4.6 Changes in dynamics and relation to the hypotheses
4.6.5 Multi factor hypothesis
É muito provável que a criança não se concentre na lição porque está distraída com
alguma coisa que é muito mais atraente para ela ou alguma condição física desfavorável ao estudo, ou mesmo alguma dificuldade para fazer a tarefa.
Como já vimos os pais podem cuidar para que o ambiente não atrapalhe o jeito de estudar da criança, fazendo com que esta note o que está atrapalhando e aprenda a mudar essas condições.
O local de estudo não deve ter distrações, deve ser de agrado da criança e confortável
(almofada na cadeira, tijolo embaixo dos pés, limpar farelinhos, improvisar uma estante para arrumar o material, iluminar o local, esquentar ou refrescar o local, saber se a criança se sente bem nesse local - dê uma olhada na unidade sobre local e material de estudo). O material
também deve estar organizado e limpo para que ela não se atrapalhe para achar o que precisa
na hora do estudo (isto também está na unidade sobre o material escolar)
Em geral, estudar conversando com uma pessoa, ouvindo música ou vendo televisão atrapalha o estudo (a criança fica distraída e isto pode fazer com que ela erre mais ou demore mais para fazer a lição). Porém existem crianças que podem conseguir fazer suas tarefas, sem erro e sem demora, ouvindo uma música suave. Como seu filho se concentra melhor?
Evite que a criança estude sob más condições, tais como: sob tensão, sob cansaço, ansiosa, com sono, com fome; estudar tem que ser algo agradável;
Exemplo: se seu filho fala que não consegue estudar porque está com fome, o pai ou a mãe
deve deixar que filho coma e depois volte ao estudo. Você deve dizer que fome e estudo não combinam, pois quando estamos com fome só conseguimos pensar em comida e é preciso estar bem na hora de estudar. Mas providencie para que a criança se alimente longe do estudo, não misturando as duas atividades.
Esteja atento a possíveis eventos que podem estar concorrendo com a hora da lição. Observe se ocorrem coisas que ela deseja muito e que está deixando de ter por causa do
estudo
Exemplo: Se vai passar na televisão um programa que seu filho gosta muito, combine com ele
um horário para que possa assistir e com calma. Não é bom que a criança deixe de fazer coisas que gosta para ter que fazer lição ou estudar. A lição pode passar a ser uma obrigação ruim, pois na verdade está impedindo a criança de fazer coisas muito boas. O ideal é que os horários sejam combinados e negociados
com antecedência. Ela pode começar a fazer a lição, parar para
assistir seu programa na TV e depois voltar para a lição, desde que tudo isso tenha sido combinado antes e que os acordos não
sejam quebrados (lembra-se da unidade sobre regras?). Acordos quebrados podem dar oportunidade para que a criança comece a desrespeitar regras.
Portanto, a melhor coisa a se fazer em relação a situações que podem atrapalhar o
estudo é justamente prever quando e como serão enfrentadas as possíveis distrações na
hora de estudar. Mas se, mesmo assim, ocorrerem interrupções por força de acontecimentos
que não estão sob controle, ainda é possível enfrentá-las de modo a minimizar os prejuízos para o estudo:
Se a situação que levou à interrupção permitir, proponha aos envolvidos dar
Se for inevitável interromper por um motivo que requer ação imediata (um acidente, alguém necessita de ajuda com urgência, há riscos para alguém...) é importante resolver a situação que gerou a interrupção sem remorsos ou irritação, e depois ver como recuperar o estudo;
Se a interrupção comprometer a qualidade da continuidade do estudo, suspenda temporariamente a sessão, até que seu filho possa restabelecer a tranqüilidade e disposição necessária para um bom rendimento: estudar com sono, cansado,
simplesmente irritado, agitado ou nervoso pode ser pior que interromper provisoriamente o estudo... Um efeito da insistência em estudar sob condições
adversas é tornar o próprio estudar algo desagradável e desconfortável...
Como programar intervalos de descanso?
É comum que pessoas que estejam estudando interrompam a atividade de estudo quando ficam cansadas ou quando a dificuldade é acentuada. Esta não é uma boa providência. O
término de uma sessão de estudos deve ocorrer de forma planejada e não acidental ou
determinada pelo cansaço.
O que quer que façamos e que seja seguido de desconforto, sofrimento ou cansaço, tem sua probabilidade de ocorrência futura reduzida. Estudar não foge à regra, muito pelo contrário. Cada um deve descobrir seus tempos ótimos de rendimento (e eles podem variar muito de circunstância para circunstância) e utilizar esse conhecimento para definir unidades de estudo, prevendo então interrupções ao final de unidades de estudo completadas. O critério fundamental não é a passagem do tempo, mas um objetivo cumprido. É necessário então
aprender a definir objetivos que podem ser alcançados, no tempo disponível!
Ajude a criança a planejar cada uma das sessões de estudo utilizando critérios como:
disciplinas mais difíceis ou custosas primeiro, depois as mais fáceis e agradáveis, servindo
como forma de descanso (e prêmio!); intercale as disciplinas que exigem diferentes formas de raciocínio e de trabalho (matemática e português, por exemplo), de modo que uma sirva de descanso e preparo para a outra.
Muitas pessoas pensam que se estão rendendo bem, não devem interromper o trabalho e sim aproveitar o máximo possível da oportunidade. Isto não é necessariamente certo! Breves intervalos para descanso, desde que não signifiquem ou se tornem um modo de fugir da tarefa,
servem para recompor a disposição para estudar, aumentando o tempo total de estudo e principalmente o rendimento. Portanto, é importante garantir que a criança faça intervalos ao estudar, quando as tarefas são longas, ou várias, mas que ela sempre pare depois de completar alguma parte da sua tarefa - e não apenas depois de um tempo trabalhando.
Ensine a criança a deixar todo material em ordem antes de abandonar o local de
estudo para um intervalo, pois é uma maneira de facilitar o regresso: a perspectiva de uma
tremenda bagunça pode servir como obstáculo para o retorno ao estudo no momento previsto. A perspectiva de uma tarefa agradável ao retormar é uma motivação adicional para o retorno.
Ao fazer intervalos, é importante que a criança faça coisas que não prendam demais sua atenção e que fique difícil voltar a estudar. Por exemplo: tomar um pequeno
lanche, fazer algum exercício físico de pequena duração etc. Evitar começar a assistir um filme na televisão, ou uma brincadeira demorada etc.
parte das circunstancias que cercam a vida de todos. Por isso é necessário também avaliar e
rever o plano proposto, de modo permanente, para que possa observar o que vai bem e o que
precisa ser alterado.