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3.3 Prosess – inkludering og rettferdighet

3.3.3 Nettselskaper

A Capela de 1745. Embora sem registro formal anterior do achamento da imagem, Brustoloni (2012) faz relato constante dos arquivos da Cúria Metropolitana de Aparecida, sob o título “Autos de Ereção e Benção da Capela de Nossa Senhora

da Conceição Aparecida” envolvendo um conjunto de documentos que compunham

o processo de aprovação para se construir uma nova igreja ou capela. Nela o Pe. José Alves Vilella (pároco da igreja de Santo Antonio de Guaratinguetá de 1725 a dezembro/1740 e de agosto/1741 a 1745) pediu ao Bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei João da Cruz, que pelos muitos milagres que tem feito a Senhora a todos os moradores, desejavam eles contruir uma capela com o título de Senhora da Conceição Aparecida, que se achava até então em lugar pouco decente. Ao que o Bispo concedeu autorização e recursos.

O mesmo pesquisador, Brustoloni (2012), relata que naquela época uma condição para se construir uma nova igreja era a doação do terreno e que ele fosse em lugar adequado tanto para o culto quanto para o desenvolvimento de um novo povoado. Então o padre recebeu o terreno do Morro dos Coqueiros, por doação de três escrituras em maio de 1744. Foi a partir deste local que se desenvolveu a cidade de Aparecida. No início de julho de 1745, foi inaugurada a igreja.

Segundo o historiador Machado (1975), desde que chegaram à coroa lusitana notícias da capela de Aparecida, El-Rei a reconhece como Lugar Pio para tributos de gratidão; e, quando a família Imperial chega ao Brasil, os membros da Corte se apressam em ir conhecer a Capela “muito afamada e muito visitada.” Já o I livro do

Tombo da Paróquia de Guaratinguetá relata que se tratava de igreja de taipa e pilão,

madeira, com dois púlpitos, sacristia e torre.

Alves (2005), diz que a capela de 1745 passou por inúmeras reformas e complementações e também foi brindada com uma gravura de Jean Baptiste Debret, em 1827, na qual ele retrata o Santuário, seus frequentadores, os costumes e a sociedade, e diversas pequenas casas que eram denominadas de pousadas para os peregrinos do Santuário.

1.3.1. O Santuário reconstruído e sua sagração como basílica

A partir de julho de 1844, decidiu-se pela reconstrução das duas torres da capela, que estavam sob risco de ruir e que só acabaram concluídas em 1864. Somente a partir de 1878 se iniciaram as obras de reconstrução da nave central e das naves auxiliares. Considerando que, nessa fase da construção, havia ainda forte ingerência do império na gestão dos bens da Igreja no Brasil, não foi diferente com o santuário, que sofreu contínuos desvios de recursos por conta de autoridades que ali interferiam.

Um fato notório, detalhadamente contado por Brustoloni (2012), foi o da tenacidade de um monge beneditino, Frei Joaquim de Monte Carmelo, que afastado de seu convento de origem na Bahia, obteve autorização do imperador em 1843 para viver fora do convento e acabou por residir em Guaratinguetá, depois de um sem número de ações controversas com as autoridades eclesiásticas onde se instalava. Assim, resolveu se envolver diretamente na reconstrução das naves e da capela mor, o que ocorreu no período de 1878 a 1888. A inauguração, com características barrocas, se deu em 24 de junho de 1888.

É interessante observar que a inauguração do novo santuário dedicado à Nossa Senhora Aparecida situou-se entre dois fatos históricos de grande relevância para o Brasil, a Abolição da Escravatura, em 13 de maio de 1888 e a Proclamação da

República, em 15 de novembro de 1889.

O Jornal O Lince, de fevereiro de 2008, publicou matéria de destaque, de evento de 100 antes, quando o Papa Pio X concede em 29 de abril de 1908 o título de Basílica Menor, inclusive com a menção de que Dom Duarte Leopoldo e Silva bispo da recém fundada e São Paulo, fora o solicitante dessa honraria para o Santuário de

todo gôsto conceder honras e privilégios aos templos conspícuos que diante de outros se distinguem por sua construção e pela especial devoção dos iéis para que seu culto torne-se mais esplêndido e mais aumente o concurso e a piedade do povo cristão. Sabendo porém existir um templo nestas condições dedicado à Imaculada Virgem Mãe de Deus sob o título popular de Aparecida, nas margens do rio Paraiba no território da Diocese de São Paulo no Brasil, nós deferindo benignamente os pedidos a nós apresentados por nosso venerável irmão Duarte Leopoldo e Silva, bispo daquela diocese, em nome do Clero e de todo o povo, tivemos por bem elevar essa Igreja à dignidade mais alta. Fazemos isto com tanto mais gosto porque conforme soubemos, o mencionado templo construído no século XVIII e eminente entre os templos marianos do Brasil por sua grandeza e obras de arte, atesta claríssimamente a grande devoção à Virgem que primeiro tal introduzida pelos Luzitanos nesta parte da América. (…)

(…) Enim este Templo munido de abundantes paramentos sacros e enriquecido de indulgências pelos romanos Pontíices, nossos Predecessores, está agora coniado aos Presbíteros da Congregação do Santíssimo Redentor que muito se esforçam para promover ali o Culto Divino. A vista de tudo isto e na esperança certa de que esta nossa concessão seja para a maior glória de Deus e maior proveito das almas, em virtude de Nossa autoridade apostólica, pelas presentes letras concedemos para sempre à mesma Igreja da Imaculada Virgem Mãe de Deus, chamada de Aparecida, sita na margem do rio paraiba dentre os limites da diocese de São Paulo no Brasil, o título de Basílica Menor e lhe conferimos todos os direitos, privilégios, prerrogativas, honras e indultos que de direito competem às Basílicas menores desta augusta cidade.(…) (…) Dado em Roma, em São Pedro, sob o anel do pescador no dia 29 de Abril de 1908; quinto ano de nosso Pontiicado. (O LINCE, 2008).