4.6 Vurdering om et amerikansk LLC kan anses hjemmehørende i et lavskatteland
4.6.2 Mulige løsninger etter konkret vurdering
Depois da família, uma das principais fontes de identidade é a nação em que nascemos. Hall discute que: "As culturas nacionais, ao produzir sentidos sobre 'a nação', sentidos com os quais podemos nos identificar, constroem identidades" (2011, p.51). E ressalta: "A lealdade e a identificação que, numa era pré-moderna ou em sociedades mais tradicionais, eram dadas à tribo, ao povo, à religião e à região, foram transferidas, gradualmente, nas sociedades ocidentais, à cultura nacional" (2011, p.49).
As famílias, as tribos, as casas eram fundamentais para a construção da identidade das personagens bíblicas e uma das características pelas quais eram identificadas pelos outros. Esse dado favorecia imediatamente o reconhecimento de características dos habitantes dessa determinada tribo; a tribo de Levi, por exemplo, seria sempre reconhecida como a tribo sacerdotal: "Por esse mesmo tempo, o SENHOR separou a tribo de Levi para levar a arca da Aliança do SENHOR, para estar diante do SENHOR, para servir e para abençoar em seu nome até ao dia de hoje" Dt 10.8. A tribo de Aser, por sua vez, era conhecida por sua prosperidade e por isso, a referência à azeite, que era valioso como alimento e combustível e neste versículo, símbolo de riqueza: "De Aser disse: Bendito seja Aser entre os filhos de Jacó, agrade a seus irmãos e banhe em azeite o pé" (Dt 33.24).
Por toda a Bíblia, a palavra "casa" pode ser referência a povo, nação e família. Além de ser uma palavra que promove, naturalmente, uma identificação, a família faz parte do fundamento do judaísmo e do cristianismo e evidencia, também, que o relacionamento com as pessoas do cotidiano deveria seguir as mesmas normas da solidariedade e hospitalidade das relações familiares: "Às metáforas da
casa e família correspondem também exortações éticas ao amor ao próximo e irmãos" (STEGEMANN & STEGEMANN, 2004, p.314).
mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel. (Mt 10.6)
O litoral pertencerá aos restantes da casa de Judá; nele, apascentarão os seus rebanhos e, à tarde, se deitarão nas casas de Asquelom; porque o SENHOR, seu Deus, atentará para eles e lhes mudará a sorte. (Sf 2.7) Assim, morreram Saul e seus três filhos; e toda a sua casa pereceu
juntamente com ele. (I Cr10.6)
Esse dinheiro, dá-lo-ás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, ou ovelhas, ou vinho, ou bebida forte, ou qualquer coisa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR, teu Deus, e te alegrarás, tua casa. (Dt.4.26)
Todos os santos vos saúdam, especialmente os da casa de César. (Fl 4.22)
Notamos, assim, que os significados de família, casa, tribo e pátria eram entrelaçados e carregavam um peso essencial para a construção da identidade.
O sentimento de pertencimento estabelecido no momento do nascimento
que havia nos tempos bíblicos é retratado nas suas narrativas. A paternidade, a tribo o nome e a religião ofereciam uma identificação permanente e imutável que o homem carregava durante toda sua vida, como motivo de orgulho ou como estigma. Bauman comenta sobre esse aspecto de formação de identidade: “nos estados pré-modernos, a identidade era determinada pelo nascimento e assim proporcionavam poucas oportunidades para que surgisse a questão do “quem sou?” (2005, p.55).
Os filhos de Zebulom, segundo a suas famílias, foram: de Serede, a família
dos sereditas; de Elom, a família dos elonitas, de Jaleel, a família dos jaleelitas. (Nm26.26)
Vi também, naqueles dias, que judeus haviam casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas. (Ne 13.23)
E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano. (Mt18.17)
Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus? (Gl 2.14)
Essas características de descendência forneciam uma solidez identificadora, difícil de ser quebrada, especialmente pelas mulheres, mas, não se constituía em um empecilho para o enfrentamento de crises e situações inéditas, como vemos nas narrativas do evangelho de Mateus.
Ao comparar a vida na Antiguidade com a pós-modernidade, Bauman sintetiza a mudança ocorrida com o processo de construção da identidade:
Se os nossos ancestrais eram moldados e treinados por suas sociedades como, acima de tudo, produtores, somos cada vez mais moldados e treinados como, acima de tudo, consumidores, todo o resto vindo depois. Atributos considerados trunfos (aquisição e retenção de hábitos, lealdade aos costumes estabelecidos, tolerância à rotina e a padrões de comportamento repetitivos, boa vontade em adiar a satisfação, rigidez de necessidades) se transformam nos vícios mais apavorantes no caso de um consumidor” (2005, p.72).
A sociedade da Antiguidade era agrária, "indica, pois, que a espinha dorsal econômica desses Estados era a agricultura" (STEGEMANN & STEGEMANN, 2004, p.19) e essa circunstância contribuía para a formação da identidade e a forma como o solo, a terra, a colheita eram valorizados. A maioria da população trabalhava na agricultura e, portanto vivia no campo e as elites, donas das propriedades rurais, moravam nas cidades que concentravam os poderes sociais e políticos. A subsistência dependia das colheitas e a fome representava um dos grandes problemas do povo:
Se sois homens honestos, fique detido um de vós na casa da vossa prisão; vós outros ide, levai cereal para suprir a fome das vossas casas (Gn 42.19). Não havia pão em toda a terra, porque a fome era mui severa de maneira que desfalecia o povo do Egito e o povo de Canaã por causa da fome (Gn 47.13).
Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? (Mt 12.3)
Porque se levantará nação contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Estas coisas são o princípio das dores.(Mc 13.8)
Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra. (Lc 4.25)
O campo e a cidade estavam ligados e a riqueza nas mãos de uma pequena parcela da população. Muitas das promessas de Deus ao povo de Israel no Antigo Testamento relacionavam-se à concessão de terras, como forma de herança e recompensa altamente apreciada por terem alto valor econômico e social, como podemos observar por estes versículos:
Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque eu ta darei. (Gn 13:17)
Se o SENHOR, teu Deus, dilatar os teus limites, como jurou a teus pais, e te der toda a terra que prometeu. (Dt 19.8)
Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. (Js 1:6)
Notamos que a posição geográfica sempre é mencionada nas narrativas bíblicas remetendo a eventos e pessoas marcantes do lugar ou guardando diversos significados e funções dentro do enredo:
Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém.(Mt 2.1)
Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galileia para o Jordão, a fim de que João o batizasse. (Mt 3.13)
Partindo Jesus dali, retirou-se para os lados de Tiro e Sidom. (Mt 15.21)
Ouvindo, porém, Jesus que João fora preso, retirou-se para a Galiléia; e,
deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali.(Mt 4.12)