D. La musicalité
4.2 Tableaux récapitulatifs
4.2.1.3 Musicalité des genres
O Estado do Ceará foi criado em julho de 1603 e seu nome originou-se do nome da antiga capitania “Siará Grande”. Geograficamente está localizado na região Nordeste do Brasil, limitando-se ao Norte com o Oceano Atlântico; ao Sul com o Estado de Pernambuco; a Leste com os Estados do Rio Grande do Norte e Paraíba e a Oeste com o Estado do Piauí. O Estado tem extensão territorial de 148.825,6 km², o que equivale a 9,57% da área pertencente à região Nordeste e 1,74% da área do Brasil. Se constitui, portanto, na quarta extensão territorial da região Nordeste e no 17º em termos de superfície territorial entre os estados brasileiros28.
É composto por 184 municípios distribuídos por oito (8) Macrorregiões de Planejamento, duas (2) Regiões Metropolitanas e dezoito (18) Microrregiões Administrativas.
As macrorregiões para efeito de planejamento foram criadas pela Lei Complementar nº 82 (Anexo 6), de 20 de outubro de 2009, com publicação no Diário Oficial do Estado em 16 de novembro de 2009. No que diz respeito às bibliotecas, conta com 190 distribuídas nos 184 municípios.
6.1.1 Macrorregião RMF e Maciço de Baturité
Essa macrorregião administrativa é formada por duas macrorregiões: RMF (Figura 26) e Maciço de Baturité (Figura 27) com treze municípios cada. Os municípios que compuseram a pesquisa foram: Fortaleza, Caucaia, Guaiúba, Pacatuba e Redenção e a biblioteca polo em Maranguape.
Figura 26 - Macrorregião RMF e seus municípios.
Fonte: IPECE (2012).
Além dos municípios citados, também foi visitada a Biblioteca Pública Municipal de Acarape (no Maciço de Baturité), que por total falta de estrutura mínima não foi possível aplicar o instrumento de pesquisa. A biblioteca se encontrava em completo abandono, sem um responsável que pudesse responder a enquete e com os livros espalhados por cadeiras, chão e estantes aleatoriamente, cobertos de poeira e goteiras. Um retrato completo do descaso da administração com as bibliotecas do nosso Estado.
Figura 27 - Macrorregião Maciço de Baturité e seus municípios.
Fonte: IPECE (2012).
O município de Maranguape foi criado pela Lei nº 553 de 1851 e hoje se encontra com 654.8Km² de extensão territorial e 115.465 habitantes (IPECE, 2012).
A Biblioteca Pública Capistrano de Abreu, da cidade de Maranguape localizada a 30Km de Fortaleza, é a biblioteca polo que atende as macrorregiões do Maciço de Baturité e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A biblioteca funciona no Solar Bonifácio Câmara, prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que foi construído pela Família Correia na segunda metade do Século XIX. A Biblioteca Pública Municipal Capistrano de Abreu tem um acervo de aproximadamente 15.000 volumes, sala de exposições, videoconferência, pesquisa via internet, brinquedoteca e cursos extracurriculares para crianças e adolescentes29.
A Biblioteca Pública Municipal de Maranguape foi criada pela Lei nº 257, de 2 de junho de 1959 (Anexo 7). O espaço físico da biblioteca é grande, bem dividida, pessoal qualificado trabalhando, possui bibliotecários na coordenação. A polo de Maranguape é atuante, entretanto, devido ao grande número de municípios sob a sua orientação e alguns problemas estruturais em sua gestão, as ações de polo enfraqueceram sua atuação.
A amostragem foi de seis bibliotecas públicas constando de cinco Bibliotecas Públicas Municipais (BPMs) e uma polo, que representa 23,07% do total de bibliotecas da
macrorregião congregadora 26 municípios e 14,13% da totalidade de 18430 bibliotecas públicas distribuídas nos municípios.
6.1.1.1 Autoimagem da Macrorregião RMF e Maciço de Baturité
É importante ressaltar que a autoimagem de uma organização é construída a partir da percepção que esta tem de si mesma. Essa percepção determina a identidade da organização e sua cultura organizacional, que por sua vez conduz à percepção de imagem interna da instituição. A autoimagem é, portanto, a identidade, orientação estratégica, cultura corporativa, política de recursos humanos e clima interno. Por orientação estratégica entende- se processos, práticas, princípios e estilos de tomadas de decisão, ou seja, ação ou comportamento para operacionalizar a estratégia e determinar a estrutura organizacional, os processos de medição e de desenvolvimento gerencial (CASTRO; SILVA, 2012).
Gráfico 3 – Autoimagem da Macrorregião RMF e Maciço de Baturité.
Fonte: Dados da pesquisa.
Usando o modelo de quantificação da imagem organizacional para a variável autoimagem esta se caracteriza como positiva como ilustrado no Gráfico 3 as opções ‘concordo fortemente’ e ‘concordo parcialmente’ obtiveram os maiores percentuais.
30 Apesar de no Estado ter 190 bibliotecas públicas distribuídas nos 184 municípios, usamos o número de
Gráfico 4 –Autoimagem da Macrorregião pelos usuários.
Fonte: Dados da pesquisa.
A autoimagem pela percepção dos usuários da polo da macrorregião e dos usuários das bibliotecas municipais também apontou aspectos positivos e o destaque ficou com o item ‘relacionamento interno’. O item que tem aspectos mais negativos é a política de recursos humanos, pois reflete questões inerentes aos governos municipais, que praticamente não dão nenhuma gerência aos coordenadores de bibliotecas para contratação de pessoal, entretanto, há algumas contratações por concursos públicos. Apesar de algumas diferenças percentuais não há grandes discrepâncias para esta variável, permanecendo com sua avaliação positiva.
Gráfico 5 –Autoimagem das BPMs da Macrorregião RMF e Maciço de Baturité.
O instrumento solicitava uma especificação quanto às atividades planejadas e o construto que houve maior incidência foi ‘leitura’, o que corrobora à associação de biblioteca de um modo geral com a atividade de leitura. Além dos construtos que foram categorizados em leitura, categorizou-se ainda outros construtos como atividades culturais, de educação e as atividades de rotina de programação da biblioteca, em se tratando de programação de biblioteca que são a atenção dada às datas comemorativas e às visitas guiadas.
Quadro 5 – Categorizações da Macrorregião RMF e Maciço de Baturité.
Leitura Atividades culturais Rotina de programação Educação Conto e reconto Chá literário Datas comemorativas Cursos Hora do conto Teatro Oficinas Projetos para o setor
infantil Concurso de poesias Feira de livros Visitas guiadas Contação de histórias Cinema Rotinas administrativas
Exposição de autores Planejamento mensal Autor do mês
Poesia do mês Fonte: Dados da pesquisa.
Pelas categorizações dos construtos, observou-se que as principais atividades planejadas dizem respeito às atividades culturais e de leitura, além de ter sido observado pelos respondentes a atividade de planejar as atividades mensais que é uma atividade de caráter administrativo ou gerencial.
6.1.1.2 Imagem Intencional da Macrorregião da RMF e Maciço de Baturité
A imagem intencional de uma organização é aquela que é projetada intencionalmente através, principalmente, de sua identidade visual e comunicação e é composta pelos atributos que a instituição pretende induzir na mente da comunidade, a fim de lograr uma imagem positiva (VILLAFAÑE, 2011).
Para a projeção de sua imagem, uma organização pode usar inúmeros meios de veiculação de informação e comunicação, que possa dar visibilidade ao que se pode chamar de ‘marca’. Cuidar dessa marca é algo constante e ininterrupto e em tempos de grande aceitação e facilidade de uso das redes sociais, estas se convertem em um meio de comunicação de massa e favorável para a projeção de imagem.
Neste sentido, questionou-se sobre o uso desses meios para a divulgação da biblioteca e consequentemente de seus serviços. De um simples aviso sobre novas aquisições, por exemplo, a convites para eventos e atividades na biblioteca pública. O Gráfico 6 revela
resultados de propriedade e uso pela Macrorregião RMF e Maciço de Baturité, como também uma visão a partir da amostragem para o total de bibliotecas em todo o Estado.
Gráfico 6 - Meios de divulgação usados pela Macrorregião.
Fonte: Dados da pesquisa.
O que nota-se claramente é a predominância da rede social facebook e da opção que foi classificada como ‘outros’, entretanto, o que mais chama a atenção é que as bibliotecas questionadas afirmam, no caso do facebook, que tem o perfil, mas que não fazem uso desse perfil. O uso indicado na coluna da direita é nenhum. É importante ressaltar que hoje, com os avanços tecnológicos e o novo perfil de sociedade na era da informação, o uso das redes sociais é um investimento de baixo custo, de alto alcance e de resposta rápida, que não está sendo bem aproveitado pelas bibliotecas dessa macrorregião.
Outro fator que chama a atenção é o uso inexistente de uma home page para divulgação da biblioteca. O município de Maranguape tem um sítio na internet
(http://www.maranguape.ce.gov.br/) e a biblioteca polo da macrorregião, a Biblioteca Pública
Municipal de Maranguape não tem sequer um link, apenas algumas notícias pontuais, por ocasião de festejos ou eventos. Como ilustrado no mapa (Figura 26 e 27), trata-se de uma macrorregião grande, que congrega 26 municípios, alguns de porte médio e grande, como a própria capital, Fortaleza.
O uso de blogs para fazer divulgação é pequeno, porém é constante e equilibrado. O uso do twitter também, a exemplo dos sites, não apresentou nenhum índice. Os respondentes marcaram ainda como outros o uso de e-mails e o famoso ‘boca-a-boca’ ou pessoalmente.
Essa imagem pela sua intencionalidade tem um maior peso e obteve aqui um resultado negativo na avaliação de imagem organizacional.
Gráfico 7 - Recepção da divulgação dos serviços pelos usuários.
Fonte: Dados da pesquisa.
Ao questionar os usuários sobre as informações da biblioteca, a predominância é do rádio como principal meio de comunicação. A biblioteca municipal da cidade de Guaiúba que funciona dentro de um Centro Cultural tem em seu espaço uma emissora de rádio comunitária, o que facilita a divulgação de informações e notícias sobre a biblioteca.
Destaca-se que os números de referência para os percentuais são dezoito (18) usuários, sendo doze (12) nas bibliotecas municipais e seis (6) na biblioteca polo. Outro ponto a ter alto índice foi a opção ‘outros’ que os usuários da biblioteca polo apontaram em 50% os que ficam sabendo das ações e serviços da biblioteca na própria comunidade e 16,66% quando se dirigem à biblioteca. Os usuários das bibliotecas públicas municipais (BPM) apontaram em 50% os que ficam sabendo das atividades da biblioteca pessoalmente quando vão à biblioteca e em 25% na comunidade em que vivem. 16,66% dos usuários afirmaram que não tomam conhecimento das ações e serviços da biblioteca por nenhum meio de comunicação.
É importante destacar que os índices apontados pelos usuários das polos (66,66%) e das BPMs (75%) é uma iniciativa da própria clientela. Tomam conhecimento da sua biblioteca e de seus serviços quando visitam essa biblioteca ou pelos amigos, vizinhos e parentes, ou seja, o interesse parte da própria comunidade.
Gráfico 8 - Avaliação da Divulgação.
Fonte: Dados da pesquisa.
A avaliação da divulgação tanto pelas coordenações das BPMs e polo como pelos usuários obteve maior índice no conceito regular, entretanto, o conceito de atribuição péssima teve um baixo índice. Comparando os conceitos atribuídos pelas coordenações das bibliotecas e pelos usuários, notou-se que a clientela foi mais generosa com atribuições mais positivas que negativas. O layout da biblioteca também foi avaliado pelos usuários cujo resultado é ilustrado no Gráfico 9 abaixo:
Gráfico 9 - Avaliação do layout da biblioteca.
Os usuários atribuíram ainda conceitos positivos e negativos para suas bibliotecas de um modo geral como ilustrado no Gráfico 10. Apesar do resultado do item divulgação (ilustrado no Gráfico 8) para a imagem intencional se apresentar negativo, os usuários atribuem conceito positivo para a biblioteca pública. Acredita-se que isto se dá pela historicidade da biblioteca pública e seu valor simbólico e cultural para a sociedade. Esse tópico, portanto, reflete diretamente a percepção da biblioteca na comunidade e a aceitação de seus serviços.
Gráfico 10 – Avaliação da biblioteca pública pelos usuários.
Fonte: Dados da Pesquisa.
Usando a técnica de categorização para análise qualitativa de opinião, destacou-se construtos nas duas categorias: negativa e positiva, das falas dos usuários sobre a biblioteca. Dentro das categorizações positiva e negativa a maior ocorrência conforme o quadro foi para:
Quadro 6 - Categorização da imagem da biblioteca pública pelos usuários. POSITIVA Atende a
comunidade Muito boa Apresenta diversidade e cultura Facilita o
conhecimento Ideal para os estudos Importante para a educação Acessível
NEGATIVA Precisa melhorar Abrir mais salas para melhorar Acervo pequeno Funcionários mal
informados
Precisa melhorar a estrutura Precisa de reforma O usuário não se
sente acolhido Necessita de salas individuais Melhorar a comodidade Fonte: Dados da pesquisa.
É importante observar que dentre os construtos considerados positivos encontrou-se fatores de discurso institucionalizado ou até mesmo popularizado como: apresenta diversidade
e cultura, facilita o conhecimento e importante para a educação. Essas são falas que, apesar de não termos autoridade para avaliar o que se passa no íntimo das pessoas ou se pretender essa questão com o estudo, não se pode deixar de pontuar, pois são falas que de tanto se escutar a repetição é quase que mecânica e não reflete um pensamento construído sobre o assunto a partir de uma reflexão. Porém, não se pode também deixar de analisar que de qualquer forma os construtos atribuem imagens de cunho positivo à biblioteca pública.
Quanto aos construtos de cunho negativo, a maior incidência deu-se por conta da estrutura física e conforto, melhoria do acervo e qualificação dos profissionais. São os aspectos negativos que apontam o caminho para o direcionamento de políticas e investimentos. Esses pontos auxiliam na construção de um espaço adequado, com pessoas comprometidas e qualificadas para o atendimento. É o olhar da clientela que direciona o que está ruim e o que está caminhando para uma excelência de resultados.
Perguntou-se exclusivamente aos usuários das bibliotecas polos se tinham ciência da Biblioteca Pública de Maranguape como polo da macrorregião RMF e Maciço de Baturité e ainda se reconheciam a importância da biblioteca como polo. Obteve-se para a primeira pergunta uma linearidade de 50% para sim e 50% para não e quanto ao reconhecimento da importância da biblioteca todos foram unânimes em opinar afirmativamente para esta condição da biblioteca.
Para finalizar a variável imagem intencional, avaliou-se a comunicação da biblioteca polo com a coordenação, com os funcionários e com a clientela conforme ilustramos no Gráfico 11.
Gráfico 11 – Avaliação da comunicação da Macrorregião.
Fonte: Dados da pesquisa.
A comunicação com a comunidade usuária e demais segmentos da sociedade se dá principalmente por telefone e e-mail com 50% e 33,33% respectivamente. Os respondentes apontaram ainda outros meios de comunicação em 66,66% que foi especificado por eles como cartazes, as emissoras de rádio e pessoalmente na biblioteca, no corpo a corpo. Os principais meios de publicidade dos projetos e atividades da biblioteca, aqui diferenciados da divulgação do dia-a-dia que foi abordada anteriormente, foi o rádio com 33,33%, folders, e-mail e blogs com 16,66%, redes sociais (facebook) com 33,33%, carro de som volante com 16,66% e 33,33% das bibliotecas investigadas afirmaram não utilizar nenhum veículo de publicidade dos serviços e projetos.
6.1.1.3 Imagem Funcional da Macrorregião da RMF e Maciço de Baturité
A imagem funcional foi avaliada pela capacidade de relacionamento interno e externo e pelo aparato tecnológico e comercial da biblioteca. O instrumento além de questionar sobre a quantidade de equipamentos tecnológicos avaliou também as habilidades dos funcionários com as tecnologias, a situação do acervo e o relacionamento interno e externo da biblioteca.
Gráfico 12 - Equipamentos Tecnológicos da Macrorregião.
Fonte: Dados da pesquisa.
Os equipamentos apontados na categoria ‘outros’ foram especificados em aparelho de televisão e DVD em 50%, 16,66% apontaram a existência de um Telecentro na biblioteca e o mesmo percentual apontou uma rádio comunitária. Sobre a capacidade tecnológica da biblioteca na pesquisa feita com os usuários da biblioteca polo e das BPMs avaliaram o grau de satisfação, conforme ilustrado no Gráfico 13.
Gráfico 13 – Satisfação de Uso dos Equipamentos Tecnológicos pelos usuários.
O desempenho dos funcionários com as tecnologias, requisito essencial para uma boa atuação da biblioteca pública na sociedade da informação, também foi avaliado pelos usuários, o principal receptor desse quesito, conforme observado no Gráfico 14.
Gráfico 14 – Desempenho dos funcionários com as tecnologias.
Fonte: Dados da pesquisa.
Há uma visível predominância para o conceito ‘bom’ no que diz respeito ao desempenho dos funcionários no uso das tecnologias. O resultado das respostas das bibliotecas por macrorregião (polo e bibliotecas públicas municipais) foi de 66,66% para um bom desempenho e 16,66% não souberam informar e creditaram o conceito regular em ambas. A situação do acervo que reflete a participação da tecnologia na atividade de cadastramento e circulação dos documentos é visualizada no Gráfico 15.
Gráfico 15 – Satisfação em Relação ao Acervo.
Dados da pesquisa.
A opção ‘satisfeito’ e ‘parcialmente satisfeito’ sobrepõe a outra opção ‘insatisfeito’, isto reflete o investimento do governo federal, estadual e da FBN/RJ em editais, projetos e programas visando a melhoria do acervo das bibliotecas públicas municipais brasileiras. Outra avaliação positiva foi em relação aos serviços da biblioteca de um modo geral. Os resultados por parte dos usuários da polo e das BPMs apontaram que pouco menos da metade dos usuários pesquisados estão satisfeitos com os serviços, especificamente os usuários da polo marcaram 33,33% para os conceitos: excelente e bom e também 33,33% dos usuários não souberam informar este item. Já 33,33% dos usuários das BPMs classificaram os serviços como excelentes, 50% como bom e 8,33% como regular, esse mesmo percentual foi indicado a opção ‘não sabe informar’.
Gráfico 16 – Situação do acervo.
Fonte: Dados da pesquisa.
A maioria das bibliotecas da macrorregião encontra-se em fase de informatização com o software Biblivre (apontado em 50%) pelos respondentes. Essa questão da informatização parcial se deve aos editais de modernização e revitalização das bibliotecas públicas da Secult/CE e FBN/RJ. Das bibliotecas pesquisadas 66,66% usam um software livre, além do já citado Biblivre, 16,66% usam o Minibiblio e 16,66% usam um software proprietário ou nenhum. O software proprietário citado foi o Ubuntu.
Gráfico 17 – Relacionamento Interno e Externo da Macrorregião.
A principal forma de comunicação externa e interna é através de e-mails e telefone. Alguns respondentes indicaram o uso de mala direta apenas para comunicar-se com os fornecedores e 33,33% afirmaram que este é um procedimento feito exclusivamente pelas prefeituras e secretarias de governo. Para o relacionamento com os usuários, 33,33% afirmaram que acontece pessoalmente. A comunicação interna e externa com fornecedores, clientela, outras bibliotecas, instituições parceiras etc também foi avaliada pelos usuários e ilustrada no Gráfico 18.
Gráfico 18 – Avaliação do Relacionamento Interno e Externo.
Fonte: Dados da pesquisa.
Este item foi bem avaliado, pois não apresentou grandes percentuais negativos. Entretanto, o maior índice de aprovação foi de 50%, o que por si não consegue estabelecer um resultado realmente positivo, apenas na média.
O último item dessa variável para esta macrorregião foi o desenvolvimento de projetos direcionados para públicos especiais para se identificar o público que mais se beneficia das atividades da biblioteca.
Gráfico 19 - Desenvolvimento de Projetos Especiais.
Fonte: Dados da pesquisa.
Os dados revelaram um maior direcionamento de esforços para o atendimento ao público infantil, o que vai ao encontro da orientação estratégica especificada na autoimagem que trazia os construtos categorizados em leitura com grande incidência.
Por fim os usuários responderam se tinham conhecimento de algum projeto da biblioteca em questão e foram unânimes tanto no que diz respeito a Polo como aos das BPMs: desconhecem qualquer projeto da biblioteca. Os usuários foram incentivados a deixar algum comentário livre e a categorização dessas falas traz uma conotação negativa com reinvindicações por melhoria do espaço e do acervo. Os construtos com maior incidência foram: melhorar; melhoria; melhoramento, todos referindo-se ao acervo e estrutura física. 6.1.2 Macrorregiões Cariri e Centro Sul
A macrorregião do Cariri tem 28 municípios e a amostragem da pesquisa foi de seis municípios e mais a Biblioteca Polo no município de Juazeiro do Norte, em um total de sete bibliotecas pesquisadas o que corresponde a 25% das bibliotecas da macrorregião e 15,21% do total de bibliotecas para a macrorregião (Figura 28). A cidade de Juazeiro do Norte, fica a 533Km da capital Fortaleza e foi criada a partir da Lei 1.028, de 1911, com área territorial de 248.558Km² (IPECE, 2012) e população de 255.648 habitantes (IBGE, 2010). A biblioteca pública municipal foi idealizada e posteriormente criada pelo Capitão Humberto Bezerra, então prefeito municipal no ano de 1965, entretanto, sua implementação se deu apenas no ano
de 1975 pela Lei nº 522, de 20 de maio31, quando recebeu o nome de Biblioteca Pública Municipal Dr. Possidônio da Silva Bem. As bibliotecas que fizeram parte da pesquisa foram as dos municípios de Crato, Barbalha, Barro, Brejo Santo, Farias Brito e Missão Velha.
Figura 28 – Macrorregiões Cariri e Centro Sul e seus municípios.