Det statistiske Centralbureau
9. Den norsk-amerikanske Befolknings Fordeling efter Alder og ægteskabelig Stilling
Coll & Monereo (2010) advogam que indivíduos pertencentes ao novo cenário do século XXI, frente a um mundo cada vez mais globalizado e tecnológico, devem adquirir competências para enfrentar, com êxito, as incertezas e contradições dos processos de mudança que vêm ocorrendo. Coll & Monereo (2010, p. 32), apoiados em estudos de Rychen & Salganik (2001, 2003), citam três categorias de competências-chave que devem ser aplicadas nos atuais cenários educacional, profissional, comunitário e pessoal, quais sejam:
a) capacidade de ser autônomo para elaborar projetos pessoais, defendendo direitos e interesses, observando o contexto;
b) capacidade de agir de forma cooperativa em grupos heterogêneos, respeitando as diversidades e resolvendo conflitos; e
c) capacidade de empregar, com flexibilidade, os recursos tecnológicos disponíveis. de forma interativa, usufruindo das múltiplas linguagens, textos e dados.
Trilling & Fadel (2009, p. 48), em diálogo com o Pensamento Complexo, defendem que o cenário educacional do século XXI deve romper com o esquema tradicional das disciplinas escolares compartimentadas, levando em conta temas interdisciplinares importantes – tais como: consciência global, multicultural, ecológica, econômica, ética e outros –, para que os alunos possam pensar e agir sobre questões que permeiam nossos problemas. Trilling & Fadel (2009), apoiados no Partnership for 21st Century Skills19, enriquecem
as categorias de competências-chave de Coll & Monereo (2010), citando outras que devem ser desenvolvidas nos contextos educacionais, tais como:
a) desenvolvimento do pensamento crítico e de resolução de problemas: alunos devem pensar de forma eficaz, usando vários
19 Disponível em Disponível em <http://www.p21.org/about-us/p21-framework/349> Acesso em: 15 set. 2014.
tipos de raciocínio (indutivo, dedutivo, etc.) conforme cada situação; devem saber fazer julgamentos e tomar decisões analisando diferentes pontos de vista; devem sintetizar e estabelecer conexões entre informação e argumentos; devem interpretar informações e chegar a conclusões baseadas em análises; devem saber resolver diferentes tipos de problemas de maneiras convencionais e inovadoras;
b) desenvolvimento da comunicação e colaboração: articular pensamentos e ideias de forma eficaz, usando as habilidades de comunicação oral, escrita e não-verbal em variados contextos; utilizar diferentes mídias e tecnologias, sabendo avaliar sua eficácia e seus impactos; demonstrar habilidade de trabalhar com eficácia e respeito aos diversos parceiros; ser flexível e estar disposto a ajudar para realizar tarefas que tenham um objetivo comum; assumir responsabilidade compartilhada no trabalho colaborativo e valorizar as contribuições individuais de cada membro do grupo; e
c) estímulo à criatividade e inovação: saber usar várias técnicas de criação de ideias; elaborar, refinar, analisar e avaliar as próprias ideias, para melhorar e maximizar os esforços de criação; estar aberto e receptivo às novas perspectivas e ao feedback do grupo; e saber trabalhar criativamente com a ajuda dos outros.
Essas habilidades, segundo Lévy (2014), devem conduzir ao desenvolvimento crítico, porque somos responsáveis pelo conhecimento que criamos, aprendemos e construímos. Devemos entender, desde cedo, que existem diferentes teorias que dialogam entre si, que se complementam ou que se contradizem, não havendo apenas uma verdadeira e, outra, errada. Para Lévy (2014), os alunos devem estar (cons)cientes do fato de que a produção de conhecimento é algo muito diversificado, colaborativo e, às vezes, conflituoso. Nessa perspectiva, portanto, o ambiente de colaboração é favorecido pelo
compartilhamento de informações entre aprendizes, em que o aluno deixa de ser mero receptor e/ou consumidor de informações.
Com a popularização do uso das TIC em salas de aula, professores têm sido obrigados a repensar suas práticas pedagógicas, porque, nesse contexto, o mestre não é mais o centro do processo de ensino. Parreiras (2000) e Corrêa (2002), por exemplo, explicitam, em seus estudos, os diferentes papéis e posturas assumidos em ambiente de rede e concluem que, com o advento das novas tecnologias digitais, uma abordagem em que o professor era o centro do processo de ensino agora se inverte: quem passa a assumir esse papel é o aprendiz. O papel do aluno, nessa nova abordagem, é ser mais independente, ativo e responsável por sua aprendizagem.
Pesquisas recentes – de Lopes (2005), Polifemi (2007) e Batista (2012), por exemplo – centram-se no papel e na formação do professor, discutindo problemas como a formação tecnológica, a reflexão sobre o ensino e a aprendizagem e suas práticas. Moran (2000) acrescenta que o papel do professor, nesse novo contexto de ensino e aprendizagem on-line, passa a ser o de facilitador de projetos colaborativos, no sentido de assegurar o bom desempenho da(s) tarefa(s) proposta(s) e de encorajar a construção crítica e reflexiva do conhecimento. Muda a relação de espaço, tempo e comunicação com os alunos. O espaço de trocas aumenta, da sala de aula para o virtual. O tempo de enviar ou receber informações se amplia para qualquer dia e hora da semana. O processo de comunicação se estabelece na sala de aula tradicional e na Internet, com o uso de email, chats, fóruns, ferramentas de socialização e outros.
Coll & Monereo (2010) reforçam a ideia de Moran (2000), afirmando:
[q]uanto ao papel de professores e alunos e às formas de interação que as TIC proporcionam, as mudanças também parecem irreversíveis. A imagem de um professor transmissor de informação, protagonista central das trocas entre seus alunos e guardião do currículo começa a entrar em crise em um mundo conectado por telas de computador. Continuamente, aparecem grupos de estudantes que, através da internet,
colaboram e se ajudam em suas tarefas escolares com espantosa facilidade (p. 31).
Lévy (2014) defende que o papel do professor, nesse novo contexto, é o de aprender, primeiramente, a lidar com as novas tecnologias, dominando-as, para que possa ensinar seus alunos a fazer pesquisas, filtrando dados incorretos, buscando informações confiáveis e construindo conhecimento em parcerias. Dessa forma, penso que estaremos promovendo a reforma do pensamento, ajudando a desenvolver as habilidades e competências necessárias nos diversos contextos em que atuamos.
Percebo que essas competências e papéis nascem de uma mudança paradigmática do modo de pensar e de um novo olhar sobre os fenômenos e a realidade que nos cercam. Esse novo olhar aceita e procura lidar com as incertezas, contradições, aleatoriedade e imprevisibilidade do mundo. Cabe, portanto, à escola e aos educadores tomar atitudes adequadas frente a essa nova maneira de pensar e conceber o mundo. Por isso, ressalto a importância de se entender como tecnologias digitais emergentes, tais como as da Web 2.0, podem ser úteis a professores e alunos no processo de ensino/aprendizagem de uma língua estrangeira (LE).
Feitas essas considerações, apresento, em seguida, apresento a orientação metodológica desta pesquisa, seus contextos educacional e tecnológico, seus participantes, bem como os instrumentos e procedimentos de interpretação que me ajudaram a compreender o fenômeno.