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Nucleosynthesis beyond iron

2.2 Nuclear physics

2.2.5 Nucleosynthesis beyond iron

Em 1998 este empreendimento foi criado como grupo informal, mas atualmente é um projeto administrado por uma associação religiosa. O empreendimento possui 20 trabalhadores (11 mulheres e 9 homens), sendo dois na coordenação do empreendimento e dois motoristas e, segundo entrevista, a renda mensal média é de R$520,00 mais a cesta básica e o pagamento do INSS. Não possuem sede própria e não tem perspectiva de consegui-la. Esses trabalhadores fazem a divulgação e conscientização nas escolas e buscam apoio dos condomínios para destinar seus resíduos para a coleta seletiva.

Parcerias

Atualmente o empreendimento possui um convênio formalizado com a prefeitura para realizar a coleta seletiva em mais de oitenta pontos espalhados pela cidade. O convênio prevê o repasse da prefeitura de $5000,00 por mês para o empreendimento mais a cessão do espaço onde se encontra a sede com luz e água. A prefeitura repassa recurso para uma associação religiosa que destina para os funcionários do empreendimento. Portanto a prefeitura remunera essa associação religiosa para gerir o projeto de coleta seletiva na cidade. Segundo entrevista, este convênio está sendo discutido com a prefeitura para que esta pague também pela

121 quantidade de resíduo coletado, assim como é realizado com a empresa de coleta de lixo. A associação religiosa que hoje atua no projeto apoiou o grupo inicialmente com assistência técnica e/ou gerencial, qualificação profissional e formação sócio-política (autogestão, cooperativismo, economia solidária).

Em entrevista, afirmou-se que a associação está utilizando uma nova metodologia de trabalho em que há a contratação formal dos catadores para a realização da atividade de coleta, triagem e prensagem dos resíduos. Esses catadores que anteriormente estavam organizados coletivamente para a realização de uma atividade econômica com os princípios da Economia Solidária (autogestão, solidariedade e cooperação) agora são empregados do projeto de coleta seletiva gerenciado pela associação. No útimo ano, de acordo com entrevista, a produtividade triplicou por causa do novo método de trabalho adotada pela associação.

Separação e comercialização dos resíduos e tecnologias existentes

Dentro da sede não há computador para a busca por informações sobre o valor dos resíduos no mercado, mas a busca por compradores e preços dos resíduos é realizada pelo computador pessoal do coordenador. Os catadores não tem acesso ao computador. A tabela 10 contém a síntese das etapas da cadeia de reciclagem de resíduos, grau tecnológico e avanço na cadeia produtiva da reciclagem e exemplos de algumas tecnologias envolvidas e atividades realizadas na cooperativa de Catanduva.

Em relação às categorias estabelecidas para identificar o grau tecnológico da cooperativa, pode-se dizer que esta desenvolve atividades até o beneficamento dos resíduos com a utilização de tecnologia para picar o papel.

A cooperativa possui as tecnologias necessárias para a coleta, triagem, prensagem, comercialização dos resíduos e ainda tem tecnologia para picar papel. Para a coleta seletiva em grandes geradores (comércio, escolas e condomínios) a cooperativa dispõe de um caminhão (possuem dois, porém um está quebrado) e dois motoristas para cobrirem dois turnos de coleta na cidade (das 6h às 13h e das 13h às 20h). A coleta seletiva porta a porta não é realizada.

A triagem dos diferentes resíduos é feita de maneira especializada, pois os resíduos são separados por cor e tipo de material conforme necessidade do mercado. De acordo com entrevista a triagem é realizada com o objetivo de agregar o máximo valor ao resíduo. A tabela 11 ilustra as categorias de separação dos resíduos, conforme os processos de triagem dos resíduos realizados pela cooperativa.

122 Tabela 10. Síntese das etapas da cadeia de reciclagem de resíduos, grau tecnológico e avanço na cadeia produtiva da reciclagem e exemplos de algumas tecnologias envolvidas e atividades realizadas na cooperativa de Catanduva.

Etapas da cadeia de reciclagem de resíduos Atividades realizadas Grau tecnológico e avanço na cadeia produtiva Tecnologia: Equipamento, infraestrutura e conhecimento Observação Coleta PEVs e grandes geradores de resíduos

Categoria II Local para entrega e caminhão mais de 80 pontos de coleta seletiva espalhados pela cidade Triagem, classificação e armazenamento Categorizar dentro de cada tipo e características do material, exemplo: Papel - papelão, papel branco, sujo, misturado, jornal. Plástico – PET, filme e gerais. Categoria II “bags”, baias, condições e procedimentos de triagem, classificação e armazenamento; técnicas; Beneficiamento prensagem, moagem, lavagem e secagem Comprimir o

material Categoria I Prensa;

Moer ou picar o

material misturado Categoria II

Picador e conhecimento necessário para o manunseio Possuem picador de papel

Tabela 11. Categorias de separação dos resíduos realizadas pelo empreendimento de Catanduva.

PAPEL METAL PLÁSTICO VIDRO OUTROS

Tetra Pack Alumínio

lata EVA

Avulso (por

unidade) óleo

Papel cartão panelas Colorido(embalagem de cerveja)

Inteiro sem separar cor

Papelão especial Trilho de cortina PS Quebrado sem separação Papelão comum latas PEAD branco

Jornal

(prensado) aerosol PEAD colorido

Cimento PET verde

Papel colorido

(revista) PET branco

Papel Branco

(arquivo) PET óleo

Branco especial

(tipo 1) sem tinta detergente PP branco PP colorido Balde e bacia Saco branco fino Saco branco duro

123 Para a separação dos resíduos o empreendimento possui baias, bags, mesas e espaço suficiente para armazenar os resíduos. Para a prensagem dos resíduos são utilizadas duas prensas, carrinhos de carga para o transporte dos resíduos e conhecimentos específicos sobre a prensagem dos diferentes materiais. Os resíduos já prensados ficam armazenados dentro do barracão porque possuem espaço, mas mesmo com espaço suficiente para armazenar o resíduo por um grande período de tempo o empreendimento comercializa os materias toda a semana. Também possuem tecnologia para picar o papel (doação de uma instituição religiosa) e a utilizam para agregar mais valor ao papel branco.

Para a comercialização dos resíduos o empreendimento tem acesso à internet e possui telefone para facilitar a comunicação com os seus clientes e a busca por melhores preços no mercado.

Adequação Sóciotécnica

A adequação sóciotécnica, como já apresentada é um conceito utilizado para tentar operacionalizar o marco da Tecnologia Social. A Tecnologia Social busca a sustentabilidade da Economia Solidária (em todas as suas dimensões) com características sóciotécnicas alternativas ao atualmente hegemônico.

O empreendimento de Catanduva atualmente não compartilha os princípios da Economia Solidária (autogestão, solidariedade e cooperação) e as tecnologias utilizadas podem ser compreendidas como a convencional, pois é segmentada e hierarquizada já que necessita de um chefe. Neste sentido, este empreendimento não foi analisado a partir da Adequação Sóciotécnica.