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Nærmere om måloppnåelse ved omorganiseringen av ytre fiskerietat

In document Dokument nr. 3:11 (2004–2005) (sider 29-33)

O projeto realizado é sustentado nos pressupostos da metodologia de investigação-ação. Badiali (1995, citado por Filipe, 2004) assevera que o ensino tem evoluído positivamente, com objetivos mais claros e centrado na criança. De acordo com este autor, “dá-se prioridade ao processo de ensino, em detrimento do produto a obter” (p.109), que em si também interessa, na medida da análise das condições em que foi obtido, e é dada prioridade ao modo como são estruturadas as aulas, uma vez que a escola é uma comunidade de ensino e aprendizagem.

Sabemos, nos nossos dias, o quão importante é que os alunos desenvolvam o pensamento crítico e a capacidade de reflexão. Os professores têm o papel primordial de colaborar ativamente na sua aprendizagem e promover essas capacidades. Para apoiar os alunos e precaver as suas necessidades e interesses, o professor pode recorrer à metodologia de investigação-ação. De acordo com Filipe (2004), “a investigação é acção sobre a qual o investigador age, participa e projeta” (p.112).

Segundo Latorre (2003), a investigação-ação, pode ser definida como a utilização de diversas estratégias que têm como objetivo melhorar o sistema educativo e social. A investigação- ação permite melhorar uma situação através da investigação e da identificação de necessidades pendentes. Esta deve gerar um projeto que envolva mudanças, promovendo, ao mesmo tempo, um desenvolvimento pessoal e social. “Podemos definir a investigação-ação como o estudo de uma situação social no sentido de melhorar a qualidade da ação que nela decorre” (Elliot, 1991, p.69, citado por Máximo-Esteves, 2008, p.18).

Ao realizar um projeto segundo esta metodologia investigativa é necessário seguir um conjunto de procedimentos. James McKerman (1998, citado por Máximo-Esteves, 2008) argumenta que a investigação-ação é um processo determinado pela investigação numa certa área

problemática. É necessário encontrar o problema, planificar o desenvolvimento do projeto que corresponda às necessidades encontradas e que provoque mudanças no contexto. O professor que faz uso desta metodologia deve utilizar um conjunto de procedimentos que envolva a observação e o tratamento dos dados. O autor complementa este pensamento com a referência que a avaliação é essencial para refletir e comunicar os resultados e, fundamentalmente, para orientar a prática educativa.

Altrichter (1996, citado por Máximo-Esteves, 2008) segue esta linha de pensamento, na medida em que defende que a investigação-ação tem a finalidade de ajudar os professores a lidar com os desafios da prática e a refletir em práticas inovadoras que contribuam para melhorar a sua docência, aliando a este benefício, a aquisição de novos conhecimentos e competências.

A investigação-ação tem como mote a reflexão, pelos professores, da prática docente e a compreensão das aprendizagens das crianças, o que se reflete na planificação de aulas inovadoras, em que o professor tem em atenção os conhecimentos prévios das crianças e planifica aulas que complementem estes conhecimentos, para que as crianças consigam dar sentido à aprendizagem. Neste sentido, a investigação-ação consiste na promoção de mudanças na educação, em estreita relação com a avaliação da própria prática docente, o que colmata no desenvolvimento de capacidades e competências profissionais.

Um dos pontos que se pretende investigar neste processo é a cooperação dos alunos em atividades de grupo ou pares, uma das características desta metodologia. Esteban (2003), Kemmis e McTarget (1988), Bodgan e Biklen (1994, citados por Máximo-Esteves, 2008) e Máximo-Esteves (2008), consideram que esta é baseada na colaboração de todos os envolvidos, para que haja compreensão das práticas e situações, focalizando a mudança, na promoção de mudanças sociais. Deste modo, a metodologia investigativa está assente na colaboração, nunca descurando o rigor metodológico que deve estar patente em toda a investigação.

Para Latorre (2003), a investigação-ação é um processo caracterizado por uma relação entre a ação e a reflexão, na medida em que ambos os momentos se completam, sendo o resultado, um processo flexível e interativo em todas as suas fases: planificação, ação, observação e reflexão. Na primeira fase, o professor desenvolve um plano de intervenção cujo objetivo é melhorar a prática, seguidamente implementa esse plano, que tem de ser integrador e flexível e, na terceira fase, observa os resultados e recolhe dados que possibilitem a sua avaliação. Por último, o docente reflete sobre a ação e debate os resultados com o grupo. Esta partilha, da sua

análise educativa com outros docentes, permite a sua reconstrução e replanificação e é essencial para promover um ambiente educativo cooperativo. Esteban (2003) apoia esta conceção, uma vez que defende que esta metodologia implica uma reflexão sistemática sobre a ação. A investigação- ação integra o conhecimento e a ação, na medida em que o conhecimento sobre a sua prática resulta numa prática inovadora e reflexiva.

Consideramos que todos estes pressupostos podem contribuir, se devidamente sistematizados, para o sucesso da investigação. Formular uma questão geradora de investigação é o passo seguinte. Após formar a questão o docente vai pesquisar, refletir e aplicar um projeto que promova aprendizagens significativas por parte dos alunos e, também, dele próprio, uma vez que um professor está sempre a adquirir e a sitematizar novos conhecimentos.

Em conformidade com os vários autores citados, a investigação-ação propicia a cooperação e promove a participação de todos os envolvidos, assegurando uma mudança no desenvolvimento de competências e conhecimentos. Promove uma relação muito forte e estreita entre investigadores e práticos, entre a teoria e a prática, faz da prática o centro das preocupações e mudanças necessárias e procura, de forma sistemática, a melhoria das aprendizagens, quer sejam escolares, quer sejam profissionais. Deste modo, ao longo do projeto, pretende-se adotar alguns dos pressupostos aqui debatidos desta metodologia, no sentido de realizar uma prática reflexiva e colaborativa. Também no sentido de melhorar as aprendizagens escolares e contribuir para uma prática profissional consistente e congruente como uma vontade sistemática do desenvolvimento pessoal e profissional dos sujeitos envolvidos no processo educativo.

2. Estratégias de intervenção pedagógica e instrumentos de

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