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I.4. Methods for studying Pseudomonas taxonomy

I.4.5. Multilocus sequence analysis

Em D7, a participante P10 retornou voluntariamente ao Centro de Pesquisa e

relatou, ao responder ao RE2, que não sabia o que era a malária e nem quantos dias eram

Inventário sobre adesão ao tratamento e comportamentos de prevenção, momento em que foram identificadas as classes de comportamento de risco para a malária presentes no

repertório de P10, como: não usar mosquiteiro; tomar banho no rio de 5 às 7 horas e de 17

às 18 horas, horário que o mosquito está presente com maior intensidade naquele ambiente;

ficar ao relento durante a noite porque necessitava pescar ou caçar; não usar repelente; não

notificar os novos casos da doença ao agente de endemias local; não manter podadas as

árvores ao redor de sua casa (Figuras 15); não usar tela nas portas e janelas da casa; não

limpar semanalmente a área externa da casa, e não usar repelente como andiroba ou

similares vendidos em farmácias ou mercearias.

Figura 15. Presença de vegetação e árvores não podadas próxima à casa de P10, antes da intervenção.

(a) Intervenção realizada em D14

Durante a visita domiciliar realizada em D14, foi feito o treino em análise de

contingências dos riscos ambientais na área interna do domicílio. Durante o treino, por

meio das “informações sobre transmissão da malária” a equipe da pesquisadora apresentou

à P10: informações gerais sobre a doença malária; a ecologia do mosquito Anopheles,

Plasmódio, como se dá a transmissão da malária, prevenção e adesão ao tratamento. A

pesquisadora analisou com a participante os comportamentos de risco (exemplificando

com a falta do uso do mosquiteiro) e os fatores de riscos de transmissão de malária

presentes no ambiente domiciliar interno (exemplificando com a falta de tela nas portas e

janelas e a presença de aberturas nas paredes da casa).

Após estas análises, foi feito um contrato comportamental por meio do qual P10 foi

orientada a adquirir e usar mosquiteiro diariamente, telar janelas e portas, fechar as frestas

das paredes da casa e comunicar ao agente de saúde novos casos de malária na família,

caso surgissem. Além disso, P10 deveria preencher um protocolo de monitoramento de

contrato comportamental entregue pela pesquisadora (PCC1), que seria analisado na

próxima visita domiciliar.

(b) Intervenção realizada em D21

Na segunda sessão de visita domiciliar foram avaliadas, através do protocolo de

monitoramento de contrato comportamental, quais orientações contratadas na sessão

anterior (D14) foram seguidas por P10.

A pesquisadora constatou no protocolo que P10 adquiriu e passou a usar

diariamente o mosquiteiro, conforme demonstrado na Figura 16. Entretanto, P10 relatou

que não comprou mosquiteiros para o uso dos outros membros da família, não telou portas

e janelas, nem realizou o fechamento das frestas das paredes, por falta de recursos

financeiros. Mas, relatou que pretendia trabalhar para adquirir os recursos necessários para

tais providências. P10 relatou também que não houve casos novos de malária na família

Figura 16 – Mosquiteiro adquirido por P10, após o treino de PCC1.

Após a avaliação do protocolo, foi realizado um treino em análise de contingências

de riscos ambientais da área externa da casa. A pesquisadora orientou P10 a observar a

vegetação próxima da casa, para analisar os riscos que ela oferecia como criadouros aos

mosquitos transmissores da doença e eliminar a água acumulada em poças, depósitos

(garrafas e latas), pneus, plantas e folhas. Para estas orientações, a pesquisadora utilizou

“as informações sobre transmissão da malária”.

A seguir foi contratado entre a pesquisadora e P10 que esta se comprometeria a

podar as árvores próximas da casa, eliminar poças d’água e fazer a limpeza do terreno em

volta da casa pelo menos uma vez por semana, até a próxima visita, além de responder à

(c) Intervenção realizada em D28

A terceira sessão de visita domiciliar iniciou com a análise do protocolo de

monitoramento de contrato comportamental realizado em D21 (PCC2). A pesquisadora

observou que a área ao redor da casa estava limpa (Figuras 17 a, b e c), sem depósitos ou

poças de água, mas que a poda das árvores não havia sido realizada. De acordo com

registro no protocolo e com o relato verbal da participante, o marido de P10 estava doente

e não havia quem fizesse este trabalho para ela.

Em seguida, iniciou-se o treino em análise de contingências de riscos ambientais,

analisando os riscos relacionados ao banho no rio nos horários de 5 às 7 horas da manhã e

de 17 às 19 horas, e quanto aos hábitos de vestuário no período noturno quando a

participante ia pescar, ou durante o dia quando entrava na mata para ir à roça.

Ao final da visita, foi realizado um novo contrato entre a pesquisadora e P10 no

qual esta se comprometeu a não tomar banho no rio nos horários de risco e a utilizar roupas

adequadas (como camisas de manga comprida e calça comprida) quando fosse pescar (à

noite) e para roça (durante o dia). Foi entregue uma nova folha de protocolo de contrato

17a) Limpeza do quintal por P10, no período de D14 a D21, durante a intervenção.

b) c)

17 b e c) Manutenção de limpeza da área externa (quintal), após treino de PCC2 com a participante P10 da Condição 3.

(d) Intervenção realizada em D35

A sessão iniciou com a análise do protocolo de monitoramento de contrato

comportamental entregue em D28, onde a pesquisadora constatou que a participante evitou

o banho no horário de 5 às 7h da manhã, mas ainda tomava banho em horário de risco (17

às 19h). Também foi constatado que a participante adotou o uso de camisas de mangas e

calças compridas nos horários de risco. De acordo com o registro do protocolo e os relatos

verbais de P10, o uso de tais acessórios de proteção foi aderido como mostra sua fala sobre

o assunto:

“É até melhor [fazendo referência ao uso de camisas de mangas compridas e descalças compridas], para evitar o sol quando se vai

para roça, e o frio de noite quando se vai pescar” (P10, ...).

P10 relatou ter feito a experiência de tomar banho no rio a partir das 20 horas e ter

observado que não encontrou mosquito na beira do rio naquele horário:

“Já fiz o teste e não vi um mosquito na beira do rio” (no horário de 20h) (P10, ...).

A pesquisadora passou então às novas orientações e contrato para comportamentos

de prevenção da doença, desta vez incluindo: fazer fumaça ao redor da casa ao anoitecer

(fumacê), beber água de alho e usar o óleo de andiroba como repelente. Após tais

orientações, foi entregue a folha de protocolo de contrato comportamental para

preenchimento por P10 (PCC4).

(e) Intervenção realizada em D42

De acordo com registro do protocolo do contrato comportamental em D35 e relato

mandioca, bebeu água de alho, entretanto, não discriminou o uso da água de alho como

repelente. Ela também relatou que não conseguiu adquirir a andiroba.