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5 Vurdering av samlede virkninger av flere vindkraftverk i området

5.4 Naturmangfold

De acordo com Yin (2003) o estudo de caso é uma investigação empírica que estuda um fenómeno contemporâneo dentro do seu contexto real, sendo desenvolvido especialmente quando as fronteiras entre o contexto e o fenómeno não são claras. O autor acrescenta ainda que este tipo de investigação pode ser caracterizado por um desenho de pesquisa que se foca num caso único ou em múltiplos casos. Estes podem, por sua vez, conter em si uma ou várias unidades de análise dentro do contexto a que pertencem. Neste sentido, este estudo de casos teve por unidade de análise a transferência de tecnologia, sob a forma de patente, para uma spin-off universitária, estudada em duas universidades portuguesas. Desta forma, tornou-se

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possível um estudo comparativo entre casos, que tem por objectivo contribuir para um conhecimento maior nesta área, que provavelmente não pode ser generalizado, mas acrescenta algo novo ao que já foi produzido. Assim, os casos de estudo foram escolhidos tendo por base razões de proximidade geográfica, de forma que o deslocamento e o contacto com as instituições no decorrer da investigação fossem viáveis. Deste modo, a escolha recaiu sobre a Universidade do Minho (Braga e Guimarães) e a Universidade do Porto (Porto), tendo esta escolha como condição mínima a existência de um gabinete ou associação universitária com o objectivo de incentivar e apoiar a transferência de conhecimento e criação de spin-offs, sendo estas duas universidades escolhidas devido à existência activa e reconhecida destes organismos nas referidas academias, mostrando-se uma abordagem pessoal exequível no presente estudo.

Neste sentido, a questão em estudo desenrolou-se em torno do processo de transferência de conhecimento, sob a forma de patentes, para spin-offs universitárias, admitindo que o tipo de conhecimento patenteado tem um carácter técnico, mais presente em áreas da engenharia. Esta transferência de conhecimento tecnológico teria, por sua vez, de ser feita para uma spin-off universitária, procurando assim perceber os mecanismos que melhor contribuem para a transferência de tecnologia da universidade para um novo agente. Esta procura de perceber determinado fenómeno corrobora novamente o facto do estudo de casos ser o método mais apropriado a este tipo de pesquisa académica. Yin (1994) caracteriza as questões de partida do estudo de caso como sendo de ordem exploratória, onde o “como?” e “porquê?” estão habitualmente presentes. Partindo do facto que a universidade é um local cuja essência é o conhecimento, mostrou-se pertinente o estudo sobre a forma como o conhecimento é transferido para uma ideia de negócio e esta, por sua vez, convertida numa empresa activa. As spin-offs académicas são precisamente resultado do aproveitamento do conhecimento gerado e apreendido por professores e alunos. Estes abrem as portas da universidade e ligam-se à economia, adaptando a teoria à realidade do mercado. Nesta linha de pensamento a questão de pesquisa a que me propus responder foi a seguinte: como se desenrola o processo de transferência de tecnologia, sobre a forma de patentes, para uma spin-off universitária?

Em consequência da questão exposta torna-se importante esclarecer o conceito de spin-off universitária que é usado neste estudo de casos, para que se possa compreender desde do início o conceito de spin-off em análise. Como a revisão de literatura evidenciou nos

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capítulos anteriores, o número de definições de spin-off universitária é enorme, sendo que muitos autores referem-se ao mesmo fenómeno apenas em termos diferentes (Pirnay et al., 2003; Bercovitz e Feldmann, 2006). Deste modo, a definição utilizada é a de Clarysse e Moray (2004) que apresentam a spin-off como sendo uma nova empresa que é formada (1) por um membro do corpo docente, da equipa universitária ou por um estudante que partiu da universidade para fundar a empresa ou começou a empresa enquanto estava ainda filiado com a universidade, e (2) possui uma base tecnológica (ou ideia) que é transferida da organização mãe. A selecção das spin-offs a estudar, por sua vez, teve em conta ainda outro critério: a tecnologia transferida estar patenteada. Esta transferência devia já ter sido concretizada, tendo a spin-off no mínimo três anos, uma vez que uma spin-off em fase muito precoce de transferência não apresenta uma experiência, nem uma opinião retrospectiva sobre o processo de transferência e o desenvolvimento da empresa tão grande como outras spin-offs em fases mais avançadas. O financiamento externo, a relação com o financiador e todos os aspectos que desta relação advêm são exemplo disso, pois a entrada de um financiador externo em alguns casos ocorre posteriormente à fundação da empresa, sendo a análise sobre estes tópicos possível em spin-offs com um histórico de alguns anos de financiamento. Como já foi referido anteriormente, a existência de uma patente pressupõe a protecção dos direitos industriais sobre determinado conhecimento técnico, pertencendo todas as spin-offs analisadas à área de engenharia. Foram estudadas quatro spin-offs, duas da Universidade do Minho (UM) – Ambisys e Micropolis - e duas da Universidade do Porto – Medmat Innovation e Fluidinova. Durante a análise e discussão dos resultados o nome destas foi por vezes substituído por Spin-off UM 1 (Ambisys), Spin-off UM 2 (Micropolis), Spin-off UP 1 (Medmat Innovation) e Spin-off UP 2 (Fluidinova) para que as comparações entre os dados de spin-offs de diferentes universidades fossem mais rápida e a associação à universidade mãe instantânea. A ordem de apresentação das spin-offs está relacionada com a ordem das entrevistas realizadas, tendo sido a Ambisys a primeira spin-off entrevistada e a Fluidinova a última spin-off em entrevista. A escolha destas spin-offs obdeceu aos critérios anteriormente expostos e teve por base principal a disponibilidade para a entrevista da parte dos professores fundadores das spin-offs.

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