenciais. (PORTAL APRENDIZ, 2008)39
Educador Comunitário na Escola
O educador comunitário, na escola trabalha junto ao professor como facilitador, apoiando e incrementando as possibilidades do professor.
Durante a “Preparação”, seu conhecimento em relação ao espaço proporcionará muitas possibilidades para os alunos, conectando as informações e a logística.
Da mesma forma, durante a “Saída”, sua participação é importante, mas como parte do processo da educação comunitária. (PORTAL APRENDIZ, 2008)40
Esse deve trabalhar criando demandas para a escola a partir das conexões resultadas das aulas passeio ou “Aulas das Descobertas”, para o desenvolvimento e fortalecimento de redes sociais.