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What if … you build your own questions for each scenario and challenge yourself and your

9. National and International FPF Project Cooperation Partners

O programa de 18/12/2003 foi considerado especial, pois exibiu, em uma hora de duração, a transformação de três pessoas: Stacey, Stephanie e Lucas, escolhidos entre milhares de candidatos em todo o país a realizar seus sonhos - para mudar sua aparência como um esforço para ter uma vida melhor, contando, para isso, com as habilidades de um grupo de profissionais que incluía um cirurgião plástico, um oftalmologista e um dentista, aliados a uma equipe de cabeleireiros, maquiadores, estilistas e personal trainers.

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Reportagem no jornal Bangor Daily News, New England / USA, em 12/12/2002. Na foto: Stephanie, Lucas e Stacey

Foi o renomado cirurgião plástico Garth Fisher, destaque em Beverly Hills, que conduziu as transformações, realizando vários procedimentos sobre Stacey, Stephanie e Luke, contando com o trabalho do dentista William Dorfman, um dos pioneiros do clareamento dental, e do Dr. Robert Maloney, considerado um dos 10 melhores cirurgiões oculares no mundo. Os três participantes foram submetidos aos seguintes procedimentos:

 Stacey, 31 anos: rinoplastia, lifting facial completo, lipoaspiração, implante de queixo e trabalho dental.

 Stephanie, 24 anos: rinoplastia, implantes de mama, lipoaspiração, cirurgia ocular e trabalho dental.

 Luke, 29 anos: rinoplastia, abdominoplastia e tratamento dentário completo.

Quem entre nós não queria mudar algo sobre nós mesmos? A três felizardos está sendo dada a oportunidade de ir do proverbial patinho feio para o belo

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cisne, para mudar suas aparências e as suas vidas para sempre. Reunimos os melhores profissionais, o “melhor dos melhores” em cada uma de suas respectivas áreas, para realizar essa transformação notável. Espectadores serão nocauteados quando virem o que acontece com essas pessoas. (depoimento de Howard Schultz, criador de Extreme Makeover - Bangor Daily News, New England / USA, em 12/12/2002).

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Nas quatro temporadas do reality, quatro cirurgiões plásticos se destacaram, em decorrência das várias cirurgias que fizeram: Jon Perlman, Garth Fisher, Daniel Morello e Malcolm Lasavoy, renomados profissionais e donos de magníficos currículos, exibidos a cada programa.

Garth Fisher, que atuou nos episódios de Nova Iorque, em entrevista ao Gender

Online Journal (edição 47, 2005) declarou que, em um primeiro momento, refletiu muito sobre a proposta de Howard Schultz, criador do reality.

Quem eram os participantes? Eu teria total autonomia no processo de seleção dos pacientes e, mais importante, os procedimentos cirúrgicos a serem realizados por mim? Eu não concordo com várias das "mega-operações" realizadas em shows anteriores (como The Swan) em que os pacientes ficavam na mesa de cirurgia de 8 a 10 horas. Schultz me garantiu que eu poderia selecionar os pacientes e escolher os procedimentos que eu entendesse. Ele explicou que eu iria rever vídeos enviados pelos participantes aspirantes, escolher 5 possíveis candidatos que seriam conduzidos a NYC para consultas por mim, que seriam filmados, e dois seriam escolhidos para o show. Depois de analisar dezenas de fitas apresentadas, escolhi nove candidatos, só para ter certeza. (Gender Online Journal, edição 47, 2005).

O médico ainda ressalta que alguns participantes tiveram de ser excluídos por questões de saúde e outros, porque ele sabia que os procedimentos solicitados ou necessários para realizar seus objetivos eram muito longos para realizar em uma única sessão, exigida pelo programa.

O reconhecimento de ser parte da equipe Extreme Makeover perdura ainda hoje na carreira destes cirurgiões, haja vista que em suas páginas na internet todos exibem seus “históricos de participação” nos programas, além de ser possível ver depoimentos, fotos e/ou vídeos do “antes e depois” de todos os participantes.

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A referência ao programa aparece, ainda hoje, no website de cada um dos cirurgiões. Na sequência: Daniel Morello, Jon Perlman, Garth Fisher e Malcolm Lesavoy.

Nosso corpo é reconstruído a partir do modelo do corpo fornecido pela medicina e pela mídia, como “um corpo objetivado e fragmentado, privado de sua dimensão subjetiva, o

corpo como algo que temos e não algo que somos” (ORTEGA, 2008, p. 148). Porém, tão

celebridades quanto os participantes, assim também passaram a ser reconhecidos os cirurgiões que os operavam, bem como os dentistas, oftalmologistas e dermatologistas que os ajudavam na reconstrução corporal.

Seguindo o script do programa, assim que o médico era apresentado, a locução vinha acompanhada de um currículo exemplar com cenas do médico em atuação. Os relatos destes profissionais ao longo da cena também são essenciais para construir a cumplicidade e a confiança entre paciente e médico, as quais transpassam para a o espectador, fazendo com que este, mediante ao diálogo estabelecido e à competência creditada ao médico, acredite, de antemão, em um resultado perfeito.

Segundo o criador do programa, Howard Schultz, tais profissionais ganharam a “mídia

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passaram a procurá-los em seus consultórios” (Gender Online Journal, edição 47, 2005).

Personalidades, como a apresentadora Ophra Winfrey, fizeram questão de entrevistar alguns deles em seu programa.

Minicurrículo do oftalmologista Robert K. Maloney

A imagem destes profissionais ganhou ainda maior dimensão a partir do depoimento dos próprios participantes, que tecem inúmeros elogios, consagrando o trabalho do médico.

“Eu me sinto como uma Cinderela arrumada para ir ao baile. E nada desse negócio de virar abóbora à meia-noite! Tenho o espírito de uma garota de vinte anos e agora o corpo de uma garota de vinte anos! Então, segure-se querido, aí vou eu!” (depoimento de Monika, de 54 anos, depois de perder 50 quilos e passar por sete radicais intervenções cirúrgicas em Extreme

Makeover – episódio 22, 2ª Temporada).

“Me casarei com o homem dos meus sonhos! Isso mesmo, eu consegui! E tenho um rosto e um corpo bonitos, como sempre quis. E eu posso entrar na igreja sabendo que estou com a melhor aparência que poderia ter. [...] Consertando o meu nariz, eles (o “Extreme Team”) consertaram toda a minha vida” (depoimento de Karen, episódio 5, 1ª temporada).

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Dr. Garth Fisher nos programas de Ophra e Larry King

Um exemplo recente de médico-celebridade semelhante, aos casos do Extreme

Makeover, é o caso do Dr. Robert Rey, médico brasileiro, que inicialmente apareceu na televisão como estrela do reality Dr. 90210, do canal “E!”, que posteriormente ganhou sua versão brasileira chamada Dr. Hollywood, na Rede TV. Foi a fama na televisão que fez do médico, hoje, também estrela da mídia e empresário. Sócio da Que Pasa, empresa americana de redes sociais, o cirurgião contou que investir em internet é mais um dos negócios que desenvolve em paralelo com seu consultório, seus programas de TV e seus outros produtos – artigos de estética que vão de lingeries até cápsulas para emagrecer, cintas modeladoras e

shakes, entre outros.