Personality & Party choice
6.5 Direct Effects of Personality
6.5.2 Netherlands: Controlled Effects on Vote Choice
O esquema conceitual dos mecanismos de coordenação dos Bancos de Alimentos agrega as operações das duas entidades analisadas, devido à semelhança das operações.
As parcerias desenvolvidas nos Bancos de Alimentos envolvem as operações de aquisição e de transporte. Para atender aos beneficiários, a identificação da demanda também é promovida pelos parceiros, que passam a informação aos Bancos de Alimentos. O Banco de Alimentos é responsável por arrecadar os alimentos com os diversos fornecedores e distribuir para todos os parceiros por meio de transporte terceirizado ou com frota própria. Não há aquisição de alimentos por meio de compras, toda a aquisição ocorre por meio de doações, os recursos doados também são utilizados em atividades administrativas.
O Banco de Alimentos faz o papel de identificação dos fornecedores, identificação das organizações parceiras, coordenação das operações de transporte e de armazenagem. 0 50.000 100.000 150.000 200.000 250.000 300.000 350.000 400.000 Valor arrecadado (kg) Refeições complementadas (por refeição)
A armazenagem não é utilizada e o transporte utiliza-se de parcerias horizontais e verticais, visto que há transporte colaborativo para diversas organizações parceiras e há contratos de parceria com empresas de transporte, de forma comercial. O modelo conceitual é apresentado na Figura 19, a seguir:
4.2.3 Aplicação do modelo conceitual de simulador e proposta de jogo humanitário na cadeia de Bancos de Alimentos
Nesta seção o modelo conceitual de simulador organizacional dos mecanismos de coordenação descentralizado e centralizado é aplicado ao esquema conceitual da cadeia de Bancos de Alimentos.
Os atores envolvidos são:
Fornecedores: sacolões, hortifrútis, mercados municipais, fabricantes, distribuidores e agricultores;
Doadores: TicketCar; Citroën, sacolões, hortifrútis, mercados municipais, fabricantes, distribuidores e agricultores;
Prestadores de serviço de transporte: própria organização ou terceirizado;
Prestadores de serviço de armazenagem: não há armazenagem;
Agentes humanitários locais: Instituições Beneficentes;
Agente humanitário coordenador: Banco de Alimentos;
Beneficiários.
Assim como no modelo conceitual geral (apresentado na seção 3.1.3), os mecanismos de coordenação considerados são o mecanismo descentralizado e o mecanismo centralizado.
No mecanismo de coordenação descentralizado, as Entidades Beneficentes (Agentes Humanitários Locais) tomam as decisões relacionadas ao gerenciamento da própria cadeia de suprimentos (mesmas decisões do Grupo 1), para atender à demanda dos beneficiários de sua região.
C1: Esta decisão não é tomada, uma vez que as doações são recebidas de quaisquer fornecedores dispostos a fazer as doações, desde que esteja dentro do padrão definido como próprio para doação;
C2: Esta decisão também não é tomada, pelo mesmo motivo apresentado na decisão anterior;
T1: O modal de transporte utilizado é o rodoviário, visto que os produtos são perecíveis e a distribuição ocorre no município. No entanto, o transportador pode ser da própria organização ou pode ser terceirizado;
T2: Qual quantidade do produto transportar em cada transportador pelo modal rodoviário, único utilizado;
A1: Esta decisão não é tomada, por não ter armazenagem dos produtos;
D1: Quanto de suprimentos solicitar para atender a demanda local (quantidade total).
No mecanismo de coordenação centralizado, além das decisões indicadas, há ainda as seguintes decisões, que são tomadas (decisões tomadas pelo Grupo 2) pelo Banco de Alimentos (AHC):
C3: Esta decisão não é tomada, uma vez que todos os recebimentos de doações são alocados para as entidades beneficentes;
T3: O transporte utilizado irá atender a demanda de quais entidades beneficentes;
A3: Esta decisão não é tomada, uma vez que não são utilizados armazéns nas operações.
No mecanismo de coordenação centralizado, a Entidade Beneficente toma apenas a decisão D1, de quanto solicitar de suprimentos para o Banco de Alimentos (Agente Humanitário Coordenador). Todas as outras decisões são tomadas pelo Banco de Alimentos, que assume a coordenação da análise de todas as informações necessárias para a tomada de decisão.
Os indicadores do modelo conceitual de simulador são os mesmos utilizados pelo Grupo 1 e pelo Grupo 2, apresentado na seção 3.1.3, sendo estes:
Indicador 1: Custo total logístico, somando-se os custos logísticos das cadeias de suprimentos de cada Entidade Beneficente;
Indicador 2: Média da taxa de atendimento das cadeias de suprimentos das Entidades Beneficentes;
Indicador 3: Média da capacidade máxima de atendimento das cadeias das Entidades Beneficentes.
Seguindo o modelo base de jogo humanitário da Figura 13, na proposta de jogo humanitário aplicado ao caso da Cadeia de Bancos de Alimentos, os jogadores analisam o estudo de caso, assumem a estratégia (descentralizada ou centralizada), tomam as decisões inerentes à estratégia assumida, inserem os dados no simulador quantitativo, que calcula os resultados e emite os indicadores de desempenho dos grupos, apresentando o ganhador do jogo. A dinâmica da proposta de jogo é a seguir descrita:
O aplicador aloca os jogadores em dois grupos (Grupo 1 e Grupo 2). O Grupo 1 assume a estratégia de atuação descentralizada e o Grupo 2 assume a estratégia de atuação centralizada.
No Grupo 1, os jogadores assumem o papel de AHL (Agentes Humanitários Locais), como Entidades Beneficentes, e no Grupo 1 podem assumir o papel de AHL ou o papel de AHC (Agente Humanitário Coordenador), como representante do Banco de Alimentos.
Nos dois grupos, as Entidades Beneficentes tem que analisar o histórico de demanda dos beneficiários alocados em sua região de atuação e analisar as demais informações do estudo de caso.
No Grupo 1 cada jogador que representa a Entidade Beneficente (AHL) toma as decisões (T1, T2 e D1) e insere as informações no simulador quantitativo. No Grupo 2, os jogadores que representam as Entidades Beneficiárias (AHL) tomam apenas a decisão D1, e o jogador que representa o Banco de
Alimentos toma todas as outras decisões do Grupo 2 (T1, T2, T3). A seguir, na Figura 20, é apresentado o modelo conceitual de jogo humanitário aplicado na cadeia dos Bancos de Alimentos.
Figura 20: Modelo conceitual de jogo humanitário de logística da cadeia de Banco de Alimentos
O ganhador do jogo é o grupo de jogadores com o melhor Resultado Final (YGR1; YGR2).