• No results found

NOEN INNLEDENDE ORD OM AVHANDLINGENS TEMA OG METODE

Nossa Galáxia faz parte de um sistema com cerca de 20 membros chamado

Grupo Local. Desse Grupo fazem parte Andrômeda e as Nuvens de Ma- galhães. Estas últimas se encontram a apenas 200 mil AL. O Grupo Local tem um raio da ordem de 3 milhões AL e consiste num aglomerado de

galáxias. Ou seja, as galáxias tendem a se aglomerar. O outro aglomerado mais próximo é o da Virgem a uns 50 milhões AL.

Os aglomerados, por sua vez, tendem a se juntar formando os superaglo-

merados de galáxias com centenas de milhões AL. O Superaglomerado Local tem o Grupo Local, o Aglomerado da Virgem e o Aglomerado da Ursa Maior. Seu centro está mais próximo do Aglomerado da Virgem. Em escala ainda maior, todavia inferior a 1 bilhão AL, a distribuição das galáxias forma

filamentos, paredes e vazios, como que numa esponja.

5.3.2.4 Classificação

As galáxias normais são classificadas morfologicamente (Figura 5.19) em

espirais (exemplos: Via Láctea, Andrômeda), irregulares (exemplos: Nuvens de Magalhães) e elípticas (exemplo: Virgo A ou M87). Cada uma dessas classes admite subdivisões.

Há a classe de galáxias consideradas anormais porque são muito mais lu- minosas, não na luz visível, mas em infravermelho e ondas de rádio. São as galáxias ativas. Em geral elas se encontram mais longe, a radiação dominante não vem das estrelas, mas de um núcleo ativo com dimensões tão reduzidas quanto às do Sistema Solar. As que emitem ondas de rádio (radiogaláxias) têm um par de lóbulos com milhões AL perpendiculares ao plano equatorial de uma galáxia elíptica. Filamentos que consistem em jatos relativísticos conectam o núcleo ativo com os lóbulos.

Quasares são poderosas fontes de ondas de rádio associadas a objetos de aparência estelar (pontual) na luz visível. São considerados da mes- ma natureza dos núcleos ativos de galáxias, mas num estágio evolutivo anterior. Encontram-se a vários bilhões AL. Quasares e núcleos ativos abrigam um buraco negro supermassivo cuja massa corresponde a alguns bilhões de sóis. A acresção de matéria num buraco negro explica as suas incríveis luminosidades.

Figura 5.19. A galáxia à esquerda, M81 é espiral. A seguinte, M84 é elíptica. As duas da direita sãos as Nuvens de Magalhães, galáxias irregulares (Chaisson and McMillan, Astronomy, Prentice Hall, 1998, 421,423,425)



Referências:

Anjos, Sandra dos, e Souza, Ronaldo E. de: “Galáxias”, Cap. 10, Astronomia,

Uma Visão Geral do Universo, 195, Edusp, 2000

Dal Pino, Elisabete M. de gouveia e Jatenco-Pereira, Vera: “Galáxias Ativas e Quasares”, Cap. 11, Astronomia, Uma Visão Geral do Universo, 201, Edusp, 2000

Damineli Neto, Augusto: “Estrelas”, Cap. 7, Astronomia, Uma Visão Geral

do Universo, 139, Edusp, 2000

Friaça, Amâncio C. S. e Sodré Jr., Laerte: “A Distribuição das Galáxias no Univer- so”, Cap. 12, Astronomia, Uma Visão Geral do Universo, 219, Edusp, 2000 Horvath, Jorge Ernesto: “Objetos Estelares Compactos”, Cap. 8, Astronomia,

Uma Visão Geral do Universo, 165, Edusp, 2000

Maciel, Walter Junqueira: “A Galáxia”, Cap. 9, Astronomia, Uma Visão Geral

do Universo, 179, Edusp, 2000

Magalhães, Antonio Mário: “O Nosso Universo”, Cap. 1, Astronomia, Uma

Visão Geral do Universo, 13, Edusp, 2000

Magalhães, Antonio Mário: “As Ferramentas do Astrônomo”, Cap. 2, Astro-

nomia, Uma Visão Geral do Universo, 23, Edusp, 2000

Matsuura, Oscar T.: “Bem-vindo, Halley!”, Ciência Hoje, 4, 21, 32, 1985 Matsuura, Oscar T.: Atlas do Universo, Editora Scipione, São Paulo, Edição com Errata, 1996

Figura 5.20. A acreção gravitacional de matéria num buraco negro é a fonte de energia de galáxias ativas e de quasares. (Chaisson and McMillan, Astronomy, Prentice Hall, 1998, 459)

Matsuura, Oscar T.: “Radiação Eletromagnética”, FICHA DE ASTRONOMIA No.7, 1998 www.observatorio.diadema.com.br

Matsuura, Oscar T.: “Radiação de Corpos Opacos”, FICHA DE ASTRONOMIA No.8, 1998 www.observatorio.diadema.com.br

Matsuura, Oscar T.: “Radiação em Gases”, FICHA DE ASTRONOMIA No.9, 1998 www.observatorio.diadema.com.br

Matsuura, Oscar T.: “Efeito Doppler”, FICHA DE ASTRONOMIA No.10, 1998 www.observatorio.diadema.com.br

Matsuura, Oscar T.: “Estrelas: Formação. Meio interestelar”, FICHA DE

ASTRONOMIA No.20, 1999 www.observatorio.diadema.com.br

Matsuura, Oscar T.: “Estrelas: Seqüência Principal. Aglomerados de Estrelas”,

FICHA DE ASTRONOMIA No.21, 1999 www.observatorio.diadema.com.br Matsuura, Oscar T.: “O Sol após a Seqüência Principal”, FICHA DE ASTRO-

NOMIA No.22, 1999 www.observatorio.diadema.com.br

Matsuura, Oscar T.: “Estágios Avançados da Evolução Estelar”, FICHA DE

ASTRONOMIA No.23, 1999 www.observatorio.diadema.com.br

Matsuura, Oscar T.: “Galáxias”, FICHA DE ASTRONOMIA No.24, 1999 www. observatorio.diadema.com.br

Matsuura, Oscar T.: “Cometas e Asteróides. Poeira Zodiacal”, FICHA DE

ASTRONOMIA No.27, 2000 www.observatorio.diadema.com.br

Matsuura, Oscar T.: “Meteoros, Meteoritos e Meteoróides”, FICHA DE AS-

TRONOMIA No.28, 2000 www.observatorio.diadema.com.br

Matsuura, Oscar T. e Picazzio, E.: “O Sol”, Cap. 5, Astronomia, Uma Visão

Geral do Universo, 81, Edusp, 2000

Matsuura, Oscar T. e Picazzio, E.: “O Sistema Solar”, Cap. 6, Astronomia,

Uma Visão Geral do Universo, 103, Edusp, 2000

Picazzio, Enos: “Meteoritos”, Ciência Hoje, 4, 22, 68, 1986

Sugestões de atividades práticas:

Manusear o SkyMap num microcomputador para obter o mapa celeste e efemérides de cometas, satélites artificiais etc

Consultar um “site” sobre chuvas de meteoros

Observar um satélite artificial

Observar um cometa se possível

Observar meteoros a olho nu

Tentar observar a luz zodiacal



Observar estrelas de magnitude, tipo espectral e classe de luminosidade conhecidos

Observar a Nebulosa de Órion e o Saco de Carvão a olho nu

Observar ao telescópio aglomerados globulares (p. ex., w do Centauro) e abertos (p. ex., Plêiades)

Observar a Nebulosa do Caranguejo ao telescópio

Observar as Nuvens de Magalhães a olho nu

Tentar observar a Nebulosa de Andrômeda ao telescópio

Observar a Via Láctea a olho nu e identificar a região observada

Ver vídeos e diapositivos de fenômenos astronômicos visíveis a olho nu