• No results found

Nærmere om grensedragningen i underrettspraksis

3. RETTSLIGE REGULERINGER AV FORELDRENES MAKTBRUK OVERFOR

3.3 Nærmere om grensedragningen i underrettspraksis

Segundo os participantes da discussão, os resultados encontrados indicam que os profissionais médicos estão demandando informação para as tarefas do dia a dia. Os tipos de necessidades mais indicados foram tratamento ou terapia,

21 Como foram consideradas, na determinação da atividade principal, as mesmas informações dadas

no questionário eletrônico, com relação aos percentuais de tempo gastos em cada tipo de atividade, alguns entrevistados se enquadraram em mais de um grupo de atividade principal, totalizando 11 respostas.

diagnóstico, educação continuada, educação médica e pesquisa clínica. Como a maioria dos profissionais ocupa o cargo de médico e a atividade mais indicada foi o atendimento clínico, é natural que as maiores necessidades de informação estejam relacionadas a tratamento ou terapia e a diagnóstico. Esses resultados vêm reforçar o fato de que, apesar de ser um hospital universitário, o HC/UFMG tem um lado assistencial bem destacado, está muito direcionado a ser um centro de tratamento. Em seguida, estão as necessidades de informação relacionadas à atualização, reciclagem (educação continuada), e as necessidades relacionadas ao ensino (educação médica) e à pesquisa (pesquisa clínica).

Todos os entrevistados concordam que o fato de as mulheres terem indicado necessidades de informação maiores em quase todos os tipos de informação, em relação aos homens, pode ser atribuído a diferenças entre os perfis comportamentais masculino e feminino. As mulheres, em geral, se mostram mais cuidadosas, mais detalhistas, buscam mais segurança na informação, e os homens mais autônomos, mais objetivos e práticos.

Os entrevistados também confirmam a influência da idade, do tempo de formado, do tempo de trabalho na instituição, que seguem crescendo juntos, e também da qualificação, nos tipos de necessidades dos profissionais, apontada pelos resultados encontrados. Os mais jovens saem da escola, da residência, atualizados, treinados, querendo sedimentar o conhecimento, aprender a tratar e a diagnosticar. Com o passar dos anos, vão adquirindo experiência, mas também se afastando das novidades e das informações mais atualizadas, e a sua demanda nesse sentido tende a crescer, com a necessidade de se reciclar. Eles passam inicialmente por um momento de vida mais dedicado à atuação clínica e depois vão, talvez, se dedicar mais ao ensino, à pesquisa, ocupar cargos administrativos, se

interessando pela saúde pública e pela gestão em saúde. Talvez o próprio amadurecimento também os desperte para a importância desses assuntos.

Todos os entrevistados confirmam, também, a necessidade maior dos profissionais do grupo de especialidades medicina diagnóstica e terapêutica por informações relacionadas a equipamentos médicos e inovações em saúde, e menor em tratamento ou terapia. O foco desses profissionais não é o tratamento, mas o diagnóstico, baseado na tecnologia.

7.2.2.2 Influência dos fatores contextuais

Com relação à influência dos fatores contextuais nos tipos de necessidades e na busca de informação, os resultados encontrados estão de acordo com os esperados por todos os entrevistados. Complexidade da situação, grau de risco, urgência e frequência de ocorrência são os fatores que mais podem influenciar as necessidades e levar a uma busca de informação.

O aumento da influência dos fatores urgência e previsibilidade para o sexo feminino é também atribuído, pela maioria dos entrevistados, a características próprias do gênero. As mulheres buscam mais respaldo nas situações de urgência, procuram mais ajuda, se não estão completamente seguras da situação.

Todos os entrevistados atribuem o aumento da influência do fator previsibilidade e a diminuição da influência dos fatores urgência e grau de risco com a idade, tempo de formado, tempo de trabalho e qualificação, à experiência acumulada, à segurança, à prática profissional e também à prudência, que vão aumentando com o passar do tempo. Um dos entrevistados atribui as diferenças de influência desses fatores ao próprio perfil de atuação do profissional ao longo da

carreira. Em um primeiro momento, os profissionais estão mais próximos das necessidades da clínica, por demanda, e das questões relacionadas à urgência e depois, com o passar do tempo, alguns vão se afastando dessas questões, passando para um perfil de elaborar melhor as suas necessidades, se preparar melhor, de antever as situações, de pesquisar mais.

Com relação às especialidades, a maioria dos entrevistados atribui a menor influência dos fatores urgência e grau de risco para os profissionais do grupo medicina diagnóstica e terapêutica, à característica das atividades exercidas por eles, menos envolvidos com situações de urgência e mais com a realização de exames eletivos. Um dos entrevistados considerou típico das especialidades clínica médica e ginecologia e obstetrícia, o aumento da influência do fator previsibilidade, citando o exemplo do acompanhamento pré-natal, no qual a possível evolução dos problemas pode ser antecipada e controlada.

Quanto ao cargo e ao tipo de atividade principal, os resultados encontrados estão, também, dentro do esperado por todos os entrevistados. Os fatores urgência e grau de risco, indicados como tendo maior influência nas necessidades de informação dos ocupantes do cargo de médico, estão mais diretamente relacionados, também, à atividade atendimento clínico, mais indicada por esses profissionais. Já para os professores, o aumento da influência do fator previsibilidade se explica também pelas atividades de ensino e pesquisa, mais relacionadas aos ocupantes desse cargo e, cujas necessidades podem ser, quase sempre, antecipadas.

7.2.3 Busca de informações

7.2.3.1 Fontes de informação

A maior utilização de fontes eletrônicas, apontada pelos resultados da etapa anterior, já era também esperada por todos os participantes dessa discussão, atribuída a fatores como maior disponibilização de fontes confiáveis nos meios eletrônicos e maior rapidez e comodidade de acesso. Então, quando disponibilizadas em meio eletrônico, as informações são mais acessadas do que as similares impressas, como é o caso da fonte periódicos, artigos e teses.

Para um dos entrevistados, o Portal Capes não é, na verdade, uma fonte de informação, mas uma forma de acesso a periódicos eletrônicos, disponibilizada por aquela instituição. Dessa forma, a indicação da utilização desse portal como fonte de informação significa, mesmo, uma maior utilização da fonte eletrônica periódicos, artigos e teses. De acordo com a maioria dos entrevistados, a utilização desse portal é liberada para os professores e médicos que têm vínculo com a UFMG, através do portal minhaufmg, não o sendo para os médicos contratados. Isso explica a maior utilização do portal pelos professores, em relação aos médicos.

A indicação do e-mail como fonte de informação mais utilizada pelos profissionais médicos suscitou algumas discussões interessantes. Um dos entrevistados sugeriu que talvez estivesse sendo feita uma ligação entre e-mail e internet, pelos profissionais, ou seja, eles estariam considerando suas buscas na internet, através de ferramentas como o Google, por exemplo, como e-mail. Entretanto, essa opinião não foi considerada pelos demais.

A maioria dos entrevistados considera que esses e-mails seriam mesmo consultas feitas por correio eletrônico a colegas, especialistas, enfim, profissionais mais experientes e da confiança dos solicitantes. Nesse caso, ele não seria, na verdade, a fonte de informações, mas o meio utilizado para acessá-la, podendo ser considerado uma fonte interpessoal acessada por meio eletrônico para buscar informações baseadas na experiência maior do outro, em opiniões, e não para buscar uma informação mais sólida. Um dos entrevistados mostrou a sua caixa de correio, através do Projeto Telessaúde, da Faculdade de Medicina da UFMG, com cerca de 1800 e-mails recebidos somente esse ano, principalmente de profissionais do interior do estado, solicitando algum tipo de informação relativa ao diagnóstico e tratamento de seus pacientes.

Um dos entrevistados considera que esse tipo de troca de informações, se bem conduzida, pode facilitar, reduzir o tempo de resposta, beneficiando o cuidado com o paciente, que antes era, ele mesmo, enviado ao especialista em busca de uma avaliação melhor.

O e-mail está também sendo muito utilizado, segundo outro entrevistado, por sociedades, associações, ou grupos de profissionais, para divulgar as novidades em determinada área. Os associados, ou pessoas que se cadastram para tal recebem, com frequência, por exemplo, semanal, e-mails com resumos ou comentários dos novos artigos dessa área, feitos pelo próprio autor ou por pessoas de referência na área, além de um link para acessar o texto integral do artigo, caso se interessem. Às vezes, são criadas, também, páginas nas redes sociais, para discutir esses artigos. Então, essa é uma forma rápida e confiável de se obter e se filtrar a informação requerida.

Com relação à maior utilização dos repositórios de dados clínicos manuais (prontuários em papel), em relação aos sistemas institucionais informatizados, todos concordam que é devido à não disponibilização, ainda, pela instituição, de um prontuário eletrônico completo. Foram citadas a disponibilização desses prontuários eletrônicos para as áreas de pronto socorro e exames e a utilização de um programa próprio pelo serviço de transplantes.

A influência da idade, tempo de formado, tempo de trabalho, cargo, qualificação e tipo de atividade na frequência de utilização das fontes de informação também é confirmada pela maioria dos entrevistados. Os mais jovens utilizam mais as redes sociais e os colegas, e a utilização do Portal Capes aumenta com o passar do tempo, sugerindo também uma vinculação maior com as atividades de ensino e pesquisa e com o cargo de professor, talvez relacionada, também, à maior liberação de acesso desse portal para os professores.

Entre as bases de dados da área médica, fonte de informação citada entre as seis primeiras para as atividades atendimento clínico, pesquisa e outras atividades, os entrevistados fizeram referência ao UpToDate (quatro), também de acesso gratuito para a UFMG, o PubMed (quatro), o Medline (um) e o Lilacs (um), já citadas anteriormente. Foram citado ainda o Medscape, site gratuito de informações médicas, o Online Mendelian Inheritance in Man (Omim) e o Pictures Of Standard Syndromes and Undiagnosed Malformations (Possum),

específicos para a área de genética médica, o AuntMinnie, específico para a área de medicina diagnóstica e terapêutica, o PneumoAtual, portal de informações médicas para várias especialidades, além do portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e das diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Um dos entrevistados afirma utilizar muito o PubMed para fazer a busca e a seleção de artigos, através da leitura dos resumos ali disponibilizados e, depois, caso seja necessário, fazer o acesso ao texto integral dos artigos selecionados utilizando o Portal Capes.

Quanto ao baixo acesso às fontes eletrônicas através da rede do HC/UFMG, todos os entrevistados atribuem, em parte, à falta de infraestrutura adequada. O acesso à rede externa é muito lento e poucos consultórios dispõem de computadores com acesso liberado e rede sem fio. Alguns, quando buscam informações em fontes eletrônicas, às vezes utilizam seus próprios celulares e seus próprios meios de acesso. Como o tempo também é um fator limitante, muitos preferem deixar para fazer suas buscas de informação em casa ou no consultório, onde dispõem de uma maior velocidade de conexão, que permite a realização de buscas mais rápidas.