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The need for additional research

Part VI CONCLUSION

6.5 The need for additional research

É nítida a importância da existência de um instrumento de trabalho, que venha facilitar a transmissão de informação com exatidão, para que seja entendida de forma clara e sem ambiguidades.

Apesar de muito se falar em checklist, poucos são os que efetivamente conhecem os seus benefícios. A aplicação de uma checklist, qualquer que seja o âmbito, mas em particular na saúde, auxiliará os seus utilizadores no cumprimento de procedimentos e tarefas promovendo e criando uma cultura de segurança. A utilização de uma checklist no bloco operatório servirá como: uma estratégia de defesa na prevenção do erro humano, como um instrumento de auxílio relembrando as tarefas que devem ser desempenhadas; uma forma de normalizar tarefas e facilitar a coordenação da equipa proporcionando um ambiente e uma cultura de segurança; um suporte no controlo da qualidade por parte da gestão hospitalar, das auditorias e um controlo por parte das chefias. 35

Se pensarmos na realidade dos serviços de saúde, onde os cuidados de enfermagem são cada vez em maior número e complexidade, onde o número adequado de enfermeiros para as realizar não é suficiente, conduz a uma sobrecarga de trabalho. Naturalmente que existem procedimentos que não são realizados, por falta de tempo, de incapacidade de gerir os cuidados, e a crença de que o simples facto de saltar por cima de alguns passos convencendo-se que mais tarde os realizarão, conduz à “falibilidade da memória e atenção humanas, especialmente quando se trata de assuntos vulgares e rotineiros que escapam com facilidade sob a tensão de acontecimentos mais prementes”, (Gawande, 2010).

A checklist recorda-nos os passos essenciais e necessários para nos proteger contra falhas e/ou esquecimentos, proporcionando “a possibilidade de verificação, como também induzem uma espécie de disciplina de desempenho mais elevada.”, (Idem).

Nos Estados Unidos e após a publicação de um relatório, em 1999 num Instituto de Medicina, sobre o erro médico e as implicações que os mesmos tinham nas vidas humanas, foi constituído um grupo de trabalho pela Kaiser Permanent sobre segurança do cliente. Este grupo desenvolveu uma técnica de comunicação, que tem vindo a ser

35“a checklist in the operating room should serve as • a defense strategy to prevent human errors • a memory aid to enhance task performance • standardization of the tasks to facilitate team coordination • a means to create and maintain a safety culture in the operation room • support quality control by hospital management, government, and inspectors.” (Verdaasdonk, Stassen, Widhiasmara & Dankelman, 2009, p. 718).

52 utilizada, trabalhada e adaptada, consoante as necessidades dos seus utilizadores. Surgiu assim, o SBAR (Situation– Situação; Background – Antecedentes; Assessment – Avaliação; Recommendation – Recomendações).

Após a concessão da autorização para adequar o SBAR à nossa realidade, elaboráramos um Instrumento Orientador onde utilizamos o SBAR, para o Handover. Procurámos assim que a mesma constitua uma linha de base para futuros Handovers certificando que os clientes estão seguros, do ponto de vista do conforto e segurança no momento em que são acolhidos no bloco operatório.

O SBAR é uma técnica de comunicação que fornece um quadro padronizado para a comunicação entre os membros da equipa de saúde sobre a condição do cliente. Esta técnica é fácil de lembrar, apresenta um desencadeamento lógico de assuntos a abordar o que facilita o estabelecimento de um diálogo. Fornece ainda uma forma focada para definir as expetativas para o que vai ser comunicado e como vai ser comunicado, que é essencial para o desenvolvimento do trabalho em equipa, promovendo uma cultura de segurança do cliente.36

Esta técnica de comunicação, tal como se nos apresenta é uma mnemónica em que cada letra constitui um passo para um Handover estruturado. Após uma leitura aprofundada da bibliografia referente a esta temática, consideramos importante elaborar e apresentar o Quadro 2 onde de forma resumida explana o que se pretende com cada um dos passos.

A operacionalização do SBAR ajuda a evitar erros ao fornecer uma abordagem padronizada para os membros da equipa perioperatória.37 Ao fazer uso desta ferramenta que em termos de estrutura é uma checklist, esta irá ao encontro dos cuidados de enfermagem realizados ao cliente no período pré operatório, promovendo a sua uniformidade e significativa melhoria da informação partilhada e comunicada no momento de admissão, no bloco operatório. O facto de se realizar uma checklist onde se encontram listados os procedimentos necessários para que os nossos cuidados perioperatórios decorram em segurança e com qualidade, garantindo a continuidade de cuidados, junto do

36“The SBAR (…) communication technique provides a standardized framework for communication between members of the health care team about a patient's condition. The SBAR technique is an easy-to-remember, concrete mechanism useful for framing a con- versation, especially a critical one that requires a clinician's immediate attention and action. It provides a focused way to set expectations for what will be communicated and how it will be communicated between members of the team, which is essential for developing teamwork and fostering a culture of patient safety.” (Amato, Barba & Vealy, 2008, p. 764).

37“The SBAR technique helps prevent errors by providing a standardized approach for perioperative staff members.” (Amato, Barba & Vealy, 2008, p.764).

53 enfermeiro do serviço de proveniência do cliente, levará, em nosso crer, à consciencialização de todos para a importância da sua realização, promovendo também assim o trabalho em equipa.

Quadro 2 – Uma técnica de comunicação - SBAR

S

Situation – What is going on with the patient?

Identify yourself and the patient. A concise statement of the problem.

Situação - O que se passa com o cliente?

Identificação do profissional de saúde e do cliente. Uma descrição sucinta do problema.

B

Background - What is the background on this

patient? Review the chart before speaking up if the situation allows the time. Anticipate questions the other care provider may have. Pertinent and brief information related to the situation.

Antecedentes – Quais os antecedentes deste cliente? Transmissão de informações pertinentes e breves relacionadas com a situação clinica do mesmo.

A Assessment - Provide your observations and evaluations of the patient's current state. Avaliação - Fornecer as observações e avaliações do estado atual do cliente.

R

Recommendation - Make an informed

suggestion based on sound information for the continued care of the patient.

Recomendação – Efetuar recomendações com base no conhecimento do cliente para garantir a continuidade do cuidado

Fonte: Kaiser Permanent disponível em: http://www.ihi.org/resources/Pages/Tools/SBARToolkit.aspx

Para criar uma checklist é importante saber o fim a que se destina, é importante então decidir se queremos “uma checklist fazer-confirmar ou uma checklist ler-fazer.” (Gawande, 2010). Numa checklist de fazer-confirmar “os membros da equipa desempenham as suas tarefas de memória e (…) depois param. Para verificar a checklist e confirmar que tudo o devia ser feito, foi feito”, enquanto que, na checklist ler-fazer, “as pessoas realizam as tarefas à medida que as vão verificando.” segundo o mesmo autor . A checklist que consideramos ajustar-se melhor à nossa pretensão é a fazer-confirmar.

Para a elaborar é importante saber que se deve:

1. Listar procedimentos que sejam mensuráveis de ser verificados;

2. Criar apenas cinco a nove pontos, pois são o limite da capacidade da memória de trabalho;

3. Ter um enunciado simples e exato, com linguagem própria da profissão; 4. Ocupar apenas uma página;

54 5. Não deve ser confusa;

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