2.2 K ARTLEGGING VED AFASI
2.2.3 Muntlig bildebeskrivelse til klinisk bruk
Na fase de identificação dos perigos é importante a participação de todos os integrantes da equipe de trabalho no sentido de identificar possíveis situações perigosas. A seguir, alguns dos principais perigos de natureza elétrica a serem prontamente identificados.
4.2.1.1 Fiação inadequada
Um condutor (fio ou cabo) com capacidade de condução de corrente, definida pela sua seção transversal, menor que a corrente elétrica eventual que circula pelo circuito, pode sofrer aquecimento excessivo e danos em sua isolação, podendo resultar em um incêndio. Quando da utilização de um cabo de extensão, a capacidade de condução de corrente do mesmo pode ser pequena em relação à demanda de corrente requerida pelo equipamento ou ferramenta utilizada. O dispositivo de proteção do circuito, um disjuntor, por exemplo, normalmente é dimensionado para
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RIDLEY, J. Safety at work. 3 ed.. London: Butterworth Heinemann, 1990.
proteger o circuito principal e não atuará, ainda que o cabo de extensão sofra um aquecimento excessivo.
4.2.1.2 Tipo de metal
O tipo de metal utilizado como condutor pode ser também uma fonte de perigo requerendo atenção especial. O alumínio, por exemplo, menos dúctil e mais quebradiço que o cobre, rompe-se mais facilmente. As conexões em alumínio tendem a se tornar folgadas e se oxidar se não forem corretamente executadas.
4.2.1.3 Condutores e componentes elétricos ou eletrônicos expostos
Se uma tampa ou a blindagem de proteção de uma máquina ou quadro elétrico forem removidos, seus condutores e componentes elétricos e eletrônicos internos podem ficar expostos. Condutores elétricos podem também estar expostos nas entradas e linhas aéreas de energia, nos terminais de motores e nos equipamentos elétricos e eletrônicos em geral. A Figura 4.6 apresenta um exemplo de condutores e contatos elétricos expostos.
4.2.1.4 Linhas aéreas de energia
As linhas aéreas de energia geralmente não são isoladas, fato não percebido pela maioria das pessoas, e representam grande perigo de contato direto aos trabalhadores, sendo responsáveis por mais da metade das eletrocussões. No passado, 80% das mortes dos trabalhadores em linhas de energia foram causadas por contato direto com a linha viva (energizada) e a mão desprotegida.
Historicamente, as eletrocussões são responsáveis por 20% das fatalidades na ICC canadense sendo a totalidade das mesmas resultantes de contatos com linhas aéreas de energia. Atualmente, com a evolução dos EPI, e o desenvolvimento de luvas especiais de borracha que protegem o trabalhador até uma tensão de 34.500 volts, a maioria de eletrocussões envolvendo linhas aéreas são causados por falhas em se manter distâncias apropriadas na execução do trabalho (Elcosh, 2000).
Equipamentos como guindastes, gruas, bombas lançadoras de concreto, caminhões basculantes, andaimes metálicos e plataformas elevatórias de trabalho requerem atenção especial quando de sua operação. Para que contatos diretos não ocorram devem-se prever barreiras físicas e observar as distâncias mínimas de segurança das linhas aéreas. Deve-se evitar também armazenar materiais e equipamentos próximos ou sob as linhas aéreas de energia. As Figuras 4.7 e 4.8 focalizam, respectivamente, contatos diretos de um caminhão basculante e uma plataforma de trabalho elevatória, com linhas aéreas de energia.
Figura 4.7- Caminhão basculante em contato direto com linha aérea de energia não isolada (Elcosh, 2000).
Figura 4.8- Plataforma de trabalho elevatória em operação próximo a linha aérea de energia (Elcosh, 2000).
A Figura 4.9 demonstra a eletrocussão causada por contato direto de objeto metálico com linha aérea de energia e a Figura 4.10 a altura segura mínima de uma linha aérea de energia.
Figura 4.9 – Eletrocussão causada por contato direto de objeto metálico com linha aérea de energia (Elcosh, 2000).
Figura 4.10 – Altura mínima de linha aérea de energia (Fundacentro, 2001).
4.2.1.5 Isolação deficiente
A isolação é normalmente composta de um material, plástico ou borracha, que não conduz bem a eletricidade e impede que os condutores venham a entrar em contato entre si ou com as pessoas. A falha da isolação ou a isolação defeituosa ou inadequada constituem perigos elétricos e quando ocorrem, partes expostas metálicas de uma máquina ou ferramenta podem ficar energizadas se um condutor vivo entrar em contato com elas.
Ferramentas elétricas manuais velhas, danificadas ou mal utilizadas podem ter sua isolação interna danificada, o que poderá provocar um choque elétrico principalmente se a ferramenta não estiver aterrada, devendo-se, portanto sempre dar preferência a ferramentas novas, duplamente-isoladas e sem partes metálicas expostas. As Figuras 4.11 e 4.12 apresentam respectivamente isolação deficiente e condutores expostos.
Figura 4.11 - Falha de isolação em um cabo de extensão.
Figura 4.12 - Condutores expostos.
4.2.1.6 Aterramento impróprio
Uma das mais comuns violações às prescrições das normas que regulam o trabalho com eletricidade é o aterramento impróprio ou defeituoso de circuitos e equipamentos. As partes metálicas expostas de um sistema elétrico passíveis de serem tocadas devem ser aterradas, ou seja, ligadas à terra. Quando um circuito ou máquina não são aterrados propriamente, suas partes metálicas expostas podem tornar-se perigosas, em caso de falha elétrica, por não poderem escoar esta energia indesejada à terra.
4.2.1.7 Circuitos sobrecarregados
Se muitas cargas elétricas forem conectadas a um circuito ou a uma tomada pode ocorrer uma sobrecarga que provocará um aquecimento excessivo neste circuito. As sobrecargas são as maiores causas de incêndios e também podem ser provocadas pela utilização de um dispositivo elétrico, por exemplo, uma ferramenta defeituosa ou qualquer outro aparelho que demande uma corrente acima do limite de condução de corrente do condutor, porém de valor inferior à corrente nominal do dispositivo de proteção. A Figura 4.13 demonstra a ligação imprópria de várias cargas a uma tomada.
Figura 4.13 - Ligação de vários aparelhos em apenas uma tomada gerando possível sobrecarga.
A utilização de dispositivos de proteção, fusíveis e disjuntores, mal dimensionados ou com capacidades maiores que os condutores também provocam sobrecarga. Se a temperatura nos condutores for alta o suficiente para derreter sua isolação, pode ocorrer a formação de arcos elétricos que podem causar fogo na área da sobrecarga, mesmo dentro de uma parede.
4.2.1.8 Ambiente de trabalho úmido ou molhado
O desempenho do trabalho, em situações de contato com a água é perigoso pois, se o trabalhador entrar em contato com um condutor ou uma parte viva, em condições úmidas ou molhadas, o corpo humano tem diminuída sua resistência elétrica, tornando-se um caminho mais fácil para uma maior corrente elétrica, o que acarreta mais sérios danos aos órgãos e tecidos humanos. Para que alguém seja eletrocutado não há a necessidade de estar sobre uma poça de água, bastando uma alta umidade do ar, o uso de uma roupa molhada ou a transpiração excessiva, condições que aumentam a chance de eletrocussão e podem ser extremamente perigosas. A utilização de EPIs ou ferramentas erradas ou inadequadas, a utilização de escadas que conduzem a eletricidade também representam grave perigo em ambiente molhado. A Figura 4.14 e a Figura 4.15 apresentam casos de desempenho do trabalho em situações de possível contato com a água.
Figura 4.14 - Isolação de condutores deficiente e condição de exposição agravada por possibilidade de contato com a água.
Figura 4.15 - Desempenho do trabalho em contato com a água.