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Muligheter for forbedring i gjennomføringen av prosessene

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STYFORs kartlegging

7.2 Muligheter for forbedring i gjennomføringen av prosessene

a nível mundial, outras importantes empresas como a THOMA, F(x) MOTION e a Vinten Radamec têm vindo a desenvolver sistemas de tracking, garantindo novas características que as tornam extremamente competitivas.

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A THOMA oferece diversos tipos de sistemas de tracking para estúdios virtuais, sendo uma das suas apostas desde o princípio de 2009, a produção de kits com sistemas de sensores para todo o tipo de fluid heads, com o objectivo de transformar o equipamento já existente em estúdio e fazer a sua adaptação à produção virtual com o menor investimento possível (ver Fig. 61). Disponibiliza ainda o tradicional sistema de tracking por sensores mecânicos pela monitorização do pedestal onde assenta a câmara da instalação, e através da colocação de sensores na própria cabeça da câmara (neste caso apenas em modelos específicos mas bastante utilizados, Sachtler e Vinten). Este último traz a vantagem de ter sido concebido para se poder montar em apenas 15 minutos e permite que se funcione com o sistema de tripé de maneira convencional (Thoma - dedicated to accuracy, n.d).

Fig. 61a/61b - Sistemas de tracking da THOMA: Sensor-Kit Vídeo 25 (15 minutos para a sua adaptação a um tripé convencional) e o THOMA Walkfinder (sistema por infra-vermelhos) com a capacidade de funcionar num estúdio com 120 m2 nos 360o

e com delay de apenas uma frame, sem necessidade de racalibração durante a produção (Thoma - dedicated to accuracy, n.d.).

O sistema de tracking por infravermelhos da THOMA também é sobejamente utilizado por diversas grandes empresas, não só na televisão como no cinema. Tendo sido desenvolvido sobretudo para se utilizar com câmaras portáteis ou estáticas, pode igualmente ser utilizado em operações com pedestal ou fluid heads. Este sistema elimina a necessidade de investimento em câmaras e

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pedestais específicos para utilização em Cenografia Virtual, mas implica a aquisição do sistema de monitorização. De forma semelhante ao tracking por infravermelhos disponibilizado pela ORAD, as câmaras de monitorização são colocadas estrategicamente acima da área do estúdio seguindo todas as posições da câmara. Os alvos colocados nas câmaras emitem flashes de infra-vermelhos nas frequências de 50 e 60 Hz. As câmaras de monitorização e as câmaras do estúdio são sincronizadas transmitindo os dados na forma de informações 2D para a hub ethernet. O sistema permite o movimento 3D das câmaras a 360o sem

nenhumas restrições, sendo que pode ficar até 30 dias sem necessitar de ser recalibrado e o tempo exigido à sua calibração é de apenas de 5m por cada câmara (Thoma - dedicated to accuracy, n.d).

O sistema Furio da F(x) MOTION, com um pedestal monitorizado, um elevador telescópico, uma cabeça de câmara com 2 ou 3 eixos e um conjunto de controlo de operadores, funciona também através de um sistema por sensores mecânicos instalados no pedestal da câmara real. Todos os movimentos em qualquer dos eixos são monitorizados e o interface com o software do estúdio virtual utilizado é standardizado. Utiliza um descodificador externo na lente para determinar as posições de zoom e focus da lente e possui sensores de translação de posição absoluta. O sistema é leve, portátil, silencioso e facilmente calibrado. Em conjunto com o Studio Automation da empresa este sistema permite apresentar movimentos repetidos “on-air” pré-programados. Ainda através do FX- Motion “Pre-Viz”, uma aplicação nova no mercado, é possível pré-programar e visualizar o programa televisivo antes da sua realização no estúdio real. Juntamente com o modelo 3D do cenário, é possível funcionar com a simulação do posicionamento do equipamento robotizado (câmara) e definir todos os movimentos da câmara a realizar durante a emissão do programa. Uma vez escolhido o estilo visual a aplicar, os movimentos pré-visualizados podem ser transmitidos para a câmara robotizada, de forma a replicar os movimentos exactos pré-programados (ver Fig. 62) (Furio - Fx-motion.com, n.d.)

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Fig. 62 - Furio System da F(x) MOTION: Studio Automation, Pre-Viz e Virtual Studio (Furio - Fx- motion.com, n.d.).

A Vinten Radamec disponibiliza dois sistemas de tracking bastante distintos. O primeiro semelhante aos anteriores consiste na aplicação de sensores mecânicos instalados no pedestal e de codificadores ópticos nas lentes da câmara. Também esta empresa apresenta um pedestal ultra-leve de calibração rápida com interface de utilização bastante acessível e com um sistema extremamente preciso na execução de todos os movimentos de tilt e pan efectuados pela câmara

(

Vinten Radamec - Broadcast Robotics, © Vitec Group

2010).

Fig. 63a/63b/63c – Câmara da Vintec Radamec com a câmara auxiliar e cluster de Leds incorporado (a); alvos colocados a uma altura de 3.5 a 4 m num estúdio experimental da BBC (b); câmara auxiliar e cluster de LED‟s - free-d (c) (BBC Research Production Magic, n.d.).

Já o sistema free-d produzido em colaboração com a BBC

Research & Design, é um sistema de tracking único, que também utiliza a técnica

de medição da posição da câmara através da análise da imagem. Este sistema não necessita de sensores mecânicos e a câmara pode ser colocada em pedestais tradicionais, operada manualmente ou colocada num braço mecânico. O sistema utiliza um número de alvos codificados passivos colocados na grelha de

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iluminação do estúdio. Os alvos são constantemente iluminados e vistos por uma pequena câmara montada nas câmaras do estúdio, cada alvo é identificado por uma barra circular única. A utilização de uma banda estreita de LED‟s que emite luz durante toda a filmagem e da utilização de material reflector, assegura que um número suficiente de alvos estão visíveis sob as condições de iluminação normais do estúdio (Vinten Radamec - Broadcast Robotics, © Vitec Group 2010)

.

A imagem do tracking da câmara é processada pela unidade free-d para calcular a posição exacta e a orientação da câmara em estúdio. Isto consegue-se pela análise da posição física dos alvos. As operações sobre os eixos de zoom e focus são monitorizados por sensores ópticos montados na lente. Os dados são combinados e o processador free-d calcula os movimentos de pan,

tilt, roll, x, y, altura, zoom e focus. O protocolo para a transmissão de dados baseia-

se no protocolo da Vinten Radamec Serial Position Interface que já é suportado por diversos fornecedores de sistemas de estúdios virtuais 3D (ver Fig. 63) (ibid).

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Capítulo III

O Cenário Virtual

Na aplicação da tecnologia de Cenografia Virtual, temos paralelamente à preparação do estúdio virtual a construção do modelo do cenário virtual num programa de modelação 3D, compatível ou específico com o software a utilizar na composição de imagem em tempo-real. Neste ficheiro é definido todo o layout de cena. São atribuídas cores e texturas aos elementos do cenário, tornando-a tão credível (real) quanto possível ou noutra direcção assumindo-se como uma imagem digital totalmente sintética. Devidamente preparado o cenário, este é transferido para o sistema que faz a sua integração com as imagens captadas pelas câmaras.

Diagrama 2 - Ambiente de trabalho (interface) do software 3Designer e diagrama de funcionamento do software 3Designer sobre uma plataforma ORAD (imagem captada durante a formação online disponibilizada pela ORAD durante a realização desta dissertação, todos os direitos reservados a Orad Hi Tec Systems Ltd. © 2010 & 3Designer, Orad Hi Tec Systems Ltd. © 2010 ).

Uma vez importado o cenário para o sistema de cenografia virtual, são adaptados e finalizados em softwares como 3Designer da ORAD, o eStudio da Brainstorm ou o Viz Virtual Studio da Virzt, para que em tempo-real possa ser efectuada a sua integração com as imagens captadas pelas câmaras no estúdio real.

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No estúdio real cada câmara está ligada a um computador que por sua vez está ligado em rede aos outros computadores. Qualquer alteração realizada é assumida por todos os computadores, fazendo com que a câmara virtual se mova de acordo com o movimento da câmara real. Para resolver o problema do se trabalharem com cálculos extremamente pesados em termos de processamento informático, geralmente aplicam-se cálculos de luz e sombras pré- calculados, para que se possa trabalhar em tempo-real. Mesmo assim existe sempre uma pequena diferença entre a imagem captada e o tempo que o sistema demora a fazer o render do cenário virtual. Este delay é então compensado de forma a coincidir com a imagem e som real.

3.1 SINCRONIZAÇÃO ENTRE A REALIDADE E O VIRTUAL

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