• No results found

The need-to-know basics

In document An introduction to MatPIV v. 1.6.1 (sider 15-18)

As reflexões que a presente pesquisa promove sobre a problemática da surdez pressupõem a necessidade de uma abordagem mais ampla, que considere os aspectos identitários e culturais dessa minoria linguística, contemplada pelo paradigma sociocultural, articulado a uma perspectiva multicultural, que contextualiza a surdez num campo de construção de significados e de luta política.

A investigação nesse campo suscitou diversas indagações, principalmente quanto à prática inclusiva atual, que reproduz ainda a dominação das representações excludentes sobre os diferentes, pois não há participação, nesse cenário “democrático”, das minorias. Assim, a minoria surda é classificada e consequentemente marginalizada pela atual política inclusiva. No entanto, surge o movimento surdo, representando uma alternativa de luta e possibilidade de mudança.

Os discursos dos sujeitos surdos nesta pesquisa convergem para uma definição comum acerca da identidade cultural surda, pois remetem ao uso da língua de sinais como a principal característica da comunidade surda. O sistema de representação simbólica que utilizam implica uma interpretação e uma atribuição de significados e de sentidos diferenciados dos ouvintes. Desse modo, o movimento surdo luta para que sua cultura seja reconhecida como legítima, pois esta representa uma mediação simbólica que possibilita a vida em comum, consolidada no sistema de comunicação sinalizada desenvolvida de forma natural por eles.

Esta pesquisa revelou que o movimento surdo, por meio da sua luta, está contribuindo para a consolidação de espaços onde a identidade cultural surda possa se expressar e se desenvolver, propiciando mais autonomia e cidadania aos sujeitos surdos, pois, nos espaços instituídos como inclusivos, há uma imposição do modelo padrão ouvinte a esses sujeitos, o que dificulta a afirmação desse grupo como uma comunidade culturalmente diferenciada e de direitos.

Entendemos que a psicologia sócio-histórica e a teoria da prática contribuíram na investigação da dimensão subjetiva presente nesse campo, considerando sua historicidade, promovendo a sua transformação. Desse modo, as políticas públicas devem reconhecer a realidade social estruturada sobre a desigualdade e contribuir para sua superação. Nesse sentido, torna-se necessário investigar também a origem das ideologias que sustentam as desigualdades e mantêm os sujeitos submissos às práticas reprodutoras dessa desigualdade, possibilitando aos sujeitos surdos ascenderem por meio de seu próprio discurso a outro

!

89

patamar, descontruindo as representações históricas negativas e excludentes sobre eles, legitimando, assim, a sua própria história a partir de sua autorrepresentação.

O resultado nefasto da inclusão é verificado em todo o mundo, pois não houve uma qualificação da sociedade ouvinte para lidar com a minoria surda. Constatamos, assim, a influência da lógica neoliberal do sistema capitalista. Como foi declarado nos depoimentos dos entrevistados, esse sistema não investe e nem transforma esse processo, tão inconsistente e antagônico, permanecendo uma lacuna entre a realidade e a proposta inclusiva. Há uma lacuna imensa entre a realidade e a prática da inclusão. Assim, as pessoas com deficiência continuam sendo marginalizadas, alcançando um subdesenvolvimento. Com relação aos surdos, eles não conseguem se desenvolver, mesmo com o reconhecimento oficial da língua de sinais. Nesse sentido, torna-se urgente uma revisão minuciosa desse processo, a fim de transformá-lo para a promoção da cidadania surda.

A reivindicação por uma educação de modalidade bilíngue representa, para o movimento surdo, a condição ideal para a constituição e o desenvolvimento da comunidade surda, pois essa proposta educacional estaria voltada exclusivamente para a pessoa surda. Assim, os surdos não precisariam mais se submeter ao padrão ouvinte majoritário. Entendemos que é necessário aprofundar essa discussão, com todos os sujeitos envolvidos nesse processo, principalmente “escutar a comunidade surda” e traçar conjuntamente novos rumos que possibilitem o aperfeiçoamento global dos surdos, garantindo-lhes a preservação e o exercício dos seus direitos.

O processo de dissociação dos surdos da cultura majoritária é provocado principalmente pela discriminação que os ouvintes exercem sobre eles. Isso evidencia uma segregação e, ao mesmo tempo, a constituição de uma minoria que acredita possuir uma cultura diferenciada, revelando que, na exclusão do surdo, a linguagem pode ser fonte de discriminação e de organização social restritiva. A defesa e a proteção da língua de sinais, mais que significar um poder, representa também o direito de pertença a um mundo particular. Legitima os surdos como cidadãos iguais aos outros, pois possuem uma linguagem que atualmente se tornou legalmente reconhecida.

A investigação da concepção da surdez na subjetividade das lideranças do movimento surdo confirmou a percepção da surdez enquanto uma diversidade cultural. Para esses sujeitos, além do uso de uma língua de modalidade viso-espacial que os identifica, possuem também outras especificidades, como forma de pensamento, valores e comportamentos semelhantes, constituindo uma identidade cultural específica.

!

90

Entendemos que a mudança de paradigmas tem influenciado muito mais nas novas concepções sobre o sujeito surdo, na organização e no fortalecimento da comunidade e do movimento surdo, não alcançando ainda mudanças nas políticas públicas inclusivas, pois as relações de poderes e saberes entre surdos e ouvintes se fazem ainda bem assimétricas. Nesse sentido, a atuação do movimento surdo torna-se imprescindível para a transformação desse cenário, apontando novos horizontes que possam representar espaços para que a surdez seja reconhecida como uma diversidade cultural.

A literatura mostra que existem diversas identidades surdas, constituídas a partir da experiência sociocultural. Mas entendemos, assim como o movimento surdo, que a identidade cultural surda se refere apenas aos sujeitos surdos que fazem uso da língua de sinais e da experiência visual, pois as pessoas que possuem déficits auditivos, mas não apresentam mudança na modalidade comunicativa oral, não são consideradas surdas. Entendemos necessária essa distinção, a fim de mantermos um recorte dessa problemática, pois surdos e deficientes auditivos requerem políticas diferenciadas. O movimento surdo não se reconhece dentro do campo da deficiência, mas luta pelo reconhecimento da surdez enquanto uma diversidade cultural.

Percebemos que, no Distrito Federal, o movimento surdo ainda é incipiente, talvez devido à capital ser relativamente nova, sendo influenciado pelos movimentos de outros estados e até mesmo de outros países, caracterizando o hibridismo cultural, presente na sociedade contemporânea. As associações que representam oficialmente a comunidade surda do Distrito Federal surgiram paralelas à escolarização desses sujeitos, sendo que inicialmente eram dirigidas por pessoas ouvintes e objetivavam a promoção do lazer. Posteriormente, foram se instrumentalizando e se tornando espaços para a discussão de políticas específicas para os surdos.

Ao trazer para o debate acadêmico a problemática da surdez, retratada no discurso dos sujeitos que representam o movimento surdo no Distrito Federal, longe de esgotar o tema, nos aproximamos da realidade dessa minoria que, através do processo de subjetivação, compreende que as condições atuais ainda não representam possibilidades para se desenvolverem. Esses sujeitos denunciam o descaso das políticas inclusivas, que não consideram as suas diferenças e apontam outras direções.

Considerando que a utilização de um único instrumento de pesquisa pode ter restringido a interpretação dos resultados, entendemos que nos aproximamos de uma interpretação dessa realidade, fundamental para a compreensão da minoria surda, a partir da

!

91

percepção dos próprios sujeitos, confrontando os discursos destes com as políticas públicas instituídas, almejando um socorro a uma realidade apresentada.

Nesse sentido, a inclusão positiva dos surdos na sociedade vigente necessita principalmente de uma mudança nas representações sobre os surdos, considerando a sua alteridade e subjetividade.

Buscamos, a partir da investigação nesse campo, oferecer mais uma perspectiva na análise do fenômeno da surdez, enquanto uma diversidade cultural de uma minoria linguisticamente diferenciada, representando um legítimo grupo social que, pela característica cultural, também se identifica e se organiza. Buscamos mostrar também as divergências entre as políticas públicas atuais e as reivindicações do movimento surdo.

!

92

REFERÊNCIAS

ABREU, Antonio Campos de. Feneis: Relatório, 2000. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA_q0AB/feneis-relatorio-2000>. Acesso em: 15 jan. 2014.

ABREU, Antonio Campos de. Legislação: Brasil, 2009. Disponível em: <http://www.feneismg.org.br/doc/Brasil%20-%20Leis%20%20Libras%20e%20Surdos.pdf>. Acesso em: 15 jan. 2014.

ACESSIBILIDADE INCLUSIVA. Uma ação voluntária para ajudar o próximo. Disponível em: <http://www.acessibilidadeinclusiva.com.br/>. Acesso em: 24 abr. 2014.

ALPENDRE, Elizabeth Vidolin & AZEVEDO, HILTON José Silva. Concepções sobre a

surdez e linguagem e o aprendizado de leitura, 2008. Disponível em:

<www.diaadiaeducacao.br.gov/arquivopdf.> Acesso em: 23 jan. 2014.

ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas. 2000. Disponível em: < www.perio.ulp.edu.ar/pdf>. Acesso em: 15 jan. 2014

ANDRADE, Wagner Teobaldo L. Cognição e surdez na educação: a língua em questão. Disponível em: <editora-arara-azul.com.br/revista>. Acesso em: 13 fev. 2014.

BATISTA, Ana. C. & CANEN, Ana. Multiculturalismo e o campo da surdez: dialogando acerca das identidades e culturas das pessoas surdas. Revista Espaço, n. 38. p. 18-28, 2012.

BHABHA, Homi. O local da Cultura. Belo Horizonte: UFMG, 1998.

______. A questão do outro: diferença, discriminação e o discurso do colonialismo. In: HOLANDA, H. B. de (Org.). Pós-modernismo e cultura. Rio de Janeiro, 1991.

BHABHA, Homi K. 1994. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/cdrom/bhabha/comentarios.htm>. Acesso em: 15 jan. 2014.

BISOL, Cláudia A & VALENTINI, Carla Beatris. Cultura Surda. Disponível em: <http://www.grupoelri.com.br/Incluir/downloads/OA_SURDEZ_Cultura_Surda_Texto.pdf>. Acesso em: 25 mar. 2014.

BOCK, Ana Mercês Bahia; GONÇALVES, Maria da G. M; FURTADO, Odair. Psicologia

Sócio-Histórica: uma perspectiva crítica em psicologia. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

BOCK, Ana Mercês Bahia. Aventuras do Barão de Munchhausen na Psicologia. São Paulo: Cortez, 2004

BOURDIEU, Pierre. O senso prático. 2. ed. Coleção Sociologia. Petrópolis: Vozes, 2011.

!

93

______. A miséria do mundo. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

______. A reprodução. 2. ed. Lisboa: Editorial Vega, 1979.

______. O Que Falar Quer Dizer: a economia das trocas simbólicas. 3. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.

______. Razões práticas: sobre a teoria da ação. Trad. Mariza Ferreira. 1. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.

______. A Reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Lisboa: Editorial Vega, 1975.

______. A Distinção: crítica social do julgamento. Porto Alegre: Editora Zouk, 2007.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 05 de outubro de 1998. Brasília: Senado Federal, 1998.

______. Decreto nº 186 de 2008. Convenção sobre os direitos das Pessoas com Deficiência e o seu Protocolo Facultativo.

______. Decreto nº 5.296, de 2004. Regulamenta as Leis nº 10.048/2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas com deficiência, e Lei nº 10.098/2000, que dispõe sobre a acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência, ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.

______. Decreto nº 5.626 de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436/2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.

______. Decreto nº 6.571 de 2008. Dispõe sobre o atendimento educacional especializado, dentre outras ações.

______. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/1996, LDB

______. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.

______. Lei Ordinária 13.005/2014. Dispõe sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio de 2014 a 2024.

______. Projeto de lei nº 14/2007. Dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da Libras na educação infantil e no ensino fundamental.

CANDAU, Vera. Diferenças culturais e educação: construindo caminhos. Rio de Janeiro: 7letras, 2011. Resenha. Disponível em: <www.maxwell.vrac.puc-rio.br/pdf>. Acesso em: 21 abr. 2014.

CANDAU, Vera M. (Org.). Sociedade, Educação e Cultura(s): Questões e propostas. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.

!

94

CANEN, Ana. Multiculturalismo e seus dilemas: implicações na educação. Revista

Comunicação & Política, v.25, n2, mai/ago., 2012.

______. Sentidos e dilemas do multiculturalismo: desafios para o novo milênio. In: LOPES, A.C.; MACEDO, E. (org.) Currículo: debates contemporâneos. São Paulo: Cortez, 2005, p.174-195.

CAPOVILLA, Fernando César. Desenvolvimento linguístico na criança dos dois anos aos

seis anos: ciência cognitiva, teoria, pesquisa e aplicação, v. 1, n.1, p. 353-80, 1997.

CAVALCANTI, Marilda C. Estudos sobre a educação bilíngue e escolarização em contextos de minorias linguísticas. DELTA, São Paulo, v. 15, n. Spe, 1999. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010244501999000300015&lng=en &nrm=iso>. Acesso em: 23 mai. 2014.

CERVELLINI, Nadir Haguiara. A musicalidade do Surdo: representação e estigma. São Paulo: Plexus, 2009.

CHERQUES, Hermano Roberto. Pierre Bourdieu: a teoria da prática. Disponível em: <www.scielo.br\ pdf\rap\v40n1 a 03. Pdf>. Acesso em: 07 nov. 2013.

DE CERTEAU, Michel. A invenção do Cotidiano. Rio de Janeiro: Vozes, 2007.

DELTA, vol. 2 n. 2, São Paulo, Dez. 2004. Documentação de estudos em Linguística

Teórica e Aplicada. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0102-44502004000200006>. Acesso em: 18 out. 2013.

DESCHAMPS, Jean-Claude & MOLINER, Pascal. A identidade em psicologia social: dos processos identitários às representações sociais. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

DOISE, Willem. L’explication enpsychologie sociale. Paris: Presses Universitaires de France. In: DESCHAMPS, Jean-Claude & MOLINER, Pascal (Orgs.). A identidade em Psicologia

social: dos processos identitários às representações sociais. Petrópolis: Vozes, 1982.

DOZIART, Ana. O outro da Educação: pensando a surdez com base nos temas Identidade/Diferença, Currículo e Inclusão. Petrópolis: Vozes, 2009.

DRAGO, Rogério & RODRIGUES, Paulo da Silva. Diversidade e exclusão na escola. Disponível em: <www.facevv.edu.br/diversidade/exclusão-pdf>. Acesso em: 15 out. 2013.

DUARTE, Jorge. Entrevista em profundidade. In: DUARTE, Jorge; BARROS, Antonio (Org.). Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2009.

DURCHARME E MAYBERRY. Psicologia: Reflexão e crítica. 1992. Disponível em: <www.scielo.br>. Acesso em: 15 de fev. 2014.

FALEIROS, Vicente de Paula. Saber profissional e poder. Disponível em: <https//pt.scribd.com/FALEIROS-Vicente-de-Paula-saber-profissional>. Acesso em: 23 abr. 2014.

!

95

FELIPE, Tanya. LIBRAS em contexto. Curso básico. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto/Secretaria de Educação Especial, 2001.

FENEIS. Federação Nacional de Integração e Educação dos Surdos. Banco de dados. Disponível em: <http://www.feneis.org.br>. Acesso em: 25 nov. 2013.

FONTANA, Andrea & FREY, James. The Art of Science. p. 361-376. In: UMA, N.; DENZIN, YL. (Orgs.). Manual of Qualitative Research. Thousand Oaks: Sábio Publicações, 1994.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 13. ed. Rio de Janeiro: Gral, 1998.

______. A ordem do discurso. São Paulo: Edições Loyola, 1996.

DE NARDI Fabiele Stockmans. A estranha relação do sujeito com a língua materna: algumas reflexões sobre língua e identidade. Disponível em: <schocalar.google.com.br\lacan\pdf>. Acesso em: 17 abr. 2014.

GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. 1990. São Paulo: UNESP. Disponível em: <www.afoiceeomartelo.com.br>. Acesso em: 23 jun. 2014.

GÓES, Maria Cecília. Linguagem, surdez e educação. Campinas: Editora Autores Associados, 1996.

GOMES, Adriana de Alburquerque. Linguagem e discurso na Psicanálise de Jacques

Lacan. 2009. Resumo. Disponível em: <www.cefetsp.br/edu>. Acesso em: 4 jun. 2014.

GONÇALVES, Maria da Graça M. Psicologia, subjetividade e políticas públicas. São Paulo: Cortez, 2010.

GONZÁLEZ, Fernando Rey. Pesquisa qualitativa e subjetividade: os processos de

construção da informação. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.

______. O pensamento de Vygotsky: contradições e desenvolvimento. 1. ed. São Paulo: Hucitee, 2011.

_______. Subjetividade, complexidade e pesquisa psicológica. São Paulo: Pioneira, 2005. GONZÁLEZ, Fernando Rey. As categorias de sentido, sentido pessoal e sentido subjetivo: sua evolução e diferenciação na teoria histórico cultural. 2007. Disponível em: <stoa.usp.br>. Acesso em: 12 jun. 2014.

GROSJEAN, François. Lutas surdas. Disponível em: <lutas-surdas-blogspot.com>. Acesso em: 7 mai. 2014.

!

96

HALL, Stuart. Estudos Culturais e seu legado teórico. In: SOVIK, Liv. (Org.) Da Diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2006

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 4ª. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.

JÚNIOR, Mário Cléber Martins Lanna (Comp.). História do Movimento Político das

Pessoas com Deficiência no Brasil. Brasília: Secretaria de Direitos Humanos. Secretaria

Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 2010. 443 p.

HOAUISS, Antônio. Dicionário em língua Portuguesa. Objetiva, 2005.

IBGE. Censo 2010. Dados sobre a deficiência. Surdos. Disponível em: <sulp.surdosusuariodalinguaportuguesa.blogspot.com\censodoibge>. Acesso em: 24 out. 2013.

INEP. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeria. Prolibras. Disponível em: <portal.inep.gov.br>. Acesso em: 12 ago. 2014.

INES. O INES e a Educação de Surdos no Brasil. 2008. Disponível em: <http://www.ines.gov.br/ines_portal_novo/>. Acesso em: 24 abr. 2014.

KAUCHAKJE, Samira. Comunidade Surda: as demandas identitárias no campo dos direitos, da inclusão e da participação social. p. 57-76. In: SILVA, Ivani; KAUCHAKJE, Samira; GESUELI, Zilda Maria. (Orgs.). Cidadania, Surdez e linguagem. São Paulo: Plexus Editora, 2003.

KELMAN, Celeste Azulay & BUZAR, Edeilce Aparecida Santos. A (in)visibilidade do aluno surdo em classes inclusivas: discussões e reflexões. Revista Espaço, Rio de Janeiro, n. 38, p. 4-13, 2012.

LABORIT, Emmanuelle. O voo da gaivota. São Paulo: Best Seller, 1994.

LACAN, Jacques. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.

LACLAU, Ernesto. Poder e Representação. 1996. Artigo. Disponível em: <bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/brasil/cpda/estudos/htm>. Acesso: 21 jul. 2014.

JÚNIOR, Mário Cléber Martins Lanna (Comp.). História do Movimento Político das

Pessoas com Deficiência no Brasil. Brasília: Secretaria de Direitos Humanos/ Secretaria

Nacional de Promoção dos direitos da Pessoa com Deficiência, 2010.

LEITE, Patrícia A. M. O fator linguístico na aprendizagem e desenvolvimento da criança

surda. 2000. Resumo. Disponível em: <editora-arara-azul.com.br>. Acesso em: 12 jun. 2014.

LUIZ, Renato Dante. Violência Psíquica e Surdez. Os caminhos de um (des)encontro.

!

97

LUZ, Renato Dante; ANGELUCI, Carla Biancha; NEVES, Sylvia Lia G. A atualização dos processos das pessoas surdas no âmbito educacional. Revista Espaço, Rio de Janeiro, n. 38, p. 39-47, 2012.

LUTAS SURDAS. 2011. Disponível em: <www.lutas-surdas.blogspot.com/>. Acesso em: 23 mar. 2014.

LULKIN, Sérgio Andrés. O silêncio disciplinado: a invenção dos surdos a partir das representações ouvintes. Porto Alegre. 2000. 112 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), 2000. Disponível em: <!

http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/83551/000270785.pdf?sequence=1&locale =pt_BR>. Acesso em: 23 mar. 2014.

MACHADO, Cesar Paulo. A perspectiva da Educação Intercultural para a Abordagem

Bilíngue: surdez em questão. Disponível em: <www.periodicos.udesc.br\pdf>. Acesso em: 23

jul. 2014.

MACHADO, Fernanda de C. História, comunidade e as representações culturais da

surdez. Disponível em: <www.ufsm.br/ed.especial.pos/imagens/historia.pdf>. Acesso em: 23

mar. 2014.

MACHADO, Cesar Paulo. A política educacional de integração/inclusão: um olhar do egresso surdo. Florianópolis: Editora da UFSC, 2009.

MAHER, Terezinha Jesus Machado. Ser Professor sendo índio: questões de Lingua(gem) e Identidade. Campinas, São Paulo, 1996. 262 f. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), 1996. Disponível em: <! http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000110213&fd=y>. Acesso em: 23 mar. 2014.

MALFATTI, Selvino Antônio. Os movimentos sociais em Alain Touraine. Resumo. Disponível em: <www.ufsj.edu.br>. Acesso em: 22 abr. 2014.

MARC, E. Psychologie de I’Identité. Paris: Dunod. In: DESCHAMPS, Jean-Claude; MOLINER, Pascal (Orgs.) A identidade em Psicologia social: dos processos identitários às representações sociais, 2005.

MARCHESI, Alexandre. Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

MARQUES, Carla Verônica Machado. Visualidade e surdez: a revelação do pensamento plástico. Revista Espaço, Rio de Janeiro: INES, n. 12, p. 38-46, 1998.

MASSONE, M. L.; MACHADO, E. M. Lengua de señas Argentina: análisis y vocabulário bilíngue. Buenos Aires: Edicial, 1999. In: SKLIAR, Carlos. (Org.). A Surdez: um olhar sobre as diferenças. São Paulo: Cortez, 2011.

McLAREN, Peter. Multiculturalismo crítico. Trad. Bebel Orofino Schaefer. 2000. In: SKLIAR, Carlos. (Org.). A Surdez: um olhar sobre as diferenças. São Paulo: Cortez, 2011.

!

98

OLIVEIRA, C. M.; MORAES, M. Z. de; SANTOS, T.; CASARIN, M. de M. Língua de Sinais: Uma História de Restrições e Conquistas. Revista Espaço, Rio de Janeiro, n. 20, p. 27-32, 2003.

OMS. Organização Mundial de Saúde. 2011. Disponível em: <www.wvinaudio.com.br > Acesso em: 28 Out. 2013.

PADDEN, C & HUMPHRIES, T. Deaf in America. Voices from a culture. In: SKILIAR, Carlos. (Org.) A Surdez: um olhar sobre as diferenças. 5.ed. Porto Alegre, 2011.

PANNEKOEK, Anton. Conselhos operários. 1983. In: BRAGA, Lisandro; VIANA, Nildo..

A questão da organização em Anton Pannekoek. Rio de Janeiro, 2010.

PERLIN, Gladis T. T. & QUADROS, Ronice M. Educação de surdos em escola inclusiva?

Revista Espaço, n.7, p.35-40. Rio de Janeiro, 1997.

PERLIN, Gladis. História de vida surda: Identidades em questão. Dissertação (Mestrado)

In document An introduction to MatPIV v. 1.6.1 (sider 15-18)