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Musikkbegrepet i Opus – Oppdagelse av natur og kulturell evolusjon

O que levou os adolescentes a buscarem a inserção profissional como aprendizes? E como tem sido sua vivência profissional? Na intenção de elucidar essas questões, foram investigadas as influências e motivos relacionados a essa escolha, aspectos gerais da iniciação no trabalho, bem como a satisfação dos adolescentes com a experiência. A Tabela 26 apresenta as influências e motivos que levaram os adolescentes a escolherem a iniciação profissional como aprendizes, bem como os determinantes da opção por manterem-se nessa condição.

Em relação às influências para a escolha pela iniciação profissional como aprendiz, identificou-se que 47,6% dos jovens declaram ter procurado a formação como aprendiz por influência da família (N=224), o que corrobora discussões de Cruz Neto e Moreira (1998), Emerson e Souza (2003) e Romanelli (2003) acerca do trabalho juvenil. Seja por uma questão de necessidade financeira, pelo valor cultural atribuído ao trabalho como recurso educativo ou mesmo pelo exemplo de vida, pais e familiares destacam-se nesse sentido. Mas 43,2% da amostra alega tê-lo feito por vontade própria (N=203), o que pode estar relacionado com os ideais de independência financeira e o apelo do consumo, como já registrado por Costa (2004) e Guimarães (2005) em estudos sobre o imaginário da juventude brasileira. Ou mesmo a busca por idependência e autonomia num sentido mais amplo, associadas ao sentimento de estar livre, característico da idade, e mencionadas como dimensões essenciais do processo de

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O fracasso escolar é aqui entendido não apenas como a reprovação pelo baixo desempenho dos alunos, propriamente dita, mas como o fracasso da escola e da sociedade como um todo no que confere a garantir uma educação escolar bem sucedida, tendo em conta a promoção do desenvolvimento acadêmico e social de crianças e adolescentes, bem como de sua cidadania.

individualização e de desenvolvimento da identidade por diversos teóricos, como Erikson (1976) e Chaland (s/d, em: Singly, 2000), por exemplo, devem ser considerados nesses casos. Já amigos e conhecidos (5,3%), assim como professores e outros incentivos no contexto escolar (2,1%) foram as influências menos indicadas pelos adolescentes.

Tabela 26 – Distribuição das respostas relativas às influências e motivos que levaram os

adolescentes à escolha por tornarem-se jovens aprendizes e por manterem-se nessa condição.

Variável Dimensões N Frequência

Influências para tornar-se aprendiz

Pais, responsáveis, família 224 47,6%

Vontade própria 203 43,2%

Amigos, conhecidos 25 5,3%

Escola, professores 10 2,1%

Não responderam 8 1,7%

Total: 470 100%

Motivos para tornar-se aprendiz

Oportunidade de emprego 234 49,8%

Oportunidade de qualificação 222 47,2%

Ocupação do tempo 6 1,3%

Manter convivência, amigos 0 0%

Não responderam 7 1,5%

Total: 470 100%

Motivos para manter-se aprendiz

Qualificação 226 48,1%

Busca melhores oportunidades

de trabalho 141 30,0%

Manter emprego atual 69 14,7%

Aprendizado 67 14,3%

Prazer 5 1,1%

Expectativa, exigência familiar 5 1,1%

Convivência com amigos 0 0%

Não responderam 10 2,1%

Quanto aos motivos para tornar-se aprendiz, 49,8% dos adolescentes apontaram a busca de oportunidade de emprego, evidenciando a necessidade e/ou intenção de inserir-se no mercado de trabalho. Já 47,2% deles mencionam a oportunidade de qualificação como o principal atrativo que os levou a essa iniciativa, um sinal de reconhecimento do trabalho realizado pelas instituições, bem como de consciência das exigências do mercado de trabalho. Motivos semelhantes os mantêm vinculados às instituições. Nesse caso, a qualificação foi a razão mais indicada (48,1%), seguida pela expectativa de melhores oportunidades de trabalho no futuro, apontada por 30% dos aprendizes. Além desses, outros dois motivos destacaram-se:

14,7% da amostra indicou que permanece na condição de aprendiz para manter o emprego atual, o que pode ser entendido como evidência da necessidade do trabalho e da remuneração dele advinda; e, 14,3% indicou o aprendizado que a experiência garante como razão para manter essa decisão. Vale citar ainda que apenas 1,1% dos adolescentes indicaram, frente a essa questão, o prazer em participar das atividades oferecidas. É fato que na adolescência outras tantas experiências competem em atenção e se mostram mais atraentes que trabalho e escola. Mas esse dado parecia sugerir um possível indício das dificuldades do trabalho na adolescência ou de baixa satisfação em relação aos serviços oferecidos, o que foi melhor investigado mais adiante. Em mesmo número (1,1%), aparecem as expectativas e exigências familiares, sendo que a convivência com amigos não foi indicada por nenhum adolescente.

Diante desses resultados, pode-se considerar que a família exerce papel determinante para a inserção profissional enquanto influência inicial; mas, ao encontrar-se na condição de aprendiz, o adolescente parece despertar para os ganhos decorrentes dessa experiência, mantendo-se nela mais em razão de sua avaliação positiva e de perspectivas de futuro, além das necessidades financeiras, do que propriamente por exigências familiares. Esse parece ser um indicador positivo da preparação para o trabalho potencializada nessas instituições. No entanto, é importante considerar que a conjunção desses dados pode soar como contraditória. Até que ponto a família, enquanto influência mais notável para o ingresso dos adolescentes nos programas de aprendizagem profissional, de fato deixa de influenciar em favor de sua permanência neles? Ou será esse relato fruto das necessidades de autonomia e independência características dessa fase da vida, como já mencionado? Essa reflexão é cabível e relevante.

A relação com o trabalho e sua trajetória profissional, considerando-se a vivência antes de tornar-se aprendiz e já nessa condição, foram outros aspectos investigados. A síntese desses resultados é apresentada na Tabela 27.

Como pode ser observado, confirma-se o histórico de trabalho infantil por parte significativa da amostra: 25,3%. No intuito de melhor conhecer as experiências de trabalho anteriores ao ingresso na instituição, o questionário inicial explorava quais eram essas experiências com uma questão aberta. Embora a maioria dos adolescentes não a tenha respondido, a análise do conteúdo das respostas permitiu identificar a predominância do trabalho doméstico38 (incluindo o cuidado de crianças), seguido pela panfletagem (diurna e noturna), o trabalho rural, as vendas e o auxílio na construção civil.

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O trabalho doméstico aqui mencionado refere-se à venda ou troca da força de trabalho de crianças e adolescentes em contexto doméstico, em geral em casas de terceiros e por meio de contrato verbal, seja remunerado ou não, sendo a eles atribuída a responsabilidade por tarefas no lar independentemente do esforço exigido e dos riscos pressupostos em seu