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11. Sammenlikning av nøkkeltall

11.2 Norges Bank

De acordo com o que foi desenvolvido no trabalho, pode-se afirmar que os mapas temáticos de declividade, tipo e cobertura do solo são constantes em cada uma das operações de álgebra de mapas realizada.

Porém, existem diferenças nos mapas de altura de ondas, uma vez que há variação na distribuição espacial das ondas de acordo com a direção do vento considerada. Portanto, esta variável tem um papel importante na álgebra de mapas, uma vez que condiciona a magnitude da fragilidade e a distribuição espacial da mesma nas margens do reservatório.

A seguir são apresentadas tabelas e figuras que ajudam no entendimento dos resultados alcançados.

Tabela 10 - Quantidade de pixels enquadrados em cada um dos intervalos que representam a fragilidade à erosão das margens do reservatório

Direção do vento

Tipo de Fragilidade

Baixa Média Alta

4 ≤ X ≤ 6 6 < X ≤ 9 9 < X ≤ 12 E 276.345 351.199 15.639 NE 277.550 350.097 15.507 N 311.201 320.999 10.667 NO 226.830 398.590 19.542 O 347.610 287.582 7.894 SO 336.027 297.985 10.940 S 325.996 307.643 9.725 SE 318.027 313.238 13.717

A Tabela 10 é um resumo dos resultados das operações realizadas entre os mapas de declividade, tipo de solo e cobertura do solo, com cada um dos mapas de altura de ondas. Ela apresenta, de forma geral, o tipo de fragilidade predominante em cada uma das direções do vento através dos valores que correspondem à quantidade de pixels enquadrados nos intervalos que representam cada tipo de fragilidade à erosão.

Pode-se observar que, nas margens do lago, predomina a fragilidade média para as 4 primeiras direções do vento, e baixa para as 4 restantes. É possível também notar que a fragilidade alta à erosão se apresenta em menor proporção em todas as direções do vento.

Para melhor explicar esse resultado, a seguir é apresentada uma descrição de cada uma das variáveis envolvidas no processo. É oportuno dizer que as figuras e tabelas foram elaboradas com base nas informações extraídas dos mapas temáticos. A distribuição espacial de cada variável nas margens do reservatório pode ser vista nos respectivos mapas.

A cobertura do solo que mais se apresenta nas margens do reservatório de Ilha Solteira, como pode ser observado na Figura 30, é a vegetação rasteira. Este tipo de cobertura representa suscetibilidade média no processo erosivo, seguida do solo exposto. Salienta-se que a porcentagem apresentada aqui, referente ao tipo de cobertura solo exposto, inclui a parcela definida de forma errada no processo de classificação da imagem, como mencionado no capítulo anterior.

Figura 30 - Tipo de cobertura de solo presente nas margens do reservatório

Fonte: Elaboração do próprio autor

De acordo com a caracterização dos tipos de solos nas margens do lago, os mais representativos são os latossolos com textura média/argilosa, representando a suscetibilidade

38 40 22 0 20 40 60 80 100

Vegetação arborea Vegetação rasteira Solo exposto

(%

)

baixa ao processo erosivo. Eles estão presentes em 75 % de todo o comprimento da margem do reservatório, de acordo com a Figura 31.

Figura 31 - Fragilidade das margens com relação ao tipo de solo predominante

Fonte: Elaboração do próprio autor

Com relação à declividade das margens do reservatório, a mais representativa, com 47 % de presença, são as maiores ou iguais a 5 % e menores ou iguais a 10 %, representando a fragilidade média ao desenvolvimento do processo erosivo estudado. (Ver Figura 32).

De acordo com a figura pode-se afirmar também que as declividades médias e baixas apresentam a mesma ordem de magnitude, superior a 40%. Isso evidencia a predominância de declividades suaves nas margens do reservatório.

Figura 32 - Tipo de declividades presentes nas margens do reservatório

Fonte: Elaboração do próprio autor 10 15 75 0 20 40 60 80 100

Latossolos Latossolos e Podzólicos Podzólicos

(%

)

Comprimento da margem (%)

Alta Media Baixa

11 47 42 0 20 40 60 80 100 < 5% 5% ≤ X ≤ % > 10% (% )

Recomenda-se que estes resultados sejam validados com outra fonte de informação, considerando a limitação apresentada no desenvolvimento deste trabalho, mencionado no início deste capítulo.

A Tabela 11 discretiza para cada tipo de suscetibilidade das ondas geradas no reservatório, o comprimento das margens alcançadas pelas diferentes alturas de ondas geradas em cada uma das direções do vento.

Tabela 11 - Comprimento das margens do reservatório sujeitas à fragilidade à erosão pela altura das ondas geradas pelo vento

Direção do vento

Suscetibilidade - Comprimento em (km) Somatório (margem

total)

Alta Media Baixa

Ondas > 10 cm 5 < Ondas ≤ 10 Ondas ≤ 5

E 134 164 491 789 NE 133 223 433 789 N 71 225 493 789 NO 28 547 214 789 O 25 203 561 789 SO 56 180 553 789 S 65 164 560 789 SE 57 188 544 789

Fonte: Elaboração do próprio autor

Da tabela anterior foi calculada cada uma das porcentagens correspondentes a cada tipo de fragilidade e são apresentadas na Tabela 12.

Tabela 12 - Comprimento das margens do reservatório sujeitas à fragilidade à erosão pela altura das ondas geradas pelo vento, em porcentagem.

Direção do vento

Suscetibilidade - Comprimento em (%)

Somatório (%)

Alta Media Baixa

E 17 21 62 100 NE 17 28 55 100 N 9 29 62 100 NO 4 69 27 100 O 3 26 71 100 SO 7 23 70 100 S 8 21 71 100 SE 7 24 69 100

Da tabela anterior pode-se notar que, em todas as direções do vento, com exceção da direção NO, mais de 50% do comprimento das margens do lago está sendo alcançado por ondas com altura menor ou igual a 5 cm. Com esse dado pode-se dizer que nas margens do reservatório predomina a suscetibilidade baixa ao desenvolvimento do processo erosivo.

Esta predominância de alturas de ondas menores ou iguais a 5 cm em mais da metade das margens do reservatório, pode estar acontecendo pelo comprimento da pista presente nessas margens, que pode não ser o suficientemente comprida para o desenvolvimento da onda e/ou pela velocidade do vento que contribui na geração da onda, que não apresenta uma magnitude considerável para gerar ondas mais altas.

A análise dos dados de vento foi elaborada com o objetivo de se estimar a intensidade do vento com uma frequência de ocorrência igual ou superior a 75% dentro da série histórica de dados considerada. Portanto pode-se afirmar que as alturas de ondas geradas apresentam a mesma frequência de ocorrência.

Na análise dos ventos realizada ficou evidente que tanto na média mensal quanto na média trimestral dos dados, existe uma predominância dos ventos nas direções NE e E, seguido pela direção SE, o que garante, nessas direções, a presença da ação do vento na geração das ondas. Portanto, as margens que estão sendo alcançadas por ondas nessas direções devem ter um monitoramento do processo erosivo durante o ano todo, especialmente as margens alcançadas por altura de ondas maiores do que 10 cm.

Na síntese apresentada na Tabela 13, pode-se observar a predominância do tipo de fragilidade baixa segundo a altura das ondas geradas no reservatório de Ilha Solteira.

Tabela 13 - Suscetibilidade das alturas das ondas geradas pelo vento no processo erosivo das margens do reservatório.

Tipo de

suscetibilidade Intervalo de altura de onda

Número de ocorrências por direção do vento (percentagens maiores do que

50%)

Baixa Altura de ondas ≤ 5 7 de 8

Media 5 < Altura de ondas ≤ 10 1 de 8

Alta Altura de ondas > 10 cm 0 de 0

Fonte: Elaboração do próprio autor

Devido às suscetibilidades alcançadas por cada uma das variáveis intervenientes no processo erosivo das margens do reservatório de Ilha Solteira, é de se esperar a qualificação

da fragilidade à erosão das suas margens, de acordo como o mostrado na Tabela 10, da página 72.

Por último, considerando todos os resultados das direções do vento, a Figura 33 e a Figura 34 apresentam os locais ao longo da margem do reservatório em que se apresenta a fragilidade alta à erosão, representada pela cor vermelha. A fragilidade média e baixa são representadas pelas cores amarela e verde, receptivamente.

O segmento de margem considerado se destaca pela presença de solos com textura média/arenosa, representativos da suscetibilidade alta à erosão, com predominância da vegetação rasteira e solo exposto, com pequenas manchas de vegetação arbórea. De acordo com a declividade, a maior parte da área apresenta valores de declividades de 0 % até 10 %, com pouca presença de valores maiores a 10%.

Nas figuras se observa que nas direções E; NE e SE, se apresentam maiores áreas afetadas com a fragilidade alta. Uma explicação para este fato seria que nessas direções se apresenta a maior intensidade e predominância do vento, gerando as maiores alturas de ondas, contribuindo no aumento do processo erosivo, em combinação com a valoração das outras variáveis.

Os mapas que apresentam a fragilidade à erosão das margens do reservatório de Ilha Solteira, produto da álgebra de mapas são encontrados no final do capitulo.

Figura 33 - Variação da fragilidade alta à erosão nas margens do reservatório nas direções E - NE

Mapa de fragilidade à erosão - E Mapa de fragilidade à erosão - NE

Figura 34 - Variação da fragilidade alta à erosão nas margens do reservatório nas direções N – NO – O – SO – S - SE

Mapa de fragilidade à erosão - N Mapa de fragilidade à erosão – NO

Mapa de fragilidade à erosão - O Mapa de fragilidade à erosão - SO

Mapa de fragilidade à erosão - S Mapa de fragilidade à erosão - SE

Fonte: Elaboração do próprio autor

As áreas que apresentam a limitação devido à definição errada da classe solo exposto não devem ser consideradas nestes resultados.

Figura 35 - Mapa de declividade segundo sua influência no processo erosivo nas margens do reservatório

Figura 36 - Mapa de cobertura do solo segundo sua influência no processo erosivo nas margens do reservatório

Figura 37 - Mapa de suscetibilidade dos solos segundo sua influência no processo erosivo nas margens do reservatório

Figura 38 - Mapa de altura de ondas nas margens do reservatório na direção E

Figura 39 - Mapa de altura de ondas nas margens do reservatório na direção NE

Figura 40 - Mapa de altura de ondas nas margens do reservatório na direção N

Figura 41 - Mapa de altura de ondas nas margens do reservatório na direção NO

Figura 42 - Mapa de altura de ondas nas margens do reservatório na direção O

Figura 43 - Mapa de altura de ondas nas margens do reservatório na direção SO

Figura 44 - Mapa de altura de ondas nas margens do reservatório na direção S

Figura 45 - Mapa de altura de ondas nas margens do reservatório na direção SE

Figura 46 - Mapa de fragilidade à erosão nas margens do reservatório na direção E

Figura 47 - Mapa de fragilidade à erosão nas margens do reservatório na direção NE

Figura 48 - Mapa de fragilidade à erosão nas margens do reservatório na direção N

Figura 49 - Mapa de fragilidade à erosão nas margens do reservatório na direção NO

Figura 50 - Mapa de fragilidade à erosão nas margens do reservatório na direção O

Figura 51 - Mapa de fragilidade à erosão nas margens do reservatório na direção SO

Figura 52 - Mapa de fragilidade à erosão nas margens do reservatório na direção S

Figura 53 - Mapa de fragilidade à erosão nas margens do reservatório na direção SE

7 CONCLUSÕES

Com os resultados alcançados neste trabalho pode-se dizer que nas margens do reservatório de Ilha Solteira predominam as fragilidades média e baixa à erosão. A fragilidade alta não tem uma representatividade espacial considerável, mas nos pontos ou locais onde se apresenta, devem ser abordados cuidadosamente com a finalidade de identificar o comportamento das variáveis intervenientes no processo erosivo, e tomar as medidas corretivas necessárias para seu controle.

As alturas de ondas apresentam uma frequência de ocorrência igual ou superior a 75% do tempo da série histórica de dados considerada, uma vez que foram geradas com intensidades de ventos com a mesma frequência de ocorrência.

As direções do vento com as maiores alturas de ondas (E e NE) coincidem com as direções do vento com maior intensidade e predominância. Deste modo, as margens que estão sendo alcançadas por ondas geradas nessas direções devem ter um monitoramento do processo erosivo durante o ano todo, especialmente nas margens alcançadas por altura de ondas maiores a 10 cm.

Nos mapas de fragilidade obtidos, as maiores áreas ou zonas que apresentam a fragilidade alta à erosão, coincidem com as direções do vento com maior intensidade e predominância; apresentando igualmente solos com susceptibilidade alta à erosão. Isso evidencia a importância do vento na geração da onda e do tipo de solo no processo erosivo.

Nas margens do reservatório de Ilha Solteira, a suscetibilidade predominante por altura de ondas no desenvolvimento do processo erosivo é baixa, devido ao fato de que mais do que 50% do comprimento das margens do reservatório é alcançado por ondas com alturas menores ou iguais a 5 cm.

A cobertura do solo predominante nas margens do reservatório de Ilha Solteira é a vegetação rasteira, representando esta o tipo de susceptibilidade média no processo erosivo, seguida do solo exposto.

Os tipos de solos representativos nas margens do reservatório, presentes em 75 % de todo o comprimento das suas margens, são os latossolos com textura média/argilosa, apresentando estes susceptibilidade baixa no processo erosivo.

Em geral nas margens do reservatório predominam declividades suaves menores ou iguais a 10 %. Destacando-se o intervalo de declividades maiores ou iguais a 5 % e menores ou iguais a 10 %, com 47 % de representatividade nas suas margens, caracterizando à fragilidade média no desenvolvimento do processo erosivo.

Os resultados alcançados neste trabalho são consistentes com cada uma das variáveis consideradas, apesar de abranger uma área considerável.

Assim mesmo, o procedimento desenvolvido e os resultados alcançados neste trabalho fornecem elementos preliminares como o local e o grau da fragilidade do processo erosivo das margens sob os parâmetros aqui considerados. Esses dados ajudam na aplicação de ações preventivas como o melhoramento da cobertura do solo nas margens do reservatório, a diminuição da declividade da mesma ou a implantação de estruturas para a diminuição da altura da onda que atinge a costa.

No caso que o processo erosivo já esteja em andamento, como medida corretiva pode ser avaliada a necessidade de implantação de estruturas recomendadas na literatura para a estabilização e proteção de margens.

Por último, o trabalho desenvolvido pode ser considerado viável uma vez que toda a informação está disponibilizada na internet. No caso que não se disponha de software com licença de funcionamento para a análise da informação, pode-se testar com softwares de uso livre disponíveis na internet.

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