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NED satsing og Mestringsorientert ledelse

2.3 Relevant forskning

2.3.1 NED satsing og Mestringsorientert ledelse

A sensação da existência de uma condição comunicativa, determinante, ou de um conjunto delas, vem ocupando cada vez mais espaço na vida das pessoas. De acordo com o John B. Thompson (2011), a comunicação é um tipo de atividade social que envolve a produção, transmissão e recepção de símbolos e implica na utilização de vários recursos.

Em A Mídia e a Modernidade, Thompson enfatiza a importância de se pensar nos meios em relação aos contextos práticos, nos quais os indivíduos produzem as formas simbólicas. Ele sustenta que o desenvolvimento da mídia transformou a constituição espacial e temporal da vida, criando novas maneiras de ação e interação, não mais ligadas ao compartilhar de um lugar comum.

Thompson defende como argumento principal de sua teoria que:

os meios de comunicação estão inextricavelmente ligados às formas de ação e interação que os indivíduos criam e das quais participam ao usar esses meios e nada ilustra esse ponto mais claramente que as formas múltiplas da ação e interação que foram criadas, ou expandidas e amplificadas, pela comunicação mediada pelo computador online. (2011:10)

A proposta do sociólogo mostra que a evolução dos meios – desde as mais remotas formas de impressão até os mais recentes tipos de comunicação eletrônica – foi uma parte integral do surgimento das sociedades modernas. Este caminhar midiático “se entrelaçou de maneira complexa com um número de outros processos de desenvolvimento que, considerados em sua totalidade, se constituíram naquilo que hoje chamamos de modernidade” (THOMPSON, 2011:24).

Em sua visão, para compreendermos o impacto das redes comunicacionais e o fluxo de informações, é preciso abandonar a ideia de que os veículos midiáticos servem para transmitir informação e conteúdo simbólico a indivíduos cujas relações com os outros permanecem inalteradas.

Thompson sinaliza para as mudanças contemporâneas na forma de se informar e formar. Para ele, das interações face a face que prevaleciam anteriormente, hoje temos as relações mediadas que, segundo ele, provocam o fenômeno interessante de levar os seres humanos a preferirem, cada vez mais, “buscar informações e conteúdo simbólico em outras fontes [referindo-se à mídia] do que nas pessoas com quem interagem diretamente no dia-a- dia” (2004:82).

O autor aponta que, além do chamado “boca a boca”, outros dois tipos de ligação são produzidos pelo uso da mídia: o que ele chama de “interação mediada”, quando usamos um meio técnico para interagir, e a “quase mediada”, estabelecida pelo uso de outros como livros, jornais, rádio e televisão. As duas maneiras diferem significativamente do face a face, que constitui grande parte da vida cotidiana.

Além dos tipos definidos, é importante o acréscimo do universo digital, em especial a internet e as redes sociais. Thompson (2011:10) expõe:

quando eu escrevia The Media and Modernity no começo da década de 90, a internet ainda estava engatinhando; se eu estivesse escrevendo o livro hoje, a proliferação das formas de comunicação com base na internet – desde os e-

mails até o YouTube, o Twitter, o Facebook e toda pletora de outras redes e

sites online iria ocupar um lugar proeminente em minha explicação.

O relato do autor no prefácio da 12ª edição de A Mídia e a Modernidade demonstra que é importante considerar a revolução tecnológica nas comunicações, que “nenhum estudioso sério da mídia pode ignorar” (2011:10). No entanto, reconhece que a obra, devido à época em que foi escrita, não capta de maneira adequada as características e formas advindas com a rede mundial de computadores.

A questão das relações de poder e sobre como se concentram, não é esquecida pelo teórico que neste sentido dialoga com quatro aspectos: econômico, político, coercitivo e simbólico. Dentre estes poderes, o último, é compreendido como parte cultural, pois nasce das atividades de produção, transmissão e recepção de significados, característica fundamental da

vida dos indivíduos contemporâneos, que se ocupam com ações de expressão de si mesmos, por meio de imagens/ícones, utilizadas pelos outros.

Thompson ressalta ainda a grande variedade de instituições que assumem um papel historicamente importante na acumulação da informação e dos meios de comunicação.Cita:

instituições religiosas, que se dedicam essencialmente à produção e difusão das formas simbólicas ligadas à salvação, aos valores espirituais e crenças transcendentais; instituições educacionais, que se ocupam com a transmissão de conteúdos simbólicos adquiridos (o conhecimento) e com o treinamento de habilidades e competências; e instituições de mídia, que se orientam para a produção em larga escala e a difusão generalizada de formas simbólicas no espaço e tempo. (2011:43)

Em outra abordagem, Manuel Castells defende que, para situar a questão da condição comunicativa contemporânea, é imprescindível falar de internet, pois “é o tecido de nossas vidas neste momento. Não é futuro. É presente. Internet é um meio para tudo” (2003:255).

Castells chama o atual modelo social de “a sociedade em rede”, justamente por acreditar que “ela é - e será ainda mais – o meio de comunicação e de relação essencial sobre o qual se baseia uma nova forma de sociedade que nós já vivemos” (2003:256). Para ele, o momento é caracterizado pela revolução tecnológica, centrada nos espaços digitais, com uma estrutura societária em rede em todos os âmbitos de atividade e com interdependência global.

Em plena era informacional, Castells descreve as características de um sistema em que a realidade em si (ou seja, a existência material/simbólica das pessoas) está imersa por completo em um ambiente de imagens virtuais, no mundo do “faz-de-conta”, em que os símbolos não são apenas metáforas, mas contemplam a experiência real, o que ele denomina de Cultura da virtualidade real.

A delimitação deste tipo de sociedade descrita pelo sociólogo como caracterizadora desta época e responsável pelo novo momento da comunicação, aliada às teses de Thompson e Vattimo sobre a função determinante dos meios e sua interferência nas relações e comportamento dos indivíduos, afeta diretamente as instituições consolidadas e tradicionais, caso da escola e as instâncias mediativas.