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Kapittel 4. En særnorsk løsning på pengepolitikken. 1990 - 1994

4.7 Solidaritetsalternativet

Devido ao alto volume gerado de vinhaça, faz-se necessário o uso de técnicas que permitam o tratamento adequado desse resíduo quando não há outra destinação como já é uso para a irrigação de solos. A biodigestão da vinhaça é um processo que permite tanto o tratamento deste resíduo antes de ser despejado, pois reduz a carga orgânica como também pode permitir a geração de biogás o qual pode ser utilizado para a produção de energia na própria planta industrial. Alguns trabalhos já verificaram a viabilidade de degradação desses resíduos para a geração de metano (BALAGUER et al., 1992; HARADA et al., 1996; AKUNNA E CLARK, 2000; JIMENEZ et al., 2002; ACHARYA et al., 2007), GANESH et al., 2010; SELVAMURUGAN et al., 2011).

BALAGUER et al. (1992) realizaram um experimento que visava ao tratamento da vinhaça através do uso de um reator anaeróbio de leito fluidizado. Os autores utilizaram partículas de sepiolita e uma vinhaça com adição de metanol para aumentar a fonte de substrato. Eles trabalharam sob um tempo de detenção hidráulica que variou de 2,48 a 0,5 dias. A carga orgânica aplicada variou de 9 a 36 kg DQO. m-3. d-1. Para fins de tratamento do

Uma das características da vinhaça é o seu caráter recalcitrante em função da presença de diversos compostos de difícil degradação e que demandam um maior esforço do ponto de vista técnico (NANDY et al. 2002). A fim de contornar essa característica, HARADA et al. (1996) utilizaram vinhaça de cana-de-açúcar para degradação anaeróbia sob temperatura termofílica. Foi utilizado um reator UASB, com redução de TDH e manutenção da concentração de entrada em 10 g.L-1. Tendo em vista que a vinhaça é liberada numa alta

temperatura, segundo os autores é conveniente empregar um tratamento termofílico o que viabilizaria o processo industrial da modalidade. Devido ao seu caráter recalcitrante, houve pouca remoção de DQO da vinhaça a qual se manteve entre 39-67%. Os autores indicaram que o baixo desempenho do reator para a degradação da vinhaça pode ser atribuído a origem da vinhaça. Assim, uma vinhaça contendo mais compostos fenólicos os quais são produzidos por oxidação e dão uma coloração marrom característica são, não somente refratários, como também inibidores dos microrganismos metanogênicos.

Outro tipo de vinhaça foi empregado por AKUNNA E CLARK (2000). Os autores utilizam uma vinhaça proveniente do processamento de uísque. A fim de tratar essa água residuária os autores usaram um reator anaeróbio compartimentado granular. O sistema se mostrou eficiente para a remoção de DQO atingindo até 80 %. Segundo os autores a combinação de um sistema de manta de lodo com um sistema compartimentado propiciou alta retenção de sólidos e a manutenção de biomassa ativa para a degradação da vinhaça.

JIMENEZ et al. (2002) apresentaram um trabalho de biodegradação de melaço de indústria de produção etanol a partir de beterraba. Eles realizaram um estudo combinado de processo aeróbio e anaeróbio através de diferentes culturas de microrganismos e verificaram que essa combinação de processos foi mais eficiente que apenas a degradação anaeróbia, além de reduzir o tempo de detenção hidráulica empregado.

ACHARYA et al. (2007) testaram um tratamento anaeróbio para a água de lavagem de destilaria através de um reator de leito fixo. Os reatores foram carregados com uma cultura anaeróbia enriquecida de outro reator convencional e foi deixado incubado para formação de biofilme. Essa etapa durou de 35 a 40 dias. Foi observada uma redução de máxima de 64% na demanda química de oxigênio e uma produção de biogás de 7,2 m3.m-3.d- 1.

GANESH et al. (2010) também utilizaram reator anaeróbio de leito fluidizado para o tratamento de resíduos de indústria de produção de álcool (vinho) obtendo remoções de 80 % da DQO.

SELVAMURUGAN et al. (2011) utilizaram reator UASB em escala industrial para o tratamento de água de lavagem de destilaria na concentração média de 112,400 mgDQO.L-1. O reator foi projetado a fim de atender a demanda de vazão de 650 m3.dia de

água residuária sob um TDH de 6 dias. A DQO efluente apresentou uma concentração variando entre 62,19 – 66,50 mgDQO.L-1. A carga orgânica aplicada no reator foi de 2,15-

4,60 kg DQO m−3 d−1.

Os trabalhos apresentados anteriormente mostram que diversas condições de tratamento de vinhaça estão sendo empregadas no que confere à digestão anaeróbia, desde condições em escala de bancada até situações de escala plena. Outra vertente na qual se insere o presente trabalho é a recuperação de energia na forma de hidrogênio a partir desse tipo de resíduo industrial. Uma das condições também empregadas e interessantes para o processamento de águas residuárias complexas é a utilização de processos em duplo-estágio em que há a separação da fase acidogênica da fase metanogênica. Assim, consegue-se manter condições propícias para cada grupo de microrganismos envolvidos na fase acidogênica e na fase metanogênica, levando, assim, a uma melhor eficiência de processo. Além disso, consegue-se reduzir o efeito inibitório de compostos tóxicos às metanogênicas (BECARRI et al., 2006; MOTA et al., 2013).

MOTA et al. (2013) empregaram um reator anaeróbio de membrana de duplo estágio para o tratamento de vinhaça de cana-de-açúcar com posterior recuperação de energia na forma de metano. O sistema foi operado em temperatura ambiente. Os reatores foram aclimatados com lodo de um reator UASB para tratamento de esgoto doméstico. Durante a operação dos reatores foi observada uma remoção total de DQO média de 96,9 % e uma produção de metano de 0,1- 4,6 % no reator acidogênico e de 60,1-70,1 % no reator metanogênico.