Contextualização da Intervenção Pedagógica
A intervenção pedagógica no contexto de PE decorreu no Infantário “O Girassol”, com a duração de 100 horas e foi realizada individualmente. A sua ação pedagógica foi
supervisionada pela educadora cooperante Teresa Fernandes. Apesar de a atuação ter sido proporcionada num contexto de PE, as crianças encontram-se na fase de creche e agrega meninos de três anos de idade. Estas crianças encontram-se numa fase em que “podem fingir que os bonecos são reais, que têm amigos imaginários, ou mesmo contar histórias
mirabolantes sobre a sua ascendência e ter conversas inteiras consigo próprias ou com objectos inanimados” (Sprinthall & Sprinthall, 2000, p. 106).
É de salientar que, para um bom funcionamento geral da instituição e dos profissionais, é necessário um conhecimento prévio do meio que a rodeia, para que deste modo se possa responder de forma adequada às necessidades da população em questão, em especial ao grupo de crianças. Assim, consciencializar-se para uma ação mais adequada e progredir para um melhor e correto ensino-aprendizagem. Como tal, é importante “observar cada criança e o grupo para reconhecer as suas capacidades, interesses e dificuldades, recolher informações sobre o contexto familiar e o meio em que as crianças vivem […] ” para melhor compreender as suas caraterísticas e implementar o processo educativo mais adequado, indo ao encontro das suas necessidades (Ministério da Educação, 1997, p. 25).
Caraterização do Meio das Instituições Educativas em Educação Pré-escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico
As caraterísticas do meio social envolvente como “a própria inserção geográfica deste estabelecimento tem influência, embora indireta, na educação das crianças” (Ministério da
Educação, 1997, p.33). Cabe aos profissionais analisar o meio local, de forma a compreender o enquadramento social desta comunidade e facilitar a definição das necessidades das
crianças. Assim sendo, a consequência de investigar o meio que as rodeia, possibilita um maior conhecimento das potencialidades locais.
A intervenção pedagógica decorreu no Infantário “O Girassol” e na EB1/PE,
localizadas no Bairro da Nazaré, na freguesia de São Martinho, concelho do Funchal, sendo ambas de caráter público.
Segundo dados da Câmara Municipal do Funchal, esta freguesia foi criada em 1579, por alvará do Cardeal Rei D. Henrique a três de março do mesmo ano, na época do Bispo D. Jerónimo Barreto. Atualmente esta freguesia ocupa uma área de 810 hectares. Este território faz confrontação a norte com a freguesia de Santo António, a este a freguesia de São Pedro e Sé, a oeste a freguesia de Câmara de Lobos e o sul com o mar (Câmara Municipal do
Funchal, 2013).
Segundo os Censos (2011), a população residente nesta área é de 26 482 habitantes, dos quais 14 140 são mulheres e 12 342 são homens. Relativamente à população residente em 2011, e de acordo com os grupos etários, cerca de 16,1% da população encontra-se na faixa etária superior aos 65 anos ou mais, enquanto o grupo dos zero aos 14 anos corresponde a 14,7%. Tendo em conta a faixa etária da população com 65 anos ou mais, evidencia-se a predominância de mulheres com 11 508, já no que confere aos homens estão em minoria com 6 542. Estes dados revelam que o maior grupo de população enquadra-se na faixa etária dos 25 aos 64 e representa 57,3% da população residente (Direção Regional de Estatística da Madeira, 2011).
Grande parte da população do bairro da Nazaré dedica-se ao setor terciário. Mas como tal, não satisfaz de todo as necessidades de toda a população nesta atividade, a maioria tende a recorrer à construção civil e aos serviços do setor terciário na área central do Funchal. A
Freguesia de São Martinho é atualmente um território marcadamente urbano, cuja população residente, na sua maioria desempenha funções na área dos serviços no comércio e na
hotelaria.
No que confere ao setor de serviços públicos, esta freguesia apresenta ao dispor da comunidade, uma grande variedade de serviços entre os quais se podem destacar, o Centro de Saúde, o Lar de Terceira Idade, a Junta de Freguesia, os Correios, o Mercado Abastecedor, a Segurança Social, o Instituto da Habitação, o Serviço de Assistência Domiciliária, o Posto de Polícia e a Praça de Táxis. São Martinho tem ao dispor dos seus habitantes um conjunto de estabelecimentos, de ramos de atividade diversificados, nomeadamente lojas de ferragens, sapatarias, papelarias, supermercados, cabeleireiros, lojas de pronto-a-vestir, tabacarias, floristas, peixarias, talhos de carnes, oficinas de reparações de automóveis, bancos,
restaurantes, estações de serviços, farmácias, postos de abastecimento de gás e combustível. No setor recreativo e cultural, a população pode usufruir igualmente de uma grande variedade de espaços como a Casa do Povo de S. Martinho, a Quinta Magnólia, o Museu do Brinquedo, a Mata da Nazaré, o Jardim de S. Martinho, o Jardim do Amparo, o Jardim Público da Ajuda, e ainda, algumas Bibliotecas, Associações de caráter social tais como núcleos, Igrejas e Capelas. No que respeita aos recursos desportivos, existe o Clube Naval, o Clube Amigos do Basquete (CAB), o Centro de Ténis e Atletismo da Madeira, um Campo de Futebol – Estádio dos Barreiros e um Campo de Futebol da Nazaré.
Caraterização da Instituição
O Infantário “O Girassol” foi fundado há 27 anos, em concreto, no dia 26 de setembro de 1985 e está localizado no bairro da Nazaré, na Rua da África do Sul, 9000-132 Funchal.
A designação atribuída ao Infantário foi por iniciativa de funcionários da instituição, ao semear imensas sementes de girassol no exterior circundante da instituição. A partir, do
momento que desabrocharam girassóis, passou a designar-se “O Girassol”, o que se tornou uma mais-valia, dando sentido ao nome atribuído a esta instituição.
Este Infantário “O Girassol” é uma instituição de ensino público que abrange a faixa etária de crianças dos quatro meses aos quatro anos. No presente ano letivo de 2012/2013 até ao momento, esta instituição colhe cerca de 109 crianças. Neste conjunto de crianças inclui alguns casos de crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE), algumas ainda em observação pelo ensino especial.
O horário de funcionamento deste Infantário é das 8h00 às 18h30, este acolhe uma equipa que desempenha vários cargos, neste momento conta com um total de 42 funcionários, dos quais 16 são docentes ou seja, uma diretora pedagógica, três professores de atividades de enriquecimento curricular, uma professora do apoio especial, e 11 educadoras de infância. Os restantes são não docentes e representam 26 funcionários que desempenham funções de auxiliares de ação educativa, encarregada coordenadora de serviços gerais, encarregada de lavandaria e assistentes técnicas.
Relativamente ao interior da instituição, existem oito salas de atividades que estão distribuídas por duas valências. O primeiro piso é constituído pelo Berçário I, II e III bem como, uma sala parque. No piso dois estão as salas de Transição I e II, e três salas de Jardim de Infância: com a primeira e a segunda sala dos três anos e outro recinto para os quatro anos.
No piso um o seu exterior é composto por uma área pavimentada em tartan, coberta com um toldo móvel. O espaço está equipado com diverso material lúdico: dois baloiços fixos ao chão; um escorrega e um carro fixo rodeado por um espaço relvado. Convém
mencionar que cada sala tem acesso direto a este espaço. Neste mesmo piso encontra-se uma secretaria da instituição, uma sala para os adultos com cacifos do pessoal, local este, para fins de convívio assim como reuniões pedagógicas do pessoal docente, gabinete da diretora, uma casa de banho para os adultos e cacifos para o pessoal não docente em ambos os lados da
parede. Existe neste mesmo piso uma copa onde se preparam as refeições das crianças do berçário e creche. Nomeadamente neste piso localiza-se, o gabinete da encarregada de
coordenação de serviços gerais, uma arrecadação com produtos alimentares, uma arrecadação com material didático e de desgaste, uma arrecadação com material de limpeza, a lavandaria com máquinas e casa de banho, bem como, uma sala de isolamento que arrecada condições necessárias à prática do plano de contingência para a prevenção da Gripe A.
Na descida para o piso dois, encontra-se um refeitório destinado às crianças deste andar, assim como uma área reservada aos adultos profissionais da instituição. Nas
imediações do refeitório encontra-se a cozinha/copa que serve para a preparação dos almoços e lanches das crianças e dos adultos do andar número dois, e ainda, uma arrecadação.
Ainda nesta mesma descida para o piso dois encontra-se um salão polivalente com espaço amplo, que se propõe a responder a várias instâncias tais como: acolhimento das crianças de duas salas creche e de três salas de Jardim-de-infância, aulas de enriquecimento curricular, festas/convívios, visionamento de DVDs, espaço para arrumação dos colchões das crianças do Jardim-de-infância, e ainda, em situações de mau tempo, acolhimento do recreio e aulas de educação física. Este salão polivalente dá acesso a um pequeno pátio exterior.
Projeto Educativo de Escola
O Infantário “O Girassol” possui um Projeto Educativo de Escola (PEE), que entrou em vigor no ano letivo de 2009 e com aplicação prática até 2013. Apesar do plano ter sido
considerado para um período de quatro anos consecutivos, não impede que sejam
introduzidos alguns melhoramentos. Neste momento uma parte do projeto da escola encontra- se em reformulação. Em cada ano existe uma temática a ser abordada ou desenvolvida com as crianças e com a restante comunidade educativa. A temática deste ano intitula-se, “educar para o consumo”, com o propósito de sensibilizar para um consumo mais consciente e para a
importância da poupança, no seio familiar e da escola. Com esta iniciativa, pretende-se promover o consumo de produtos portugueses, de preferência de origem regional,
consciencializar pais/famílias para o que é essencial e do que é supérfluo, ensinando a ser melhor consumidor e que as suas escolhas sejam mais informadas e conscientes.
Esta instituição passou a reger-se em regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos da Região Autónoma da Madeira (RAM), a 31 de Janeiro com o Decreto - Lei DLR nº 21/2006/M.
O Infantário “O Girassol” assenta e orienta-se em princípios, valores, metas,
organização e estratégias no qual a escola deverá cumprir a sua função educativa com a ajuda de uma equipa.
O PEE do Infantário centra-se no desenvolvimento de um processo que segue três caraterísticas que o distingue de um plano, a flexibilidade, o contexto específico de desenvolvimento e empenho de grupo. Este é flexível, concretiza-se através da evolução, permitindo uma constante adaptação e adequação, apresenta uma dimensão temporal que articula passado, presente e futuro num processo evolutivo, pois corresponde a um desejo e interesse, que possui uma carga emocional.
Caraterização da Sala
A sala de aula é um local em que as crianças, em conjunto com os agentes educativos, podem desenvolver uma diversidade de atividades, quer em pequenos ou grandes grupos. Naquele meio, a criança confronta-se, através da comunicação e da ação, com os seus colegas e com a comunidade educativa, com a educadora e com as auxiliares de ação educativa. Ela comunica através de códigos, daí a necessidade de interpretá-los, de forma a refletir sobre as necessidades da criança ou do grupo de crianças.
O educador estabelece uma relação individualizada com cada criança, relação essa que a ajudará na inserção do grupo e na sua relação com as restantes crianças. Ou seja, “ […] essa relação implica a criação de um ambiente seguro que cada criança conhece e onde se sente valorizada” (Ministério da Educação, 1997, p. 35).
A sala deverá estar organizada tendo em conta as necessidades individuais do grupo de crianças de modo a que elas se tornem mais autónomas e ativas, experienciando o mundo que as rodeia. Assim, como há necessidades específicas de cada idade, há que seguir um critério totalmente flexível para poder acomodar o espaço às diversas atividades realizadas e às diferentes idades dos alunos. O espaço carateriza-se por ter uma grande incidência de luz natural, vinda da frente do edifício, todo constituído por janelas de grandes dimensões. A sala tem uma porta que dá acesso ao recreio, localizado no exterior, e outra porta com ligação ao interior que dá acesso à casa de banho de apoio, com material adequado às crianças.
Segundo as OCEPE, “os espaços da educação pré-escolar podem ser diversos, mas o tipo de equipamento, os materiais existentes e a forma como estão dispostos condicionam, em grande medida, o que as crianças podem fazer e aprender” (Ministério da Educação,1997, p. 37).
O espaço está organizado por áreas, são espaços abertos pensados para realizar trabalhos de equipa, cuja organização e decoração poderão sofrer alterações conforme as necessidades que surjam. Naquele local temos diferentes áreas temáticas: o tapete, a casinha, os animais, os jogos de mesa e de encaixe, a biblioteca e a parte criada para a expressão plástica.
A organização do espaço por áreas tem um papel fundamental, pois possibilita um ambiente facilitador de aprendizagens. Advém daí a necessidade de criar espaços atraentes, devidamente organizados por áreas, que contenham boa visibilidade e facilidade de
movimentação, e deve-se ter em conta as mudanças que possam surgir devido aos interesses das crianças (Gonçalves, 2008).
Uma das áreas que requer um grande enfoque é a área do tapete, por ser um espaço de acolhimento e é nele que se decide grande parte de atividades a serem desenvolvidas com as crianças, onde estas têm uma voz ativa. Esse espaço é caraterizado por ser uma área de diálogo, de partilha de saberes e, sobretudo, um local onde as crianças expressam e comunicam de forma afetuosa, expondo os seus sentimentos. Ali existem dois placards de madeira com o propósito de expor as atividades realizadas pelas crianças com o fim de mostrar, a quem a visita a escola, um pouco das aprendizagens das crianças.
Relativamente à área da biblioteca, nesta encontra-se uma estante, onde as crianças têm a possibilidade de manusearem livremente os livros, levando-os para a área do tapete ou para uma das mesas de atividades, por forma a estimular o gosto pela leitura e pela escrita. Esta área faz com que a criança “antecipe experiências que talvez a fascine ou talvez a atemorize; tal permite realizar aprendizagens curriculares na emergência da literacia” (Oliveira-
Formosinho, 1998, p. 68).
No que diz respeito à área da casinha, que até é uma área considerável, é constituída por um armário de arrumação dos utensílios de cozinha, uma mesa e cadeiras, um fogão, uma cama, uma mesa-de-cabeceira, um vestuário, uma tábua de engomar e um espelho. Este espaço é muito apreciado pelas crianças e convida-as ao jogo simbólico. O espaço permite fluir a sua imaginação, possibilitando a entrada num mundo de fantasia, em que as crianças representam momentos vivenciados do seu dia-a-dia e que as ajudam a socializar umas com as outras (Figura 1).
Figura 1. Área da Casinha – Jogo Simbólico
O jogo simbólico conduz à imitação. Para o realizar, as crianças usam as diferenças sexuais e os comportamentos dos bonecos, fantasiando. Muitas das vezes as conversas e os problemas dos pais tomam a forma de imitação para as crianças (Brazelton, 2007).
A área dos jogos encontra-se numa estante aberta, disposta ao nível das crianças, para que estas possam manusear livremente o material didático como os jogos de mesa ou de encaixe e os animais. Estes brinquedos têm como objetivo proporcionar momentos lúdicos e de ensino-aprendizagem. Os vários tipos de jogos que existem estimulam diversas
construções, ajudam as crianças na construção do pensamento, na realização de sequências por tamanhos, quantidades e cores que proporcionam o ensino da matemática, (Figuras 2 e Figura 3). Nesta mesma área encontra-se uma caixa com uma diversidade de animais que levam as crianças a explorarem diversas brincadeiras em interação com os seus colegas, possibilita momentos de partilha e cooperação. Segundo Jean Piaget, “o conhecimento não provém dos objectos, nem da criança, mas sim das interacções entre a criança e os objectos” (Hohmann & Weikart, 2003, p. 19).
Figura 2 e Figura 3. Brincadeiras com jogos
Na área da expressão plástica existe uma estante com uma diversidade de materiais que proporcionam às crianças momentos de liberdade, imaginação, criatividade, e que as ajuda a desenvolver a motricidade fina. Os materiais, neste espaço, não estão ao alcance das crianças, mas sempre que alguma tenha interesse nos mesmos, o educador coloca esse material ao dispor da (s) criança (s). Àqueles acrescenta-se uma outra diversidade de materiais, tais como a massa fina, a plasticina, entre outros, que podem ser explorados e manobrados pelas
crianças.
Ao entrar na sala, na parede lateral, encontra-se um placard com algumas informações indispensáveis ao educador, de que é exemplo a informação mais relevante sobre os
encarregados de educação.
Existe ainda um móvel com material diversificado para diferentes atividades e todo ele identificado com etiquetas para uma melhor orientação das crianças. Por cima daquele encontra-se um leitor de CDs para os momentos de expressão musical.
Na entrada da sala encontram-se os cabides de forma ordenada, com identificação das respetivas crianças, onde são colocadas mochilas. Estas têm um papel importante, pois colocam os seus pertences, de forma autónoma. Por cima dos cabides e na parede em frente encontra-se uma área destinada à exposição dos trabalhos realizados pelas crianças. Através da figura 4, podemos observar, de forma mais pormenorizada, a distribuição do espaço por áreas, devidamente legendado e respetiva constituição.
Figura 4. Planta da Sala
Legenda:
Janelas
Mesas de Atividades Móvel com Materiais Área do Tapete Área da Casinha Área da Biblioteca
Área dos Jogos e dos Animais. Painéis
Painel das Presenças e Placard com informações dos encarregados de educação.
Caraterização do Grupo de Crianças
A sala de transição II é constituída por um grupo heterogénea em termos de idade, verificando-se uma diferença que vai até aos 10 meses. O grupo é constituído por 15 crianças, uma de dois anos e as restantes têm três anos. Apesar de se verificar pouca diferença de idade, esta proporciona […] interação entre crianças em momentos diferentes de
desenvolvimento e com saberes diversos, é facilitadora do desenvolvimento e da aprendizagem” (Ministério da Educação, 1997, p. 35).
Neste grupo de crianças, duas delas encontram-se em fase de adaptação, o que significa que elas se encontram neste mesmo espaço pela primeira vez. As restantes crianças
continuam nesta instituição desde o ano transato e uma grande parte delas acompanha a educadora desde o berçário. É de salientar que, neste grupo, uma das crianças está a ser acompanhada pelo ensino especial, com a finalidade de averiguar se a mesma manifesta algum tipo de necessidade mais específica.
O objetivo neste grupo passa por delinear um processo educativo que responda às caraterísticas, aos interesses e às necessidades de cada criança por forma a proporcionar um desenvolvimento mais equilibrado e saudável.
No que diz respeito ao género, a maioria das crianças pertence ao género feminino, e, por conseguinte, o género masculino está representado num menor número, conforme consta no gráfico 1. Ou seja, 53% das crianças são do género feminino, representam um número de oito meninas e 47% representa um número de sete meninos.
Gráfico 1. Distribuição das Crianças por Género
Relativamente ao agregado familiar, como consta na análise do gráfico 2, relativo ao número de irmãos, verificamos que as famílias são pouco numerosas. Ou seja, 47% refere-se a dois grupos, um deles não têm irmãos e o outro grupo contém apenas um, o que significa que grande parte do grupo, ou seja, sete alunos não têm irmãos e outros sete têm apenas um
53%
47% Femenino
irmão. Nesta sala, há apenas uma criança que tem cinco irmãos, correspondendo a 7% do grupo de crianças.
Gráfico 2. Distribuição do Número de Irmãos
Contexto Sociológico dos Pais das Crianças
Segundo as OCEPE, “a família e a instituição de educação pré-escolar são dois contextos sociais que contribuem para a educação da mesma criança. Importa, por isso, que haja uma relação entre estes dois sistemas” (Ministério da Educação, 1997, p. 43).
Relativamente à faixa etária dos pais, consoante podemos verificar na representação do gráfico 3, uma escala diversificada de idades. Podemos constatar que a faixa etária dos pais está compreendida entre os 18 e os 53 anos de idade. Segundo esta análise pode-se verificar