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NICOLAS DE SADELEER Professor Dr

In document INSTITUTT FOR OFFENTLIG RETT (sider 80-85)

DE VITENSKAPELIGE MEDARBEIDERNE OG DERES VIRKSOMHET I 2004

NICOLAS DE SADELEER Professor Dr

São muitas as teses de mestrado, doutoramento, relatórios, obras literárias, entre muitas outras publicações, que se têm elaborado ao longo destes últimos anos em torno do envelhecimento, devido ao seu aumento crescente na nossa sociedade. Sendo o envelhecimento uma questão vigente e talvez preocupante torna-se, assim, importante perceber a forma como esta população é tratada e os recursos existentes para colmatar e dar resposta às suas necessidades.

Desta forma, achei pertinente referir e alicerçar esta secção do relatório com uma breve referência a teses de mestrado com experiências mais recentes dentro da área e problemática aqui apresentada – envelhecimento ativo. As dissertações escolhidas são de Sara Rodrigues, dissertação intitulada de “A animação sociocultural e a transformação do tempo – livre em tempo de ócio, como promoção do envelhecimento ativo” (2012) e de Maria Cramês com dissertação denominada de “Envelhecimento Activo no Idoso Institucionalizado”. Muitas outras teses foram investigadas e analisadas, mas devido ao limite máximo de páginas as mesmas podem ser consultadas no apêndice XV (a respetiva bibliografia está incorporada na bibliografia desta dissertação).

2.1.1. “A animação sociocultural e a transformação do tempo – livre em tempo de ócio, como promoção do envelhecimento ativo” – Universidade do Minho, 2012

Esta investigação foi realizada na freguesia de Tabuaças – Vieira do Minho e teve como grande objetivo a ocupação dos tempos livres dos idosos da freguesia de Tabuaças para a promoção de um envelhecimento ativo. O público-alvo deste projeto contou com oito utentes. Este projeto surgiu devido à falta ou inexistência na freguesia “[…] de um espaço recreativo e dinâmico, onde os idosos se possam

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encontrar e, ocupar o seu tempo livre com atividades educacionais não – formais e informais e, assim, contribuir para a promoção do envelhecimento ativo desta parcela populacional.” (Rodrigues, p. 18). Para a concretização e sucesso deste projeto a opção metodológica selecionada foi a investigação-ação participativa.

As atividades implementadas desenvolveram-se em 2 fases: sensibilização e implementação. Na fase da sensibilização foram realizadas atividades que permitissem reunir informações relevantes para o levantamento das necessidades, bem como atividades que promovessem o primeiro contacto com os público-alvo. Na fase da implementação as atividades foram delineadas a partir de atividades- tipo, tendo como principais enfoques: atividades de expressão plástica; atividades desportivas; atividades intergeracionais; tardes de cinema; comemoração de dias festivos; jogos de mesa, jogos de memória; leitura e interpretação de poemas, contos tradicionais; tardes recreativas; atividades de (in) formação - sessões de (in) formação.

A avaliação que é feita pelos idosos quanto a este projeto de intervenção é positiva, pois realçam que as atividades implementadas ajudaram a resolver alguns problemas da sua vida diária e estes no término do projeto revelam sentirem-se “[…] mais ativos, com a auto – estima melhorada, com uma maior satisfação pessoal e adultos mais ativos e positivos.” (Rodrigues, p. 93). Ora, esta intervenção ao longo da implementaçãos das diferentes atividades pretendeu, também, repensar o envelhecimento, “[…] recriando novos modos de viver a longevidade e, de compensar algumas perdas inerentes ao processo de envelhecimento.” (Rodrigues, p. 90).

2.1.2. “Envelhecimento Activo no Idoso Institucionalizado” – Escola Superior de Educação de Bragança, 2012

Esta investigação foi realizada na Santa Casa da Misericórdia de Bragança e contou a participação de vinte e quatro utentes para a sua concretização. O projeto aqui analisado teve como principal finalidade a promoção do envelhecimento ativo a interação social do idoso. A planificação das atividades foi realizada tendo em conta a criação de dinâmicas que estimulassem e promovessem as capacidades cognitivas e físicas dos idosos. A opção metodológica adotada foi para a esta investigação/intervenção foi o estudo de caso.

Nesta linha de pensamento, as atividades delineadas foram enriquecedoras para estimular a memória, o raciocínio e a participação ativa e social dos idosos. A variedade das atividades delineadas foi, também, uma mais-valia pois, os idosos puderam ter contacto com atividades diferentes e conhecimentos, igualmente, distintos, bem como, lhes permitiu conhecer melhor os outros idosos da

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instituição. Ora, o convívio que foi proporcionado com este projeto ajudou os idosos a aumentaram a sua agilidade mental e a terem confiança nas suas potencialidades. Os idosos “[…] desenvolveram o espírito crítico e a destreza verbal, bem como a organização dos seus pensamentos.” (Cramês, p. 51). De focar que as atividades implementadas com este público-alvo “[…] possibilitaram um incremento na melhoria da vida dos idosos, em todos os sentidos e em todos os níveis.” (Cramês, p. 51-52)

Torna-se importante valorizar a qualidade devida, a autonomia, a estimulação motora e intelectual do idoso fomentando sempre a participação ativa nos idosos no processo de envelhecimento.

As teses supramencionadas, bem como as que estão remetidas em apêndice, foram alvo de uma análise e interpretação profunda. Assim, e à luz do que aqui foi apresentado, as teses que implicam um teor mais prático recorrem à animação sociocultural como estratégia para a realização do projeto de intervenção. Ou seja, as atividades delineadas têm implícitas a animação como forma de atrair e envolver todos os intervenientes na ação a desenvolver. Sendo o público-alvo idoso esta foi e é uma forma de os cativar, pois são as atividades dinâmicas e divertidas que os atraem e chamam a sua atenção. Mas tem-se que realçar que as conversas e os convívios proporcionados tornam-se nas atividades prediletas deste público, nomeadamente, no meu local de estágio o que não será exceção em outras instituições com este tipo de público.

Desta forma, e visto que o que se pretende é o desenvolvimento integral e harmonioso do individuo, pretende-se através de atividades lúdicas e de animação buscar ao “baú” de cada idoso as suas aprendizagens que se encontram escondidas e, por vezes, esquecidas, bem como suscitar novas aprendizagens. A troca de experiências, saberes, memórias podem se traduzir em novas e ricas aprendizagens. Por vezes os indivíduos detêm enriquecedores saberes aos quais não atribui significado e através de atividades lúdicas e, ao mesmo tempo formativas, estes saberes vão ganhando significado e um novo lugar na vida do idoso.

As atividades elaboradas e planificadas por mim, tal como aconteceu nas investigações analisadas, visam que o idoso, para além dos objetivos delineados, relembre os seus conhecimentos e os reforce com outras aprendizagens para, assim, fazer face à realidade vigente e promova o seu bem- estar e envelhecimento. Hoje, é necessário que o idoso assuma o papel principal no seu processo de envelhecimento, ele tem que ser um agente ativo na busca da melhoria da sua qualidade de vida.

Nesta linha de pensamento, pretende-se, igualmente, reforçar a ideia de que a educação é um processo permanente e não estagna. O individuo é um ser que aprende desde que nasce até que morre e a última fase da sua vida é, igualmente, detentora de ricas e significativas aprendizagens.

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