• No results found

4. Hva anses som samværssabotasje

4.2. Når barnet ikke ønsker samvær

4.2.2. Nærmere om rettens vurdering av barnets begrunnelse

os anos. Estou a ler as novas OCEPE... E estão muito

voltadas para o MEM, ao nível de alguns instrumentos de pilotagem e maneiras de estar do próprio educador com a criança e a aprendizagem. Creio que o Ministério da

Educação poderá dizer que existe um modelo base. Fechado, mas daquilo que li das OC e do que conheço do MEM. A criança está no centro, aquilo que trás, não hoje, mas o que foi no passado, o processo antes de estar no pré-escolar (P: Isto aparece na fundamentação teórica?)

Nas novas OCEPE... A criança faz uma transição, vai para um sitio novo e muitas vezes é como se não tivesse existido, ali valorizam esse processo. Faz todo o sentido. Vão para o primeiro ano. São da mesma escola, tudo bem. Se vão para outra, o professor não tem nenhuma informação antiga, a menos que questione os pais. Não há essa preocupação, nas novas OCEPE está lá isso.

(P: Considera que as OC contemplam os interesses das crianças?)

As crianças de hoje em dia. Daquilo que eu percebo e está à minha volta, precisam do adulto como orientador e quando não há, sentem-se inseguros, até os pais são inseguros em relação à educação.

Considera importante o conhecimento sobre o currículo formal, na formação de

professores?

Creio que sim. O que noto é que na nossa área... Não é cobrado... Há quem nem abra as OCEPE, não sabem o que lá vem, para lá das áreas de conteúdo. Também não se obriga (a atingir objetivos, porque são orientações). É muito vago, nesta faixa etária é difícil colocar todos no mesmo nível, há crianças que vão atingir e outras não. Na minha universidade tive (uma estrutura que ensine as OCEPE). Até tenho

imprenso a declaração de Salamanca sobre a inclusão das NEE, nós trabalhámos muito (os fundamentos teóricos), para saber cada área, como juntar todas, o que engloba cada uma. Se não souber as OCEPE e fizer um tipo de trabalho, provavelmente vai estar dentro das OC, porque estas

englobam tudo. Não há nada que fique de fora... Mas o que é importante? É que o Educador saiba trabalhar todas as áreas de conteúdo. Deveria ser obrigatório (saber usar as OCEPE) (P: Deveria haver obrigatoriedade dos docentes saberem as novas OC?)

Depende da escola em si, da própria visão que tem

relativamente ao que é o ensino infantil. Ninguém consegue obrigar ninguém a fazer nada. Mas acho que de uma maneira assertiva... Podemos motivar as pessoas, os colegas. Na nossa escola está a acontecer, estamos a dar formação aos colegas sobre o que é a escola, o que é que se quer na escola? Pode acontecer sobre qualquer tema e faz falta isto, porque as pessoas acomodam-se. Há muito que deveria mudar, relativamente ao trabalho no pré-escolar, deveria haver uma entidade reguladora, não para dizer que isto está certo ou errado, mas sim uma base, porque as pessoas estão soltas, não sabemos se as escolas estão a fazer um bom trabalho ou não. E o bom trabalho o que é? É salvaguardar algumas situações, como o bem estar da criança, a segurança, as relações de afeto e depois disto, a aprendizagem, que só existe nas escolas. Mas depois, que tipo de aprendizagem é

9

feita?

(P: considera que existe uma uniformidade?)

Não. Acredito na reforma ao nível da educação. Não só no Pré-escolar mas no 1º ciclo... É impensável pôr 30 crianças, sentadas em cadeiras a ouvir a mesma coisa... E esperar que isso resulte.

(Sobre a transição)

A diferença de níveis é um abismo. Estamos agora a

trabalhar num projeto de transição e a fazer correspondência com uma sala de primeiro ano, para elas compreenderem o que é o primeiro ciclo.

(P: Uma sala de 1º ano está preparada?)

Depende do professor (ao nível local). Ao nível teórico eu desconheço... Se existe essa sensibilização sobre o professor para receber um grupo que vem do Pré-escolar... É uma diferença muito grande (entre os níveis).

(P: Poderia ser feito de forma mais suave?)

Claro, se existisse uma reforma no sistema educativo. Tens professores há 30 anos que são os mesmos professores... Com a mesma maneira de ensinar há 30 anos... As crianças já não são as mesmas de há 30 anos... Não exigem que haja uma reciclagem, formação.. por exemplo, imagina, de 3 em 3 anos obrigados a fazerem formação... Não trabalhamos com papeis.. Não os posso guardar na gaveta e voltar no dia seguinte para resolver a situação (mecanicamente)... há situações que requerem resposta imediata.

Situações em que teve de justificar a um pai, utilizando o conteúdo do currículo formal?

Já (aconteceu)... Numa reunião com a mãe de uma criança, este ano, a mãe perguntou-me o que iria ensinar. Ela

considerava como se fosse no 1º ano. Achava que já haviam temas pré-definidos e queria que eu explicasse. Tive que explicar que temos as OC e que estão organizadas por área. Mas não se sentia segura... Como não dizia que ia trabalhar o sistema respiratório... Tive de agarrar nas OCEPE, é o nosso regulador. Tentei que imaginasse o que seria todos os jardins de infância em janeiro trabalharem o sistema respiratório. Isto não existe, não é de todo viável. E foi difícil para ela compreender. Ao fim ao cabo o que é o pré-escolar? Os pais não sabem. A resposta do pré-escolar é porque os pais precisam de trabalhar. Até quando se referem a nós, cuidamos de crianças. Pensam que me sento e leio uma história? É muito mais do que isso! A própria intervenção precoce que é feita até aos 6 anos é na nossa faixa etária, é antes do 1º ano. São feitos despistes por nós. Pelos conceitos, aquisições, a criança não desenvolve, isto é feito por nós. (P: As OCEPE conseguem proteger a sua prática?)

Eu confio e sinto-me segura. Mas é um documento que tento dominar, que tento conhecer, para me fazer valer disso tenho de o conhecer. Não vale a pena dizer só que existe e que há áreas de conteúdo... As OCEPE falam de muito mais que isso, inclusão, NEE, a transição para o 1º ano, as famílias, ambiente, trabalho em equipa pedagógico, até de como se concebe um projeto educativo. Imagina vou abrir um Pré- escolar, posso abrir aquilo e ver lá tudo.

Relembrar momentos em que o currículo formal é utilizado numa conversa entre os

Diretamente acho que não. Mas está implícito, até porque é suposto os docentes saberem disso. Já se falou de algumas

10