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3. Analysedel

3.2 Hengivelse og transe

3.2.5 Musikkens form og betydning

Em edifícios habitacionais, grande parte dos incêndios são provocados por falha humana durante atividades quotidianas, onde é comum a negligência de fontes de calor como fogões, torradeiras, ferros de engomar, churrascos, velas, cigarros, etc. Apesar da sua responsabilidade recair principalmente sobre os ocupantes, a prevenção é porventura a vertente mais importante da segurança contra o fogo; a qual, estando fora do âmbito de trabalho do projetista, deverá ser promovida por entidades de proteção pública, como é o caso, em Portugal, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), através de programas de sensibilização, em especial junto dos grupos etários mais vulneráveis como os idosos e as crianças.

2.2.1.2 Controlo da Propagação do Fogo

A forma mais eficiente de evitar a propagação do fogo é através da compartimentação, que consiste na divisão de uma estrutura em compartimentos que poderão abranger uma ou várias divisões. Munidos de proteção adequada, estes compartimentos evitam que o incêndio se propague para os compartimentos adjacentes por intermédio de chamas, fumo ou gases tóxicos. Os compartimentos são isolados através de paredes, teto, pavimento e portas com proteção especial contra incêndio.

2.2.1.3 Condições Gerais de Evacuação

No Regulamento de Segurança contra Incêndio em Edifícios [14] foram estabelecidas recomendações em relação às dimensões e localização das vias de evacuação horizontais (e.g.

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ao número e características das saídas de emergência, bem como à implementação de zonas de refúgio (e.g. compartimentos e câmaras corta-fogo).

2.2.1.4 Materiais de Proteção contra o Fogo

Na proteção contra incêndio é fundamental a utilização de materiais que evitem a propagação do fogo e que limitem a degradação dos elementos estruturais. De seguida, apresentam-se alguns dos materiais utilizados com maior frequência na proteção de elementos metálicos.

Betão

O betão é um material com uma condutibilidade térmica baixa, característica que confere uma robustez elevada às estruturas em betão armado em situação de incêndio. Em estruturas metálicas a sua utilização também pode ser benéfica, nomeadamente na utilização de lajes de betão armado (ver Fig. 2.8), que, tanto em estudos numéricos como experimentais, têm demonstrado retardar os efeitos da ação do fogo em elementos estruturais como vigas e ligações. A utilização de betão como material envolvente, tal como ilustrado na Fig. 2.9, é geralmente aplicada em pilares, uma vez que o betão, para além da proteção que confere ao pilar metálico, também contribui para a resist ência à compressão.

Fig. 2.8 – Secção mista com viga metálica e laje

em betão armado. [93] Fig. 2.9 – Secção de pilar metálico envolto em betão armado. [42]

Materiais Cerâmicos

A utilização de materiais cerâmicos como o tijolo ou a argila expandida é uma alternativa económica face ao betão simples ou armado, visto tratar-se de uma solução aligeirada que, apesar de não conferir qualquer capacidade resistente adicional aos elementos estruturais, retarda os efeitos da temperatura nos elementos metálicos. Na Fig. 2.10 ilustra-se um pilar metálico revestido por blocos de argila expandida.

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Fig. 2.10 – Pilar protegido por blocos de argila expandida. [75]

Gesso

O gesso liberta vapor de água quando exposto ao fogo, o que retarda a propagação do incêndio entre uma a duas horas, dependendo da espessura utilizada. Além disso, este material também confere isolamento a elementos estruturais, devido à sua baixa condutibilidade térmica. As placas de gesso são frequentemente utilizadas para isolar vigas e pilares metálicos, tal como ilustrado nas Figs. 2.11 e 2.12 .

Fig. 2.11 – Viga metálica protegida por placas de

13 Tintas Intumescentes

As tintas intumescentes são bastante utilizadas em estruturas metálicas devido à sua fácil aplicação. A ação protetora destas tintas deve-se ao aumento de volume que o material intumescente sofre quando recebe calor (ver Fig. 2.13), o que retarda o aumento de temperatura dos elementos estruturais durante longos períodos (até 120 minutos). Em contrapartida, a utilização de tintas intumescentes tem um peso significativo nos custos da construção.

Fig. 2.13 – Expansão da cobertura intumescente em dois perfis metálicos depois de sujeitos a um aumento de temperatura. [81]

Vermiculite

A vermiculite atua de forma semelhante aos materiais intumescentes, na medida em que expande com o aumento da temperatura, formando uma camada protetora resiliente. Esta solução é adequada para situações em que o aspeto estético não seja relevante ou em que seja necessária uma aplicação rápida. Na Fig. 2.14 ilustra-se uma viga revestida com vermiculite. Este material constitui também um bom isolante térmico e acústico.

14 Perlite

A perlite é um tipo de vidro vulcânico derivado da sílica. Relativamente à proteção contra o fogo, este material tem um comportamento bastante semelhante ao da vermiculite.

Fibras Minerais

As fibras minerais, designadamente o amianto, foram amplamente utilizadas durante várias décadas na construção, devido às suas propriedades em termos de isolamento térmico e de proteção contra o fogo, uma vez que não sofrem alterações significativas até 1000ºC. No entanto, em anos recentes, vários países, entre os quais Portugal, proibiram o fabrico e comercialização do amianto, por este estar associado ao desenvolvimento de patologias cancerígenas.

Silicato de Cálcio

O silicato de cálcio é frequentemente utilizado na proteção contra o fogo, sob a forma de placas e segmentos, devido às suas propriedades mecânicas, ao seu desempenho como isolante térmico, à sua resistência ao fogo (é incombustível), bem como à sua facilidade de instalação. Este material é quimicamente inerte, podendo ser utilizado em contacto com todos os tipos de aço, sem provocar corrosão. Além disso, é também totalmente isento de amianto.