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Nutritional risk screening and assessment tools in oncology

REFERÊNCIAS ... 125 ANEXOS ... 141

Introdução 21

1 INTRODUÇÃO

Diversos tipos de agentes fluoretados têm sido utilizados nos consultórios odontológicos desde o início dos anos 40, com o objetivo de possibilitar a deposição e incorporação de fluoreto ao esmalte, tornando-o mais resistente à dissolução por ácidos (BUZALAF; PESSAN; RAMIRES, 2008). Embora agora se saiba que os mecanismos de ação do flúor são mais complexos e que a freqüência e disponibilidade de baixas concentrações são mais importantes na prevenção de cárie que altas concentrações, há evidência científica abundante que suporta o valor das aplicações tópicas profissionais para a prevenção de cárie dentária e tratamento de lesão de cárie inicial (HICKS et al., 2001; MUNSHI; REDDY; SHETTY, 2001; JACOBSEN; YOUNG, 2003; DEMITO et al., 2004; DOHNKE-HOHRMANN; ZIMMER, 2004; MOBERG SKÖLD et al., 2005, KHATTAK; CONRY; KO, 2005; WEINTRAUB et al., 2006; SANTOS et al., 2009; LEE et al., 2010).

Os sais fluoretados mais testados são o fluoreto de sódio (NaF), fluoreto de amina (AmF), fluoreto estanhoso (SnF2) e os tetrafluoretos. Dentre os modos de

aplicação profissional, encontramos soluções, géis, mousses e vernizes com concentrações de fluoreto variando entre 9.000 a 56.000 ppm F-.

Os vernizes a base de NaF foram desenvolvidos na Europa nos anos 60 com o objetivo de prolongar o tempo de contato entre o agente fluoretado e a superfície dentária, aumentando assim, a incorporação de fluoreto pelas camadas superficiais do esmalte (CLARK, 1982; PETERSSON; TWETMAN; PAKHOMOV, 1997). Além dessa vantagem, podem ser utilizados em áreas específicas, como lesões incipientes (tratamento de manchas brancas), superfícies radiculares e margens de restaurações, com segurança em relação à toxicidade e à aceitação pelo paciente (STROHMENGER; BRAMBILLA, 2001; SEPPÄ, 2004). Há evidência científica suficiente para respaldar ao uso do verniz a base de NaF na clínica para prevenção e tratamento de lesões cariosas iniciais (BELTRÁN-AGUILAR; GOLDSTEIN; LOCKWOOD, 2000; STROHMENGER; BRAMBILLA, 2001; MARINHO et al., 2002; MARINHO et al., 2004; PETERSSON et al., 2004; SEPPÄ, 2004; CARVALHO et al., 2010).

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Em relação aos tipos de agentes fluoretados, vários estudos in vitro têm mostrado que o tetrafluoreto de titânio (TiF4), na forma de solução em uma

concentração variando entre 1-4%, é mais eficaz que outros sais fluoretados (NaF, AmF, SnF2) sobre o processo de des-remineralização do esmalte dentário, devido a

uma possível ação adicional do titânio. Os íons titânio podem minimizar a desmineralização, uma vez que substituem o cálcio na apatita e mostram tendência a se complexarem com o grupo fosfato formando uma camada tipo “glaze” sobre a superfície (SHRESTHA; MUNDORFF; BIBBY, 1972; MUNDORFF; LITTLE; BIBBY, 1972; REED; BIBBY, 1976; WEI; SOBOROFF; WEFEL, 1976; WEFEL, 1982; TVEIT et al., 1983; BÜYÜKYILMAZ; OGAARD; RÖLLA, 1997; SKARTVEIT et al., 1991; TEZEL; ERGÜCÜ; ONAL, 2002; VAN RIJKOM et al., 2003; VIEIRA; RUBEN; HUYSMANS, 2005; CHEVITARESE et al., 2004; RIBEIRO; GIBSON; BARBOSA, 2006; EXTERKATE; TEN CATE, 2007; MAGALHÃES et al., 2008a; 2008b; WIEGAND; MAGALHÃES; ATTIN, 2010). Além disso, é sugerido que o titânio interage com a superfície dentária, devido ao baixo pH do agente, levando a um aumento na incorporação de fluoreto pelo esmalte (MUNDORFF; LITTLE; BIBBY, 1972; GU; LI; SÖREMARK, 1996).

Esta ação poderia ser potencializada se este composto fosse aplicado na forma de verniz ao invés de solução, devido à adesão do verniz à superfície dentária, permitindo que o TiF4 pudesse interagir com o esmalte por mais tempo. Um

estudo in vitro mostrou que o verniz de TiF4 a 4% parece ter um efeito semelhante

ou um pouco inferior aos outros vernizes fluoretados comerciais (NaF) na prevenção da desmineralização do esmalte dentário bovino, porém em contraste, apresentou um melhor efeito sobre a remineralização da lesão de cárie artificial em esmalte bovino (MAGALHÃES et al., 2008a). No entanto, até o momento não há estudos sobre o efeito deste verniz experimental sobre a desmineralização e remineralização do esmalte dentário in situ.

O modelo in situ possibilita o estudo de aspectos fundamentais do processo de des-remineralização dentária, levando em conta os aspectos biológicos dos indivíduos, com vantagens de simular melhor a condição in vivo que os modelos

in vitro, pela presença de placa dentária (like biofilme), e de não danificar os dentes

dos voluntários (TEN CATE, 1994; ZERO, 1995; CLASEN; OGAARD, 1999).

Para a avaliação de lesões cariosas produzidas in vitro e in situ, vários métodos têm sido aplicados tais como microdureza, microradiografia e microscopia

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de luz polarizada (ARENDS; LODDING; PETERSSON, 1980; WHITE, 1987; WHITE; FEATHERSTONE, 1987; ARENDS; TEN BOSCH, 1992; NELSON et al., 1992; TODD et al., 1999; SANTOS et al., 2009). Dentre estes métodos, a microradiografia transversal (TMR) fornece o valor do volume mineral, enquanto que a microdureza longitudinal reflete a resiliência mecânica do esmalte dentário. A microradiografia transversal é considerada padrão ouro para as análises de desmineralização dentária e possibilita detectar se a lesão é de superfície amolecida ou de subsuperfície (CLASEN; OGAARD, 1999), dados de importância para diferenciação entre tipos de lesão do esmalte.

Dados comparativos entre medições de TMR e microdureza longitudinal são escassos, mas têm mostrado alguma relação (FEATHERSTONE et al., 1983; KIELBASSA et al., 1999). No entanto, as equações utilizadas para converter microdureza em conteúdo mineral parecem diferir entre si dependendo do tipo de lesão e não há uma relação linear entre as duas análises. Isto indica que o cálculo de conteúdo mineral a partir dos valores de microdureza longitudinal pode não ser confiável (BUCHALLA et al., 2008; MAGALHÃES et al., 2009a). Mediante aos dados encontrados na literatura, o ideal seria que tanto a TMR quanto a microdureza fossem utilizadas como métodos de análise do presente trabalho.

Com base no descrito acima, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de um verniz experimental a base de TiF4 comparando-o à solução correspondente e

ao controle positivo, verniz de NaF e sua solução correspondente, na prevenção da desmineralização e na promoção da remineralização do esmalte dentário bovino in

situ, utilizando como variáveis de resposta a microdureza de superfície, microdureza