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2.2 Relational contract theory Definitions of contract

2.2.3 Non-contractual relations

O Currículo de Língua Estrangeira Moderna – Inglês – organiza-se em subseções, que apresentam (i) um breve histórico das abordagens de ensino já adotadas para o ensino dessa língua; (ii) os fundamentos para o ensino de LI; (iii) o ensino de LI no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, e (iv) as referências.

Quanto ao primeiro item, é explicado que o ensino de um idioma estrangeiro faz parte do currículo brasileiro há mais de duzentos anos e, ao longo desse tempo, passou por diferentes abordagens: a primeira delas, segundo o documento de ênfase estrutural, tinha como palavra- chave o “saber”, onde o foco principal era o ensino das estruturas gramaticais. O texto, nessa abordagem, servia como objeto de análise linguística ou de tradução. O documento afirma que

eram excessivamente ensinadas as regras gramaticais, seguidas de exercícios descontextualizados.

A segunda abordagem, a comunicativa, cuja palavra-chave é o “fazer”, evidenciou o ensino de funções comunicativas de modo a enfatizar a língua em uso. Segundo o documento, o Currículo organizava-se a fim de ensinar funções como cumprimentar, fornecer informações pessoais etc., buscando colocar como foco de ensino a habilidade oral e o desenvolvimento da fluência. A própria SEE reconhece a falha na aplicação dessa abordagem, afirmando que tal prática ficou reduzida ao ensino de algumas funções, sob forte influência da abordagem anterior.

A terceira e atual fase, o letramento, conforme explica o documento, propõe a articulação entre os principais conceitos polarizados das abordagens anteriores, isto é, o sistema linguístico e a língua em uso, entre a maior ênfase na escrita e na oralidade, e o aprender e o refletir sobre a aprendizagem. Segundo esse documento, o texto, seja ele oral ou escrito, possui papel central, pois se trata da manifestação concreta do discurso e deve ser pensado levando em conta a relação texto, contexto de produção e contexto de recepção. Dessa forma, acredita-se na possibilidade de promoção de maior autonomia intelectual e de maior capacidade de reflexão, que conduzam à formação cidadã dos alunos.

A subseção das abordagens de ensino é encerrada com a afirmação de que não se privilegia a gramática ou as funções comunicativas, mas se busca, no ensino de LE, promover “o engajamento discursivo por meio de textos e práticas sociais autênticos que possibilitem ao estudante o conhecimento e o reconhecimento de si e do outro, em diferentes formas de interpretação do mundo” (p. 108).

A subseção (ii) explica que uma LE possibilita o contato do educando com outros modos de viver, agir e pensar, portanto, seu ensino deve contribuir para a formação discursiva do aluno devido às comunidades discursivas que ele acessa em língua materna e passa a conhecer ao

estudar uma LE. Aponta-se, portanto, que o ensino de línguas por meio da reflexão de experiências em LM e LE é um “fecundo instrumento para a formação humana e cidadã dos estudantes” (p. 109).

Tanto no EF quanto no EM, foco da subseção (iii), o texto assume papel central e esse pode ser tanto o impresso quanto o produzido nas interações entre professores e alunos, além de serem o objeto de conhecimento. Afirma-se, porém, que o modo de abordá-lo varia conforme o nível de ensino.

No EF, devido às mudanças pelas quais passam por chegarem a um novo nível, os alunos engajam-se em projetos que visam à produção de objetos concretos, como o exemplo dado de uma carta de apresentação pessoal. Quanto às Situações de Aprendizagem, essas buscam o ensino de forma contextualizada, de modo a propiciar uma reflexão crítica sobre os usos e os significados da LI.

No EM, os alunos entram em contato com exercícios que possibilitam maiores reflexões críticas e possibilidades de escolhas, além de temas de relevância para a fase de tomada de decisão, que surge ao final da vida escolar. Os temas abordados serão apresentados na seção de análise dos Cadernos do Professor. Segundo o documento,

A escolha de temas e conteúdos a serem abordados nesse segmento devem dar visibilidade ao diálogo entre o conhecimento escolar, a formação para a cidadania e o mundo do trabalho, ampliando a afinidade entre saberes para além das antigas perspectivas reducionistas, que se limitavam apenas à preparação técnica do educando para o mercado de trabalho ou para o Ensino Superior (p. 109).

Quanto à metodologia de ensino, tanto no EF quanto no EM, destacam-se três princípios metodológicos:

Ênfase na compreensão e interpretação de significados: todos os textos que circulam em sala de aula, lidos, escritos, colaborativos e resultados de soluções de

problemas, serão abordados de modo a propiciar a ampliação dos esquemas interpretativos e do repertório lexical. Nesse caso, o estudo das regras da língua serve de subsídio para a construção e negociação de sentido;

Estudo das características e da organização dos textos: o trabalho de compreensão de significados se baseia na análise do contexto histórico, social e cultural de produção desses textos;

Ensino e aprendizagem de forma espiralada: o contato com os conteúdos acontece em diversos momentos da vida escolar, em momentos e contextos diferentes, de modo a fazer com que os alunos gradualmente ampliem e reelaborem o conhecimento. Quanto a esse aspecto, destaca-se que o papel do professor varia muito, sendo o de parceiro na aprendizagem, de orientador, ao propiciar as ferramentas para aprender, e de avaliador da aprendizagem.

Por fim, essa seção se encerra com a apresentação dos documentos que propiciam a implantação do Currículo, os Cadernos do Professor e os Cadernos do Aluno. Quanto aos primeiros, podem-se encontrar as Situações de Aprendizagem, sugestões e orientações para apoiar o professor e recursos para avaliação, recuperação e materiais adicionais, que complementam os conteúdos dos Cadernos do Aluno.

Os segundos contam com as Situações de Aprendizagem, com atividades complementares na seção Homework, de modo a possibilitar um momento de estudo individualizado. Destaca-se que, por meio dos Cadernos, os alunos têm mais acesso às características dos gêneros textuais, citando exemplos como: a diagramação do texto, o uso das cores e figuras, o estilo e o tamanho da fonte (p. 112). Além disso, há a apresentação das outras seções que compõem esses Cadernos e que serão explicadas em uma análise subsequente.

Quanto às referências bibliográficas que compõem a elaboração do Currículo de LI, encontramos as seguintes obras: Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio;

Parâmetros Curriculares Nacionais de LI do terceiro e quarto ciclo do Ensino Fundamental; a obra Literacy and language teaching, de Richard Kern; a Proposta Curricular de Língua Estrangeira Moderna de 1988 e a obra O ensino de espanhol no Brasil: passado, presente e futuro, de João Sedycias.

Esse documento se encerra com os quadros de conteúdos e habilidades a serem desenvolvidos ao longo dos EF e EM, informação que encontra-se no documento da Proposta Curricular, enviada em arquivo anexo neste trabalho.

3.1.O nível organizacional/temático dos Cadernos do Professor - Plano global dos