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Natural Language Processing Methods

2.3 How preprocessing can improve the results of the information extraction in the

2.3.1 Natural Language Processing Methods

O segundo objetivo desta dissertação é avaliar a eficiência dos indicadores de desempenho à seleção de carteiras futuras. Destarte, poder-se-á avaliar ainda a presença de dois efeitos citados na literatura de finanças comportamentais: momentum e overreaction.

Apresenta-se o que ocorreu nas carteiras selecionadas no período de janeiro de 1996 a setembro de 2007, a partir dos indicadores Retorno Trimestral, Índice de Sharpe e Índice de Treynor.

Figura 4.5 – Retorno médio das carteiras pelo indicador Retorno Trimestral

A Figura 4.5 mostra o retorno trimestral médio (mensalizado) das dez carteiras, representando a amostra de 50 ativos, uma carteira específica do segmento de celulose e papel e ainda a carteira IBrX. Estes resultados correspondem à média de cada carteira, retirada dos 46 rankings trimestrais no período de janeiro de 1996 a setembro de 2007.

Os resultados evidenciaram oportunidades para aplicação da estratégia momentum a partir do indicador taxa de retorno para o horizonte de investimento trimestral.

A estratégia de selecionar os ativos que tiveram o maior retorno no trimestre anterior permitiu a composição de carteiras com desempenho superior a média do mercado IBrX e a carteira de ativos das ECP, principalmente as carteiras 1 e 3 do indicador Retorno Trimestral.

De modo geral, houve uma diminuição gradativa do desempenho das carteiras do primeiro para o último decil do grupo de ativos selecionados no trimestre anterior.

Vale ressaltar o fato que ocorreu na carteira 3, composta pelos ativos do terceiro decil (11ª a 15ª colocação), que apresentou o melhor desempenho pelo Retorno Trimestral em detrimento a carteira 1.

Uma possível explicação é o horizonte de investimento utilizado na composição das carteiras. A presença do efeito momentum varia conforme o prazo de investimento utilizado. Diferentes resultados ocorrerão em composição de carteiras semanais, quinzenais, mensais, semestrais, etc. É possível que exista um prazo de investimento ótimo para cada estratégia, seja ela de momentum ou de overreaction.

Infere-se que o indicador Retorno Trimestral captou a presença do efeito momentum no mercado Bovespa, mas com certa defasagem, evidenciada pelo desempenho da carteira 3. Recomenda-se a sua utilização em horizontes de investimento menores, como: bimestral, mensal e semanal em trabalhos futuros para confirmar essa hipótese.

Figura 4.6 – Retorno médio das carteiras pelo Índice de Sharpe.

Tal como o indicador anterior, estes resultados correspondem à média mensalizada de cada carteira, retirada dos 46 rankings trimestrais no período de janeiro de 1996 a setembro de 2007.

Os resultados evidenciaram oportunidades para aplicação da estratégia momentum a partir do Índice de Sharpe em horizonte de investimento trimestral.

As carteiras 1 e 4 se destacaram, apresentando retorno médio mensal superior ao IBrX e a carteira de ativos das ECP. A carteira 10 obteve o pior desempenho.

Comparando-se com o Retorno Trimestral, houve uma diminuição mais abrupta no desempenho das carteiras do primeiro para o último decil, principalmente a partir do 5º grupo de ativos selecionados no trimestre anterior pelo Índice de Sharpe.

Novamente, merece destaque o desempenho de outra carteira. A carteira 4, composta pelos ativos do quarto decil (16ª a 20ª colocação ), apresentou o melhor desempenho pelo IS em detrimento a carteira 1, diferentemente do que se esperava pela teoria.

Infere-se que o IS captou a presença do efeito momentum no mercado Bovespa, mas, para o horizonte trimestral, apresentou uma defasagem, evidenciada pelo desempenho da carteira 4.

Recomenda-se, por isso, sua utilização em horizontes de investimento menores em trabalhos futuros para confirmar essa hipótese, como: bimestral, mensal e semanal.

A seguir, a análise do Índice de Treynor, de acordo com a Figura 4.7. Seus resultados foram mais discrepantes que os indicadores anteriores.

Figura 4.7 – Retorno médio das carteiras pelo Índice de Treynor.

Os resultados novamente evidenciaram oportunidades para aplicação da estratégia momentum a partir do Índice de Treynor em horizonte de investimento trimestral, posto que, de um modo geral, os cinco primeiros decis apresentaram desempenho superiores aos demais.

As carteiras 2 e 4 se destacaram positivamente em relação as demais, apresentando retorno médio mensal superior ao IBrX e a carteira de ativos das ECP. Os piores desempenhos foram verificados nas carteiras 6 e 10, com retornos médios bem abaixo da média do IBrX.

Comparando-se com os indicadores anteriores, houve um padrão diferente no desempenho entre as carteiras selecionadas pelo IT, que curiosamente se repetiu entre as carteiras 1 e 5 e entre as carteiras 6 e 10. Trata-se de um movimento alternado no desempenho entre as carteiras, mas com uma tendência clara de diminuição das carteiras do primeiro para o último decil.

Esse padrão de alternância parece estar relacionado com a variância do beta entre carteiras. Vale dizer que não se trata de um viés do IT e sim de uma oscilação entre as carteiras selecionadas por este indicador. Esse padrão de alternância do Índice de Treynor merece ser pesquisado em trabalhos futuros.

Outro fato que se evidenciou foi o desempenho das carteiras 2 e 4. Diferentemente do que se esperava, estas duas carteiras apresentaram um retorno médio mensal superior a carteira 1.

Infere-se que o IT captou a presença do efeito momentum no mercado Bovespa, mas que, para o horizonte trimestral, apresentou uma defasagem alternada, evidenciada pelo desempenho das carteiras 2 e 4.

Por isso, sugere-se em futuras pesquisas a avaliação do IT em horizontes de investimento menores, como: bimestral, mensal, quinzenal e semanal para confirmar a hipótese de defasagem do horizonte trimestral.

4.2.1 – Breve comparação entre os indicadores de desempenho

Os resultados demonstram que é possível utilizar os indicadores de desempenho à seleção de carteiras futuras, mas, afinal, qual deles mostrou-se mais eficiente?

Para responder essa pergunta, foi elaborada a Tabela 4.6, onde se compara o desempenho das melhores carteiras selecionadas por cada indicador. Desta vez, mediu-se a eficiência não só pelo retorno médio mensal dos portfólios, mas também em razão do risco captado pelos Índices de Sharpe e de Treynor.

Tabela 4.6 – Comparação das melhores carteiras com o IBrX.

Desempenho C3 -Retorno Trimestral C4 - Índice de Sharpe C2 - Índice de Treynor IBrX Retorno médio mensal(%) 2,68 2,57 2,86 2,10 IS (%) 42,62 39,92 55,45 40,02 10,08

Infere-se que os três indicadores de desempenho avaliados podem ser utilizados para seleção de carteiras futuras posto que detectam o efeito momentum em horizontes de investimento trimestrais, proporcionando ganhos econômicos superiores a média do mercado (IBrX) com menor risco. Dentre eles, conforme Tabela 4.6, há forte evidência de que o Índice de Treynor é o mais eficiente na seleção de carteiras.

4.3 - INDICADOR DE DESEMPENHO COM BASE EM FINANÇAS