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Norges Banks tolkning og presisering

In document Norges Banks håndbok i pengepolitikk (sider 32-38)

2. Konkretisering av mål og avveiinger

2.3.2 Norges Banks tolkning og presisering

A preocupação com a qualidade de vida em contextos médicos contribuiu para a sensibilização dos aspectos positivos do funcionamento do indivíduo. Assim não houve apenas a preocupação de descentralizar a disfunção do paciente mas também a sua capacidade potencial de realização pessoal.

A vivência e a experiência de enfrentar a doença e a hospitalização variam de uma criança para outra, em maior ou menor grau, em função da idade, sexo, nível de desenvolvimento cognitivo, experiências prévias, diagnóstico, tempo de hospitalização, natureza e do período de preparação para a hospitalização, tipo de procedimentos médicos e das habilidades dos pais como suporte de apoio à criança, restrição física, diferenças individuais nas respostas e, especialmente, da capacidade que dispõem para enfrentar tais situações (Mendes e colaboradores, 2002, citado por Soares).

A hospitalização da criança acarreta sempre rupturas na dinâmica familiar. Realça-se a preocupação dos profissionais de saúde centrada na criança/ família, com o objectivo de identificar e descodificar os problemas, estabelecer uma relação de ajuda, na tentativa de enfrentarem e superarem esta situação; isto é, pais e crianças devem conseguir arranjar estratégias adaptativas para melhorem a sua qualidade de vida.

Para além das necessidades de saúde “as crianças hospitalizadas apresentam

outras para as quais requerem respostas especiais e acções interdisciplinares: a carência afectiva devida à separação do meio familiar, a adaptação à Instituição, a preparação para se integrar, quando saia do hospital, na família, na escola, no meio social” (González, 2000, in Inclusão, p. 58).

As infra-estruturas, isto é, a arquitectura e a decoração do hospital, podem interferir no estado emocional da criança e assim distraí-la (Queralto, 2000, citado por Quiles e Carrillo). É certo que o ambiente interfere nesse estado, no processo de dor e, por conseguinte, na recuperação da criança.

Ao reportarmo-nos ao espaço para a criança, obviamente que devemos fazer incidir a atenção sobre os elementos decorativos e atractivos inerentes a esta faixa

etária, tais como desenhos de personagens televisivas distribuídos pelas paredes sendo estes de cores também atractivas (Queralto, 2000, citado por Quiles e Carrillo).

Os espaços lúdicos são outro dos aspectos a contemplar. Quando se pensa num hospital para crianças, este deve conter diversos jogos, vídeo e, por excelência, a T.V. e o computador; aspectos que devem ser considerados durante o tempo da criança hospitalizada, com o objectivo de minorar a ansiedade e o “stress”.

Não podemos falar destes aspectos numa perspectiva de luxo, antes encará- los como uma necessidade que contribui para o bem-estar, quer físico, quer psicológico da criança (Queralto, 2000, citado por Quiles e Carrillo).

Através da Internet a criança tem a possibilidade de expressar as suas emoções e ir para além das fronteiras do hospital, comunicando com o mundo exterior, e inclusivé, com crianças com patologias iguais à sua.

A música é outra necessidade fundamental e necessária que deve ser utilizada no hospital e que contribui para o relaxamento do stress e da ansiedade durante a hospitalização.

Falámos dos aspectos estruturais e na decoração do hospital, no entanto neste meio envolvente, é de salientar a imagem transmitida pelos profissionais de saúde neste “puzzle”, donde emerge a bata branca como símbolo de angústia, “stress”, medo e dor….

Promover um ambiente com os materiais hospitalares antes da hospitalização seria o ideal. Manipulando-os, diluir-se-iam os mitos, já que “procedimentos de

distinta índole podem repercutir-se no estado emocional” (Queralto, 2000, in Quiles e

Carrillo, p. 181), do binómio criança/família.

Porém as rotinas surgem como uma forma organizativa dos serviços. No entanto, estas suplantam-se às necessidades dos doentes. Exemplo disto é o que acontece, quando a criança teve uma noite agitada com um processo de dor e que por volta das seis horas da manhã tem uma medicação para fazer e uma temperatura que necessita ser avaliada mas está a dormir naquele momento. Contudo, será acordada, pois a sua debilidade física, necessitando de cuidados imperiosos, sobrepõe-se à sua estabilidade emocional.

Durante a hospitalização, a criança, apesar de se encontrar separada da família, da escola, dos amigos e, perante um mundo desconhecido, para alguns, novo,

deve manter o contacto com a sua realidade. Além das suas necessidades específicas naquele momento, necessita manter continuidade, quer na sua socialização, quer na educação, melhorando a sua qualidade de vida, dado que é esta a realidade com que se irá deparar à saída do hospital (Gonzalez, 2000).

Outra das necessidades da criança é a presença dos pais perante determinados procedimentos, nomeadamente nos dolorosos; em estudos efectuados, por profissionais de saúde, esta presença manifestou-se benéfica, quer no tratamento, quer na recuperação (Blesch e colaboradores, 2000, citado por Quiles e Carrillo).

O contributo dos pais é fundamental na recolha de informação dos aspectos psicossociais da criança, isto é, as rotinas diárias, hábitos de higiene, alimentares e de estudo, relações familiares e relações com os pares (Palomo, 2000, citado por Quiles e Carrillo), podendo ser utilizados na recuperação e seu restabelecimento, partindo do pressuposto de que os pais são quem melhor conhece os seus filhos, quem consegue compreendê-los e dar resposta às suas necessidades essenciais.

Uma comunicação efectiva entre profissionais/crianças, profissionais/pais, é factor determinante da vivência emocional durante a hospitalização, visto que “qualquer pessoa que se relacione com o paciente, de forma mais ou menos estreita,

pode incidir em seu nível de ansiedade” (Kulik, 2000, in Quiles e Carrillo, p. 184).

Entenda-se por “comunicação efectiva”, a comunicação que passa por uma explicação correcta do tratamento, informação precisa sobre a sua situação clínica, uma relação que assente na confiança mútua, empatia e apoio emocional. É objectivo fundamental deixar expressar as suas emoções e atitudes, tendo por fim minorar as suas preocupações face à doença.

Cabe aos profissionais de saúde ter atitudes terapêuticas, centradas na criança/família sendo esta a razão fulcral da reabilitação da criança. A equipa de enfermagem que consegue estabelecer, não só terapêuticas como também relações afectivas com a criança e seus pais, dado que “são as enfermeiras, as profissionais

que mais tempo passam com os utentes e suas famílias, compartilhando momentos íntimos e pessoais” (Queralto, 2000, in Quiles e Carrillo, p. 188).

Verifica-se a existência de uma certa cumplicidade e um relacionamento positivo, uma confiança mútua entre pacientes e enfermeiros que são constantemente

interpelados, quer pelos familiares, quer pelos utentes, acerca do seu diagnóstico, prognóstico e até da sua futura qualidade de vida.

Perante o sofrimento e a dor com que muitas crianças são confrontadas no quotidiano hospitalar, são estes profissionais que, apesar de não prescreverem a medicação, têm como função decidir adequadamente a administração de tal terapêutica para alívio da dor.

A propósito, para além da administração da analgesia, devem estes profissionais possuir conhecimentos e técnicas de relaxamento que permitam à criança diminuir o seu mal-estar e processo de dor.

A hospitalização arrasta consigo a dependência quase total das crianças, realça-se por isso, mais uma vez, o papel preponderante dos enfermeiros e a responsabilização da família e da própria criança no seu auto-cuidado.

A equipa multidisciplinar deve estar ciente da necessidade de um trabalho conjunto, tendo subjacente a união para combater e minorar os efeitos nefastos que a hospitalização acarreta à criança/família, independentemente da idade, sexo, raça, extracto social…

Esclarecer a criança/família sobre a realidade dos efeitos da hospitalização, contribuir para a aprendizagem e desenvolvimento de acordo com as suas exigências face à doença, inclusivé contactar com outras crianças com patologias semelhantes, são aspectos que se devem reter e incentivar nas filosofias hospitalares, como perspectiva de uma reabilitação adequada e uma integração plena, harmoniosa e social da criança/família na comunidade onde se insere.

As situações imprevistas de hospitalizações surgem cada vez mais; exemplo disto é o que acontece nas crianças com cancro e sida, conduzindo-nos “a

inquietações das necessidades existentes e sobretudo, para onde se deve dirigir a acção educativa, para que a mesma contribua, dentro das limitações lógicas de situações extraordinárias, para a melhor qualidade de vida da criança hospitalizada”

2. NECESSIDADES DA FAMÍLIA COM A CRIANÇA

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