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Nalokson til brukere og lekfolk

In document Nasjonal overdosestrategi 2014–2017 (sider 30-39)

5. Tiltaksplan

5.2. Nalokson til brukere og lekfolk

condicionantes

Os desafios postos pelos referenciais legais expressos pela LDBEN nº. 9.394/96 e procedentes das Diretrizes Curriculares Nacionais determinam, a elaboração do Projeto Pedagógico dos Cursos de Formação de Professores tendo como base a indissociabilidade

entre ensino, pesquisa e extensão fundamentada na flexibilização curricular, a interdisciplinaridade e a articulação teoria e prática.

Nesse sentido, o perfil do professor formado nos Cursos de Licenciatura da UnUCSEH de Anápolis “ [...] está organizado, de acordo com os princípios contidos nas Diretrizes Curriculares, prevendo a formação do professor que relaciona teoria e prática, de maneira crítica e reflexiva.” (Diego).40

As caracterizações da formação do professor crítico-reflexivo almejado pelos colegiados dos Cursos devem presumir a incorporação, pela Direção e pelos outros profissionais que atuam nos Cursos (Coordenadores e Professores), o acompanhamento e as adequações didático-metodológicas que possibilitem a construção da identidade desse profissional. Schön (1997, p.87) ressalta que

o desenvolvimento de uma prática reflexiva eficaz tem que integrar o contexto institucional e as instituições formadoras deve tentar criar espaços de liberdade tranqüila onde a reflexão-na-acção seja possível, se querem estimular os professores a se tornarem profissionais reflexivos.

De acordo com o autor, a formação do professor reflexivo é obtida, por meio da integração entre os processos de formação – o contexto e a gestão institucional, as práticas curriculares, as práticas docentes, pois os Cursos da UnUCSEH: “[...] estão pautados nas competências e habilidades promulgadas pelas que se apresentam como elementos necessários à organização e desenvolvimento do currículo de formação e atuação do professor”.

Esses elementos são abordados no Artigo 4° das Diretrizes Curriculares Nacionais de Professores da Educação Básica (Resolução CNE/CP nº.1, de 18 de fevereiro de 2002) enfatizando que:

[...] na concepção, no desenvolvimento e na abrangência dos cursos de formação é fundamental que se busque:

I – considerar o conjunto das competências necessárias à atuação profissional. II – adotar essas competências como norteadoras, tanto da proposta pedagógica, em especial do currículo e da avaliação, quanto da organização institucional e da gestão da escola de formação.

40 As declarações do único representante da equipe gestora (Diretor) da UnUCSEH de Anápolis estão

Essas indicações precisam ser analisadas e compreendidas por todos os sujeitos que participam da dinâmica administrativo-pedagógica - direção, coordenação, professores formadores, pois ao adotarem o currículo por competências devem prever o desenvolvimento de conteúdos e atividades de ensino que conduzam à assimilação das múltiplas formas de aprender e colocar em prática os conhecimentos construídos.

Nessa ótica, a instituição formadora ao objetivar o desenvolvimento de uma formação docente sob o prisma da construção de competências e habilidades precisa propiciar os suportes básicos necessários para que os alunos e professores desempenhem com qualidade e reflexividade as suas atividades acadêmicas.

Os Projetos Pedagógicos dos Cursos: “[...] só assumem importância para alguns professores, quando o credenciamento dos cursos bate à porta [...]. O docente opta por aquilo que seja inadiável ou que reverta maior benefício imediato”.

Essa situação dificulta o alcance dos objetivos propostos, como também se contrapõe à visão de Projeto Pedagógico elaborado e desenvolvido de forma coletiva e a intensificação de sua importância para o bom desenvolvimento das atividades administrativas, curriculares, pedagógicas da instituição.

O Projeto Pedagógico deve ser identificado como um processo contínuo de reflexões e discussões coletivas, dos problemas e das propostas da instituição, prevendo uma maior organicidade das atividades ali desenvolvidas.

Entretanto, “[...] o docente universitário se importa mesmo é com o que acontece no universo de sua área de conhecimento específica, os demais aspectos são tratados como burocracia burra, como elementos cartoriais ligado desnecessariamente à profissão”.

Nesse sentido, o Projeto ainda não é visto como uma proposta fundamentada e contextualizada, em conformidade com as necessidades, os problemas e as expectativas da comunidade educativa, visando uma formação segura, ampla, em consonância com os propósitos definidos coletivamente.

O diretor salientou que: “o principal aspecto que impede o desenvolvimento das atividades previstas nos Projetos Pedagógicos dos Cursos e, conseqüentemente, da formação do professor crítico-reflexivo é a solidão intelectual do professor desde a sua formação, que

cria uma espécie de viés individualista combinado com uma tradição de autonomia intelectual, ora confundida com soberania em relação aos aspectos institucionais, incluindo o Projeto de Curso”.

Essa postura profissional dificulta a formação e a atuação docente crítica e reflexiva, com vistas ao alcance de transformações qualitativas no processo educativo e, “Uma forma de proporcionar mudanças significativas no currículo e nas práticas dos professores é a avaliação externa [...].”

A avaliação institucional, segundo o entrevistado, contribui para se ter uma melhor visibilidade dos indicadores quantitativos e qualitativos das atividades desenvolvidas pela Unidade, de forma geral, contribuindo para a busca de novas ações administrativo- pedagógicas e suscita nos professores uma análise mais aprofundada de suas ações, visando à melhoria do processo ensino-aprendizagem.

Para Dias Sobrinho (1996) a avaliação, nas suas mais variadas formas permite à realização de análises qualitativas que contribuam para que a universidade, nos processos de tomada de decisão reorganize os seus programas e as suas políticas, com vista a um desenvolvimento mais seguro das atividades acadêmicas e uma adequação mais eficaz da distribuição e administração dos recursos (humanos, materiais e financeiros) disponíveis.

Dessa forma, os resultados da avaliação contribuem para uma reflexão e para a busca da qualidade do fazer universitário, de maneira coletiva que passa a consistir: “[...] em um elemento novo e contributivo ao provocar uma reflexão mais amiúde acerca das propostas pedagógicas e apontar o isolacionismo das disciplinas e de seus docentes, por meio de um processo de convencimento da comunidade docente da importância do Projeto de Curso como elemento inteligente e organizador do currículo, das Diretrizes Curriculares como elemento que asseguram os padrões mínimos de qualidade [...].”

Os aspectos apontados pelo participante aludem para a busca de novas e de variadas estratégias de organização do processo curricular e metodológica, por meio de atividades que favoreçam uma atuação mais integrada da equipe gestora com os professores formadores e desses como os alunos, visando uma prática educativa mais ampla e que oportunize a vivência de situações de projetos e de aprendizagens variadas.

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