4 Diskusjon
4.2 Mulige årsaker til ulik forekomst
A definição mais intuitiva de competitividade é a participação no mercado mundial que um país tem para seus produtos, o que torna a competitividade um jogo em que os ganhos de cada país ocorrem em detrimento de outros países. Tal visão de competitividade é usada para justificar a intervenção do Estado na economia a favor da economia interna (PORTER, 1999; DI SERIO; VASCONCELLOS, 2009).
As diferentes abordagens e definições que têm sido empregadas ao se estudar a competitividade no meio empresarial, podem ser responsáveis por uma confusão conceitual. Procurando dirimir possíveis distorções de compreensão, foram analisados alguns autores.
Para Porter (1990), a verdadeira competitividade baseia-se na produtividade, cujos fundamentos residem na esfera tanto macroeconômica quanto microeconômica. Buckley, Pass e Prescott (1988) vinculam competitividade com a produtividade do trabalho.
Autores como Ferraz, Kupfer e Haguenauer (1996) e Awuah (2001) avaliam que a competitividade é a capacidade da empresa para formular e implementar estratégias concorrenciais que lhe permitam ampliar ou conservar, de forma duradoura, uma posição sustentável no mercado.
A competitividade também pode ser vista como desempenho, expresso pela participação alcançada por uma firma em um mercado, ou como eficiência econômica, buscando traduzir a competitividade mediante a relação insumo-produto, ou seja, a capacidade de a empresa converter insumos em produtos com o máximo rendimento e menor custo (FERRAZ; KUPFER; HAGUENAUER, 1996; DI SERIO; VASCONCELLOS, 2009).
Dependendo do conceito e da abordagem, percebem-se dois critérios diferentes para se avaliar a competitividade. Um que avalia a competitividade como uma capacidade intrínseca e restrita ao processo produtivo, dando ênfase, consequentemente, aos meios de produção, de modo a mensurar a eficiência. Outro critério percebe a competitividade como um fenômeno dinâmico e relativo aos fins de produção, mensurando-a pela participação no mercado (HAGUENAUER, 1989; KUPFER, 1992; 1996; FERRAZ et al., 1997). Os dois critérios resumidos acima têm sofrido diversas críticas por tratar de indicadores a posteriori, uma vez que a participação no mercado e a produtividade apresentam essa característica (FERRAZ, et al., 1997).
Na visão de Souza (2003), o termo “competitivo” refere-se ao conceito evolucionário de disputa entre agentes (firmas) em um determinado contexto para adquirirem primeiro certos caracteres “fortes” que lhes permitam obter vantagens e se sobrepor aos concorrentes. De acordo com Ferraz et al., (1997 p.3), a competitividade no meio empresarial pode ser expressa pela “capacidade que a empresa tem de formular e implementar estratégias concorrenciais capazes de ampliar ou manter uma posição sustentável no mercado”.
Souza e Arica (2002) fazem um resgate na literatura da evolução que o termo competitividade obteve em níveis industrial e nacional, conforme se pode verificar no Quadro 4.
Quadro 4 – Definições de competitividade industrial e nacional
Definição Fonte
A habilidade de criar as precondições para maiores salários. Uri (1971),
citado por Aiginger, (1998). “A habilidade de uma nação em produzir e distribuir bens e serviços na
economia internacional..., de modo que também aumente o padrão de vida da população”.
Scott e Lodge (1985 p. 15). Uma empresa é competitiva quando pode produzir bens e serviços de
qualidade superior, ou a custos mais baixos que seus concorrentes domésticos e internacionais.
CIC (1985).
“A habilidade de um país executar metas da política econômica, especialmente o crescimento do emprego e da renda, sem enfrentar dificuldades em sua balança de pagamentos”.
Fagerberg (1990 p. 6). “O único conceito significativo de competitividade para uma nação é sua
produtividade”.
Porter (1990a p. 6).
“A capacidade da empresa em formular e implementar estratégias concorrenciais capazes de ampliar ou manter uma posição sustentável no mercado”.
Ferraz et al. (1997 p. 3). A habilidade das empresas, indústrias, regiões, nações e blocos
econômicos, em uma economia aberta, de proporcionar altos e sustentáveis níveis de emprego e de renda a população.
Maskel et al. (1998).
Fonte: Souza e Arica (2002).
Segundo Souza (2003), em nível microeconômico, competitividade pode ser entendida como a habilidade de a firma crescer, aumentando sua lucratividade e seu mercado. Tradicionalmente, o principal enfoque da competitividade tem sido nos fatores organizacionais endógenos como desempenho, eficiência técnica e, principalmente, a otimização dos recursos da empresa (AMBASTHA; MOMAYA, 2004).
Vasconcelos e Cyrino (2000, p.33) afirmam que “com a alteração das condições ambientais, mudam também os recursos essenciais para garantir a sobrevivência e o desempenho econômico diferenciado das firmas”. Assim, seria a antecipação dessas mudanças no ambiente, juntamente com o uso de estratégias vencedoras, que garantiria a possibilidade de sustentação das vantagens competitivas das firmas.
Nesta linha de pensamento, um conceito mais abrangente do termo competitividade deveria integrar os critérios de avaliação da eficiência e do desempenho presente, com sua evolução e perspectivas de sustentação futura. Diante disso, seria de extrema importância considerar onde estariam as fontes de vantagens competitivas. Para Souza (2003) e Cunha (2009), esses questionamentos indicam a
necessidade de incluir na abordagem da competitividade tanto fatores endógenos quanto exógenos ao ambiente em que as empresa estão inseridas, em uma perspectiva dinâmica e sistêmica.
3.1.1 Abordagem dinâmica da competitividade
Segundo Ferraz et al. (1997 p.3),
A partir de uma perspectiva dinâmica, o desempenho no mercado e a eficiência produtiva decorrem da capacitação acumulada pelas empresas, que, por sua vez, reflete as estratégias competitivas adotadas em função de suas percepções quanto ao processo concorrencial e ao meio ambiente econômico onde estão inseridas.
Assim, ao invés de ser entendida como um fator intrínseco de um produto ou de uma firma, a competitividade surge como uma característica extrínseca, relacionada com o padrão de concorrência vigente em cada mercado.
Pela abordagem dinâmica, o processo de tomada de decisão estratégica concentra os fatores primordiais da competitividade. Porém, devido às incertezas do ambiente, e consequentemente, pela impossibilidade de se conhecer antecipadamente as estratégias dos concorrentes, as empresas definem seu comportamento e suas estratégias competitivas a partir de suas experiências passadas e de sua perspectiva quanto ao ambiente, o que se relaciona diretamente a conceitos econômicos evolucionários (NELSON; WINTER, 1982; DOSI, 1988, 1995; SBICCA; FERNANDES, 2005).
Ainda em concordância com a abordagem dinâmica, fatores como o capital humano, fatores técnicos como capacidade de adaptação a novas tecnologias, habilidade gerencial para manter e expandir relacionamentos internos e externos à firma com firmas correlatas, fornecedores, clientes, órgãos públicos, instituições de pesquisa, entre outros influenciam a habilidade de a firma obter e manter uma posição lucrativa face às mudanças tecnológicas, econômicas e sociais, bem como a outros desafios do ambiente (FERRAZ, et al., 1997; SOUZA, 2003; ZENONE, 2007).
Para Pereira (2007, p. 34), “a concepção de arranjo produtivo local traz à tona um novo conceito de competitividade, a competitividade sistêmica ou em rede”, que é vista a partir das relações de cooperação em cadeias de redes de relações e combina diferentes formas de capital: tangíveis, humanos, logísticos, tecnológicos etc.