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Durante o processo de importação1 e adequação da rede elaborada para o Distrito Federal no

PDTU/2010 com os softwares EMME (INRO) e VISUM (PTV) para o software TRANUS, foram identificados várias falhas. Algumas delas associadas com as divergências dos formatos dos dados e outras com a forma em que os dados são lidos ou com a limitação de algumas funções do TRANUS. Algumas adequações dos dados foram necessárias para inserção no TRANUS, porém o objetivo originalmente era a alteração mínima para comparação direta com os resultados do modelo quatro etapas do EMME.

Uma das observações feitas durante o desenvolvimento desse trabalho foi a complexidade de realização da importação dos dados da rede do PDTU/2010. O procedimento, repetido diversas vezes durante o desenho da rede, se mostrou trabalhoso por não existirem moldes com sugestão ou indicação do formato necessário para entendimento do TRANUS, obrigando a transformação dos dados entre vários formatos. Para exemplificar o problema descrito, as coordenadas geográficas dos nós e centroides de zonas causaram perturbações no momento do cálculo de tamanho dos links, levando a necessidade de correção tardia dessa informação. Outra complicação ocorreu durante a importação das rotas, que não identificavam a sequência dos links que compunha o itinerário, inviabilizando o percurso. Diversas rotas que constavam sem erros na rede inicial, ao serem importadas para o TRANUS tornaram-se truncadas, ou seja, a continuidade da rota, nó a nó não foi constante. Todas estas dificuldades para entender os erros, suas consequências e realizar as correções em uma rede grande como a do Distrito Federal, foram desafios superados com muito trabalho.

Problemas decorrentes de erros durante o processamento da rede também se tornaram um inconveniente, alguns dos erros durante a validação pelo comando “Validate” e até mesmo rodagem dos resultados foram difíceis de entender. Como recomendação dos desenvolvedores, o uso do fórum (https://groups.google.com/forum/#!forum/tranus) se tornou um forte aliado, porém não substitui uma lista de erros e possíveis correções. Alguns dos

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O termo importação refere-se a transferência de dados de um modelo já aplicado em outro software para o novo software aqui utilizado, o software TRANUS.

114 erros que ainda não haviam sido solucionados durante a finalização deste trabalho, levantam a necessidade de um “by-pass” para que esses erros sejam ignorados e a rede processada.

O problema do sistema de transporte público do Distrito Federal possuir muitas linhas diretas e não integradas levou ao excesso de linhas, frequentemente muito similares ou duplicadas, com frequências insignificantes que podiam levar à “ruídos” no processamento do modelo TRANUS. As vias com o problema de rotas mais crítico como EPNB, EPIA, W3 Sul, Eixo Monumental por exemplo, tinham originalmente mais de 200 rotas por link. Para solução do problema foi feito a fusão de rotas baseado na similaridade de itinerário delas e fusão de linhas correspondentes a ida e volta, as quais originalmente são separadas.

A inserção dos dados de uso do solo também apresentaram algumas dificuldades, em parte pelas poucas fontes de dados disponíveis para essa análise. Como descrito anteriormente no capítulo 5, o PDAD-DF (2013) fornece os dados divididos por RA, dificultando por exemplo a divisão dessa informação pelo número de zonas que representam uma mesma RA na rede. O ideal seria que os dados das RAs também fossem divididos em áreas homogêneas, visto que em uma mesma RA apresentam-se zonas com características bem distintas. O primeiro desses problemas foi a descrição de empregos e população por zona de RA. Como citado, os empregos são distribuídos por RA e não de forma mais específica. Como cada RA é representada em um número variável de zonas, a distribuição desses empregos se torna uma atividade empírica, dificultando a aplicação de uma distribuição mais próxima do real. Esse problema foi mais claro em RAs com zonas rurais e urbanas, onde as densidades variam vertiginosamente entre cada zona. Quanto a população, ocorreu a mesma situação dos empregos, sendo distribuídos uniformemente entre as zonas de uma RA e não refletindo a realidade com perfeição.

Nas proporções em “Inter-Sectors” também ocorreram problemas devido a área de abrangência dos dados são apresentados no PDAD/DF (2013), homogeneizando as zonas internas das regiões administrativas e municípios. Nas equações de proporção de categoria de emprego por categoria de renda, não foi possível realizar tal cálculo, pois, os empregos são por RA e não por classe de renda segundo o PDAD/DF (2013). Para realização desses cálculos, uma média foi feita com os valores totais, não podendo discriminar com maior precisão essas proporções.

115 Após a criação, desenvolvimento e conclusão do cenário base foram inseridos os cenários futuros. Para a criação dos distintos cenários, a dificuldade de montar a rede dentro do TRANUS, mostrou que a criação dos pontos, links e rotas no EXCEL para então importação era um procedimento mais acessível. Porém os cenários futuros foram desenhados antes da conclusão do cenário base, portanto os erros se perpetuaram, impossibilitando a evolução do trabalho na análise de cenários. O curto tempo disponível e a necessidade da calibração do cenário base também inviabilizou a continuidade da pesquisa, prorrogando esta etapa para trabalhos futuro.

O cronograma de pesquisa precisou ser atualizado devido ao aprofundamento no conhecimento e habilidade com ferramentas de estudo (software TRANUS) e aplicação da modelagem. Houveram algumas dificuldades na coleta de dados e na aplicação dos dados para a construção da rede, como erros de compatibilização que foram gradualmente superados a fim de alcançar os melhores resultados.

Outra restrição para o desenvolvimento da pesquisa, foi ausência de uma equipe. Como descrito anteriormente, estudos com modelagem de transportes de redes extensas, utilizam grandes equipes que distribuem as atividades, desde a formação da rede até análise dos dados. E associado com essa limitação, existe o fator tempo, percebeu-se no desenvolvimento do trabalho que os dois anos de duração de um mestrado eram insuficientes para todas as pretensões iniciais. Porém todas estas possibilidades de avanço que surgiram a partir da conclusão deste trabalho incentivam à continuidade desta investigação e a necessidade de aprender cada vez mais.