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4.3 Nærmere beskrivelse av utvalgte enkeltbedrifter

Como resultado de nossa análise, concluímos que a concretização da EdC possui uma relação direta com quase todos os temas-eixo por nós identificados. Deixamos à parte o tema-eixo adesão à EdC, porque entendemos a adesão como decisão que antecede à concretização por parte do empresário que, primeiro decide aderir e, somente depois da adesão passa a colaborar na concretização da EdC. Ou seja, consideramos a adesão um ato pessoal, enquanto que consideramos a concretização um ato coletivo. Neste sentido, a adesão acontece antes da concretização, embora já exista a EdC, enquanto concretização coletiva (sistêmica) na qual o empresário se insere a partir do momento em que decide aderir à proposta. Além do tema-eixo adesão, localizamos fora do âmbito da concretização da EdC o tema-eixo lacunas, porque as lacunas que emergiram indicam situações de desvio em relação às unidades de registro apresentadas como modelos que demonstram a possibilidade da presença do ágape como MCSG na EdC, portanto julgamos pertinente analisá-lo separadamente. Os temas-eixo por nós colocados dentro do espectro concretização da EdC são: (1) características de uma empresa EdC, que indicam o modo de atuação de uma empresa EdC; (2) benefícios (proporcionados pelo fato de uma empresa atuar de acordo com os cânones da EdC); (3) influência externa; (4) situações adversas, que indicam o modo como situações de dificuldades e de conflitos são enfrentados; (5) prioridades em situação de crise.

Ao verificarmos a concretização da EdC, retomamos o pressuposto de que a religião como prestação consiste, justamente, na tomada de posição da mesma ao resolver problemas gerados em outros sistemas que não foram solucionados por eles, por meio da diaconia, ou seja, quando um determinado sistema se coloca a serviço de um outro para colaborar na solução de um problema que ele mesmo não consegue resolver. Como já referido, este é o prisma por meio do qual procuramos fazer uma leitura da concretização da EdC. Afirma Luhmann: “Nos termos conceituais que propusemos isso significa que diminui a orientação à função131e aumenta aquela relativa

131 O termo função refere-se à classificação elaborada por Luhmann (1991: 57-58) ao tratar dos tipos e

relações que um sistema pode estabelecer: Quando o sistema interage com o sistema social global (a sociedade), o faz na forma de função. Quando interage com o ambiente social interno (com um sistema específico), o faz na forma de prestação (serviço ou diaconia), e quando interage consigo, o faz na forma de reflexão.

à prestação. [...] Este deslocamento de acentuação representa, com certeza, a mais importante consequência específica da secularização” (Luhmann 1991: 247).

Na relação da religião com o ambiente social interno, as prestações subsistem somente se são assumidas e reelaboradas por esses outros sistemas (Luhmann 1991: 60). Esta observação de Luhmann é basilar, pois, ainda de acordo com a Teoria dos Sistemas Sociais, a religião, ao prestar um serviço, deve conformar-se às estruturas normativas e aos limites de capacidade dos sistemas que assumem tal serviço (ibidem: 60), mas este conformar-se pode não significar obrigatoriamente que ao “pensar a partir do outro” (Luhmann 1991: 60), isto é, ao “perder-se” na lógica do sistema ao qual se presta a diaconia, a religião não produza, mediante o mecanismo de input e output, transformações, inclusive no sistema que recebe a prestação. Defendemos a tese de que, no caso da EdC, essas transformações podem ocorrer mediante a transmissão e criação de novos meios de comunicação simbolicamente generalizados vinculados, de alguma forma, ao sistema religioso, no caso, o ágape, introduzido no sistema econômico. Bruni afirma que a EdC, e outras empresas que podem ser consideradas civis132(Bruni 2005: 36-38), “introduzem no mercado a reciprocidade não-instrumental, a equidade, a dádiva e a cooperação” (Bruni 2005: 23), categorias que compreendemos como possíveis declinações de ágape.

Damos, portanto, continuidade à nossa verificação de indicadores e índices agápicos em nossas unidades de registro, de acordo com os temas-eixo relacionados à concretização da EdC.

4.5.3.1 Grupo de modelos 2: características de uma empresa EdC

O tema-eixo característica de uma empresa EdC foi o que ofereceu um maior volume de unidades de registro com valor agápico, tanto que, com o intuito de facilitar a compreensão, apresentamos tais modelos subdivididos de acordo com os temas

132 Falaremos sobre economia civil no próximo capítulo, no entanto, adiantamos que se trata de um modo

de pensar a economia que tem suas raízes no período medieval cristão e no humanismo civil italiano, especialmente do século XVIII. O centro deste pensamento é “olhar a experiência da sociabilidade humana e da reciprocidade dentro da vida econômica normal; nem ao lado, nem antes, nem depois. Ela afirma que os princípios outros, que não o lucro e a troca instrumental, podem – querendo – encontrar espaço dentro da atividade econômica” (Bruni 2005: 19-20).

inferidos, diversamente do modo como apresentamos os outros modelos relacionados aos temas-eixo: adesão à EdC, benefícios, influência externa, situações adversas, prioridades em situação de crise.

O fato de o tema eixo características de uma empresa EdC ter sido o que mais ofereceu elementos é compreensível, dado que é das relações que se dão na cotidianidade que podemos inferir com maior clareza como acontecem as seleções/escolhas/decisões/ações dos agentes sociais.

Ainda no âmbito das características de uma empresa EdC, inferimos os seguintes temas: espiritualidade, centralidade da pessoa, cooperação, proximidade, padrão de comportamento, extensivo, amor que excede, atuação universal, alternativa econômica. Reiteramos que ao longo de nossa analise nos defrontamos com a dificuldade de mensurar e identificar o que é agápico, dado que o amor possui um elevado grau de subjetividade. No entanto, tal subjetividade torna-se fatual, concretiza-se, justamente em escolhas, em decisões e em percepções. Portanto, a nossa análise de caráter temático se propôs justamente a inferir a atuação do ágape como MCSG capaz de tornar o amor fatual. Confirmamos empiricamente que o ágape pode conferir a outros tipos de percepções ou categorias como, por exemplo, a cooperação, um valor adjunto, pois admitimos que é possível haver cooperação em um ambiente de trabalho motivada apenas pelo interesse comum de se alcançar um objetivo válido e útil para todos. Ora, nas empresas EdC, este interesse comum não está ausente, mas a este se acrescenta o fato de que, por deixar-se orientar pelo ágape, esta cooperação pode alcançar um grau de alteridade, de gratuidade, de universalidade, de reciprocidade mais elevado, de acordo com a escala de Sorokin, segundo a qual o amor pode variar do não amor à medida máxima do amor133. Este pressuposto vale para o conjunto de nossa análise no que diz respeito ao ágape como categoria de análise e suas categorias secundárias, aos temas inferidos e aos temas-eixo.

O tema inferido espiritualidade é recorrente na fala dos entrevistados também no que diz respeito à concretização da EdC e não somente em relação à adesão. Este fator confirma um dos aspectos da espiritualidade da unidade que procuramos demonstrar no capítulo segundo, ou seja, que a espiritualidade da unidade faz com que a crença, a fé, se concretize no dia a dia, transformando-se em atos, em decisões. Uma

espiritualidade que orienta a ação – de quem a ela adere e busca vivenciá-la – não somente no campo religioso, mas em todas as esferas da sociedade e, no caso específico de nossa pesquisa, no sistema econômico134.

 Eu sinto assim, ó, é possível, é possível construir uma empresa com os valores da Economia de Comunhão, que se apega na Economia de Comunhão, que seriam os valores do MF. Que a gente poderia sintetizar na arte de amar. [espiritualidade (carisma da unidade)/motivação

valorativa (ações baseadas em valores)/características empresa EdC/funcionário] (3.1)

 Então, eu diria que essa missão se resumiria... é uma missão... De ser uma prestadora de serviço, a gente é sempre uma prestadora de serviço, porque fornece pão, faz com que as pessoas passem e possam ter uma alimentação saudável, gostosa, farto, tudo isso. Mas esta missão de dar eu diria esperança, uma palavra de amor [espiritualidade (carisma da unidade)/concretude

(ama o próximo no momento presente-humanidade concreta135/característica empresa EdC/empresário] (4-1)

 Humm... É.. Às vezes as pessoas, esse amor, assim, fala, amor, deturpa um pouco né, mas é, essa escolha que você, todos os dias levanta e... Vê uma oportunidade a mais, né, é, pode ser, mas a palavra puro, amor puro! Pode ser colocado! Não só sentimento! [espiritualidade

(perseverança/amor que excede (dom)/gratuidade (encontra razão em si mesmo)/característica empresa EdC/empresário] Aquilo que vem lá do fundo, que realmente

custa! Não é fácil! [amor que excede (dom)/gratuidade (capacidade de

sacrifício)/característica empresa EdC/empresário] Mas quando você consegue, vem o

retorno! Sem que você espere! Você não faz pra ter o retorno, mas é, é, automático!! Existe o

retorno! [amor que excede (dom)-relacionamentos (retorno)/gratuidade (não se deixa

condicionar)-reciprocidade (cria relação agápica)/característica empresa EdC/empresário]

(6-2)

Nesses modelos apresentados ressaltamos a presença da espiritualidade nas seguintes unidades de registro:

 Construir uma empresa com os valores da Economia de Comunhão.[...] que seriam os valores do MF. Que a gente poderia sintetizar na arte de amar136.

134 Cf. Capítulo 2: 77-92.

135 Para resumir o conceito de humanidade não abstrato, mas reconhecido em cada pessoa concreta,

categoria derivada de concretude, utilizamos nos modelos a expressão humanidade concreta.

136 A busca de orientar a atividade empresarial de acordo com os pontos da arte de amar provocou a

realização de um curso ministrado por membros da EdC em empresas que não aderem à EdC, mas cujos empresários se interessaram e decidiram orientar a própria atividade empresarial de acordo com os princípios da arte de amar: “Então nós já fizemos duas experiências, não é, onde apresentamos a arte de amar em sete pontos e mais uma introdução, ao todo oito aulas. E à medida que fizemos isso daqui, fizemos com dois empresários do interior, que possuem supermercado e uma loja de roupas para crianças, infantis, então ao todo fizemos uma primeira experiência pra 70 funcionários, não é! E foi muito bem recebida, essa experiência! [...]Um dos pontos que nós apresentamos é era assim, não é, amar ao outro como a si mesmo. Este é um ponto da arte de amar, ou seja, não fazer aos outros aquilo que você não gostaria que fizesse com você, ou fazer ao outro o que você gostaria... É a chamada regra de ouro! Bom. Muito bem, No mês seguinte, voltando para um novo curso, quando abrimos para o momento, não é, para este momento de comunhão e tal, uma menina se levantou vermelha, tremia, não é, e disse assim, olha: ‘Eu gostaria, em público, de pedir desculpas’ – e falou o nome da outra menina que estava ali presente,

não é – ‘Você não está sabendo de nada, mas eu quero pedir desculpas! Porque quando eu via. Né, nesse

mês, que eu falei mal de você para uma outra colega. Depois me senti muito mal, porque me lembrei que eu não gostaria que ninguém fizesse isso comigo! Então agora eu quero pedir desculpas publicamente pra você’ – e se abraçaram, pediram desculpas! Um outro ponto da arte de amar e é aquele que vira assim de ponta cabeça qualquer critério, entendeu, qualquer compreensão, qualquer lógica, é amar o inimigo. E então uma, um, uma funcionária, também assim com muita dificuldade, veio dizer, ‘Olha, eu tive, me

 Mas esta missão de dar eu diria esperança, uma palavra de amor.

 É, essa escolha que você, todos os dias levanta e... Vê uma oportunidade a mais, né, é, pode ser, mas a palavra puro, amor puro! Pode ser colocado! Não só sentimento!

Ademais, com base nesses modelos, nos remetemos ao fato de que por meio do trabalho se pode vivenciar o ágape e, simultaneamente, o ágape pode orientar as seleções/escolhas/decisões/ações no campo do trabalho, conferindo sentido agregado ao ato de trabalhar. Outra inferência possível é a de observar o ágape na sua característica de tornar relações impessoais e anônimas – como as que geralmente se dão no mercado – em relações próximas, nas quais o outro possui um rosto, um nome, valor em si137. A centralidade da pessoa, segundo tema-inferido do qual apresentamos

modelos, nos remete à questão da alteridade, na qual enfatizamos o fato de que o outro se torna referência, um fim em si e não um meio para se alcançar um dado objetivo, portanto ressalta o valor da pessoa nas relações econômicas como valor preponderante.

 Então, por exemplo, teve um cliente que fez uma compra, fechamos a compra, estava tudo pago. Quando eu fui acertar e eu fui pagar o fornecedor, o meu fornecedor, ele falou: "ah, você teve aqui um desconto, porque você pagou nesse período enquanto você fez o pedido e fez o pagamento final entrou uma promoção, então você tem direito aqui a um desconto especial." Eu peguei aquele desconto e dei... Devolvi para o cliente. Porque não era... Era uma compra que eu tinha feito, podia ter ficado comigo. Então assim, coisas desse tipo, né? É uma forma de a gente também... É uma coisa ética, mas poderia ter ficado muito bem comigo, né? Então também é uma forma de tratar com respeito, com amor o meu cliente [centralidade da pessoa/amor que

excede (dom)/gratuidade (busca o bem do outro pessoal-social)-concretude (concretiza-se em atos)/característica empresa EdC/empresário] (6-1)

 É diferente, é diferente! Eu vim de um mercado muito arrojado, bem arrojado, onde na verdade se visa muito o financeiro, né, você está ali pra ganhar, pra ganhar, pra ganhar... Em vez aqui não, aqui tem um algo mais. [...] Aqui na E138 é super diferente, desde o início, porque vim de

um o mercado super arrojado onde trabalhava com taxas e se visa o financeiro. Aqui não, o que a gente quer é o bem-estar do outro, o crescimento do outro, não que ele fique na nossa dependência. [centralidade da pessoa (desenvolvimento)/gratuidade (tensão ao amor

inspirei nessa proposta e resolvi dar um passo: fui visitar um irmão meu que está preso em uma penitenciária, o qual que eu não queria mais ver, porque causou muitos problemas para nossa família, muito sofrimento! E até mesmo, ainda bem que está preso! Mas é um irmão meu! E além do mais ele estava sofrendo muito porque desejava ver a sua filhinha que mora conosco em casa. Então... Eu ainda a levei, para que ele pudesse matar saudades da filha...’. Então, são fatos assim, coisas simples, entendeu, mas que é, então, essa nossa proposta é para desenvolver relacionamentos que é a forma, é a qualidade da nossa comunhão depende da forma como nós nos relacionamos!” (Unidade de registro 5-2). Consideramos importante incluir esta narrativa por acreditarmos que esta comprove a dimensão expansiva do ágape bem como a sua concretude.

137 Cf. Capítulo 2: 71-72, e Capítulo 3: 111-112.

138 Com o intuito de manter sigilo sobre a identidade dos entrevistados, todas as vezes em que nomes

foram citados na falas, os substituímos pela letra P (se houve citação de mais um nome em um único trecho, utilizamos P2, P3...). Quando houve citação do nome da empresa, substituímos por E. e quando houve citação de cidade, em casos que tal citação leva à identificação do estabelecimento comercial, substituímos por C.

agápico total139)-concretude (ama o próximo no momento presente)/característica empresa EdC/funcionário] (12-2)

 Não!! Ou você entra no esquema... Mas não nos esquemas... Dentro do positivo! Porque tem algumas coisas que não são viáveis, aí não é o caso, não é! Mas você pode exigir! O ser humano... a gente sempre pode dar mais, sempre pode produzir mais. E produzindo pra redimensão da pessoa, porque ela também se realiza quando ela vê que consegue. Não é só pela produção! Pela produção, mas também para a realização! Esse é o ponto: a produção, mas a realização do ser humano, da pessoa que está ali na minha frente!! Não é um funcionário, é um ser humano! Entende... Tem que ser respeitado, tem que ser visto no um no todo, né, não só como alguém que pode produzir! Isso é bacana!! [centralidade da pessoa (valor em

si)/concretude (ama o próximo no momento presente-concretiza-se em atos)/característica empresa EdC/empresário] (1-2)

Nesses modelos, ressaltamos a centralidade da pessoa nas seguintes unidades de registro:

 Também é uma forma de tratar com respeito, com amor o meu cliente

 Vim de um o mercado superarrojado onde trabalhava com taxas e se visa o financeiro. Aqui não, o que a gente quer é o bem-estar do outro, o crescimento do outro, não que ele fique na nossa dependência.

 Esse é o ponto: a produção, mas a realização do ser humano, da pessoa que está ali na minha frente!! Não é um funcionário, é um ser humano! Entende... Tem que ser respeitado, tem que ser visto no um no todo, né, não só como alguém que pode produzir!

Passamos ao terceiro tema inferido, cooperação, termo que indica relação constituída em função de um fim comum, portanto, a cooperação nos leva a inferir que as empresas de EdC buscam ser uma construção coletiva, começam a criar formas de governança compartilhada, isto é, que consideram a participação ativa dos colaboradores como protagonistas, mentores e não apenas executores. Ademais, a cooperação gera a reciprocidade, portanto é expansiva, desde que, motivada pelo ágape e não pela satisfação de interesses privados, pois o ágape orienta ao bem comum, busca o bem do outro e o bem coletivo, é desprovido do princípio da utilidade instrumental140.

 Um ajuda... O que ajuda hoje amanhã vai ser o ajudado. E é gratuito, não é no sentido de vou fazer pra aparecer ou porque é bonito. É o sentimento do coletivo! [cooperação (construção

coletiva)/gratuidade (encontra razão em si mesmo)/características empresa EdC/funcionário] Cada um de nós tem qualidades e defeitos! Qualidades! Cada um de nós

contribui com as qualidades para o coletivo e o coletivo contribui pra tentar diminuir os nossos defeitos! Acho que essa é a nossa marca, não tem jeito, como escola! Eu trabalho há 22 anos já, aqui é único! Já tive experiências ótimas, escola pública, escola privada, aqui é diferenciado. (2- 2)

139 Para resumir o conteúdo semântico de gratuidade em relação à subcategoria: impulsiona todas as

formas de relações interpessoais e sociais para o pólo máximo do amor, incluindo neste outras formas de amor como eros e philia, utilizamos a expressão tensão ao amor agápico total.

 Eles nos permitem acordar nossas opiniões na montagem de um roteiro, montagem de um vôo, nossa! A gente pede sempre um conselho um pro outro. Aqui pelo menos como eu falei, ninguém é melhor do que ninguém. Todos sempre auxiliam e aconselham a melhor forma para o nosso cliente. Então todo mundo no mesmo nível, seja o mais experiente que o menos experiente. Eles dividem, pedem nossa opinião, perguntam o que a gente acha e a gente acaba participando né, dessa questão de que vai ser feito, do que pode ser feito, se nós temos ideias, nós damos nossas ideias, isso tudo a gente vai colocando e vamos filtrando também até que todos chegam num denominador comum e tomamos nossas decisões. [cooperação (processo decisório

compartilhado) / alteridade (viver o outro-dependência interativa) /características empresa EdC/funcionário] Então a gente participa das decisões da empresa. (6-3)

 Colaboração! Ah! Se um precisa de ajuda, se faz qualquer que seja a situação, né! Se comunicar e oferecer ajuda e... [cooperação (trabalho em conjunto)/alteridade (viver o outro-

dependência interativa)/características empresa EdC/funcionário] (7.5)

Nesses trechos ressaltados observamos que a cooperação acontece inclusive quando o resultado do trabalho oferece comissão (1); cria e fortalece o sentimento de pertença, e relações caracterizadas pela gratuidade (2) e (4); facilita tomada de decisões compartilhadas (3).

Todos sempre auxiliam e aconselham a melhor forma para o nosso cliente.

É gratuito, não é no sentido de vou fazer pra aparecer ou porque é bonito. É o sentimento do coletivo!

Até que todos chegam num denominador comum e tomamos nossas decisões.

Se um precisa de ajuda, se faz qualquer que seja a situação, né!

O quarto tema inferido é o da proximidade, presente também em outros temas, como acabamos de demonstrar ao falarmos da centralidade da pessoa. Ao longo do nosso trabalho, afirmamos repetidamente – e nos parece importante fazê-lo – que julgamos necessário considerar todos os nossos pressupostos, todas as nossas considerações e todas as nossas conclusões parciais demonstradas em cada um dos capítulos, para podermos chegar a uma comprovação de nossas hipóteses. Isto porque consideramos que cada um desses elementos isoladamente não dá conta do nosso objeto de pesquisa, além do fato de serem interdependentes, ou seja, há uma estreita relação entre eles que se explicam e se justificam reciprocamente. O mesmo ocorre com os temas inferidos aqui apresentados. Por esta razão nos detemos em uma análise qualitativa e temática que considera a presença dos índices e indicadores e não em uma análise quantitativa que buscaria verificar uma maior ou menor ocorrência (frequência) de alguns dos dados coletados sejam eles temas-eixo, temas inferidos ou categorias