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3.3 Anvendelsesområde

3.3.3 Når inntrer rapporteringsplikten

As amostras de água envasadas analisadas nesse estudo compreenderam amostras de água definidas, conforme a RDC ANVISA no 274/2005, como água mineral natural, sendo aquela obtida diretamente de fontes naturais ou por extração de águas subterrâneas, sendo caracterizada pelo conteúdo definido e constante de determinados sais minerais, oligoelementos e outros constituintes considerando as flutuações naturais (BRASIL, 2005a). Além disso, as águas utilizadas na pesquisa corresponderam a águas

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minerais naturais comercializadas em galões de 20L.

Para avaliação da qualidade da água envasada, galões de 20L foram adquiridos de quatro distribuidoras. Em um levantamento inicial, foi verificado que, no município de Viçosa, havia comercialização de quatro marcas diferentes de água envasada que cumpriam o critério definido para a pesquisa. Assim, os galões adquiridos foram das marcas inicialmente identificadas. As águas envasadas analisadas eram originárias de quatro diferentes cidades do estado de Minas Gerais.

Considerando os objetivos propostos, optamos por trabalhar com amostragem de conveniência, em que o número de amostras analisadas seguiria a capacidade laboratorial de análise e recursos (humano e financeiro) disponíveis. Adicionalmente, seguindo as orientações da RDC ANVISA nº 275/2005, optamos por trabalhar com amostra indicativa, sendo que foram coletadas oito amostras de água (galão de 20L) de cada marca durante um período de dois meses. As coletas foram semanais, sendo que cada marca de água foi amostrada em cada semana do mês. Assim, ao final do período, foram analisadas oito amostras de cada marca totalizando, 32 amostras finais.

Para minimizar o efeito das diversas formas de armazenamento nos diferentes locais de comercialização, foi padronizado que os galões de 20L de água seriam adquiridos sempre dos mesmos locais de venda (quatro distribuidoras).

As amostras de água foram encaminhadas ao Laboratório de Controle da Qualidade da Água do Serviço de Tratamento de Água da UFV para análise. Os parâmetros pesquisados foram: Escherichia coli, coliformes totais, enterococos, Pseudomonas aeruginosa, turbidez e cor aparente.

No momento em que os galões eram recebidos no laboratório, era realizada uma avaliação geral do estado do galão, sendo observada a validade do galão e da água envasada. Após essa etapa, os galões de 20L eram homogeneizados, invertendo-se a embalagem em torno de 25 vezes, num arco de 30 centímetros (ou movimentos de cima para baixo) conforme recomendação de Guimarães (2006). Após a homogeneização dos galões, procedia-se à limpeza externa com água tratada, bucha e detergente neutro e secagem com papel toalha. Logo após, realizava-se a assepsia da parte superior do galão (gargalo e base do gargalo) com álcool desinfetante (70%). No momento da abertura do galão, realizava-se nova assepsia na tampa com álcool 70% e o lacre era cortado com lâmina flambada.

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Após abertura dos galões, alíquotas de 100 mL de água eram vertidas assepticamente para um erlenmeyer previamente autoclavado para pesquisa de cada variável microbiológica. Cada alíquota era coletada em duplicata.

A quantificação de coliformes totais e Escherichia coli foi realizada pelo método do substrato definido (cromogênico-fluorogênico) com meio Colilert® (Idexx Laboratories Inc, US), de acordo com os cuidados preconizados no "Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater" (APHA, 1998).

A determinação dos enterococos e de Pseudomonas aeruginosa foi realizada pelo método do substrato definido (cromogênico-fluorogênico) com os meios Enterolert® (Idexx Laboratories Inc, US) e Pseudalert® (Idexx Laboratories Inc, US), respectivamente, expressos como organismos/100mL, seguindo orientações da American Public Health Association – APHA (1998).

As alíquotas de águas eram misturadas aos respectivos meios e, em seguida, a mistura era agitada para completa dissolução dos reagentes. Na sequência, as amostras eram transferidas assepticamente para uma cartela Quanti-Tray 2000® e seladas, sendo, então, incubadas conforme a recomendação do fabricante para cada meio: Colilert® 24 horas a 35°C; Enterolert® 24 horas a 41°C e Pseudalert® 24 horas a 38°C ± 0,5°C.

Após o tempo de incubação recomendado pelo fabricante era realizada a leitura. No caso dos coliformes totais, a positividade da amostra era verificada, em luz ambiente, mediante a presença de cavidades amarelas na cartela. Para determinação de E. coli, enterococos e P. aeruginosa as cartelas eram expostas a luz UV 365nm e, em caso de fluorescência, o resultado era considerado positivo. Procedia-se, então, à contagem do número de cavidades positivas e consultava-se a tabela de número mais provável (NMP) fornecida com as cartelas Quanti-Tray 2000®. Os resultados foram expressos em NMP/100 ml de água, sendo que uma cavidade positiva equivale a uma bactéria em 100 ml de água (ALVES et al., 2002).

Uma vez que as análises foram feitas em duplicata, quando ambas resultavam positivas, o resultado foi expresso como o valor médio. Quando somente uma das amostras em duplicata apresentou resultado positivo e esse foi igual a 1,0 organismo/100 mL, optamos por não utilizar o valor médio, uma vez que a média resultaria em NMP menor que um (1), ou seja, menor que o limite de detecção da técnica, nesse caso, consideramos o resultado da média igual a 1,0 NMP/100 mL.

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Ainda, para o cálculo da média, os resultados expressos como < 1,0 NMP/100 mL foram considerados como zero.

A turbidez foi determinada utilizando turbidímetro portátil (HACH® modelo 2100P,), conforme APHA (1998). Os valores de turbidez foram expressos em unidades de turbidez (uT).

A determinação da cor aparente foi realizada por meio de método colorimétrico, ou seja, através da comparação visual da amostra com água destilada, conforme APHA (1998). O disco graduado do aparelho fornece diretamente o valor da cor expresso em unidades de cor. Os valores de cor foram expressos em unidade Hazen (uH).

Os resultados referentes às variáveis microbiológicas e físicas pesquisadas foram sistematizados utilizando técnicas da estatística descritiva (cálculo de medida de posição - média) segundo a marca de água analisada. A avaliação da qualidade da água foi realizada por comparação aos padrões (VMP) estabelecidos: (i) coliformes totais, enterococos e Pseudomonas aeruginosa: <1,1 NMP ou ausência em 100 mL de água; (ii) E. coli: ausência em 100 mL; (iii) turbidez: 5 uT e (iv) cor: 15 uH. Os padrões adotados nessa pesquisa consideraram os VMPs definidos na RDC ANVISA nº 275/2005, para os parâmetros microbiológicos, e na Portaria MS nº 2.914/2011, para os parâmetros turbidez e cor (BRASIL, 2005b e BRASIL, 2011b), sendo que, no caso da RDC ANVISA nº 275/2005, adotaram-se os padrões referentes à amostra indicativa.

Com relação aos valores de E. coli, é importante ressaltar que o VMP definido na legislação (RDC ANVISA no 275/2005) é ausência em 100 mL, ou seja, um critério qualitativo; entretanto, a quantificação de organismos segundo o princípio do número mais provável, não pressupõe a ausência de organismos em uma amostra, mas a probabilidade de identificação de organismos, assim, o menor valor possível de ser identificado em uma amostra é <1. Nesse sentido, para E. coli, os resultados de amostras com valores <1 NMP/100 mL foram considerados adequados, ou seja, atendendo ao padrão definido na legislação

Também foram realizados estudos de correlação entre as variáveis microbiológicas e físicas. Inicialmente, as séries de dados foram testadas para normalidade (Teste de Liliefors) e homocedasticidade (Teste de Barttlet), para definição do teste estatístico a ser utilizado. Como as séries não apresentaram distribuição conhecida foi utilizado o teste de correlação não paramétrico - Spearman.

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