Economic Evaluation
Appendix 1 NTRK gene fusions identified in adult and paediatric cancers by relative frequency of NTRK gene fusions
(...) transtorno do apetite, transtorno do sono, muito
precocemente.
Uma criança que vomita toda segunda-feira depois de 3, 4 semanas dá para entender que além de dar o sintomático para que a criança não vomite, eu tenho que entender além do sintoma. Ou seja, eu não posso tratar o sintoma como um psicanalista, mas posso entender o sintoma como um psicanalista.
(...) a mãe assistiu a uma situação traumática em relação ao sono infantil. Depois, quando a filha nasceu, ela ficava pensando que em cada sono a criança poderia morrer, então imagina o que esta criança fantasiava com respeito ao que era dormir. Se a criança olhava para a mãe percebia que era uma situação muito perigosa, porque ela não dormia. Mas isto é uma dimensão da pediatria que só se consegue mudando a nossa função de pediatra, que é falar menos e ouvir mais.
(...) há sinais no bebê que chamam atenção, como a criança que não consegue se acalmar com a chupeta ou com o dedo, ela fica inconsolável e não há quem consiga fazer com se acalme... sinto que a criança não tem apoio, não tem segurança, e que são os adultos cuidadores que num determinado momento não conseguem fazer isto.
Por que uma criança fica muito doente estando com uma imunologia boa?É porque o declínio imunológico está junto com o declínio emocional! Se tem uma criança que está com baixa imunidade, eu peço hemograma, mando fazer anticorpos, tudo. Mas se tudo está normal, então eu falo para a mãe: agora eu acho que a gente precisa falar de outros fatores: como está tudo em casa? Às vezes uma criança adoece, porque a única coisa que ela pode fazer é isto.
Parafraseando Hipócrates, quando este ensinava Medicina para seus alunos, diz: “não fica doente quem quer, mas fica doente quem pode!” Ele
estava falando de diversas situações que ajudam o adoecer.
Dr. Ronaldo
A criança que não ganha peso, que está um pouquinho desnutrida, você tira a fraldinha e vê uma baita assadura, você vê que esta mãe não tem cuidado, que a higiene está precária, isto chama muito a atenção na constituição do vínculo. Porque se não cuida é porque não tem um vínculo muito grande com esta criança.
Na prática você vê que a hiperatividade geralmente está relacionada com uma mãe que não dá a atenção necessária, ou uma mãe estressada, uma mãe ansiosa, e a criança acaba desenvolvendo esta hiperatividade no sentido de chamar a atenção, ou mesmo como revolta por não ter a atenção que ela deveria ter, que ela acha que deveria ter.
A gente percebe que algumas crianças que têm dificuldade no desenvolvimento emocional, no vínculo, vão se apresentar com desenvolvimento escolar baixo ou dificuldade de fala. Não conseguem se expressar, têm uma dificuldade de fala, a gente está tratando hoje com o pessoal da fono que pega muito a questão da abordagem familiar, que tratam tanto as dificuldades escolar quanto a de dificuldade de fala, que sempre estão relacionados a dinâmicas familiares mais complicadas.
(...) o que me assusta mais na criança é a agressividade com o meio e com a própria mãe.
Às vezes pais em processo de separação usam o filho como escudo. Percebo isso principalmente quando a mãe é “abandonada” pelo pai e usa doenças para atraí-lo (...) geralmente existem problemas nas manhãs de segunda-feira.
Geralmente, quando a mãe está passando por problemas emocionais, percebo a criança triste, alimentando menos e mais quieta, sem querer brincar, mais manhosa e alimentando menos. A mãe, com certeza, é o ponto de equilíbrio dos filhos.
Dra. Míriam
Geralmente os bebês muito irritados, assustados, que choram muito (...) a criança adquire as características da família. Pega o trejeito. Nas famílias que a mãe que está sempre agitada, que fala alto, as crianças ficam mais irritadas, semelhantes. Aquelas mães que falam mais baixo, as crianças ficam mais tranquilas. Obviamente existem exceções, crianças que já têm a predisposição de serem agitadas, mas acho que o meio influencia bastante.
(...) a mãe que tem uma gestação tranquila, um relacionamento tranquilo, os filhos são mais calminhos. Aquela mãe que engravidou sem querer, que o companheiro não queria, que a abandonou durante a gestação, as crianças são mais agitadas. E a relação da mãe com a criança muda porque a mãe já vive a situação de estresse, se não emocional, às vezes financeiro. Estresse financeiro eu também acho que conta e muito.
(...) mudança de comportamento, o pai que está se separando, pais que brigam muito, as crianças são mais inseguras, choram mais, têm até distúrbio alimentar.
(...) dá a impressão que elas nem deixam o bebê desenvolver os sistema imunológico. Tem até pesquisas que já provaram que mães que exageram nos cuidados, a criança se torna mais imunologicamente imaturas com mais infecção. Muitas vezes eu vejo que não querem pôr na escola, que hiperprotegem, que ficam com a babá em casa e não querem que vivam o convívio normal, com as outras crianças. Isto eu vejo mais com mães mais idosas, ou que fizeram fertização “in vitro” ou que perderam anteriormente.
Dra. Ivone
O bebê agitado, o bebê com problemas de pele, com baixa imunidade.
Dr. Saulo
Bebês tristes, bebês nervosos, com retenção, tem bebês que já nascem com cara de sofrimento. É só olhar para a expressão facial dele, que é enrugada, contraída, isto vem do útero.
Tinha uma mãe que adotou uma criança. Ela era universitária, esperou muito pela adoção, mas não sabia como dizer isto para a filha. Aos três anos de idade a menina teve uma grave constipação intestinal, teve que ser internada. Enquanto a ansiedade da mãe não se resolveu, o problema da menina não curou. E a menina até parece que desconfiava, pois sempre brincava de bichinhos, ela punha dois parentes onde um era diferente do outro, e ela comentava isto.
Dra. Eliana
9. Sinais ou sintomas no bebê que causam preocupação com a relação